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6 de dezembro de 2022

O Natal dos Fantasmas: por uma ceia com histórias de arrepiar


Como eu disse, o fantasma ortodoxo padrão faz sua aparição uma vez por ano, na véspera de Natal, e fica satisfeito.

Por que na véspera de Natal, de todas as noites do ano, é algo que nunca consegui entender. É sempre uma das noites mais sombrias para se estar ao ar livre ― fria, lamacenta e úmida. E, além disso, na época do Natal, todo mundo tem muita coisa para aguentar, com uma casa cheia de parentes vivos, e não quer os fantasmas dos parentes mortos vagando pelo lugar, tenho certeza.

Deve haver algo fantasmagórico no ar no Natal ― algo sobre a atmosfera fechada e mormacenta que atrai os fantasmas, como a umidade das chuvas de verão traz sapos e caracóis.

E não só os próprios fantasmas andam por aí na véspera de Natal, mas as pessoas sempre se sentam e falam deles nessa data. Sempre que cinco ou seis falantes de inglês se reúnem ao redor de uma fogueira na véspera de Natal, eles começam a contar histórias de fantasmas. Nada nos satisfaz mais na véspera de Natal do que ouvir uns aos outros contando anedotas autênticas sobre espectros. É uma época genial e festiva, e amamos pensar em túmulos, cadáveres, assassinatos e sangue.

Sou suspeita para falar dos livros da editora Wish, com sua proposta de resgate de clássicos por vezes completamente desconhecidos no Brasil, promoção de novos artistas e tradutores, e um cuidado com o texto que casa com um histórico de projetos gráficos que são de encher os olhos em cada mínimo detalhe.


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5 de maio de 2022

Ghostland: em busca de um país assombrado


"Não é a casa que está assombrada. Sou eu. E eu quero ser; tenho de ser. Porque se eu desistir deles – se eu parar de olhar para trás – tudo o que já aconteceu conosco deixará de existir."

Bati o olho nesse livro em alguma lista do Goodreads e o título imediatamente me chamou a atenção. Da sinopse, fiquei com a impressão de que seria algo como The Lore of the Land ou Lugares Mágicos: os escritores e suas cidades - uma espécie de guia de viagem temático em que as recomendações de lugares a visitar passaria pela topografia de vários contos clássicos do gótico inglês.


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31 de outubro de 2021

Conversas Sobre o Tempo #07 - Aquele em que cometemos ficção


A Troca

- Uau! Parece tão antigo!

- Não é? Nem dá para acreditar que foi comprado num desses bazares beneficentes, e mais barato que um lanche no aeroporto. Parece uma daquelas peças de antiquário, né? Enfim, assim que eu bati o olho, me lembrei de você.

Penélope passou os dedos delicadamente pelas bordas da xícara de porcelana. Os detalhes pintados ao longo da superfície eram de uma delicadeza ímpar. Seria fácil acreditar que se tratava de uma peça autêntica, uma daquelas peças de museu, pintada a mão em tempos remotos, únicas no mundo.


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14 de outubro de 2021

Mais Mortais que os Homens: Obras-primas do terror de grandes escritoras do século XIX


- E o que é isto, Paul? – perguntou Evelyn, abrindo uma caixinha de ouro manchada, examinando o conteúdo com curiosidade.

– Sementes de uma desconhecida planta do Egito – respondeu Forsyth, com uma súbita expressão nublada em seu rosto escuro, ao ver os três grãos escarlates na palma da mão alva levantada na sua direção.

– Onde as conseguiu? – perguntou a moça.

– Essa é uma história estranha, que só vai assombrá-la se eu lhe contar – disse Forsyth, com uma expressão distraída que mais atiçou a curiosidade da jovem.

– Por favor, conte-me, gosto de histórias estranhas, e elas nunca me assombram. Ah, conte-me; suas histórias são sempre tão interessantes – ela exclamou, com um olhar tão persuasivo e irresistível, que seria impossível recusar seu pedido.

– Vai se arrepender disso, e eu também, provavelmente.

