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2 de junho de 2020

Quando é preciso dizer o óbvio


Passei os últimos dias afastada de notícias para lidar com o luto - faz menos de uma semana que minha tia faleceu por causa do covid - e assim que voltei a me inteirar do que estava acontecendo, fiquei a me perguntar se não teria sido melhor ficar na ignorância.


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25 de maio de 2020

Night Watch: tiranos, uma Revolução Gloriosa e a banalidade do mal


'Você gostaria de Liberdade, Verdade e Justiça, não gostaria, camarada Sargento?' perguntou Reg encorajador.

'Eu gostaria de um ovo cozido,' respondeu Vimes, sacudindo a caixa de fósforos.

Houve algum riso nervoso, mas Reg pareceu ofendido.

'Nas circunstâncias, Sargento, eu penso que poderíamos focar um pouco mais alto--'

'Bem, sim, nós poderíamos' retrucou Vimes, descendo os degraus. Ele lançou um olhar para os papéis na frente de Reg. O homem se importava. Ele realmente se importava. E ele estava sério. Realmente estava. 'Mas... bem, Reg, amanhã o sol virá de novo, e eu tenho bastante certeza que o que quer que aconteça não teremos encontrado Liberdade, e não haverá muita Justiça, e tenho absoluta certeza que não teremos encontrado a Verdade. Mas é possível, talvez, que eu consiga um ovo cozido.'

Night Watch abre com uma cena de perseguição policial pelos becos e telhados de Ankh-Morpork, envolvendo Samuel Vimes, Comandante da Guarda, e Carcer, um psicopata que prefere policiais como suas vítimas. Vimes consegue encurralar o assassino no telhado da Universidade Invisível, mas, em meio a uma tempestade mágica, os dois despencam não apenas no espaço, mas através do tempo, até trinta anos no passado, às vésperas do que ficou conhecido como a Revolução Gloriosa e a República da Estrada Mina de Melaço - um breve e sangrento momento na história da cidade.


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21 de maio de 2020

Shakespeare in a Divided America: o que suas peças têm a nos dizer sobre nosso passado e futuro


"Nas peças históricas e tragédias que Lincoln achava tão atraentes, Shakespeare coloca seus protagonistas, a maior parte deles líderes, sob pressão insuportável. Entre os momentos mais poderosos dessas peças estão os discursos em que personagens confrontam dilemas morais e dão voz à culpa e o sofrimento que os esmagam. Que esses personagens sejam frequentemente malignos - Ricardo III, Macbeth, Claudius - pouco importava a Lincoln; o que lhe interessava era seu grau de autoconsciência, o quanto eles compreendiam das difíceis decisões com que eram confrontados."

Esse livro me apareceu numa das últimas listas de recomendação que o Goodreads envia, baseado no fato de que já li e avaliei positivamente outros livros do autor. O tema - a ideia de Shakespeare usado no debate político americano - chamou-me bastante a atenção, e como andei assistindo várias peças do bardo nas últimas semanas, decidi passá-lo à frente da lista e começá-lo logo. É um volume relativamente curto (pouco mais de 300 páginas), e o assunto é bem complexo; mas a prosa de Shapiro é estimulante, provocativa e a leitura acabou passando muito mais rápido do que eu previra.


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14 de abril de 2020

A História como um Sistema Caótico: Lendo Blackout/All Clear


"I’m not studying the heroes who lead navies—and armies—and win wars. I’m studying ordinary people who you wouldn’t expect to be heroic, but who, when there’s a crisis, show extraordinary bravery and self-sacrifice. Like Jenna Geidel, who gave her life vaccinating people during the Pandemic. And the fishermen and retired boat owners and weekend sailors who rescued the British Army from Dunkirk. And Wells Crowther, the twenty-four-year-old equities trader who worked in the World Trade Center. When it was hit by terrorists, he could have gotten out, but instead he went back and saved ten people, and died. I’m going to observe six different sets of heroes in six different situations to try to determine what qualities they have in common."

Polly é uma historiadora interessada em estudar o efeito dos bombardeios diários sobre as pessoas comuns durante a Blitz - campanha militar que faz parte da Batalha da Grã-Bretanha entre 1940 e 1941, quando a Luftwaffe e a RAF combatiam nos ares numa escala nunca antes imaginada. Michael, também um historiador, deseja entender o heroísmo das pessoas comuns em tempos de desastre; para tanto ele pretende estudar Pearl Harbor e os civis que atenderam ao chamado de resgate das tropas em Dunkirk. Merope está em seu primeiro estudo de campo, observando crianças evacuadas de Londres para escapar dos bombardeios. Em comum, todos eles são alunos do professor Dunworthy em Oxford, num mundo em que viagens no tempo são possíveis e utilizadas principalmente por estudantes de História. Cada um deles viaja para sua época de estudo e, por diferentes razões, descobrem que o caminho de volta ao seu presente está barrado. Eles estão sozinhos e presos no passado, num dos períodos mais turbulentos da História.


