Mostrando postagens com marcador política. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador política. Mostrar todas as postagens
2 de junho de 2020

Quando é preciso dizer o óbvio


Passei os últimos dias afastada de notícias para lidar com o luto - faz menos de uma semana que minha tia faleceu por causa do covid - e assim que voltei a me inteirar do que estava acontecendo, fiquei a me perguntar se não teria sido melhor ficar na ignorância.


____________________________________

 
21 de maio de 2020

Shakespeare in a Divided America: o que suas peças têm a nos dizer sobre nosso passado e futuro


"Nas peças históricas e tragédias que Lincoln achava tão atraentes, Shakespeare coloca seus protagonistas, a maior parte deles líderes, sob pressão insuportável. Entre os momentos mais poderosos dessas peças estão os discursos em que personagens confrontam dilemas morais e dão voz à culpa e o sofrimento que os esmagam. Que esses personagens sejam frequentemente malignos - Ricardo III, Macbeth, Claudius - pouco importava a Lincoln; o que lhe interessava era seu grau de autoconsciência, o quanto eles compreendiam das difíceis decisões com que eram confrontados."

Esse livro me apareceu numa das últimas listas de recomendação que o Goodreads envia, baseado no fato de que já li e avaliei positivamente outros livros do autor. O tema - a ideia de Shakespeare usado no debate político americano - chamou-me bastante a atenção, e como andei assistindo várias peças do bardo nas últimas semanas, decidi passá-lo à frente da lista e começá-lo logo. É um volume relativamente curto (pouco mais de 300 páginas), e o assunto é bem complexo; mas a prosa de Shapiro é estimulante, provocativa e a leitura acabou passando muito mais rápido do que eu previra.


____________________________________

 
15 de dezembro de 2019

Empilhando no Escaninho #38 (Os Links da Coruja)


Faz um tempinho que eu não publico minhas tradicionais listas de links, não é verdade? Na verdade, faz um tempo que não publico nada cá no blog - vou tratar do assunto em outro post - mas estou de volta.


____________________________________

 
14 de fevereiro de 2019

Desafio Corujesco 2019 - Um Clássico Brasileiro || Esaú e Jacó


- Mas o que é que há? Perguntou Aires.

- A república está proclamada.

- Já há governo?

- Penso que já; mas diga-me V.Ex.ª: ouviu alguém acusar-me jamais de atacar o governo? Ninguém. Entretanto, uma fatalidade! Venha em meu socorro, Excelentíssimo. Ajude-me a sair deste embaraço. A tabuleta está pronta, o nome todo pintado. —‘Confeitaria do Império’, à tinta é viva e bonita. O pintor teima em que lhe pague o trabalho, para então fazer outro. Eu, se a obra não estivesse acabada, mudava de título, por mais que me custasse, mas hei de perder o dinheiro que gastei? V.Ex.ª crê que, se ficar ‘Império’, venham quebrar-me as vidraças?

- Isso não sei.

- Pessoalmente, não há motivo; é o nome da casa, nome de trinta anos, ninguém a conhece de outro modo…

- Mas pode por ‘Confeitaria da República’…

- Lembrou-me isso a caminho, mas também me lembrou que, se daqui a um ou dois meses, houver nova reviravolta, fico no ponto em que estou hoje e perco outra vez o dinheiro.

- Tem razão… sente-se.

- Estou bem.

- Sente-se e fume um charuto.

Custódio recusou o charuto, não fumava. Aceitou a cadeira. Estava no gabinete de trabalho, em que algumas curiosidades lhe chamariam a atenção, se não fosse o atordoamento do espírito. Continuou a implorar o socorro do vizinho. S. Exª. com a grande inteligência que Deus lhe dera, podia salvá-lo. Aires propôs-lhe um meio-termo, um título que iria com ambas as hipóteses — ‘Confeitaria do Governo’.

- Tanto serve para um regime como para outro.

