13 de abril de 2021

Um Estudo em Vermelho: revisitando o cânone holmesiano para refletir sobre Justiça


Tempos atrás - quando ainda podíamos fazer aglomerações literárias com o clube do livro - tivemos um debate duplo, com dois clássicos das histórias policiais: Um Estudo em Vermelho, romance que nos apresenta ao mundo de Sherlock Holmes, o mais famoso detetive de todos os tempos; e E Não Sobrou Nenhum, considerado por muitos o melhor livro de Agatha Christie, a Rainha do Crime.


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8 de abril de 2021

Projeto Agatha Christie: Um Passe de Mágica


Miss Marple falou com uma voz levemente intrigada:

– Mas você não me disse ainda, Ruth, do que é, de fato, que está com medo.

– Repito que não sei! E isso é o que me preocupa. Acabei de passar por lá... para uma visita relâmpago. E senti o tempo todo que havia algo de errado. Na atmosfera... na casa... eu sei que não estou enganada. Sou sensível à atmosfera, sempre fui. Por acaso eu já lhe contei como insisti para que Julius vendesse a Amalgamated Cereals antes da chegada do colapso? E eu não estava com razão? Sim, algo está errado por lá. Mas não sei o motivo ou o que é... se são aqueles tenebrosos trombadinhas... ou se é o casal mesmo. Não sei dizer o que é. Lewis fica simplesmente vivendo em nome de suas ideias e sem perceber mais nada, e Carrie Louise, abençoada seja, nunca enxerga ou ouve ou pensa qualquer coisa com exceção do que for uma visão adorável, ou um som adorável, ou um pensamento adorável. Isso é uma doçura, mas não é prático. O mal é uma coisa que existe... e eu quero que você, Jane, vá até lá o quanto antes para descobrir exatamente qual é o problema.

Mais um para minha conta do Projeto Agatha Christie. Terminei esse refletindo sobre como nossos gostos mudam com a idade: quando primeiro comecei a ler Christie, ainda adolescente, não gostava de Miss Marple, pensando nela mais como uma velha fofoqueira que uma curiosa da natureza humana (algo provavelmente decorrente de tias fofoqueiras que gostam de se meter na vida alheia). Após mais de uma década, retornando de forma consistente ao universo da autora, noto que minha percepção se alterou: mais que isso, sendo já esse o segundo livro com a personagem que leio esse ano, descobri que gosto muito do bom humor, da perspicácia e das referências confortáveis de Miss Marple.


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3 de abril de 2021

Queime Antes de Ler: entre cartas e filamentos do passado em “É assim que se perde a guerra do tempo”


Em um vão do solo arrasado, ela encontra a carta.

Está fora de lugar. Ali deveria haver corpos empilhados entre os destroços de naves que um dia percorreram as estrelas. Ali deveria haver a morte e a sujeira e o sangue de uma operação bem-sucedida. Deveria haver luas se desintegrando lá em cima, naves incendiadas em órbita.

Não deveria haver uma folha de papel cor de creme, limpo, exceto por uma única linha longa e repuxada escrita à mão:
Queime antes de ler.

Esse título já me chamara a atenção há algum tempo por ter ganho os prêmios Nebula, Locus e Hugo entre 2019 e 2020. E, bem, trata-se de um romance epistolar entre viajantes no tempo, o que junta duas coisas que me fascinam: cartas e viagens temporais. Como eu poderia resistir?


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27 de março de 2021

A Vertigem das Listas: Dez Lugares para Visitar no Passado quando Inventarem uma Máquina do Tempo


Lulu: Terminei por esses dias É assim que se perde a guerra do tempo, uma leitura que fora precedida por contos de Ray Bradbury que também continham viagens temporais. Entre uma reflexão e outra, isso me levou a lembrar da série dos historiadores viajantes do tempo da Connie Willis (gostaria de aproveitar o espaço que estou extremamente contente e ansiosa agora que descobri que ela está escrevendo mais um livro nesse universo) e quando me dei conta, tinha começado a fazer uma lista dos lugares em determinados períodos históricos que eu visitaria se tivesse uma máquina do tempo à disposição.

Gosto de História. Gosto de livros com viajantes no tempo. Gosto da complexidade paradoxal de viajar ao passado, de refletir sobre o quanto as ações de um possível viajante poderiam alterar a História ao ponto de transformar sua realidade - ou ser pego numa teia em que tudo o que ele faz age de forma inexorável para o resultado que já se esperava.


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20 de março de 2021

Livros para ler no Outono


Primeiro dia do outono! O que significa que é também dia de indicações de leituras outonais! Para esse ano, três leituras introspectivas das minhas favoritas...


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15 de março de 2021

Sociedade das Relíquias Literárias: um ano de resgate de contos raros


Um ano atrás, a editora Wish lançou uma campanha de assinatura no Catarse para enviar, mensalmente, contos longos em formato digital, selecionados entre textos raros de todo o mundo. O projeto já estava em construção quando a pandemia - e quarentena - começou, de maneira que a equipe da editora decidiu adiantar os trabalhos e lançar a Sociedade das Relíquias Literárias. Era, afinal, uma maneira de ajudar na sobrevivência da empresa e seus colaboradores (tradutores, ilustradores, revisores…) diante de toda a incerteza que estávamos vivendo.


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Sobre

Livros, viagens, filosofia de botequim e causos da carochinha: o Coruja em Teto de Zinco Quente foi criado para ser um depósito de ideias, opiniões, debates e resmungos sobre a vida, o universo e tudo o mais.

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