Às vezes é um título que te chama a atenção; em outras, a capa te captura o olhar, ou ainda, é a sinopse que te abre o apetite. Há muitas razões para tirar um livro da prateleira, dependendo até do humor do dia. Fato é que Mais Mortais que os Homens apertou todos os botões certos para me fisgar, incluindo aí a conveniência de lê-lo antes de outubro para fazer parte das minhas resenhas para o All Hallow’s Read.


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9 de março de 2021

Os Mortais Mais Perversos do Mundo de Lore


Yes, our world is still full of dangerously irrational people—people that allow hate and jealously and their own deep insecurities to drive them toward monstrous actions.

Descobri o podcast de Lore quando o primeiro volume da coleção derivada do programa saiu aqui pela Darkside. Adorei a prosa de Mahnke - que mantém a oralidade, o tom informal do produto original - e a forma como ela casa com as ilustrações de M. S. Corley, pelo que me empolguei para ir atrás do volume seguinte.


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30 de outubro de 2020

All Hallow's Read: O Labirinto do Fauno


“Raramente o mal se mostra de imediato. A princípio, é pouco mais que um sussurro. Um olhar. Uma traição. Mas logo cresce e cria raízes, mesmo que imperceptível, despercebido. Só os contos de fada dão uma forma adequada ao mal. Os lobos maus, os vilões, os demônios, o diabo…”

O caminho, normalmente, é de um livro para uma adaptação nos cinemas. No caso de O Labirinto do Fauno, o inverso aconteceu: foi o filme que inspirou a escrita do livro, expandindo o roteiro nos espaços e entrelinhas. Sendo um dos meus livros favoritos, claro que fiquei de olho grande assim que o livro foi anunciado e devo dizer que a edição fez jus ao universo quimérico do filme, especialmente pelas ilustrações do Allen Williams que pontuam a passagem dos capítulos.


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20 de outubro de 2020

All Hallow's Read: Vitorianas Macabras


"Corri para casa, de cabelo em pé, com o corpo tremendo. Fiquei fora de mim por mais de uma hora. Seria uma ilusão? Estou perdendo o juízo? Ó Deus, Deus! Estou ficando louco?."

Vou começar dizendo que assim que vi o anúncio desse livro por aqui, fiquei de queixo caído, tanto pela beleza da edição quanto pelo conteúdo. Um ano atrás li Monster, She Wrote, um fantástico volume de referência sobre autoras pioneiras no horror e na ficção científica, e, por causa dele, uma boa parte dos nomes trazidos na coletânea da Darkside me eram familiares - e tinham entrado na minha lista de futuras leituras -, de forma que não tive dúvidas de colocar Vitorianas Macabras entre meus desejados.


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26 de dezembro de 2019

O Resumo da Ópera - A Década Ainda não Acabou, mas Temos mais Livros


Mais um ano vai chegando ao fim e vamos encerrando a lista de livros lidos do ano. 2019 não foi tão prolífico quanto anos passados em termos de leituras, mas estou satisfeita com o fato de que terminei quase todos os livros que comprei/ganhei esse ano. Tem sido meu objetivo há algum tempo tentar não acumular leituras (e não sair comprando livros loucamente sem dar destino ao que já tem em casa) e talvez ano que vem eu consiga zerar meu backlog *resoluções de ano novo*.


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22 de outubro de 2019

Monster, She Wrote - As Mulheres que Foram Pioneiras no Horror e na Ficção Especulativa


Por que mulheres são ótimas em escrever ficção de horror? Talvez porque o horror seja um gênero transgressor. Ele força os leitores a lugares desconfortáveis, onde não estamos acostumados a pisar, e a confrontar o que naturalmente queremos evitar.

E mulheres são acusadas de serem transgressoras o tempo todo - ou, pelo menos, elas estão acostumadas a pisar fora das fronteiras cuidadosamente desenhadas que a sociedade colocou para elas. É dito às mulheres o que fazer e quem elas podem ser. Elas são ensinadas a serem dóceis, a cuidar das crianças, a ficar em seu lugar. Elas são empurradas para as margens da sociedade, onde é esperado que elas fiquem de boca fechada e cabeça abaixada. A marginalização feminina pode ter sido mais escancarada no passado, quando elas não podiam votar ou possuir bens ou trabalhar fora de casa, mas acontece ainda hoje. Mulheres ainda são instruídas a serem boas meninas.

