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14 de outubro de 2021
Mais Mortais que os Homens: Obras-primas do terror de grandes escritoras do século XIX

- E o que é isto, Paul? – perguntou Evelyn, abrindo uma caixinha de ouro manchada, examinando o conteúdo com curiosidade.
– Sementes de uma desconhecida planta do Egito – respondeu Forsyth, com uma súbita expressão nublada em seu rosto escuro, ao ver os três grãos escarlates na palma da mão alva levantada na sua direção.
– Onde as conseguiu? – perguntou a moça.
– Essa é uma história estranha, que só vai assombrá-la se eu lhe contar – disse Forsyth, com uma expressão distraída que mais atiçou a curiosidade da jovem.
– Por favor, conte-me, gosto de histórias estranhas, e elas nunca me assombram. Ah, conte-me; suas histórias são sempre tão interessantes – ela exclamou, com um olhar tão persuasivo e irresistível, que seria impossível recusar seu pedido.
– Vai se arrepender disso, e eu também, provavelmente.
Às vezes é um título que te chama a atenção; em outras, a capa te captura o olhar, ou ainda, é a sinopse que te abre o apetite. Há muitas razões para tirar um livro da prateleira, dependendo até do humor do dia. Fato é que Mais Mortais que os Homens apertou todos os botões certos para me fisgar, incluindo aí a conveniência de lê-lo antes de outubro para fazer parte das minhas resenhas para o All Hallow’s Read.
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22 de abril de 2021
O Terror do Isolamento: uma leitura de O Homem Invisível

- Eu posso ficar invisível! Isso transcenderia a mágica.
E contemplei, dissipadas as dúvidas mais nebulosas, uma visão magnífica de tudo o que a invisibilidade poderia significar para um homem: o mistério, o poder, a liberdade.
Esse é um daqueles livros que você começa achando que sabe tudo que vai acontecer… e aí descobre que não era nada do que você estava pensando. O Homem Invisível é, afinal, parte do nosso imaginário coletivo, sendo várias vezes adaptado ou mesmo cooptado para outras obras (Liga Extraordinária, estou olhando para você), de tal forma que, querendo ou não, temos certas expectativas para ele.
11 de dezembro de 2018
O Resumo da Ópera - Outros (Vários) Títulos que Passaram por Aqui no Segundo Semestre

Quando escrevi essa coluna pela primeira vez, pensei em ter uma periodicidade mensal. Pelo visto, contudo, só estou dando conta de escrever a cada seis meses. Ok, não, isso é mentira, mas vamos com o exagero por razões estéticas… ou, não tão exagero, porque tempo anda de fato apertado por aqui e existiam outros posts na lista de prioridades.
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31 de outubro de 2017
Tradução - Máquinas Assombradas
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| Sam Weber, ilustração do artigo original |
Li Ghosts in the Machines pela primeira vez na coletânea de não ficção The View From the Cheap Seats, mas ele foi escrito originalmente para o New York Times em 2006 e foi também lido pelo próprio Gaiman numa apresentação em 2011 - aliás, deixei o vídeo ao final da tradução para que vocês possam se deleitar com a narração dele.
21 de outubro de 2017
All Hallow’s Read: Romance Gótico, Uma História

É difícil traçar as origens do Horror como gênero literário porque, sendo derivado de uma emoção primeva (talvez uma das primeiras que o Homem, saindo das Cavernas, sentiu), nossas histórias de terror têm suas raízes numa tradição oral, religiosa e folclórica. O desconhecido nos causa medo e, durante muito tempo, tudo o que nossos olhos alcançavam nos era desconhecido. Ou, como Lovecraft muito bem resume no ensaio Horror Sobrenatural em Literatura, “a mais antiga e poderosa emoção da humanidade é o medo, e o tipo de medo mais antigo e forte é o medo do desconhecido”. A mitologia nasceu da necessidade de explicar o mundo ao nosso redor e é óbvio que parte dessas explicações passam pelo ciclo da morte - gerando, muitas vezes, contos de espanto e repulsa. Afinal, quantos não são os heróis mitológicos que descem ao mundo dos mortos? E não são todas essas jornadas caminhos feitos no escuro, sob forte tensão, capazes de causar lágrimas, desespero e, claro, horror?
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16 de outubro de 2017
Desafio Corujesco 2017 - Uma História que Combine com o Halloween || Uma Estranha Família