- Não digo que não, e, a não ser a despesa perdida… Há, porém, uma razão contra. V.Exª. sabe que nenhum governo deixa de ter oposição. As oposições, quando descerem à rua, podem implicar comigo, imaginar que as desafio, e quebrarem a tabuleta; entretanto o que eu procuro é o respeito de todos.

Escolhi esse título para o tema do mês no Desafio Corujesco porque, com ele, eu faria um verdadeiro massacre de coelhinhos com uma só cajadada (nada contra coelhos, a culpa é do ditado popular). Primeiro, esse é um dos poucos romances de Machado que eu ainda não tinha lido (na época de colégio li todos que eram indicados em vestibular e mais alguns por conta…); segundo, ele seria um dos livros debatidos esse ano no Clube do Livro de Bolso e, terceiro, pela sinopse, era um livro que tratava da política na virada da monarquia para a república e questões de política em romances sempre me interessam.


____________________________________

 
11 de dezembro de 2018

O Resumo da Ópera - Outros (Vários) Títulos que Passaram por Aqui no Segundo Semestre


Quando escrevi essa coluna pela primeira vez, pensei em ter uma periodicidade mensal. Pelo visto, contudo, só estou dando conta de escrever a cada seis meses. Ok, não, isso é mentira, mas vamos com o exagero por razões estéticas… ou, não tão exagero, porque tempo anda de fato apertado por aqui e existiam outros posts na lista de prioridades.


____________________________________

 
27 de abril de 2018

Censores em Ação: Como os Estados Influenciaram a Literatura


Foi em 2005 que descobri o historiador Robert Darnton. Sei disso porque me lembro de ler O Beijo de Lamourette quase que de uma sentada só, enquanto esperava para ser atendida por uma médica gastro. Quando olho para esse título na estante, consigo me lembrar com clareza daquela sala de espera, o vidro escuro que dava para a Conde da Boa Vista, o barulho do ar-condicionado antigo e as cadeiras não muito confortáveis. Não me lembro do rosto da médica, que a essa altura só sei que era japonesa, mas o resto ficou na memória e creio que isso se deve ao prazer que o livro me proporcionou à ocasião. Algum tempo atrás, tive chance de revisitar o autor, dessa vez com O Grande Massacre dos Gatos, que me deixou tão curiosa e interessada quanto aquele primeiro livro pelo qual o conheci. Por isso, quando vi mais um livro do autor em pré-venda no começo do ano, não tive dúvidas em metê-lo na lista de leituras. E começo de cara dizendo que Censores em Ação não me decepcionou, a despeito de todas as expectativas que tinha quando o comecei.


____________________________________

 
30 de março de 2018

Empilhando no Escaninho #27 (Os Links da Coruja)


Março foi um mês corrido. E estranho. De forma geral, cheio de desilusões e decepções e notícias que parecem ter nos levado direto para os tempos da guerra fria - talvez até antes, direto para quando nazistas e fascistas estavam no poder. Dá até um certo frio na barriga ligar o noticiário nos últimos dias, porque a essa altura dos acontecimentos, qualquer coisa parece possível.


____________________________________

 
28 de fevereiro de 2018

Conversas Sobre o Tempo: O Primeiro Cabelo Branco e outras notas de vaidade aleatória


Descobri meu primeiro fio de cabelo branco. Obra de D. Mãe, que às vezes gosta de relembrar sua vocação tipicamente materna para puxões de madeixas, disfarçada na frase “venha aqui para eu secar seu cabelo”. Como sou uma filha obediente e não tenho paciência para escovas, secadores e outros instrumentos de tortura, lá vou eu deixar que ela me arranque parte do couro e queime a outra parte.

Ok, não é tão ruim, mas exageros são necessários para fins de crônica. Não denunciem D. Mãe para o Conselho Tutelar (nem mandem esse texto para ela…).