Em qualquer era, elas se acostumaram a entrar em lugares desconhecidos, incluindo território do qual foi dito que elas não deveriam entrar. Quando escrever é um ato fora dos seus limites, contar sua própria história se torna uma forma de rebelião e de tomar de volta o poder.

Descobri esse livro na newsletter do Goodreads, entre os lançamentos do mês passado. Título, capa, sinopse; tudo conspirou para me chamar a atenção e embalada pelo espírito do All Hallow’s Read, providenciei o e-book e comecei a lê-lo quase de imediato. Não tinha terminado nem a primeira parte do livro ainda e cheguei à conclusão de que esse era um livro que eu precisava ter físico: o projeto gráfico é primoroso, lúdico, um daqueles volumes que faz gosto possuir. Para além da leitora, meu lado colecionadora foi fisgado ali.


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25 de julho de 2019

Desafio Corujesco 2019 - Um Livro Ambientado nos Anos 20 || A Balada do Black Tom


– Carrego um inferno dentro de mim – rosnou Black Tom. – E quando descobri que ninguém tinha compaixão por mim, quis arrancar árvores, espalhar o caos e a destruição ao meu redor e depois me sentar e desfrutar da ruína.

– Então, você é um monstro – comentou Malone.

- Fizeram de mim um monstro.

Fiquei de olho grande nesse livro desde que ele começou a aparecer em listas de prêmios literários: foi indicado ao Bram Stoker e ao Nebula em 2016, Hugo, Locus e World Fantasy em 2017, tendo vencido o Shirley Jackson na categoria novela. A Balada do Black Tom conseguiu ser um sucesso de crítica mesmo construindo sua narrativa em cima de uma das mais controversas histórias de H. P. Lovecraft, Horror em Red Hook - o que me deixou muito curiosa para conhecer a história. Assim, quando a Morro Branco anunciou a tradução dele cá no Brasil, imediatamente coloquei-o na lista de desejados.


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29 de maio de 2019

Desafio Corujesco 2019 - Um Livro com Protagonista Anti-herói/Vilão || O Retrato de Dorian Gray


"Todo impulso que nos esforçamos para sufocar se multiplica em nossas mentes, nos envenenando. O corpo peca uma vez, e deixa o pecado para trás porque a ação é uma forma de purificação. Nada resta senão a lembrança de um prazer, ou a volúpia de um pesar. O único modo de se livrar de uma tentação consiste em se entregar a ela.

Meu primeiro contato com Wilde foram suas peças. O humor mordaz de comédias como A Importância de ser Prudente e O Marido Ideal vão bem ao meu gosto. Ainda não li seus poemas, mas tenho curiosidade de qualquer dia me sentar para completar essa lacuna. Quanto ao único romance do autor, até cheguei a começar a leitura de O Retrato de Dorian Gray quando mais nova, mas não consegui ir adiante. Não sei dizer se foi por falta de maturidade para entender as nuances do livro ou por alguma outra razão, mas fato é que eu conhecia mais Dorian Gray por sua participação em A Liga Extraordinária que pelo livro original.


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24 de outubro de 2018

All Hallow’s Read - Edgar Allan Poe como um personagem de Poe


Edgar Allan Poe teve uma vida quase tão movimentada e misteriosa quanto o enredo de suas obras. Os pais eram atores - o pai, David, era americano e a mãe, Eliza, inglesa. Os dois se casaram em 1806 e tiveram o primeiro filho, William, em 1807. Edgar nasceu em janeiro de 1809, numa época em que a família passava por dificuldades financeiras, causadas, sobretudo, pelo alcoolismo de David Poe, que os abandonou quando o escritor ainda era um bebê. Eliza estava mais uma vez grávida quando o marido desapareceu, e em dezembro de 1810 nasceu Rosalie Poe. Um ano depois, Eliza faleceu, de tuberculose.