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27 de março de 2020

Os Livros em Tempos de Quarentena


Completei oficialmente uma semana de isolamento. Aqui em casa temos conseguido manter uma rotina mais ou menos normal. D. Mãe e eu dividimos o trabalho de casa e todos temos conseguido trabalhar sem sair. Papai faz exercícios pela manhã e de tarde maratona séries na Netflix (ele começou agora La Casa de Papel). Comprei lápis de cor e livros de colorir, porque falam que é antiestressante e comecei a escrever meu próprio diário da quarentena (porque escrever, para mim, sempre serviu como válvula de escape). Mas seguimos preocupados.


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27 de fevereiro de 2020

Mythos: As melhores histórias de heróis, deuses e titãs


Atualmente, a origem do universo é explicada pelo big bang, um evento isolado que fez aparecer instantaneamente toda a matéria da qual tudo e todos são feitos.

Os gregos antigos tinham uma ideia diferente. Eles diziam que tudo começou não com uma explosão, mas com o CAOS.

Será que o Caos era um deus – um ser divino – ou simplesmente um estado de inexistência? Ou seria o Caos, exatamente como a palavra é usada hoje, um tipo de bagunça terrível, como um quarto de adolescente, só que pior?

Pense no Caos como, talvez, algum tipo de grande bocejo cósmico. Como um abismo ou um vácuo que boceja, no vazio da existência.

Se o Caos fez surgir vida e substâncias do nada, ou se o Caos bocejou vida, ou se a sonhou, ou a invocou de alguma outra maneira, eu não sei. Eu não estava lá. Nem você. No entanto, de algum modo, estávamos, porque todas as partes que nos compõem hoje estavam lá. Basta dizer que os gregos achavam que foi o Caos que, com um suspiro intenso, ou um grande encolher de ombros, ou um soluço, vômito ou tosse, começou a longa cadeia da criação que terminou com pelicanos e penicilina e sapotis e sapos, leões-marinhos, leões, mar, seres humanos e narcisos e assassinato e arte e amor e confusão e morte e loucura e biscoitos.

Comprei esse livro na Black Friday ano passado, por nenhum outro motivo especial além de “está em promoção”. Melhor dizendo, eu até estava atrás de algum volume de mitologia grega para ter como referência na estante, mas o escolhido era uma edição ilustrada da Zahar escrita por Nathaniel Hawthorne (o autor de A Letra Escarlate). O livro do Stephen Fry nem tinha entrado no meu radar. Mas tudo bem, fato é que estava num preço excelente, era um livro em capa dura, eu sempre podia guardá-lo para dar de presente depois.


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13 de fevereiro de 2020

Empilhando no Escaninho #40 (Os Links da Coruja)


E hoje completamos nada menos que 40 colunas do Empilhando no Escaninho! Por aqui já devo ter compartilhado centenas de links curiosos que me chamaram a atenção por um motivo ou outro - e espero que eles tenham sido tão interessantes para vocês quanto foram para mim.


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8 de fevereiro de 2020

As Várias Facetas de ‘E o Vento Levou’


Para indignação de Mammy, os companheiros favoritos de brincadeira da menina não eram as recatadas irmãs ou as garotas Wilkes, tão bem criadas, mas as crianças negras da fazenda e os meninos da vizinhança, e ela sabia subir em uma árvore ou atirar uma pedra tão bem quanto qualquer um deles. Era um motivo de grande preocupação para Mammy que a filha de Ellen exibisse tais traços, e frequentemente a intimava a “agir que nem uma daminha”. Mas Ellen assumia uma atitude mais tolerante e fazia vista grossa em relação ao problema. Ela sabia que os amiguinhos de infância seriam pretendentes no futuro, e o primeiro dever de uma moça era se casar. Ela se convencia de que a criança era simplesmente cheia de vida e ainda havia tempo para lhe ensinar as artes e graças de se tornar atraente para um homem.

Com essa finalidade, Ellen e Mammy reuniam seus esforços, e, à medida que Scarlett crescia, tornava-se uma pupila apta no assunto, embora aprendesse pouco do resto.