____________________________________

 
6 de fevereiro de 2018

Um Ensaio Após o Outro: Lendo Ursula Le Guin



O falecimento de Ursula Le Guin, mês passado, fez com que eu saísse à cata de livros dela para ler. Já tinha experiência com sua fantasia e sua ficção científica e estava interessada, especificamente, nos livros de ensaios, nos quais ela escreve sobre o trabalho do escritor, sobre a necessidade e a função da literatura e da fantasia em tempos modernos.


____________________________________

 
31 de janeiro de 2018

Conversas Sobre o Tempo: Um Ano de Efemérides


Nunca dantes na história deste país…” Assim poderia começar a história, como uma fórmula quase mágica que bem poderia substituir em tempos modernos o prelúdio fabuloso do “era uma vez...”. Mas esse é um início perigoso, que esquece que a História é cíclica e tende a se repetir - algo que bem podemos perceber quando observamos quantos marcos importantes tem aniversários em datas redondas esse ano, o que transforma 2018 em um bom ano para relembrar.


____________________________________

 
6 de dezembro de 2017

Conversas sobre o Tempo: Enquanto esperamos pelo Fim do Mundo... digo, do Ano


Piscamos o olho e, ora vejam, é dezembro. Cá no hemisfério sul estamos nos acabando no calor, com nuvens esparsas e a perspectiva de que a coisa tende a piorar - afinal, o verão ainda não começou oficialmente. Fora isso, não tenho como honrar a boa máxima britânica de começar uma conversa falando sobre o tempo, porque ele não tem mudado muito nos últimos dias e ainda não estou na idade de começar a reclamar que 'os verões eram mais amenos na minha mocidade'. Enfim, pouca meteorologia hoje, mas muitas notas aleatórias para despejar por aqui.


____________________________________

 
16 de maio de 2016

#LendoSandman: Espelhos Distantes


Espelhos Distantes reúne quatro histórias que refletem sobre a natureza do poder e o papel dos governantes - em particular, imperadores. Todas elas têm nomes de meses, sendo que três delas - Três Setembros e um Janeiro, Termidor e Agosto foram publicadas entre os arcos Estação das Brumas e Um Jogo de Você. Ramadã, em virtude de atrasos das artes do fascículo, foi publicado apenas após o arco Vidas Breves.


____________________________________

 
16 de abril de 2016

Clube do Livro: Incidente em Antares

“Em matéria de dinheiro, o Getúlio é um homem honesto. Mas finge que não vê certas safadezas que se fazem ao seu redor. A sua técnica é a de corromper para governar. E nunca se roubou tanto, nunca se fez tanta negociata à sombra de Getúlio e em nome dele como nesse seu atual quatriênio.”
Fim de semana passado rolou debate do Clube do Livro de Bolso sobre Incidente em Antares, do Érico Veríssimo, e, para um livro que foi escrito 45 anos atrás, a essência da história continua surpreendentemente atual.


____________________________________

 
14 de novembro de 2015

Atual Conjuntura: 'Apenas os mortos viram o fim da guerra'


Esses últimos dias tivemos uma enxurrada de notícias trágicas – bem como aquela série de comentários cretinos nas redes sociais de quem não tem o que fazer e gosta de ficar julgando os outros por seus padrões de pobreza de espírito. O Dé, que é biólogo e entende melhor do assunto, vai falar sobre Mariana depois. E eu vou falar um pouco sobre o que aconteceu em Paris.

Para começar, porque falar de Paris e não de Beirute? De Bagdá? Bem, a verdade é que falando de Paris estamos também falando de Beirute, Bagdá, do avião russo no Egito e de tantos outros atentados diários que têm acontecido pelo Oriente Médio. Sendo brutalmente sincera, Paris chama atenção porque é quase ‘o quintal de casa’ – é parte do que chamamos do “Ocidente civilizado”, tem uma cultura muito próxima da nossa, é um ‘país de primeiro mundo’, onde você não acredita que vá acontecer dessas coisas (embora essa não seja a primeira vez esse ano).