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1 de outubro de 2018

Geek Love: o belo, o feio e o bizarro


Os movimentos da minha corcunda são agradáveis no ar quente, e o suor da minha cabeça careca escorre para dentro dos olhos, fazendo-os arder sob a luz intensa. O espírito da corcunda sacolejante se move pelo palco e contagia calças vermelhas, barrigas peludas e todo mundo, enquanto eu piso na minha blusa sem botões, escorrego nos arreios de elástico emaranhados e abro tanto os olhos quase cegos que eles conseguem enxergar que de fato há um tom cor-de-rosa ali - o olho albino na órbita sem cílios para protegê-la -, e isso é bom. Como me sinto orgulhosa dançando no ar cheio de olhos que me observam ali descoberta, incapazes de se desviar por causa do que eu sou. Aqueles pobres sapos atrás de mim estão em silêncio. Eu os superei. Eles pretendiam me usar e envergonhar, mas eu venci pela natureza, porque uma verdadeira bizarrice não pode ser inventada. Um bizarro de verdade deve trazer isso desde o nascimento.

Se você passasse pela livraria e só visse o nome Geek Love na capa, sobre o que você acharia que era essa história? Pessoalmente, desconfio que um livreiro desavisado poderia muito bem colocá-lo na prateleira de romances achando ser uma história ‘sessão da tarde’ em que nerds se apaixonam em alguma convenção de quadrinhos ou coisa parecida.

Ele não poderia estar mais errado.


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9 de abril de 2015

Para ler: Alerta de Risco


“Há aqueles que acreditam que fosse adoração ao demônio”, disse Oliver. “E eu acho que eles estão errados. Afinal, o deus de um homem é o demônio do outro. Não é?”

Na introdução de Alerta de Risco (cá entre nós, prefiro a tradução literal de alerta de gatilho), Gaiman começa explicando o que sejam os ‘avisos de gatilho’ que dão título ao livro. A reflexão dele é interessante e algo com que eu já tinha me deparado antes andando pela internet – por um lado, esse tipo de alerta pode evitar situações em que uma pessoa que tenha sofrido um trauma ou violência seja pego de surpresa por uma situação análoga num livro e isso lhe cause um novo episódio traumático ou um flashback. Por outro, ele pode servir como restrição e mesmo um primeiro passo para a censura.


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22 de janeiro de 2013

Para ler: Protocolo Bluehand - Zumbis


Regras Básicas

Regra nº 1 > O apocalipse zumbi não é um passeio no parque. Quanto pior está, pior fica.

Regra nº 2 > Tenha cuidado com os mortos e, não se engane, mais ainda com os vivos!

Regra nº 3 > Se tiver que lutar, escolha sua arma, mire na cabeça e não erre!

Regra nº 4 > Localize e proteja o Bluehand.

O mundo não acabou no dia 21 de dezembro... mas isso não significa que estamos salvos. Pelo contrário: o pior ainda está por vir, espalhando-se como uma doença silenciosa, apenas esperando pelo momento certo para se manifestar, eclodindo em meio ao pânico e horror do começo do fim dos dias.

Ou, pelo menos, essa é a premissa (embasada de farta documentação, testemunhos e provas científicas) de Protocolo Bluehand: Zumbis.


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23 de agosto de 2012

Para ler: O Relato de Arthur Gordon Pym


São raras as ocasiões em que um homem abandona seu instinto natural de preservação da vida, seu profundo afeto pela existência, que geralmente aumenta na mesma proporção do perigo que a ameaça.

Comecei esse livro pouco depois de ter assistido O Corvo esse ano – porque uma das coisas mais importantes que percebi assistindo o filme é que ainda não conhecia toda a obra de Poe. Assim é que após Arthur Gordon Pym, o próximo que vou atacar é Marie Rogêt.


