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16 de junho de 2023
Resumo da Ópera - Acelerado em 3x na Via Expressa

Fazendo um balanço do meu sabático, cheguei a conclusão de que, mesmo sem me colocar a obrigação de resenhar o que leio (e de escolher minhas leituras já pensando em resenhá-las), não houve muita diferença na quantidade de volumes que me passam pelas mãos: continuo devorando tudo de forma rápida e voraz.
Mesmo sem ter colocado oficialmente metas de leitura para o ano (“vou ler um livro por semana” ou “vou terminar a bibliografia de fulano e sicrano”), ou prazos de qualquer tipo (exceto para as leituras do clube do livro, por razões óbvias), cheguei à conclusão que estou tão ‘treinada’ em certos comportamentos que continuo a ter dificuldade de diminuir o ritmo e, bem, essa era a verdadeira meta para esse ano.
[E isso me faz lembrar uma tirinha do Raphael Salimena sobre a produtividade do lazer…]
Devo me resignar simplesmente a ser uma pessoa meio acelerada mesmo quando não estou acelerando rumo a um objetivo específico? Coisas para discutir na terapia…
Enfim, elucubrações sobre a velocidade da vida cotidiana à parte, o que não mudou (e nem faço assim tanta questão de mudar) é a vontade de trocar figurinhas sobre as coisas que leio. O que significa que… sim, estamos na época de mais um maravilhoso Resumo da Ópera por aqui no blog.
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6 de dezembro de 2022
O Natal dos Fantasmas: por uma ceia com histórias de arrepiar

Como eu disse, o fantasma ortodoxo padrão faz sua aparição uma vez por ano, na véspera de Natal, e fica satisfeito.
Por que na véspera de Natal, de todas as noites do ano, é algo que nunca consegui entender. É sempre uma das noites mais sombrias para se estar ao ar livre ― fria, lamacenta e úmida. E, além disso, na época do Natal, todo mundo tem muita coisa para aguentar, com uma casa cheia de parentes vivos, e não quer os fantasmas dos parentes mortos vagando pelo lugar, tenho certeza.
Deve haver algo fantasmagórico no ar no Natal ― algo sobre a atmosfera fechada e mormacenta que atrai os fantasmas, como a umidade das chuvas de verão traz sapos e caracóis.
E não só os próprios fantasmas andam por aí na véspera de Natal, mas as pessoas sempre se sentam e falam deles nessa data. Sempre que cinco ou seis falantes de inglês se reúnem ao redor de uma fogueira na véspera de Natal, eles começam a contar histórias de fantasmas. Nada nos satisfaz mais na véspera de Natal do que ouvir uns aos outros contando anedotas autênticas sobre espectros. É uma época genial e festiva, e amamos pensar em túmulos, cadáveres, assassinatos e sangue.
Sou suspeita para falar dos livros da editora Wish, com sua proposta de resgate de clássicos por vezes completamente desconhecidos no Brasil, promoção de novos artistas e tradutores, e um cuidado com o texto que casa com um histórico de projetos gráficos que são de encher os olhos em cada mínimo detalhe.
14 de outubro de 2021
Mais Mortais que os Homens: Obras-primas do terror de grandes escritoras do século XIX

- E o que é isto, Paul? – perguntou Evelyn, abrindo uma caixinha de ouro manchada, examinando o conteúdo com curiosidade.
– Sementes de uma desconhecida planta do Egito – respondeu Forsyth, com uma súbita expressão nublada em seu rosto escuro, ao ver os três grãos escarlates na palma da mão alva levantada na sua direção.
– Onde as conseguiu? – perguntou a moça.
– Essa é uma história estranha, que só vai assombrá-la se eu lhe contar – disse Forsyth, com uma expressão distraída que mais atiçou a curiosidade da jovem.
– Por favor, conte-me, gosto de histórias estranhas, e elas nunca me assombram. Ah, conte-me; suas histórias são sempre tão interessantes – ela exclamou, com um olhar tão persuasivo e irresistível, que seria impossível recusar seu pedido.
– Vai se arrepender disso, e eu também, provavelmente.
Às vezes é um título que te chama a atenção; em outras, a capa te captura o olhar, ou ainda, é a sinopse que te abre o apetite. Há muitas razões para tirar um livro da prateleira, dependendo até do humor do dia. Fato é que Mais Mortais que os Homens apertou todos os botões certos para me fisgar, incluindo aí a conveniência de lê-lo antes de outubro para fazer parte das minhas resenhas para o All Hallow’s Read.
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10 de dezembro de 2020
The Neil Gaiman Reader

