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16 de junho de 2023
Resumo da Ópera - Acelerado em 3x na Via Expressa

Fazendo um balanço do meu sabático, cheguei a conclusão de que, mesmo sem me colocar a obrigação de resenhar o que leio (e de escolher minhas leituras já pensando em resenhá-las), não houve muita diferença na quantidade de volumes que me passam pelas mãos: continuo devorando tudo de forma rápida e voraz.
Mesmo sem ter colocado oficialmente metas de leitura para o ano (“vou ler um livro por semana” ou “vou terminar a bibliografia de fulano e sicrano”), ou prazos de qualquer tipo (exceto para as leituras do clube do livro, por razões óbvias), cheguei à conclusão que estou tão ‘treinada’ em certos comportamentos que continuo a ter dificuldade de diminuir o ritmo e, bem, essa era a verdadeira meta para esse ano.
[E isso me faz lembrar uma tirinha do Raphael Salimena sobre a produtividade do lazer…]
Devo me resignar simplesmente a ser uma pessoa meio acelerada mesmo quando não estou acelerando rumo a um objetivo específico? Coisas para discutir na terapia…
Enfim, elucubrações sobre a velocidade da vida cotidiana à parte, o que não mudou (e nem faço assim tanta questão de mudar) é a vontade de trocar figurinhas sobre as coisas que leio. O que significa que… sim, estamos na época de mais um maravilhoso Resumo da Ópera por aqui no blog.
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23 de dezembro de 2022
O Resumo da Ópera: preparem as cortinas!

Fim do ano chegou e também aquela última rodada de resenhas em que faço um apanhado das leituras do semestre que não ganharam análises mais longas, mas sobre os quais ainda quero falar.
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27 de outubro de 2022
A Vertigem das Listas: Dez Grandes Estadistas

Lulu: Como estamos esse mês em período de eleições, decidi celebrar esse evento cívico em que exercemos mais que nunca nossa cidadania com um vertigem que traz Dez Grandes Estadistas.
Eu poderia passar algumas horas aqui tratando do que é ser um estadista, sobre cidadania e democracia (o que é um tanto irônico a se considerar que nem todos os estadistas da minha lista são exatamente o que se chamaria de democratas…), mas acho que isso fará mais sentido nas explicações das escolhas.
3 de junho de 2022
O Resumo da Ópera: perdida na biblioteca

Chegamos ao meio do ano e, como de praxe, é tempo de fazer um apanhado geral das leituras que não ganharam análises mais completas cá no blog. Sim, sim, vamos a mais um Resumo da Ópera!
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20 de maio de 2022
Lendo Perigosamente: o poder subversivo da literatura em tempos difíceis

"Como lidamos com sentimentos de frustração e raiva diante do absolutismo? Como confrontamos as mentiras e as substituímos pela verdade? Como resistimos à injustiça e evitamos ficar paralisados por fantasias de vingança? Como nos tornamos justos para com aqueles que foram injustos conosco? Como lidamos com nosso inimigo sem nos tornarmos como ele ou nos rendermos a ele?
Recorro à ficção porque responder a essas perguntas e lidar com nossos adversários requer, antes de tudo, compreensão, e para isso precisamos do poder imaginativo que a ficção cultiva. Na ficção, como na vida real, o enredo avança e o personagem se desenvolve por meio de oposição e conflito. A oposição pessoal, política ou literária sempre pode encontrar uma forma. E estou interessada aqui em explorar os diferentes formatos e moldes de oposição literária e real que podem levar a uma mudança de perspectiva. Porque a mudança é difícil de efetuar, e as diferenças muitas vezes parecem intransponíveis, e a literatura nos ensina como somos compelidos a agir de certas maneiras, levando-nos a perguntar “Como podemos mudar o mundo?” seguido por "Como podemos mudar a nós mesmos?""
Na newsletter mensal que recebo do Goodreads sou informada dos lançamentos de autores que já li e registrei no sistema. Foi assim que descobri que descobri Read Dangerously, da Azar Nafisi - que eu conhecera pelo excelente Lendo Lolita em Teerã (e bem merecia uma reedição).
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30 de novembro de 2021
A Vertigem das Listas: Dez Separações Dramáticas

Lulu: Passei os últimos tempos assistindo documentários sobre desastres naturais e depois de vários capítulos sobre super terremotos causados pela placas tectônicas, o tema do vertigem desse mês é totalmente bizarro e a Ísis vai me matar, mas tudo bem! Apresento-lhes assim… Dez Separações Dramáticas (e Traumáticas)!
Prometo não ser completamente óbvia com as minhas escolhas. Vamos ver o que achamos no baú de pensamentos desencontrados da Coruja… Ah, sim, e antes que eu me esqueça, alerta para spoilers a seguir (afinal, algumas das separações aconteceram no final de suas respectivas histórias…)
30 de setembro de 2021
Conversas Sobre o Tempo #06 - Aquele em que falamos de tempos interessantes

