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30 de março de 2023
Livros para ler no Outono

Enfim terminou o verão e chegou o outono, com toda a sua graça - ou talvez não tanta graça, porque, por aqui, a mudança da estação veio com tempestade, raios e trovões, após vários dias ameaçadoramente nublados. Hoje, felizmente, o sol saiu e uma brisa gostosa sopra da varanda. Olhando pela janela, para o mar de folhagem lá embaixo, fiquei pensando sobre folhas secas e páginas viradas e, uma piscadela depois, estava me sentando para escrever.
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28 de janeiro de 2021
O Homem Ilustrado: O Triunfo e os Perigos da Imaginação

Por que eu deveria me lembrar de algo que não posso usar? Sou prático. Se a Terra não está lá para eu caminhar por cima dela, quer que eu caminhe sobre uma memória? Isso DÓI. Memórias, como meu pai já disse, são porcos-espinhos. Para o inferno com elas! Fique longe delas. Elas deixam você triste. Arruínam seu trabalho, Fazem você chorar.
Eu estava há tempos de olho em O Homem Ilustrado, talvez um dos livros mais lembrado quando se fala em Ray Bradbury - junto com Fahrenheit 451 e Algo Sinistro Vem Por Aí. Ano passado ele saiu numa bela edição da Biblioteca Azul e não tive dúvidas de ir atrás, ansiosa por juntá-lo aos outros títulos do autor que tenho na estante.
1 de setembro de 2018
Empilhando no Escaninho #32 (Os Links da Coruja)

Setembro chegou, aniversário tá chegando, tem festa de família pelo meio e mais um monte de coisa para fazer enquanto já começo a contar os dias para finalmente ficar de férias (no fim de outubro...). Enquanto arranjamos o calendário para cortar datas feito condenado em masmorra medieval, fiquem com os links que interessaram a Coruja no último mês...
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21 de dezembro de 2017
Licor de Dente-de-Leão e a memória daqueles dias de verão

Nos primeiros dias do verão de 1928, o jovem Douglas Spaulding se dá conta de que está vivo. É uma descoberta curiosa, especialmente a se considerar que Douglas tem 12 anos, uma idade em que (supõe-se) as pessoas não se perdem muito em devaneios filosóficos ou crises de identidade. Mas esse é um verão especial, um verão em que a vida de Douglas e das pessoas que vivem em Green Town, passarão por grandes mudanças.– Bem – disse Douglas –, vamos conversar sobre algo.
– Sobre o quê?
– Meu Deus, se você vai embora, temos 1 milhão de coisas para falar! Todas as coisas de que falaríamos no mês que vem e no outro mês! Louva-a-deus, zepelins, acrobatas, engolidores de espada!
27 de outubro de 2017
A Vertigem das Listas: Dez Histórias para (re)visitar no Halloween

É meio hilariante que eu me empolgue tanto com o Halloween e passe o mês de outubro inteiro escrevendo sobre terror, romances góticos e outras variações quando sou, confessadamente e sem nenhuma vergonha, uma medrosa. Sinto mais facilidade em ler em vez de assistir filmes do gênero e prefiro algo um pouco mais sutil que vísceras espalhadas por aí e cabeças rodando no eixo do pescoço. Fujo de tudo que me cause pesadelos ou faça com que eu tenha vontade de ir procurar, sei lá, água sanitária para lavar meu cérebro.
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16 de outubro de 2017
Desafio Corujesco 2017 - Uma História que Combine com o Halloween || Uma Estranha Família

Continuando meu desafio pessoal de ler tudo o que eu achar da bibliografia do Bradbury, peguei esse aqui da estante para aproveitar tanto o tema do mês no Desafio Corujesco quanto o All Hallow’s Read. Uma Estranha Família já estava esperando por aqui faz um tempinho, depois que o consegui numa troca pelo Skoob e foi uma leitura bem rápida e leve.Casa era um quebra-cabeças dentro de um enigma dentro de um mistério, pois ela abarcava silêncios, cada um deles diferente, e camas, cada uma de um tamanho diferente. algumas com tampas. Alguns tetos eram altos o suficiente para permitir vôos com descanso, e ali as sombras podiam se pendurar de ponta-cabeça. A sala de jantar abrigava treze cadeiras, todas elas com o número treze, para que ninguém se sentisse alijado da distinção que esse número implicava. Os candelabros lá em cima eram feitos a partir das lágrimas de almas atormentadas, perdidas no mar havia quinhentos anos de vindimas e estranhos e estranhos nomes nas garrafas guardadas lá dentro e cantinhos vazios para visitantes que não gostassem de camas ou dos poleiros nos tetos altos.
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3 de julho de 2017
Teatro das Sombras - Contos Fantásticos Além da Imaginação

Não faz muito tempo - uns dois anos talvez - que descobri Ray Bradbury. O que é engraçado, porque Fahrenheit 451 é considerado leitura obrigatória entre os clássicos modernos e estava na minha lista há pelo menos uma década, assim como Algo Sinistro Vem por Aí. Contudo, por motivos que não sei explicar, demorei bastante para afinal dar prioridade a ele e quando o fiz, foi porque Neil Gaiman sempre o colocava como uma de suas mais importantes referências. Fato é que, quando finalmente comecei a ler o autor, não quis mais parar e Bradbury decididamente é um dos nomes dos quais tenho como meta de vida conhecer a bibliografia completa.
21 de junho de 2017
Desafio Corujesco 2017 - Uma História que se Passa no Futuro || As Melhores Histórias de Viagens no Tempo