I envy the person who, by picking up this collection, will be reading Neil for the first time. But on the other hand, people who know all of the Beatles’ songs still pick up compilations, and they do so for a reason. This is an introduction by way of throwing you in the deep end, touching on nearly everything that has sealed Gaiman’s reputation as one of our masters of fantasy. And yet even for the person who’s read quite a bit of his work, there is still much to discover, even in the old stuff. Like I said, there are people who own every album but still buy the greatest hits, and it’s not because of nostalgia.
Para começar, devo dizer que eu já tinha lido praticamente todos os contos apresentados na antologia; apenas dois (Mythical Creatures e Monkey and the Lady, esse último o único que Gaiman incluiu por conta própria) me eram realmente inéditos. Bem, nenhuma surpresa nisso: o objetivo de The Neil Gaiman Reader era apresentar uma seleção dos melhores trabalhos do autor, escolhidos por leitores.
20 de outubro de 2020
All Hallow's Read: Vitorianas Macabras

"Corri para casa, de cabelo em pé, com o corpo tremendo. Fiquei fora de mim por mais de uma hora. Seria uma ilusão? Estou perdendo o juízo? Ó Deus, Deus! Estou ficando louco?."
Vou começar dizendo que assim que vi o anúncio desse livro por aqui, fiquei de queixo caído, tanto pela beleza da edição quanto pelo conteúdo. Um ano atrás li Monster, She Wrote, um fantástico volume de referência sobre autoras pioneiras no horror e na ficção científica, e, por causa dele, uma boa parte dos nomes trazidos na coletânea da Darkside me eram familiares - e tinham entrado na minha lista de futuras leituras -, de forma que não tive dúvidas de colocar Vitorianas Macabras entre meus desejados.
5 de junho de 2019
Os Melhores Contos de Fadas Nórdicos

O vale e a montanha se alternavam em bela sucessão sob o céu azul da Noruega de milhares de anos atrás, assim como o fazem hoje, e a Corrente do Golfo fluía então como agora, passando pelas costas escarpadas; mas era uma terra muito diferente. Nas florestas densas, nenhum machado tinha sido ouvido contra os fortes troncos que os rios noruegueses carregariam para o mar, para flutuarem até o futuro como nobres navios sobre o coração do oceano; nas baías protegidas, nenhuma casa aninhada com cercanias caprichosamente cuidadas com jardins e campinas; nenhum barco ainda singrava o mar com redes e equipamento de pesca. Os homens ainda não tinham pensado nesta bela terra ao norte como morada.
Desde que vi o primeiro anúncio da campanha no Catarse para publicação de Os Melhores Contos de Fadas Nórdicos, fiquei de olho grande. Interesso-me bastante por esse tipo de história, bem como pela mitologia e folclore nórdicos e a editora prometia alguns contos raros e nunca traduzidos cá no Brasil. Para além do conteúdo, o projeto gráfico era coisa de encher os olhos. Resultado: apoiei a campanha no primeiro dia.
21 de junho de 2017
Desafio Corujesco 2017 - Uma História que se Passa no Futuro || As Melhores Histórias de Viagens no Tempo

Quando você vê uma antologia que se entitula “as melhores história de tal e tal gênero”, você sempre deve levar essa classificação com um grão de sal e uma boa dose de desconfiança: afinal, o que é bom para uns pode não ser para outros e a seleção de contos aqui passa pelo gosto pessoal dos organizadores. Não há como ser objetivo, a não ser que você decida fazer uma pesquisa global com todo mundo que já leu uma história daquele tipo na vida. A despeito disso, quando vi os autores citados na capa dessa antologia, decidi que queria lê-lo e eis então que ele aparece no nosso Desafio Corujesco de junho.Aquela coisa minúscula caiu no chão; aquela coisa insignificante que podia romper equilíbrios e derrubar uma sequência de pequenos dominós, depois grandes dominós e finalmente gigantescos dominós ao longo dos anos e através do Tempo. Aquilo poderia alterar o mundo.
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9 de fevereiro de 2017
Valquírias: Uma Antologia para Chamar de Minha (Literalmente....)

Perto do início do ano passado, a Fernanda, também conhecida como dona Traça, lá do The Bookworm Scientist, anunciou que estava organizando uma antologia de contos de fantasia na qual as histórias seriam escritas e protagonizadas por mulheres. O livro foi batizado de Valquírias, em referência às deusas da mitologia nórdica, responsáveis por levar os guerreiros tombados em batalha para o Valhalla, onde aguardariam a grande batalha no dia do Ragnarok. Aí que decidi participar com uma história e acabei tendo um conto selecionado.
29 de fevereiro de 2016
1 Ano, 365 Contos - Fevereiro

