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31 de outubro de 2021

Conversas Sobre o Tempo #07 - Aquele em que cometemos ficção


A Troca

- Uau! Parece tão antigo!

- Não é? Nem dá para acreditar que foi comprado num desses bazares beneficentes, e mais barato que um lanche no aeroporto. Parece uma daquelas peças de antiquário, né? Enfim, assim que eu bati o olho, me lembrei de você.

Penélope passou os dedos delicadamente pelas bordas da xícara de porcelana. Os detalhes pintados ao longo da superfície eram de uma delicadeza ímpar. Seria fácil acreditar que se tratava de uma peça autêntica, uma daquelas peças de museu, pintada a mão em tempos remotos, únicas no mundo.


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11 de março de 2016

Quem Conta um Conto (Março): O Conto da Ísis || Nonsense


E eu não sei como vivo me metendo nessas situações... Mas, pensando bem, dessa vez não é algo do qual eu possa reclamar. Afinal de contas, que adolescente nunca sonhou em ter uma morena seminua no seu quarto? Não que eu seja um adolescente, afinal, só tenho quarenta e nove anos... Ainda falta muito para alcançar essa fase. Simplesmente nunca me senti na minha idade mesmo.

Normalmente eu sonho com loiras voluptuosas, de muita carne, lábios grossos e macios. E normalmente elas ainda estão vestidas, quer com algum uniforme para rolar um role-play, quer com roupas normais. Desembrulhar o pacote é metade da diversão de receber entregas em casa. Enviá-las de volta é tão divertido quanto.


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10 de março de 2016

Quem Conta um Conto (Março): O Conto do Dé || E Cadê o Galo?


- Você tem certeza disso? Certeza ABSOLUTA?!

- Claro! Vai por mim que dá certo! Tá quase lá!

Eu não estava gostando nem um pouco daquilo, mas se ela disse que precisava de uma garrafa de mijo de vaca, lá vou eu numa fazenda, conseguir a tal garrafa. E precisava ser de VACA, não de boi, não de bezerro. Vaca. Não vou nem dizer que foi um trabalho nojento, mas consegui a tal garrafa.


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9 de março de 2016

Quem Conta um Conto (Março): O Conto da Lu || Tudo vira Espuma


Pensei, por um segundo, que o tiro tivesse errado, o som ribombando como um trovão no salão. No último momento, o desgraçado tropeçou em Menowin. Eu ri, é claro. Meu ombro ardia como o diabo, mas como eu poderia deixar de rir da careta que ele fez ao cruzar olhar com Menowin, com toda sua orgulhosa crista em pé?

- Mas o quê essa coisa…

Acho que estou começando a história do lugar errado, não é verdade? Às vezes fico um pouco confusa com essas coisas. E o que importa o tempo de qualquer forma? Se eu tivesse que começar do começo, teria de ir anos e anos atrás, até o momento em que Deus, aquele velho sacana, disse ‘que se faça a luz’.


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3 de novembro de 2015

Quem Conta um Conto (Setembro) || Comentários

Dé: E vamos terminando mais uma rodada do Quem Conta um Conto, e como fui o primeiro a postar meu conto, eu começo os comentários!

Para começar, preciso dizer que me diverti bastante escrevendo esta rodada! A Dani até se chateou um pouco (pra não dizer “pra c*******” Dani: Dedico minha vida a complicar a de vocês! u.u) por que foi uma daquelas imagens que eu bati o olho, e já tinha uma história completa na cabeça!

Quando vi a imagem, imaginei logo que elas teriam matado o homem como vingança, especialmente depois que a Dani revelou o tema. Assim, logo o homem morto (e para mim, sempre foi um homem) logo se tornou o marido abusivo de uma delas, e elas irmãs.


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27 de outubro de 2015

Quem Conta um Conto (Setembro): O Conto da Ísis || Drama


Drama

Não era nada daquilo que ela tinha em mente quando propusera a brincadeira. Sonhara, aliás - tivera um sonho fantástico, e, assim que pôde, contara à loira sua visão. É claro que a amiga imediatamente embarcara na mesma, coisa que já se repetia ao longo dos vinte anos em que estavam juntas. Na verdade, Anna podia contar nos dedos de uma só mão as vezes quando Darlene não pulara de cabeça nas ideias da ruiva, ajudando a dar vida e corpo às mesmas.


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30 de setembro de 2015

Quem Conta um Conto (Setembro): O Conto da Lu || Liberdade


7.

Seus joelhos bateram com força na terra enquanto o homem tombava às suas costas, morto de imediato.

Anya ainda segurava a carabina, uma expressão de firme determinação no rosto que aos poucos desaparecia por entre a torrente de lágrimas que rapidamente tomaram os olhos de Irina.