____________________________________

 
7 de julho de 2015

Atual Conjuntura: Tragédia à Grega


Ninguém escreve tragédias tão bem quanto os gregos – que, ao final das contas inventaram o gênero. É difícil superar o inexorável destino de Édipo, o tormento de Prometeu, a devoção suicida de Antígona ou o ciúme sanguinário de Medéia.

Nos últimos anos, a Grécia vive uma crise digna de suas grandes tragédias, com os outros países do bloco europeu fazendo às vezes de panteão irascível exigindo tributos em sangue. No meio das trocas de acusações e lances de extraordinária audácia política, é difícil entender como a situação chegou a esse ponto - e acabamos perdendo o foco querendo nomear vilões para serem crucificados enquanto se alastram projeções cada vez mais alarmistas.


____________________________________

 
9 de outubro de 2014

180º - Mulheres no Japão


Eu tô enrolando esse tema há algum tempo, admitidamente porque não tenho experiência pessoal com ele. Já falei com japoneses e estrangeiros que vivem mais a situação até mesmo nos seus cotidianos. Tendo dois colegas meus que estudam muito sobre isso, o tópico sempre aparece nas rodas de conversa brasileiras cedo ou tarde.

Quando falei do Valentines, mencionei sobre a diferença de salários entre homens e mulheres. Pois hoje vou abrir a boca um pouco mais sobre o assunto.


____________________________________

 
4 de setembro de 2014

Desafio Corujesco: Memórias da Segunda Guerra Mundial

Neste momento de crise, espero que me seja perdoado não falar hoje mais extensamente à Câmara. Confio em que os meus amigos, colegas e antigos colegas que são afetados pela reconstrução política se mostrem indulgentes para com a falta de cerimonial com que foi necessário atuar. Direi à Câmara o mesmo, que disse aos que entraram para este Governo: Só tenho para oferecer sangue, sofrimento, lágrimas e suor. Temos perante nós uma dura provação. Temos perante nós muitos e longos meses de luta e sofrimento.

Perguntam-me qual é a nossa política? Dir-lhes-ei; fazer a guerra no mar, na terra e no ar, com todo o nosso poder e com todas as forças que Deus possa dar-nos; fazer guerra a uma monstruosa tirania, que não tem precedente no sombrio e lamentável catálogo dos crimes humanos. -; essa a nossa política.

Perguntam-me qual é o nosso objetivo? Posso responder com uma só palavra: Vitória – vitória a todo o custo, vitória a despeito de todo o terror, vitória por mais longo e difícil que possa ser o caminho que a ela nos conduz; porque sem a vitória não sobreviveremos.

Compreendam bem: não sobreviverá o Império Britânico, não sobreviverá tudo o que o Império Britânico representa, não sobreviverá esse impulso que através dos tempos tem conduzido o homem para mais altos destinos.

Mas assumo a minha tarefa com entusiasmo e fé. Tenho a certeza de que a nossa causa não pode perecer entre os homens. Neste momento, sinto-me com direito a reclamar o auxílio de todos, e digo
Unamos as nossas forças e caminhemos juntos.
Há tempos que eu estava atrás de ler as memórias de Churchill – sempre me interessei pela história da Segunda Guerra e admirava a forma como o ‘buldogue britânico’ tinha se portado ao longo do período. Também me interessava a idéia de um estadista, um Primeiro-Ministro de uma das maiores nações européias tendo tempo para escrever livros que mereceriam prêmios Nobel.


____________________________________

 
22 de julho de 2014

Para ler: O Segredo de Chimneys

Ora, os vagabundos e os aristocratas pouco se incomodam, fazem a primeira coisa que lhes passa pela cabeça e não se importam com o que os outros possam pensar... Sempre encontrei o mesmo nas classes mais altas: destemor, autenticidade, e alguma vezes extrema tolice.
Esse foi pra mim um dos romances policiais (ou intriga política, se for ser mais exata) mais divertidos da Agatha Christie. E quando digo divertido, não é apenas no sentido de ter um bom mistério para se tentar desvendar, mas no acúmulo de situações algo absurdas, nos personagens carismáticos, nos diálogos afiados... Um divertido que provoca riso – algo que nem sempre se correlaciona com histórias de suspense.