Eu tinha acabado de completar quinze anos. Ganhei um monte de anéis (nunca entendi exatamente de onde vinha essa tradição…) e também O Senhor dos Anéis, que comecei a ler no dia seguinte. Fazia parte de um programa da escola que estendia minhas aulas em período integral por metade da semana - naqueles dias, estava às voltas com a preparação que o grupo de física faria na Feira de Ciências. Estava também ensaiando para o Festival de Setembro, um evento grandioso do colégio, que juntava todos os departamentos de artes - eu era membro do coral.
8 de setembro de 2021
Hibisco Roxo: Encontrando a Própria Voz

Naquele instante, percebi que era isso que tia Ifeoma fazia com os meus primos, obrigando-os a ir cada vez mais alto graças à forma como falava com eles, graças ao que esperava deles. Ela fazia isso o tempo todo, acreditando que eles iam conseguir saltar. E eles saltavam. Comigo e com Jaja, era diferente. Nós não saltávamos por acreditarmos que podíamos; saltávamos porque tínhamos pânico de não conseguir.
Já tinha lido antes alguns dos volumes de não-ficção da Chimamanda - Sejamos Todos Feministas, O Perigo de uma História Única e Notas sobre o Luto - mas ainda não tinha pego em nenhuma das obras de ficção dela. Estava na lista, mas sempre ia aparecendo outras prioridades e ia deixando para depois. Até Hibisco Roxo ser indicado para o clube do livro e virar meu mundo de cabeça pra baixo.
3 de setembro de 2021
Projeto Agatha Christie: O Homem do Terno Marrom

Então aqui vai. Anne Beddingfeld dá início à narrativa de suas aventuras.
Sempre desejei viver aventuras. Entenda, minha vida era de uma mesmice aterradora. Meu pai, professor Beddingfeld, era uma das maiores autoridades vivas da Inglaterra sobre o Homem Primitivo. Era realmente um gênio - todos dizem. A mente dele vivia na época do Paleolítico, e a inconveniência da vida para ele era que seu corpo habitava o mundo moderno. Papai não se importava com o homem moderno - até o Homem Neolítico ele desprezava, como se fosse um mero pastor de rebanhos, e nada o entusiasmava até chegar ao período musteriense.
Infelizmente, não é possível dispensar por inteiro o homem moderno, somos forçados a fazer algum contato com açougueiros, padeiros, leiteiros e verdureiros. Logo, com papai imerso no passado e mamãe tendo morrido quando eu ainda era bebê, coube a mim dar conta do lado prático da vida.
Publicado pela primeira vez em 1924, O Homem do Terno Marrom começou como uma serialização no The Evening News sob o título Anna, a Aventureira. Sob certos aspectos, o enredo faz lembrar o plot de O Adversário Secreto, mas, cá entre nós, não tem a mesma graça e energia da dupla formada por Tommy e Tuppence.
31 de julho de 2021
Conversas Sobre o Tempo #04 - Aquele em que falamos de heróis

Fui dormir ontem e acordei hoje no sentido de escrever essa crônica. Pensando, escolhendo e descartando ideias. O que é um tanto irônico, a se considerar que desde o mês passado eu estava firmemente decidida a escrever sobre as Olimpíadas… e aí perdi a vontade.
3 de março de 2021
Projeto Agatha Christie: O Adversário Secreto

"- E o rapaz, o que me diz dele?
- Exteriormente, é o tipo comum dos jovens ingleses, de boa compleição física e cabeça-dura. É lento nos processos mentais. Por outro lado, é absolutamente impossível tirá-lo do rumo por meio da imaginação. Não possui imaginação alguma — por isso é difícil enganá-lo. Ele é lento para resolver problemas, e quando enfia algo na cabeça, não arreda pé e nunca muda de opinião. A moça é bem diferente. Mais intuição e menos bom senso. Juntos, formam um belo par trabalhando juntos. Cadência e vigor.
- Ele parece confiante — comentou o primeiro-ministro.
- Sim, e é isso que me dá esperança. Ele é o tipo de rapaz desconfiado que só se arrisca a emitir uma opinião quando está muito seguro.
Um ligeiro sorriso apareceu nos lábios do primeiro-ministro.
- E é esse menino que vai derrotar a mente criminosa mais brilhante de nossa época?"
Publicado em 1922, O Adversário Secreto foi o segundo livro de Agatha Christie - tomando um caminho completamente diferente do bem-sucedido O Misterioso Caso de Styles, provando, contudo, tanto a capacidade da autora de urdir uma boa trama como sua versatilidade dramática. Tendo à frente uma dupla de investigadores completamente amadores (que, aliás, começam sua carreira como chantagistas acidentais), é um enredo de espionagem repleto de tensão, mas também surpreendentemente cômico.
22 de fevereiro de 2021
A Tirania do Mérito: o que aconteceu com o bem comum?

