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3 de dezembro de 2022

Terry Pratchett: uma vida com notas de rodapé


Porque o trabalho sempre foi a coisa mais importante, mas agora ganhou uma nova dimensão. O trabalho é a última defesa de Terry contra esta doença cruel que o está a despojar de si mesmo. Por quanto tempo ele possa escrever, ele ainda será Terry Pratchett.

Quando Terry Pratchett faleceu em março de 2015, chorei como quem tivesse perdido um ente querido. A essa altura, já fazia mais de uma década que eu lia gulosamente seus livros, um atrás do outro; muitas das quais tocaram-me de inúmeras maneiras - foram alegria, conforto, reflexão, acolhimento, e até ponto de partida para muitas amizades. Eu admirei sua capacidade de indignação e senso de justiça, e a coragem de se expor para falar daquilo que era necessário.


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14 de novembro de 2022

Toil & Trouble: uma história do Oculto pela ótica feminina


E assim, chegamos à ideia de bruxaria e ocultismo como ativismo, como rebelião. Após tudo o que vimos, o título de bruxa, com todas as suas conotações complicadas, foi reivindicado com entusiasmo.

Estiquei o olho para Toil and Trouble tão logo me dei conta de que se tratava de uma obra das mesmas autoras de Monster, She Wrote. Aqui, contudo, em vez de uma coletânea de breves biografias de escritoras pioneiras no horror/terror, Lisa Kröger e Melanie Anderson nos apresentam um apanhado histórico feminista do que chamamos, de forma genérica, de Oculto.


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3 de junho de 2022

O Resumo da Ópera: perdida na biblioteca


Chegamos ao meio do ano e, como de praxe, é tempo de fazer um apanhado geral das leituras que não ganharam análises mais completas cá no blog. Sim, sim, vamos a mais um Resumo da Ópera!


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5 de maio de 2022

Ghostland: em busca de um país assombrado


"Não é a casa que está assombrada. Sou eu. E eu quero ser; tenho de ser. Porque se eu desistir deles – se eu parar de olhar para trás – tudo o que já aconteceu conosco deixará de existir."

Bati o olho nesse livro em alguma lista do Goodreads e o título imediatamente me chamou a atenção. Da sinopse, fiquei com a impressão de que seria algo como The Lore of the Land ou Lugares Mágicos: os escritores e suas cidades - uma espécie de guia de viagem temático em que as recomendações de lugares a visitar passaria pela topografia de vários contos clássicos do gótico inglês.


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21 de outubro de 2021

The Five: a história não contada das mulheres assassinadas por Jack, o Estripador


Insistir que Jack, o Estripador, matou prostitutas também torna a história de uma série grotesca de assassinatos um pouco mais palatável. Assim como ocorria no século XIX, a noção de que as vítimas eram "apenas prostitutas" procura perpetuar a crença de que há mulheres boas e más; madonas e prostitutas. Sugere que existe um padrão aceitável de comportamento feminino e que as que se desviam dele devem ser punidas. Igualmente, ajuda a reafirmar o duplo padrão, exonerando os homens dos erros cometidos contra essas mulheres.

Lembro-me vagamente de quando estive em Londres sozinha, em 2014, descer do ônibus em Whitechapel a caminho de algum outro lugar, olhar as placas pelo caminho e pensar com meus botões "então foi por aqui que Jack andou fazendo das suas". Não cheguei a explorar nada no caminho, mas fiquei com o personagem na cabeça um bom tempo. Até cheguei a pensar em fazer um daqueles passeios guiados, mas não tinha tempo dentro da minha programação.


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14 de setembro de 2021

Square Haunting: Cinco Mulheres, Liberdade e Londres Entreguerras


A sala de estar, escreveu Harrison, foi designada território da esposa, mas permaneceu um espaço público, como 'a sala em que os “visitantes são introduzidos” - uma sala na qual você não pode se acomodar para pensar, porque qualquer pessoa pode entrar a qualquer momento'. O escritório do marido, ao contrário, era "um lugar inviolado, guardado por tabus imemoriais", onde o homem da casa "pensa, aprende e sabe"; havia, Harrison notou, "raramente duas cadeiras" na sala. A presença em quase todas as casas desses dois cômodos polarizados, ela sugeriu, servia como alegoria para a recusa da sociedade em levar as mulheres a sério. "A casa onde você não pode e não deve sentar no escritório não é para mim um lar", escreveu Harrison. ‘Mas, então, há muito sei que não sou uma "mulher verdadeira". Um dos sinais mais nefastos dos tempos é que as mulheres estão começando a exigir um estúdio para si.'