____________________________________

 
8 de julho de 2014

Desafio Corujesco: O Devorador de Sonhos

A história de 'O Devorador de Sonhos' começa com um bilhete sucinto - uma carta de Roger Bascombe, noivo de Celeste Temple, escrita em papel timbrado e entregue pela criada numa bandeja de prata, dando fim ao relacionamento dos dois. Assim, sem maiores explicações e sob o clima austero da Inglaterra vitoriana, começa o romance de estreia do dramaturgo Gordon Dahlquist.

A senhorita Temple que foi para Londres em busca de um marido, e não de aventuras, não se contenta com as explicações do bilhete e, tomada a decisão de investigar o motivo, vai parar num sinistro baile de máscaras. Este é apenas o ponto de partida de uma jornada para bem longe do mundo respeitável que Temple estava acostumada. Para a jovem, a inexplicada rejeição funciona como estopim de uma busca aflita e atordoante, capaz de colocá-la em perigo iminente.

Para se proteger, Temple contará com aliados importantes. O Cardeal Chang, homem de reputação tão baixa que foi contratado para matar um homem, se vê surpreso ao descobrir que seu alvo mascarado já foi assassinado antes mesmo de ele alcançá-lo. Ao perceber que não pode mais confiar em quem o contratou, se lança à caça de quem quer que esteja se antecipando aos seus passos. E também o Doutor Svenson, que nunca pediu para ser anfitrião de um príncipe, mas se dedica ao posto da mesma forma. Até mesmo quando o gosto do príncipe pela devassidão o põe à mercê de tipos sinistros e de um processo diabólico que tem efeitos nefastos sobre a mente humana.

O caminho destes três personagens os levará até o interior de uma propriedade em ruínas - a Mansão Harschmort. Palco de violência e libertinagem, a casa evoca as lembranças mais íntimas dos personagens de 'O Devorador de Sonhos', porque exatamente ali todos eles perderem alguém muito querido.
Como esse mês é de férias (não para mim, mas...), o tema do meu desafio corujesco é (háhá) um livro grande. É, eu sei, eu sou hilariante... Enfim, diante desse tema, escolhi tirar da minha estante as 650 páginas de O Devorador de Sonhos, que consegui através de alguma troca e que peguei mais por causa do título – que me chamou a atenção – que por saber qualquer coisa da história.


____________________________________

 
20 de maio de 2014

O Mundo Inteiro é um Palco – Parte IV: “Nós, um Bando de Irmãos...”


"Nós, estes poucos; nós, um punhado de sortudos; nós, um bando de irmãos… pois quem derrama o seu sangue junto comigo passa a ser meu irmão."

- Henrique V

Além das comédias e tragédias, Shakespeare aventurou-se também no terreno dos dramas históricos. Acho curioso que tragédias como Julio César e Antonio e Cleópatra não estejam inclusos nessa classificação, mas aparentemente só valem para os críticos dramas históricos que girem em torno da História inglesa.

Ísis: Abster-me-ei de comentar... >.>

Não me lembro agora com certeza qual foi meu primeiro contato com os dramas históricos shakesperianos, mas creio que tenha sido com Ricardo III, que, para mim, é um dos personagens mais memoráveis na longa galeria de criações geniais do dramaturgo.


____________________________________

 

Sobre

Livros, viagens, filosofia de botequim e causos da carochinha: o Coruja em Teto de Zinco Quente foi criado para ser um depósito de ideias, opiniões, debates e resmungos sobre a vida, o universo e tudo o mais.

Cadastre seu email e receba as atualizações do blog

facebook

Arquivo do blog