“Vale a pena notar que o regime do mérito exerce sua tirania em duas direções ao mesmo tempo. Nas pessoas que chegam ao topo induz à ansiedade, a um debilitante perfeccionismo e à arrogância meritocrática que se esforça para esconder uma autoestima frágil. Nas pessoas que deixa para trás, ela impõe um desmoralizante, até mesmo humilhante, senso de fracasso. Essas duas tiranias compartilham de uma fonte moral comum: a permanente fé meritocrática de que somos, como indivíduos, totalmente responsáveis por nosso destino; se formos bem-sucedidos, é graças a nossas próprias ações, e se fracassarmos, não podemos culpar ninguém, a não ser nós mesmos. Apesar de soar inspirador, essa dura noção de responsabilidade individual faz com que seja difícil usar do senso de solidariedade e obrigação mútua que poderia nos suprir para enfrentarmos a crescente desigualdade de nosso tempo.”
Ganhei esse livro final do ano passado. O autor já estava no meu radar desde que eu vira críticas sobre o seu Justiça - o que é fazer a coisa certa. Nesse título, ele é excelente na forma didática e repleta de exemplos com que explica seus conceitos e teorias. Mais um daqueles muitos livros que gostaria de ter lido nos anos de faculdade.
24 de novembro de 2020
Vermelho, Branco e Sangue Azul: um romance entre a Casa Branca e o Palácio de Buckingham

Mas o fato é que... pular de penhascos é meio que o meu lance. É essa a escolha. Eu amo o Henry, com tudo isso, por causa de tudo isso. De propósito. Eu amo o Henry de propósito.
Vermelho, Branco e Sangue Azul entrou no meu radar quando venceu o prêmio de melhor romance e melhor livro de estreia no Goodreads Choice Awards do ano passado (eu tiro muitas das minhas leituras desse prêmio, já perceberam?). E isso sem a ajuda de uma campanha de marketing massiva: o sucesso foi todo de propaganda de boca, alguém que lia, gostava e recomendava para outras pessoas. Para além disso, esse ano eu tentei conscientemente diversificar minhas leituras (qualquer dia desses escrevo mais sobre o assunto no blog) e ele se encaixava muito bem nesse processo: a autora é bissexual, trata-se de um romance LGBTQ+, e o protagonista é birracial, de família parte americana, parte mexicana.
2 de junho de 2020
Quando é preciso dizer o óbvio

Passei os últimos dias afastada de notícias para lidar com o luto - faz menos de uma semana que minha tia faleceu por causa do covid - e assim que voltei a me inteirar do que estava acontecendo, fiquei a me perguntar se não teria sido melhor ficar na ignorância.
21 de maio de 2020
Shakespeare in a Divided America: o que suas peças têm a nos dizer sobre nosso passado e futuro

"Nas peças históricas e tragédias que Lincoln achava tão atraentes, Shakespeare coloca seus protagonistas, a maior parte deles líderes, sob pressão insuportável. Entre os momentos mais poderosos dessas peças estão os discursos em que personagens confrontam dilemas morais e dão voz à culpa e o sofrimento que os esmagam. Que esses personagens sejam frequentemente malignos - Ricardo III, Macbeth, Claudius - pouco importava a Lincoln; o que lhe interessava era seu grau de autoconsciência, o quanto eles compreendiam das difíceis decisões com que eram confrontados."
Esse livro me apareceu numa das últimas listas de recomendação que o Goodreads envia, baseado no fato de que já li e avaliei positivamente outros livros do autor. O tema - a ideia de Shakespeare usado no debate político americano - chamou-me bastante a atenção, e como andei assistindo várias peças do bardo nas últimas semanas, decidi passá-lo à frente da lista e começá-lo logo. É um volume relativamente curto (pouco mais de 300 páginas), e o assunto é bem complexo; mas a prosa de Shapiro é estimulante, provocativa e a leitura acabou passando muito mais rápido do que eu previra.
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15 de dezembro de 2019
Empilhando no Escaninho #38 (Os Links da Coruja)

Faz um tempinho que eu não publico minhas tradicionais listas de links, não é verdade? Na verdade, faz um tempo que não publico nada cá no blog - vou tratar do assunto em outro post - mas estou de volta.
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14 de fevereiro de 2019
Desafio Corujesco 2019 - Um Clássico Brasileiro || Esaú e Jacó