Começo hoje dizendo que não faço a menor ideia de como esse livro veio parar na minha mão. Eu jurava que o tinha visto recomendado no perfil do Literatura Inglesa Brasil, mas antes de me sentar para começar essa resenha, fui tirar a prova dos nove e não encontrei lá nada sobre o livro de Francesca Wade. Enfim, eu devo tê-lo visto talvez em alguma lista, ou nas indicações do Goodreads e coloquei na lista pela referência a escritoras, Londres e o período entre a Primeira e Segunda Guerra.


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22 de outubro de 2019

Monster, She Wrote - As Mulheres que Foram Pioneiras no Horror e na Ficção Especulativa


Por que mulheres são ótimas em escrever ficção de horror? Talvez porque o horror seja um gênero transgressor. Ele força os leitores a lugares desconfortáveis, onde não estamos acostumados a pisar, e a confrontar o que naturalmente queremos evitar.

E mulheres são acusadas de serem transgressoras o tempo todo - ou, pelo menos, elas estão acostumadas a pisar fora das fronteiras cuidadosamente desenhadas que a sociedade colocou para elas. É dito às mulheres o que fazer e quem elas podem ser. Elas são ensinadas a serem dóceis, a cuidar das crianças, a ficar em seu lugar. Elas são empurradas para as margens da sociedade, onde é esperado que elas fiquem de boca fechada e cabeça abaixada. A marginalização feminina pode ter sido mais escancarada no passado, quando elas não podiam votar ou possuir bens ou trabalhar fora de casa, mas acontece ainda hoje. Mulheres ainda são instruídas a serem boas meninas.

Em qualquer era, elas se acostumaram a entrar em lugares desconhecidos, incluindo território do qual foi dito que elas não deveriam entrar. Quando escrever é um ato fora dos seus limites, contar sua própria história se torna uma forma de rebelião e de tomar de volta o poder.

Descobri esse livro na newsletter do Goodreads, entre os lançamentos do mês passado. Título, capa, sinopse; tudo conspirou para me chamar a atenção e embalada pelo espírito do All Hallow’s Read, providenciei o e-book e comecei a lê-lo quase de imediato. Não tinha terminado nem a primeira parte do livro ainda e cheguei à conclusão de que esse era um livro que eu precisava ter físico: o projeto gráfico é primoroso, lúdico, um daqueles volumes que faz gosto possuir. Para além da leitora, meu lado colecionadora foi fisgado ali.


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21 de agosto de 2019

O Resumo da Ópera - Pilhas de Livros para Todos os Lados


Semestre passado foi bem complicado e contraditório. Do tipo, parece que passou a galope e ao mesmo tempo durou dez anos inteiros, com dias em que tudo o que queria era sumir do mapa e dizer adeus à humanidade.


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11 de dezembro de 2018

O Resumo da Ópera - Outros (Vários) Títulos que Passaram por Aqui no Segundo Semestre


Quando escrevi essa coluna pela primeira vez, pensei em ter uma periodicidade mensal. Pelo visto, contudo, só estou dando conta de escrever a cada seis meses. Ok, não, isso é mentira, mas vamos com o exagero por razões estéticas… ou, não tão exagero, porque tempo anda de fato apertado por aqui e existiam outros posts na lista de prioridades.


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10 de agosto de 2018

Sobre Pássaros e Silêncios: O Diário de Myriam


Alepo é uma cidade fantasma. Não tem mais ninguém. Às vezes, há senhoras de preto que correm do lado de fora, ou pessoas armadas. Mas só isso. Quando a gente abre as janelas, não tem um barulho de vida sequer. Não existem flores, não existem cores e até os pássaros já nos deixaram.

Quando recebi O Diário de Myriam e olhei a sinopse, saltou-me aos olhos a comparação com O Diário de Anne Frank. Eu tinha onze anos quando li pela primeira vez a história de Anne e digo sem exagerar que ela marcou minha vida. Foi daí que começou meu interesse em história das guerras, fosse em livros e documentários sobre acontecimentos reais, fosse em ficção que se passasse no período.