Ela mal se deu conta de quando os braços da outra moça a envolveram. O choro represado de anos agora saía livremente, junto com a sensação de terror dos últimos minutos. Ela perdeu a idéia do tempo, enquanto se deixava embalar no abraço de Anya, que a inclinava para frente e para trás como se ninasse uma criança.


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28 de setembro de 2015

Quem Conta um Conto (Setembro): O Conto do Dé || Acabou...


Nova York, 15 de março de 1927

Ontem foi o casamento de Laura. Ela parecia tão feliz! Gostaria que mamãe estivesse lá para vê-la.

Eu sei que deveria estar mais feliz, afinal, não é todo dia que sua irmãzinha se casa. Contudo, não consigo gostar de Charles... Nunca consegui gostar do atual marido de Laura. Aquele homem sempre me deu arrepios, embora nunca tenha dado motivos verdadeiros. Sei que Arthur teria concordado comigo neste ponto.

Mas Laura o ama, e no final a decisão é dela. Só espero que ela esteja certa.
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6 de agosto de 2015

Quem Conta um Conto (Março) || Comentários

Lulu: E cá estamos uma vez mais com os nossos comentários para o Quem Conta um Conto... Ufa! Faz quase um ano que não tínhamos uma nova rodada de histórias, não é? Estava sentindo uma falta danada dessa coluna... E aí foram mais quase seis meses para ter os comentários (!!!) da história...

Dani: Mea culpa, mea culpa... - -“Podem me açoitar.

Dé: Sabe que eu também? Mas foram por motivos de força maior, então não havia muito que pudéssemos fazer.


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23 de abril de 2015

Quem Conta um Conto (Março): O Conto da Ísis || Vertentes


Vertentes

Não era justo, mas nada havia sido justo desde que a maldição fora lançada. Os campos do reino, outrora verdes ou, em determinadas épocas, coloridos, estavam tomados por tons monocromáticos. O rei e a rainha haviam adoecido e, com eles, a saúde de todo o domínio havia deteriorado. Essa era a grande desvantagem de viver num lugar cuja saúde dependia da de seus soberanos. Por esse motivo, os mesmos eram protegidos da melhor forma possível, com as tecnologias mais avançadas entre todas as terras conhecidas, alguns dos mais brilhantes estrategistas, e soldados cuja fidelidade era inquestionável.


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20 de março de 2015

Quem Conta um Conto (Março): O Conto do Dé || Finalmente juntos


Hoje a vi novamente.

Como sempre, foi apenas por um instante, mas um instante a mais. Desde quando vivo assim? Desde que a vi pela primeira vez, é claro. E isto aconteceu a tanto tempo atrás quanto consigo lembrar.


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18 de março de 2015

Quem Conta um Conto (Março): O Conto da Lu || Por Estações


Ela já não sentia mais o frio. Na realidade, ela já não percebia muitas de suas extremidades e era com uma sensação de distância que via seus pés descalços dando um passo após o outro, afundando na neve e deixando à sua passagem rastros de sangue escurecido.

Longe, podia ainda ouvir os uivos dos cães. Se fizesse esforço, talvez pudesse ainda intuir no vento as vozes que tinham vindo com os machados de aço frio e mãos de dedos cruéis. Mas aquele era um esforço que ela nem desejava nem era mais capaz de fazer.


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15 de dezembro de 2014

Quem Conta um Conto (Junho) || Comentários

Ísis: Bem vindos a mais uma seção de comentários aos contos da vez! E digam alô à Rainha Suplente (não perguntem, que ela tá ficando perigosa igual à mãe) antes que ela resolva decapitar-nos... >.<

Dani: Isso mesmo, Ísis, sinta o medo, sinta... ¬__¬

Mas, antes de mais nada, quero pedir mil desculpas aos leitores pelo (gigantesco) atraso desse QCC. Esse ano foi realmente infernal para todos nós... - -“

Aliás... por que diabos estou pedindo desculpas? Sou a Rainha dessa joça! Farei como eu quiser!!! MUAHAHAHA!!!!!!!!!!!!


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18 de junho de 2014

Quem Conta um Conto (Junho): O Conto do Dé || Histórias

                O céu noturno estava coberto por nuvens, mas isto parecia não incomodar os ratinhos.

                - Vamos, já vai começar! – disse o da frente.

Os outros já estavam próximo ao precipício, esperando. A Lagarta disse algo, mas os ratos não conseguiam entender. Ela sempre falou um pouco enrolado, então ninguém parecia conseguir entende-la. Se isso a perturbava, não demonstrava.