- Mas o que é que há? Perguntou Aires.
- A república está proclamada.
- Já há governo?
- Penso que já; mas diga-me V.Ex.ª: ouviu alguém acusar-me jamais de atacar o governo? Ninguém. Entretanto, uma fatalidade! Venha em meu socorro, Excelentíssimo. Ajude-me a sair deste embaraço. A tabuleta está pronta, o nome todo pintado. —‘Confeitaria do Império’, à tinta é viva e bonita. O pintor teima em que lhe pague o trabalho, para então fazer outro. Eu, se a obra não estivesse acabada, mudava de título, por mais que me custasse, mas hei de perder o dinheiro que gastei? V.Ex.ª crê que, se ficar ‘Império’, venham quebrar-me as vidraças?
- Isso não sei.
- Pessoalmente, não há motivo; é o nome da casa, nome de trinta anos, ninguém a conhece de outro modo…
- Mas pode por ‘Confeitaria da República’…
- Lembrou-me isso a caminho, mas também me lembrou que, se daqui a um ou dois meses, houver nova reviravolta, fico no ponto em que estou hoje e perco outra vez o dinheiro.
- Tem razão… sente-se.
- Estou bem.
- Sente-se e fume um charuto.
Custódio recusou o charuto, não fumava. Aceitou a cadeira. Estava no gabinete de trabalho, em que algumas curiosidades lhe chamariam a atenção, se não fosse o atordoamento do espírito. Continuou a implorar o socorro do vizinho. S. Exª. com a grande inteligência que Deus lhe dera, podia salvá-lo. Aires propôs-lhe um meio-termo, um título que iria com ambas as hipóteses — ‘Confeitaria do Governo’.
- Tanto serve para um regime como para outro.
- Não digo que não, e, a não ser a despesa perdida… Há, porém, uma razão contra. V.Exª. sabe que nenhum governo deixa de ter oposição. As oposições, quando descerem à rua, podem implicar comigo, imaginar que as desafio, e quebrarem a tabuleta; entretanto o que eu procuro é o respeito de todos.
Escolhi esse título para o tema do mês no Desafio Corujesco porque, com ele, eu faria um verdadeiro massacre de coelhinhos com uma só cajadada (nada contra coelhos, a culpa é do ditado popular). Primeiro, esse é um dos poucos romances de Machado que eu ainda não tinha lido (na época de colégio li todos que eram indicados em vestibular e mais alguns por conta…); segundo, ele seria um dos livros debatidos esse ano no Clube do Livro de Bolso e, terceiro, pela sinopse, era um livro que tratava da política na virada da monarquia para a república e questões de política em romances sempre me interessam.
11 de dezembro de 2018
O Resumo da Ópera - Outros (Vários) Títulos que Passaram por Aqui no Segundo Semestre

Quando escrevi essa coluna pela primeira vez, pensei em ter uma periodicidade mensal. Pelo visto, contudo, só estou dando conta de escrever a cada seis meses. Ok, não, isso é mentira, mas vamos com o exagero por razões estéticas… ou, não tão exagero, porque tempo anda de fato apertado por aqui e existiam outros posts na lista de prioridades.
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27 de abril de 2018
Censores em Ação: Como os Estados Influenciaram a Literatura

Foi em 2005 que descobri o historiador Robert Darnton. Sei disso porque me lembro de ler O Beijo de Lamourette quase que de uma sentada só, enquanto esperava para ser atendida por uma médica gastro. Quando olho para esse título na estante, consigo me lembrar com clareza daquela sala de espera, o vidro escuro que dava para a Conde da Boa Vista, o barulho do ar-condicionado antigo e as cadeiras não muito confortáveis. Não me lembro do rosto da médica, que a essa altura só sei que era japonesa, mas o resto ficou na memória e creio que isso se deve ao prazer que o livro me proporcionou à ocasião. Algum tempo atrás, tive chance de revisitar o autor, dessa vez com O Grande Massacre dos Gatos, que me deixou tão curiosa e interessada quanto aquele primeiro livro pelo qual o conheci. Por isso, quando vi mais um livro do autor em pré-venda no começo do ano, não tive dúvidas em metê-lo na lista de leituras. E começo de cara dizendo que Censores em Ação não me decepcionou, a despeito de todas as expectativas que tinha quando o comecei.
30 de março de 2018
Empilhando no Escaninho #27 (Os Links da Coruja)

Março foi um mês corrido. E estranho. De forma geral, cheio de desilusões e decepções e notícias que parecem ter nos levado direto para os tempos da guerra fria - talvez até antes, direto para quando nazistas e fascistas estavam no poder. Dá até um certo frio na barriga ligar o noticiário nos últimos dias, porque a essa altura dos acontecimentos, qualquer coisa parece possível.
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