Começo a resenha confessando que essa foi a segunda vez que peguei E o Vento Levou para ler: quando comprei o livro uns anos atrás, li a primeira parte e abandonei, porque criei ojeriza a Scarlett O’Hara. Desconfio que o problema era meu humor à época, que me deixou sem paciência para o poço de egoísmo que Scarlett se revela logo no começo - tive tanta raiva da protagonista que larguei-a sem peso na consciência. Ok, ela é uma adolescente no início, mas ainda assim, tive uma reação muito visceral ao egocentrismo da mocinha. Esse ano, na minha incansável jornada para conquistar os livros não lidos da estante, decidi dar uma nova chance ao calhamaço de Margaret Mitchell: pensei que começando-o no começo do ano, estaria num humor melhor e conseguiria avançar.


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1 de outubro de 2019

All Hallow’s Read - História da Bruxaria


A bruxaria transforma culpa em desgraça partindo de uma força abstrata e inescrutável para uma força identificável, punível e individualizada. Se Deus, ou o destino, causou alguma doença a alguém, não há meios para revidar; mas se a responsável for uma bruxa, poder-se-á rechaçá-la ou neutralizar-lhe o poder.

Do momento em que esse livro apareceu em pré-venda, a primeira coisa que me veio à cabeça foi ‘preciso dele para o All Hallow’s Read’. No momento em que li o sumário, contudo, e vi que o livro era dividido em duas partes, uma para o passado da bruxaria outro para bruxaria moderna, comecei a me sentir como os editores da Garamond no livro O Pêndulo de Foucault, de Umberto Eco. A Garamond é uma editora que produz, de um lado, livros acadêmicos e, em outro selo, livros repletos de teorias conspiratórias acerca de ciências ocultas - do tipo, quanto mais insólito, tanto melhor.


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27 de setembro de 2019

O Diário de Nisha: uma história de silêncios e identidade


Papai diz que está todo mundo matando todo mundo agora, hindus, muçulmanos, sikhs. Todo mundo tem culpa. Ele diz que quando as pessoas são separadas em grupos, elas começam a acreditar que um grupo é melhor que o outro. Penso nos livros de medicina do papai e em como todos temos o mesmo sangue, órgãos e ossos dentro do corpo, qualquer que seja a religião de cada um.

A primeira coisa que me chamou a atenção quando O Diário de Nisha foi lançado foi o projeto gráfico. Se tem uma coisa que a Darkside sabe fazer muito bem, é trabalhar a apresentação de seus títulos, na melhor acepção da velha premissa de comprar um livro pela capa: a beleza aliada a excelente conteúdo. No caso, o que me pescou primeiro foi a lombada desenhada, com a impressão do fecho do diário, e então li a sinopse e estava (para continuar nas metáforas de pescaria) fisgada.


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21 de agosto de 2019

O Resumo da Ópera - Pilhas de Livros para Todos os Lados


Semestre passado foi bem complicado e contraditório. Do tipo, parece que passou a galope e ao mesmo tempo durou dez anos inteiros, com dias em que tudo o que queria era sumir do mapa e dizer adeus à humanidade.


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2 de agosto de 2019

O Mais Longo dos Dias: a história do desembarque na Normandia


"A guerra será ganha ou perdida nessas praias. Teremos só uma chance para interromper o avanço do inimigo, ou seja, o momento em que ele ainda estiver dentro d'água, patinando para chegar à praia. As reservas nunca terão tempo de chegar ao ponto de ataque, e sequer cogitar essa hipótese é uma refinada tolice. A Hauptkampflinie [principal linha de resistência] será aqui. Tudo o que temos deverá ser disposto ao longo dessas margens. Pode acreditar em mim, Lang,as primeiras vinte e quatro horas da invasão serão decisivas... O destino da Alemanha depende desse resultado... Para os Aliados, do mesmo modo que para a Alemanha, será o mais longo dos dias."

Marechal de Campo Erwin Rommel ao seu ajudante de ordens, em 22 de abril de 1944.

Fui atrás de O Mais Longo dos Dias logo após ter chegado de viagem ano passado - quando passei um dia perambulando pela Normandia, seus museus e memoriais da Segunda Guerra. As coisas que vi por lá fizeram com que eu me desse conta de quão pouco eu de fato sabia sobre o que tinha acontecido naquele 06 de junho de 1944. Houvera o desembarque, com dezenas de milhares de baixas dos dois lados e os acontecimentos daquele único dia definiram a Segunda Guerra. Mas o que viera antes? E as histórias pessoais dos que tinham estado lá? Porque, em fatos gerais, indivíduos viram apenas estatísticas, e é difícil você se sentir realmente emocionado só com números.