Continuando meu desafio pessoal de ler tudo o que eu achar da bibliografia do Bradbury, peguei esse aqui da estante para aproveitar tanto o tema do mês no Desafio Corujesco quanto o All Hallow’s Read. Uma Estranha Família já estava esperando por aqui faz um tempinho, depois que o consegui numa troca pelo Skoob e foi uma leitura bem rápida e leve.Casa era um quebra-cabeças dentro de um enigma dentro de um mistério, pois ela abarcava silêncios, cada um deles diferente, e camas, cada uma de um tamanho diferente. algumas com tampas. Alguns tetos eram altos o suficiente para permitir vôos com descanso, e ali as sombras podiam se pendurar de ponta-cabeça. A sala de jantar abrigava treze cadeiras, todas elas com o número treze, para que ninguém se sentisse alijado da distinção que esse número implicava. Os candelabros lá em cima eram feitos a partir das lágrimas de almas atormentadas, perdidas no mar havia quinhentos anos de vindimas e estranhos e estranhos nomes nas garrafas guardadas lá dentro e cantinhos vazios para visitantes que não gostassem de camas ou dos poleiros nos tetos altos.
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12 de outubro de 2017
Bruxas, bonecas e olhos de botão no universo de Coraline

Hoje é o dia das crianças, e que data seria melhor que essa para aproveitarmos o embalo do All Hallow's Read e falarmos sobre Coraline, uma das obras mais famosas do Neil Gaiman? Coraline, afinal, é um conto de fadas em sua melhor tradição: estranho, sombrio, repleto de verdades difíceis, mas também de coragem e determinação, com uma brava heroína que não tem nada de mocinha indefesa e monstros assustadores e famintos. É uma história que pode ser lida como um conto de terror - certamente capaz de causar calafrios - mas é também uma grande e maravilhosa aventura.
31 de outubro de 2016
#AllHallowsRead: A Danse Macabre de Neil Gaiman

Em um dos mais notáveis capítulos de O Livro do Cemitério, Ninguém Owens, mais conhecido como Nin, o protagonista da história, participa da dança entre vivos e mortos, num ritual tão antigo cujas origens se teriam perdido no tempo e do qual, ao final, os vivos não recordam e os mortos se negam a explicar. Embora Nin não saiba, a cena evoca não um ritual milenar, mas uma das mais emblemáticas alegorias da arte medieval, centrada na noção de universalidade da morte: a Danse Macabre.
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26 de outubro de 2016
Livros Para Assistir: The Call of Cthulhu

Quando seu tio-avô morre, o narrador, Francis Wayland Thurston, acaba herdando uma série de textos e arquivos. Estes relatam e documentam uma série de encontros, por diversas pessoas, com um culto maligno. Ídolos e cultos adorando uma figura humanóide, dracônica e cefalópode: o Grande Cthulhu. E as mortes ligadas ao culto, que agora podem estar atrás de Thurston.
22 de outubro de 2016
#AllHallowsRead: Lovecraft, o Cavalheiro de Providence

Howard Phillips Lovecraft, o cavalheiro de Providence, é um dos mais importantes autores do gênero horror no século XX. Gente como Stephen King, Guillermo del Toro e Neil Gaiman são seus fãs confessos, tendo tomado seu estilo e suas ideias por inspiração. Contudo, Lovecraft só teve fama póstuma, sua vida uma sucessão de perdas e miséria. Seu pai foi internado num asilo psiquiátrico quando ele ainda era criança, após sofrer um surto psicótico, e de lá só saiu morto. Howard foi assim criado pela mãe, duas tias e o avô materno, que o encorajava a ler e escrever e o alimentava com uma dieta de contos góticos de sua própria autoria. Aos seis anos, era um garoto prodígio que já escrevia seus próprios poemas, além de ser um leitor voraz. Era também vítima de terrores noturnos, uma desordem do sono que serviu como combustível e inspiração para muitas das histórias que escrevia mais tarde.
19 de outubro de 2016
O Bode Leu: Christine
5 de outubro de 2016
#AllHallowsRead: Vamos falar de Bradbury

Um dos mais celebrados escritores do século XX, Ray Bradbury foi um autor extremamente prolífico, tendo trabalhado com diversos gêneros literários - só entre contos e noveletas, foram mais de 600 histórias, além de romances, peças de teatro, ensaios, poemas e roteiros adaptados. Suas obras mais conhecidas são a distopia Fahrenheit 451, bem como sua coletânea de contos de ficção científica As Crônicas Marcianas, e a fantasia Algo Sinistro Vem Por Aí.
1 de outubro de 2016
#AllHallowsRead: A Mais Maravilhosa Época do Ano (e não, não é o Natal)