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15 de março de 2012

'Em sua morada em R'lyeh, o extinto Cthulhu aguarda sonhando'


Eles adoravam, segundo disseram, os Magníficos Ancestrais que viveram muitas eras antes de existir qualquer homem, e que chegaram ao jovem mundo provindo do espaço. Esses Ancestrais agora estavam extintos, nas entranhas da terra e sob o mar; mas seus corpos mortos haviam contado em sonhos segredos aos primeiros homens, que formaram um culto que nunca se havia desvanecido. Aquele era o culto, e os prisioneiros disseram que ele sempre existira e sempre existiria, oculto em ermos distantes e locais sombrios espalhados por todo o mundo, até o momento em que o grande sacerdote Cthulhu se ergueria de sua tenebrosa moradia na portentosa cidade de R’lyeh sob as águas, submetendo mais uma vez a Terra ao seu domínio. Algum dia ele faria seu chamado, quando os astros estivessem alinhados, e o culto secreto estaria sempre aguardando para liberá-lo.

H. P. Lovecraft – O Chamado de Cthulhu
Você pára. Respira pesado, tentando se localizar em meio ao breu. Seu coração bate tão forte que você pode ouvir as pulsações como um latejar contínuo nos ouvidos. O terror o sufoca. A escuridão é uma benção. Ela o impede de ver aquilo que está logo atrás de você, mantendo sua sanidade. Ainda assim, você adivinha as formas monstruosas, gigantescas que o perseguem. Você sente o cheiro de mar mesclado com algo mais pungente – cheiro de antigo, cheiro do tempo.

Em sua morada em R’lyeh, o extinto Cthulhu aguarda sonhando.


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13 de abril de 2011

Para ler: A Casa sobre o Abismo


Many are the hours in which I have pondered upon the story that is set forth in the following pages. I trust that my instincts are not awry when they prompt me to leave the account, in simplicity, as it was handed to me.

And the MS. itself—You must picture me, when first it was given into my care, turning it over, curiously, and making a swift, jerky examination. A small book it is; but thick, and all, save the last few pages, filled with a quaint but legible handwriting, and writ very close. I have the queer, faint, pit-water smell of it in my nostrils now as I write, and my fingers have subconscious memories of the soft, "cloggy" feel of the long-damp pages.

I read, and, in reading, lifted the Curtains of the Impossible that blind the mind, and looked out into the unknown. Amid stiff, abrupt sentences I wandered; and, presently, I had no fault to charge against their abrupt tellings; for, better far than my own ambitious phrasing, is this mutilated story capable of bringing home all that the old Recluse, of the vanished house, had striven to tell.

Of the simple, stiffly given account of weird and extraordinary matters, I will say little. It lies before you. The inner story must be uncovered, personally, by each reader, according to ability and desire. And even should any fail to see, as now I see, the shadowed picture and conception of that to which one may well give the accepted titles of Heaven and Hell; yet can I promise certain thrills, merely taking the story as a story.


William Hodgson – The House on the Borderland

Faz quase um ano que li este livro – na verdade, ele foi o primeiro que li no meu projeto “Mestres da Fantasia antes de Tolkien”. Comecei a escrever a resenha logo depois, que já ia em bem quatro páginas, a caminho de se transformar em um tratado sobre Fantasia (mais um...) quando o computador surtou, perdi tudo o que tinha escrito e, de forma geral, me deixou fula da vida.


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28 de outubro de 2009

Para ler: Orgulho & Preconceito... e zumbis

É uma verdade universalmente aceita que um zumbi em posse de cérebros, deve estar em necessidade de mais cérebros.
(Pride and Prejudice and Zombies - Jane Austen e Seth Grahame-Smith)

Comentei semana passada, se não me engano, que tinha encomendado e recebido minha cópia de Pride and Prejudice and Zombies. Pois bem. Passada a prova da OAB (e tendo pela frente pelo menos uns quinze dias antes de saber o resultado), comecei a ler os livros que estavam se acumulando na minha cabeceira e, sendo semana de Halloween, é claro que comecei por esse título, a fim de poder falar dele para vocês.


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Sobre

Livros, viagens, filosofia de botequim e causos da carochinha: o Coruja em Teto de Zinco Quente foi criado para ser um depósito de ideias, opiniões, debates e resmungos sobre a vida, o universo e tudo o mais. Para saber mais, clique aqui.

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