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4 de maio de 2019

Dez Anos em Dez Ensaios - Duplo Código: Adicionando Camadas de Interpretação à 'A Abadia de Northanger'

Vista da Pulteney Bridge em Bath. Acervo pessoal.

Uma característica marcante de vários dos meus escritores e livros favoritos é a presença de alusões a obras ou fatos históricos, qualquer pequena brincadeira que me passasse a impressão de estar compartilhando um segredo com o autor - uma piscadela de olho, por assim dizer. Chamava isso de ‘palavras cruzadas literárias’, ao menos até descobrir, lendo um ensaio do Umberto Eco no livro Confissões de um Jovem Romancista, que isso se tratava de uma técnica pós-moderna chamada ‘ironia intertextual’. Nas palavras dele, explica-se tal recurso como “citações diretas de outros textos famosos ou referências mais ou menos transparentes a eles”, frequentemente associada à metarrativa, “reflexões que o texto faz acerca de sua própria natureza, quando o autor fala direto ao leitor”.


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18 de fevereiro de 2019

Um Império de Gelo: a Idade Heroica da Ciência na Antártica


Wilson era tão decidido quanto Scott e juntos eles ditavam o tom da expedição. Um dia depois que a equipe Crozier partiu, Scott abriu um caderno novo citando Thomas Henry Huxley: "O maior objetivo que os seres humanos podem determinar para si mesmos não é a busca de nenhuma quimera como a aniquilação do desconhecido, mas é simplesmente a tentativa incansável de mover suas fronteiras um pouco adiante". Alguns dias depois, acrescentou seu próprio aforismo: "O fato é que a ciência não pode ser servida por métodos 'diletantes', mas exige uma mente estimulada pela ambição ou pela satisfação de ideais". Essas palavras refletiam tanto a visão de Scott sobre a Jornada de Inverno de Wilson quanto uma perspectiva sobre a ciência, a exploração e a vida que esses dois camaradas compartilhavam.

Tempos atrás, lendo Ex-libris: Confissões de uma Leitora Comum, deparei-me com um capítulo em que a autora falava de sua devoção a histórias acerca de expedições polares. Lembro de ter ficado impressionada com a empolgação dela e de me decidir a procurar também livros no tema. Foi assim que cheguei a No Reino do Gelo, que me deixou impressionada e foi por isso também que Um Império de Gelo entrou na minha lista de desejados. Acabei ganhando ele de presente da Tatá, lá do Randomicidades, no fim do ano passado e o resto, como se diz por aí, é história.


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14 de fevereiro de 2019

Desafio Corujesco 2019 - Um Clássico Brasileiro || Esaú e Jacó


- Mas o que é que há? Perguntou Aires.

- A república está proclamada.

- Já há governo?

- Penso que já; mas diga-me V.Ex.ª: ouviu alguém acusar-me jamais de atacar o governo? Ninguém. Entretanto, uma fatalidade! Venha em meu socorro, Excelentíssimo. Ajude-me a sair deste embaraço. A tabuleta está pronta, o nome todo pintado. —‘Confeitaria do Império’, à tinta é viva e bonita. O pintor teima em que lhe pague o trabalho, para então fazer outro. Eu, se a obra não estivesse acabada, mudava de título, por mais que me custasse, mas hei de perder o dinheiro que gastei? V.Ex.ª crê que, se ficar ‘Império’, venham quebrar-me as vidraças?

- Isso não sei.

- Pessoalmente, não há motivo; é o nome da casa, nome de trinta anos, ninguém a conhece de outro modo…

- Mas pode por ‘Confeitaria da República’…

- Lembrou-me isso a caminho, mas também me lembrou que, se daqui a um ou dois meses, houver nova reviravolta, fico no ponto em que estou hoje e perco outra vez o dinheiro.

- Tem razão… sente-se.

- Estou bem.

- Sente-se e fume um charuto.

Custódio recusou o charuto, não fumava. Aceitou a cadeira. Estava no gabinete de trabalho, em que algumas curiosidades lhe chamariam a atenção, se não fosse o atordoamento do espírito. Continuou a implorar o socorro do vizinho. S. Exª. com a grande inteligência que Deus lhe dera, podia salvá-lo. Aires propôs-lhe um meio-termo, um título que iria com ambas as hipóteses — ‘Confeitaria do Governo’.