Fevereiro, mês de Carnaval… eu passei o feriadão enfiada em casa, assistindo série e pondo leitura em dia, acompanhada de vários tampões de ouvido para evitar ouvir os ‘sucessos’ da temporada. Felizmente, onde moro é relativamente tranquilo e nem precisei dos tampões para manter meu retiro espiritual literário...
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6 de fevereiro de 2016
Para ler: Os Melhores Contos de H. P. Lovecraft
Li esse livro um conto por dia - tentando me controlar para não avançar para o seguinte de imediato - para meu desafio 1 Ano, 365 Contos. Fiz o diário da experiência e para quem acompanha diariamente o blog, já deve ter me visto comentando conto a conto.Por três vezes Randolph Carter sonhou com a cidade maravilhosa, e por três vezes perdeu-a enquanto se detinha no alto do terraço que a dominava. Era uma febre dos deuses; uma fanfarra de trombetas sobrenaturais e um clangor de címbalos imorredouros.
31 de janeiro de 2016
1 Ano, 365 Contos - Janeiro

Quando falei do Desafio Corujesco de 2016, escrevi que também me proporia um segundo desafio durante esse ano, no qual eu leria um conto todo dia e manteria um diário dessas leituras. A ideia é que não se passasse um dia desse ano sem ler alguma coisa – e não, não estou colocando nesse “alguma coisa” processos do escritório, bulas de remédio e outras eventualidades.
Janeiro foi um mês... complicado. Perdi um amigo extremamente querido e houve dias em que só tinha vontade de ficar na cama olhando para a parede. Mas por mais que precisemos passar pelo período de luto, deixar-se afundar na tristeza também não é o mais recomendável.
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28 de janeiro de 2016
Empilhando no Escaninho #17 (Os Links da Coruja)

Primeiro Empilhando no Escaninho do ano e tenho um monte de links para compartilhar com vocês: listas, artes, desafios... Tem um pouco de tudo para todos os gostos!
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2 de junho de 2015
Para ler: Contos Maravilhosos

Meu primeiro contato com Lorde Dunsany foi um comentário de Neil Gaiman, que me levou até The King of Elfland’s Daughter, o terrivelmente belo (sim, é um paradoxo) conto que serviu de base para Stardust. Desde então, o nome ficou no meu radar e quando apareceu a tradução de Contos Maravilhosos, não hesitei nem por um momento antes de sair correndo atrás do volume.Havia um pequeno arquipélago que ele conhecia, no lado errado do Mar de Sargaços; existiam cerca de trinta ilhas lá, ilhas desocupadas e comuns, mas uma delas flutuava. Ela a havia notado anos atrás, desembarcara e nunca contara a ninguém, mas a ancorara em silêncio com a âncora do seu navio ao fundo do mar, que naquele ponto era incrivelmente profundo, e fez da coisa toda o segredo de sua vida, determinado a se casar e se estabelecer lá caso algum dia se tornasse impossível ganhar a vida do modo costumeiro no mar.
23 de abril de 2015
Para ler: Noites sem Fim
Sandman: Noites sem Fim é mais um dos spin-offs da consagrada série de quadrinhos escrita por Gaiman entre 1989 e 1996. Nesse volume, acompanhamos, em cada um dos sete capítulos, um dos irmãos Perpétuos em uma narrativa-solo, independentes da série original.E chutar aquele maldito portão pareceu, de repente, ser a coisa mais gratificante que eu poderia fazer. Eu estava chutando minha vida. Minha família. Minha unidade. A morte, o tempo, todas as mentiras que me contaram. Todos os bonecos de papel saltitando, presos a fios invisíveis...
9 de abril de 2015
Para ler: Alerta de Risco

“Há aqueles que acreditam que fosse adoração ao demônio”, disse Oliver. “E eu acho que eles estão errados. Afinal, o deus de um homem é o demônio do outro. Não é?”
Na introdução de Alerta de Risco (cá entre nós, prefiro a tradução literal de alerta de gatilho), Gaiman começa explicando o que sejam os ‘avisos de gatilho’ que dão título ao livro. A reflexão dele é interessante e algo com que eu já tinha me deparado antes andando pela internet – por um lado, esse tipo de alerta pode evitar situações em que uma pessoa que tenha sofrido um trauma ou violência seja pego de surpresa por uma situação análoga num livro e isso lhe cause um novo episódio traumático ou um flashback. Por outro, ele pode servir como restrição e mesmo um primeiro passo para a censura.
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31 de março de 2015
Para ler: Unnatural Creatures
Ando um tanto desconfiada com antologias com o Gaiman no meio – acho que essa é a terceira ou quarta que pego em que ele repete Sunbird como sua participação. É um ótimo conto, eu concordo, mas considerando que eu geralmente escarafuncho essas antologias para alimentar minha necessidade de novas histórias gaimanianas, alguma coisa está errada com tal situação...I wished I could visit a Museum of Unnatural History, but, even so, I was glad there wasn't one. Werewolves were wonderful because they could be anything, I knew. If someone actually caught a werewolf, or a dragon, if they tamed a manticore or stabled a unicorn, put them in bottles, dissected them, then they could only be one thing, and they would no longer live in the shadowy places between the things I knew and the world of the impossible, which was, I was certain, the only place that mattered.
19 de novembro de 2013
Clube do Livro (Booktour): Ficção de Polpa - volume 3