Finalmente chegamos em outubro, ‘the most wonderful time of the year’ - e deve existir uma paródia dessa canção em algum lugar, porque, sério, Jack Skellington que me desculpe, mas o Halloween é um feriado ainda mais legal que o Natal (e é um fato comprovado que adoro Natal). Quem reclama e diz que tal data tem nada a ver com Brasil e é puro imperialismo americano esquece que (1) a véspera da noite de todos os santos é um feriado cristão e quer queiram, quer não, somos um país colonizado primariamente por católicos e (2) um dos mais importantes manifestos culturais do nosso país prega a antropofagia - porque não devorar e digerir um feriado que é em sua forma atual quase um segundo carnaval, uma noite que significa que todos os monstros, bruxos e fantasias estão à solta?
21 de junho de 2016
Para ler: A Menina Submersa - Memórias

Quando esse livro foi primeiro anunciado, minha reação foi contraditória: por um lado… o Gaiman fazia a indicação dele e Gaiman costuma ser gospel para mim e sempre acabo indo atrás dos livros que ele recomenda. Por outro, sou uma medrosa assumida que foge de histórias de terror de uma maneira geral (sério, eu fecho os olhos até nos trailers no cinema).Fantasmas são essas lembranças fortes demais para serem esquecidas, ecoando ao longo dos anos e se recusando a serem apagadas pelo tempo.
31 de março de 2016
1 Ano, 365 Contos - Março

Março foi um mês complicado para esse desafio - na verdade, março foi um mês complicado de uma maneira geral para leituras, porque passei por uma fase de cansaço mental que não tenho certeza se foi causada pela quantidade de trabalho ou se pelo calor que só dá vontade de dormir e ficar debaixo do chuveiro.
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29 de fevereiro de 2016
1 Ano, 365 Contos - Fevereiro

Fevereiro, mês de Carnaval… eu passei o feriadão enfiada em casa, assistindo série e pondo leitura em dia, acompanhada de vários tampões de ouvido para evitar ouvir os ‘sucessos’ da temporada. Felizmente, onde moro é relativamente tranquilo e nem precisei dos tampões para manter meu retiro espiritual literário...
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27 de fevereiro de 2016
A Vertigem das Listas: Dois Vilões que Roubam a Cena

Lulu: E aí, brincaram muito carnaval? Espero que não tenham feito muitas besteiras. Eu fiz o que costumo fazer todos os anos: recolhi-me ao meu quarto num retiro espiritual cercada de livros e tampões de ouvido. Foi simplesmente idílico.
Mas hoje estamos aqui não para falar de máscaras e fantasias... ou melhor, estamos. XD Porque o tema do vertigem desse mês com certeza trará um ou dois personagens que sabem muito bem usar dos dois artigos.
Sim, meus caros, hoje é dia de listarmos Dois Vilões que Roubam a Cena!
Dani: Cara, essa lista tem pano prá manga hein! ^------^
26 de fevereiro de 2016
Desafio Corujesco 2016 - Um Livro Vencedor de Algum Prêmio || Doutor Sono
Mais de 30 anos após os eventos ocorridos no Hotel Overlook, Dan Torrance ainda sofre com as consequências do que passou durante a infância. Para isso, acaba cometendo o mesmo erro do pai, se voltando para a bebida e se acabando no alcoolismo. Incapaz de manter um emprego, uma vida normal, e alcançando o fundo do poço, Dan decide entrar em um grupo do Alcoólicos Anônimos. E aí que a história começa.
9 de fevereiro de 2016
O Bode Leu: O Vilarejo
6 de fevereiro de 2016
Para ler: Os Melhores Contos de H. P. Lovecraft
Li esse livro um conto por dia - tentando me controlar para não avançar para o seguinte de imediato - para meu desafio 1 Ano, 365 Contos. Fiz o diário da experiência e para quem acompanha diariamente o blog, já deve ter me visto comentando conto a conto.Por três vezes Randolph Carter sonhou com a cidade maravilhosa, e por três vezes perdeu-a enquanto se detinha no alto do terraço que a dominava. Era uma febre dos deuses; uma fanfarra de trombetas sobrenaturais e um clangor de címbalos imorredouros.
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