- Tanto serve para um regime como para outro.

- Não digo que não, e, a não ser a despesa perdida… Há, porém, uma razão contra. V.Exª. sabe que nenhum governo deixa de ter oposição. As oposições, quando descerem à rua, podem implicar comigo, imaginar que as desafio, e quebrarem a tabuleta; entretanto o que eu procuro é o respeito de todos.

Escolhi esse título para o tema do mês no Desafio Corujesco porque, com ele, eu faria um verdadeiro massacre de coelhinhos com uma só cajadada (nada contra coelhos, a culpa é do ditado popular). Primeiro, esse é um dos poucos romances de Machado que eu ainda não tinha lido (na época de colégio li todos que eram indicados em vestibular e mais alguns por conta…); segundo, ele seria um dos livros debatidos esse ano no Clube do Livro de Bolso e, terceiro, pela sinopse, era um livro que tratava da política na virada da monarquia para a república e questões de política em romances sempre me interessam.


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30 de dezembro de 2018

360º: Uma Jornada Muito Esperada || Parte IV - É uma Casa Portuguesa, com Certeza


Chegamos, finalmente, na última parte desse diário de viagem, dessa vez com Portugal. Para ser sincera, Portugal não estava realmente nos meus planos, mas, pesquisando as passagens, descobri que fazer o stopover que a TAP oferecia saía mais barato que o voo direto de Londres para Recife - mesmo considerando os gastos com hospedagem. Em sendo assim, porque não passar mais dois dias em Lisboa?


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11 de dezembro de 2018

O Resumo da Ópera - Outros (Vários) Títulos que Passaram por Aqui no Segundo Semestre


Quando escrevi essa coluna pela primeira vez, pensei em ter uma periodicidade mensal. Pelo visto, contudo, só estou dando conta de escrever a cada seis meses. Ok, não, isso é mentira, mas vamos com o exagero por razões estéticas… ou, não tão exagero, porque tempo anda de fato apertado por aqui e existiam outros posts na lista de prioridades.


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6 de dezembro de 2018

360º: Uma Jornada Muito Esperada || Parte II - Venham a Mim os Chocolates Belgas


A segunda etapa do nosso roteiro foi a Bélgica, país em que eu ainda não tinha estado, e sobre o qual - antes de começar a pesquisar para organizar a viagem - eu só sabia que (1) tinha o melhor chocolate do mundo e (2) teve um rei sádico que se arvorou dono do Congo e as atrocidades lá perpetradas sancionadas por ele inspiraram a história de Coração das Trevas.

Pois é…


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3 de dezembro de 2018

360º: Uma Jornada Muito Esperada || Parte I - Kolory à Francesa


Uma introdução…

Em outubro de 2016, uma tia muito querida adoeceu. Lembro de ir visitá-la, antes ainda de sabermos o diagnóstico, e ela me cobrou “você ainda me deve aquela viagem à França”. Fazia pouco mais de um ano que eu tinha prometido que viajaria com ela. “Pode deixar, tia Marilu, assim que a senhora estiver boa, vamos começar a planejar”, foi minha resposta. Já tínhamos viajado juntas antes e ela sabia que eu gostava de organizar roteiros e passeios e que eu acabaria me responsabilizando por resolver tudo o que houvesse para resolver durante também. Ela já fora à Europa com uma excursão, mas queria dessa vez que fôssemos por conta própria, para ter tempo de fazer tudo o que quiséssemos fazer.


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29 de novembro de 2018

A Vertigem das Listas: Onze Títulos para Falar de Guerra


Em 11 de novembro de 1918 foi assinado o armistício que deu fim à Primeira Guerra Mundial. Passamos agora, recentemente, pelo centenário de tal data. À época, dizia-se que seria ‘a guerra para terminar todas as guerras’ - título de uma série de ensaios do escritor H. G. Wells no período, depois utilizada pelo presidente americano Woodrow Wilson para justificar a entrada do país no conflito europeu. Claro que pouco mais de vinte anos depois houve a Segunda Guerra Mundial, seguida pela Guerra Fria e o espectro de um conflito nuclear que provavelmente acabaria com o planeta e a humanidade.


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Livros, viagens, filosofia de botequim e causos da carochinha: o Coruja em Teto de Zinco Quente foi criado para ser um depósito de ideias, opiniões, debates e resmungos sobre a vida, o universo e tudo o mais.

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