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12 de abril de 2018

Desafio Corujesco 2018 - Uma História Oriental || Do que Eu Falo quando Eu Falo de Corrida

"Sou o tipo de sujeito que gosta de estar sozinho consigo mesmo. Para dizer de um modo mais agradável, sou o tipo de pessoa que não acha um sofrimento ficar só. Não acho que passar uma ou duas horas correndo sozinho todos os dias, sem falar com ninguém, além de passar quatro ou cinco horas sozinho em minha mesa, seja difícil nem chato. Tenho essa tendência desde que era mais novo, quando, caso tivesse escolha, preferia ficar sozinho lendo um livro ou concentrado ouvindo música a estar na companhia de alguém. Sempre fui capaz de pensar em coisas para fazer quando estou sozinho."
Como o Desafio Corujesco é um projeto em parceria com a Tatá, lá do Randomicidades, isso significa que nos dividimos em escolher metas para os meses da brincadeira. O de março - uma história oriental - foi uma das minhas indicações e eu tinha grandes planos para ele. Queria ler algum daqueles grandes clássicos russos, que de tão grandes e complexos bem poderiam servir como artilharia pesada em combate. E aí eu passaria metade da resenha comentando como a Rússia é um país tão peculiar que não se pode exatamente classificá-lo como ocidente ou oriente: eles são, simplesmente, russos.


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9 de fevereiro de 2018

Lendo ainda mais ensaios: A Slip of the Keyboard

Real fantasy is that a man with a printing press might defy an entire government because of some half-formed belief that there may be such a thing as the truth.
- Discurso no Prêmio Carnegie Medal, 2002
Ando numa daquelas minhas fases em que é mais fácil digerir a leitura de não-ficção. Não sei explicar (ainda) o motivo dessas minhas periódicas mudanças de humor literárias, porque, na maioria das vezes, os livros com que acabo curando minhas ressacas de ficção não são mais fáceis ou menos densos que os calhamaços que volta e meia fazem lar na minha cabeceira.


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14 de janeiro de 2018

As Cientistas - 50 Mulheres que Mudaram o Mundo


Esse foi o primeiro livro novo que chegou lá em casa em 2018, presente de Dia de Reis enviado pela Tatá, lá do Randomicidades. Era um título que estava na minha lista já fazia um tempo, na esteira de volumes como Histórias de Ninar para Garotas Rebeldes (que, por sinal, deve ter um segundo volume publicado em inglês ainda nesse primeiro semestre), Wonder Woman - 25 Mulheres Inovadoras, Inventoras e Pioneiras que Fizeram a Diferença e Rejected Princesses - Tales of History’s Boldest Heroines, Hellions and Heretics. Todos eles são livros de referência, com pequenas biografias apresentando mulheres que se destacaram em seus campos de atuação, mudaram a História e enfrentaram preconceito e o machismo.


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22 de março de 2016

Livros para Ler no Outono


O Verão (finalmente) terminou e eis que já estamos no Outono. Cá onde estou, não há uma enorme diferença na mudança da estação: continua muito quente, mas agora começou a cair chuva.

Independente do clima, contudo, o espírito da estação está valendo e como tal, hoje acordei pensando em que tipos de livros são bons de ler no Outono.

Os dias começam a se tornar mais curtos e mais frios, as flores começam a murchar, e o verde dá lugar às folhas queimadas, vermelhas e douradas. É uma época que convida à introspecção, a um espírito reflexivo.


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2 de fevereiro de 2016

Para ler: Terra dos Homens || Piloto de Guerra

Sem dúvida partiremos em missão, pois estão nos convocando. Estamos no fim de maio, em plena retirada, em pleno desastre. Sacrificam-se tripulações como se jogassem copos d'água no incêndio de uma floresta. Como calcular os riscos quando tudo desmorona?
Todo mundo conhece o nome de Saint-Exupéry: O Pequeno Príncipe é uma das obras mais traduzidas da literatura e mesmo quem nunca leu é capaz de repetir a famosa citação da raposa - Tu és responsável por tudo aquilo que cativas. Há aqueles que amam e enchem os olhos de lágrimas e quem deteste a mensagem como se ela representasse grilhões.


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22 de setembro de 2015

Livros para Ler na Primavera


Amanhã começa a primavera! A estação das flores, dos piqueniques, de passarinhos cantando na janela e amor (ou feromônios, a depender do ponto de vista) no ar. Não que por aqui pelo Nordeste a gente sinta uma grande diferença, exceto pelo fato de que parou de chover toda vez que coloco o pé para fora de casa e esqueço o guarda-chuva.

(Porque a probabilidade de cair um aguaceiro é sempre maior depois que você já saiu de casa e se deixou enganar pelo céu azul sem nuvens. Sério, eu já comprovei isso cientificamente. Murphy também).


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1 de setembro de 2015

Desafio Corujesco 2015: Um Livro que Vi num Blog || A Metafísica dos Tubos


Eu me entendo. Aos dois anos de idade, saíra do meu torpor para descobrir que a vida era um vale de lágrimas no qual se comiam cenouras cozidas com presunto. Devia ter a sensação de ter sido passada para trás.