Quando você vê uma antologia que se entitula “as melhores história de tal e tal gênero”, você sempre deve levar essa classificação com um grão de sal e uma boa dose de desconfiança: afinal, o que é bom para uns pode não ser para outros e a seleção de contos aqui passa pelo gosto pessoal dos organizadores. Não há como ser objetivo, a não ser que você decida fazer uma pesquisa global com todo mundo que já leu uma história daquele tipo na vida. A despeito disso, quando vi os autores citados na capa dessa antologia, decidi que queria lê-lo e eis então que ele aparece no nosso Desafio Corujesco de junho.Aquela coisa minúscula caiu no chão; aquela coisa insignificante que podia romper equilíbrios e derrubar uma sequência de pequenos dominós, depois grandes dominós e finalmente gigantescos dominós ao longo dos anos e através do Tempo. Aquilo poderia alterar o mundo.
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23 de novembro de 2016
Incendiando Ideias ou da atualidade de Fahrenheit 451

O último encontro do clube do livro me deu chance de ler um título que estava há anos na minha lista, mas por um motivo ou por outro, sempre deixava para depois. Clássico contemporâneo e considerado obra maior de Bradbury, Fahrenheit 451 é uma distopia que apresenta uma sociedade profundamente alienada, na qual os livros foram banidos e os bombeiros tiveram sua função desviada para começar incêndios em vez de apagá-los.Temos tudo de que precisamos para ser felizes, mas não somos felizes. Alguma coisa está faltando. Olhei em volta. A única coisa que tive certeza que havia desaparecido eram os livros que queimei durante dez ou doze anos. Por isso, achei que os livros poderiam ajudar.
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5 de outubro de 2016
#AllHallowsRead: Vamos falar de Bradbury

Um dos mais celebrados escritores do século XX, Ray Bradbury foi um autor extremamente prolífico, tendo trabalhado com diversos gêneros literários - só entre contos e noveletas, foram mais de 600 histórias, além de romances, peças de teatro, ensaios, poemas e roteiros adaptados. Suas obras mais conhecidas são a distopia Fahrenheit 451, bem como sua coletânea de contos de ficção científica As Crônicas Marcianas, e a fantasia Algo Sinistro Vem Por Aí.
30 de junho de 2016
1 Ano, 365 Contos - Junho

Junho foi um mês… difícil. Para além do retorno ao trabalho e as correrias de fim de semestre, com apresentação dos formulários de metas (pois é…) e outras variantes, teve a doença de um tio, que acabou não resistindo e faleceu logo no início do mês.
29 de fevereiro de 2016
1 Ano, 365 Contos - Fevereiro

Fevereiro, mês de Carnaval… eu passei o feriadão enfiada em casa, assistindo série e pondo leitura em dia, acompanhada de vários tampões de ouvido para evitar ouvir os ‘sucessos’ da temporada. Felizmente, onde moro é relativamente tranquilo e nem precisei dos tampões para manter meu retiro espiritual literário...
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15 de outubro de 2015
Empilhando no Escaninho #15 (Os Links da Coruja)

Hoje é um daqueles dias em que compartilhamos os links que andamos colecionando ao longo do mês. Outubro tem sido interessante... Vejamos por onde devo começar...
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1 de outubro de 2015
Desafio Corujesco 2015: Um Autor de Quem Sempre Ouvi Falar, mas Nunca Li || Algo Sinistro Vem Por Aí e A Árvore do Halloween

"Para esses seres, o outono é a estação normal, o único clima que eles conhecem, sem nenhuma outra escolha. E de onde eles vêm? Da poeira. E para onde vão? Para a sepultura. Será que o sangue corre em suas veias? Não, o que corre é o vento noturno. [...] Eles vasculham a tempestade humana em busca de almas, comem a substância da razão, enchem as tumbas com pecadores. E eles avançam, rastejando como besouros, infiltrando-se, fazendo todas as luas ficarem sombrias e toldando todas as águas claras. A teia de aranha os percebe, treme e se rompe. Assim são as pessoas do outono."
Bradbury está faz muuuuuuuito tempo na minha lista – muita gente boa indica, entre amigos que compartilham muitos dos meus gostos literários a autores favoritos (sim, é o Gaiman). Por um motivo ou outro, ia adiando esse encontro e não tenho outra desculpa além do fato de que havia quase uma centena de livros na estante para ler antes.
Como ele não estava como prioridade para compras, terminou que só consertei minha falta quando Algo Sinistro Vem Por Aí e A Árvore do Halloween apareceram para troca. Considerando que outubro é o mês das bruxas, nada mais justo, portanto, que fale deles agora.
Comecei com Algo Sinistro Vem Por Aí porque lembro de ter lido, muito tempo atrás, uma citação dele sobre as ‘pessoas do outono’ – e essas palavras fizeram algo ressoar em mim, permanecendo na minha memória mesmo sem entender o contexto delas.
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