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17 de junho de 2014

Quem Conta um Conto (Junho): O Conto da Lu || Histórias de Estrelas


Para Ana Lígia e Gabriel,
Da tia Lu.

A primeira vez que Lia encontrou o Menino da Floresta, ela não gostou nada, nadinha dele.

Debaixo da macieira do canto mais distante do jardim da casa de sua avó, já quase na entrada no bosque, Lia caiu no sono abraçada com Czarina I, a lagarta, e acordou com um par de olhos brilhantes e um nariz a centímetros do seu. Lia era corajosa – sua avó sempre a chamava de ‘minha brava garotinha’, especialmente quando ela tomava seus remédios sem reclamar nem fazer careta -, mas, apesar disso, ela soltou um gritinho de susto e pulou para trás, batendo a cabeça contra o tronco da macieira.


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16 de junho de 2014

Quem Conta um Conto (Junho): O Conto da Ísis || Viagem


Viagem


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31 de março de 2014

Quem Conta um Conto (Março) || Comentários

Dé: Mais uma rodada de contos se foi, e é a minha vez de começar os comentários! =D

Pra começar: Dani, adorei o desenho e o tema! Tá de parabéns. A combinação de detalhes dá um clima bem desolador, ao menos eu achei. Foi exatamente isso que tentei passar no conto.

Lulu: Eu tive essa mesma impressão.

Dani: Obrigada... *vergonha*

Dé: Vergonha de que, menina? Devia estar orgulhosa! =D


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12 de março de 2014

Quem Conta um Conto (Março): O Conto da Ísis || Noite dos Corvos


Fora rápido, indolor e, precisava admitir, bem profissional.

Ela o vira desaparecer diante de seus olhos. Em um momento, ele estava lá, inteiro, vivo, talvez pensando... No segundo seguinte, nada disso era verdade. Não era o primeiro, nem o segundo, nem mesmo o décimo. Porém, definitivamente desejava que fosse o último.

Houvera desaparecimentos assim antes, ela entendera, e nenhum deles havia deixado escapar um pequeno gemido sequer.

Agora, sabia o porquê.


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11 de março de 2014

Quem Conta um Conto (Março): O Conto da Lulu || Acalanto


Dorme, meu querido, dorme, bebê.
Fecha teus olhos e dorme.
A escuridão vem; em teu berço
A lua tímida vigia.
Muitas contos de fada te contarei e canções de ninar;
Belos sonhos te traga a noite...
Dorme, querido, nana.

Chegará o dia em que com ousadia,
Como teu pai, meu filho,
Corajosamente fincarás o pé no estribo e tomarás armas.
Com sedas brilhantes tua sela para ti vou costurar.
Dorme agora, minha querida criança, nana.

Tu crescerás e te tornará um destemido cossaco
Você montará e correrei para acompanhar-te -
Vais apenas acenar com a mão e eu me despedirei com olhos secos...
Mas quando desapareceres da vista, filho,
Amargamente vou chorar.
Que os sonhos que tu sonhas sejam leves, filho,
Dorme, querido, nana.

De saudades estarei a definhar, inconsolável a esperar;
Vou rezar ao longo de todo o dia, e à noite adivinharei tua fortuna;
Pensarei em ti perdido, distante numa terra estranha
Dorme agora, enquanto ainda não conheces tristeza, nana.

Dar-te-ei à tua saída uma pequena relíquia:
Quando fizerdes tuas preces a Deus coloque-o à tua frente;
Ao preparar-te para uma perigosa batalha
Por favor, lembra-te de sua mãe...
Dorme, bom menino, meu belo, nana.

- Canção de Ninar Cossaca -


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10 de março de 2014

Quem Conta um Conto (março): O Conto do Dé || O Garoto e os Corvos


O garoto despertou, mas não conseguiu ter certeza se estava de olhos abertos. Estava escuro como ele nunca havia presenciado: uma completa ausência de luz. Ele tentou balançar as mãos em frente aos olhos arregalados, mas foi inútil. Tentou gritar, chamar por alguém, mas o silêncio era total, tal qual a escuridão.

Assustado, o garoto levantou-se e começou a andar, a procurar por um interruptor, uma porta, uma janela... ou alguém. A única coisa que sabia haver naquele local era um piso, já que estava em pé sobre alguma coisa, mas não sabia se haviam paredes ou teto. Não sabia onde estava e nem como chegou lá. Apenas continuou a caminhar.


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Livros, viagens, filosofia de botequim e causos da carochinha: o Coruja em Teto de Zinco Quente foi criado para ser um depósito de ideias, opiniões, debates e resmungos sobre a vida, o universo e tudo o mais. Para saber mais, clique aqui.

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