Para que então nascer, se não é para conhecer o prazer? Os adultos têm acesso a mil volúpias, mas para as criancinhas só a gulodice abre as portas do deleite

A Metafísica dos Tubos foi uma indicação feita pela Laura, do Leituras de Laura - que eu conheci graças ao Desafio Corujesco, vez que ela foi a primeira e mais fiel participante da brincadeira. Ela fez uma resenha para a Nothomb no tema “autores que indico para todo mundo”, eu fiquei curiosa e pedi indicações de por onde começar com a escritora e aí ela me sugeriu esse título, que consegui por troca no SKOOB.


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13 de agosto de 2015

Para ler: As Viagens de Alice

Cansada de sua vida sem graça, a jornalista Alice Steinbach resolveu dar um tempo. Pediu licença no trabalho, afastou-se dos amigos e da família e partiu numa jornada de autoconhecimento pela Europa. Ao voltar, não conseguiu se adaptar à antiga rotina. Pediu demissão e caiu no mundo, tendo como único compromisso satisfazer suas três maiores paixões: viajar, aprender e escrever. Este divertido e sensível livro acompanha a volta ao mundo de Alice para recuperar o tempo perdido. O roteiro segue exclusivamente seus desejos e desafia suas habilidades. Das aulas de culinária na famosa escola de gastronomia do hotel Ritz – onde descobriu que nem mesmo cortar um legume é tão fácil quanto se imagina – à entrega aos ritmos calientes em Cuba, passando pelas artes japonesas e pelo fascinante mundo das gueixas em Kyoto, os programas de Alice não estão em nenhum guia turístico. E como satisfazer seus desejos é o lema da viagem, por que não se deixar envolver por um charmoso japonês que cruza seu caminho? Quem sabe esse encontro mude o roteiro de sua vida outra vez...
As Viagens de Alice primeiro me chamou a atenção quando eu estava às voltas com o especial de 150 anos de publicação de Alice no País das Maravilhas - creio que numa pesquisa por títulos com ‘Alice’ no meio, ele caiu na minha rede. Bastou ler a sinopse para saber que não tinha nada a ver com a obra de Carroll, mas ainda assim ela me prendeu suficiente atenção para não descartá-la de cara. Anotei o título à parte e deixei lá na minha lista de futuras leituras.


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28 de julho de 2015

Para ler: Os Diários Secretos de Agatha Christie

66 romances policiais, 20 peças de teatro, 6 romances sob um pseudônimo e mais de 150 contos. Quais são os mistérios que explicam tamanho sucesso? Em 2004, foram descobertos, entre outros objetos deixados na casa da família de Christie, diários escritos pela autora. São 73 cadernos escritos à mão com notas, listas e desenhos que apresentavam seus planos para diversos livros, peças e contos. Os escritos apresentam, ainda, observações, pistas e notas sobre seus livros. Repleto de detalhes que a autora não revelou em vida, 'Os diários secretos de Agatha Christie' inclui dois contos inéditos de Poirot.
Embora eu seja uma leitora entusiasmada da Agatha Christie (e tenho por futuro projeto ler e resenhar todos os seus livros por aqui), se não tivesse ganhado esse livro de presente, é provável que tivesse passado batida por ele. Biografias, com algumas exceções, não costumam ser minha prioridade de leitura.


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16 de julho de 2015

Para ler: O Professor e o Louco

Houve uma breve pausa, numa atmosfera de constrangimento mútuo. O tique-taque barulhento de um relógio. Passos abafados no corredor. Um distante titlintar de chaves. E então o homem por trás da escrivaninha pigarreou e por fim disse: "Lamento dizer, amável senhor, que não sou eu. As coisas não são, de modo algum, como está imaginando. Sou, na verdade, o diretor do manicômio judiciário Broadmoor. O dr. Minor com toda certeza se encontra aqui. Mas como interno. É paciente há mais de vinte anos. Nosso mais antigo residente".
Ganhei esse aqui de presente num amigo secreto e devo dizer que a amiga que me tirou acertou em cheio.

O Professor e o Louco investiga os bastidores da organização do Dicionário Oxford – o primeiro em inglês e um dos mais completos de seu gênero – e, em especial, a relação entre um dos maiores colaboradores da iniciativa, o doutor W. C. Minor e o professor James Murray, líder do projeto.


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Livros, viagens, filosofia de botequim e causos da carochinha: o Coruja em Teto de Zinco Quente foi criado para ser um depósito de ideias, opiniões, debates e resmungos sobre a vida, o universo e tudo o mais. Para saber mais, clique aqui.

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