Nestas páginas, tudo é possível: de prédios que ganham vida a inocentes bonecos possuídos, dos sinistros poderes da comida congelada, passando pelo segredo da macaca Monga, pragas de gnomos e anões vingativos, o terceiro volume da coleção Ficção de polpa traz 22 contos inéditos, uma história em quadrinhos e o primeiro mistério de um clássico detetive do sobrenatural.
Dos quatro volumes que li até aqui da série Ficção de Polpa, esse terceiro volume, com foco na fantasia, foi o que considerei mais fraquinho. Ainda é surpreendente e surrealmente interessante, mas em comparação com os outros volumes, foi o que menos fez sentido pra mim.
16 de novembro de 2013
Clube do Livro (Booktour): Ficção de Polpa - Volume 2

De robôs em crise de consciência a astronautas e alienígenas solitários, armadilhas do sobrenatural que se escondem onde menos se espera, experiências científicas que dão errado, um golem descontrolado e um detetive do imaginário. Em 20 contos inéditos, os autores reunidos em Ficção de polpa 2 exploram os temas da ficção científica, do horror e da fantasia.
Comecei esse segundo volume da série Ficção de Polpa logo após terminar de ler o especial “Crime”, de que já falei anteriormente. Ficou um pouco fora de ordem, porque depois que fui me dar conta que estava lendo o quarto título e depois voltando para o segundo, mas quem se importa com a ordem, não é verdade?
22 de outubro de 2013
Clube do Livro (Booktour): Ficção de Polpa - Crime

Um assassinato. Um roubo. Uma suspeita levantada. Onde há um crime, há alguem tentando resolvê-lo – e outro desejando que nada seja descoberto. Em páginas intensas de emoção, suspense e aventura, Ficção de Polpa resgata o prazer das histórias de crime e mistério.
Esse título foi indicado para o Booktour do Clube do Livro e depois de ter lido o primeiro volume no ano passado, estávamos todos bastante empolgados para começar esse aqui.
Então, a primeira coisa que tenho a dizer é que Ficção de Polpa – Crime não foi tão legal e surreal quanto o primeiro volume que a turma do clube encheu de post-its com comentários sem noção para as narrativas igualmente sem noção do livro. O que não significa que ele tenha sido ruim – muito pelo contrário, eu me diverti bastante com o livro.
23 de julho de 2013
Para ler: Foras da Lei Barulhentos, Bolhas Raivosas e Algumas Outras Coisas...
Estou me sentindo desapontada por não ter conseguido gostar tanto deste livro ao final da leitura quanto gostei dele quando nos encontramos pela primeira vez numa estante de livraria... Do título aos autores que participaram da antologia, ele tinha tudo para se tornar um favorito.O CLUBE EPICURIANO, NAQUELA ÉPOCA, ERA UMA TURMA DIVERTIDA E barulhenta. Eles sabiam mesmo farrear. Eram cinco:
Havia Augustus DuasPenas McCoy, que tinha o tamanho de três homens, comia por quatro e bebia por cinco. Seu bisavô fundara o Clube Epicuriano com a renda de uma tontina117 da qual se esforçara muito, à maneira tradicional, para ser o beneficiário.
Havia o professor Mandalay, baixinho, nervoso e cinza como um fantasma (e talvez fosse um fantasma — coisas muito estranhas já aconteceram), que só bebia água e comia porções minúsculas em pratos que pareciam travessas. Tudo bem, para isso não é preciso ter interesse em gastronomia, e Mandalay sempre chegava ao âmago de cada prato colocado à sua frente.
Havia Virgínia Boote, a crítica de restaurantes, que já fora dona de grande beleza, mas agora era uma ruína solene e magnífica, e se deliciava em sua derrocada.
Havia Jackie Newhouse, descendente (de maneira duvidosa) do grande amante, comilão, violinista e duelista Giacomo Casanova. Assim como seu famoso ancestral, Jackie Newhouse já tinha partido um sem-número de corações e devorado um sem-número de grandes pratos.
E havia Zebediah T. Crawcrustle, o único epicuriano que não tinha um tostão: ele vinha da rua para as reuniões do grupo, com a barba por fazer e uma garrafa de bebida barata num saco de papel pardo, sem chapéu, sem, sobretudo e, muitas vezes, quase sem camisa, mas comia com mais apetite do que todos os outros.
Contudo...
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