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8 de setembro de 2020
Encontrando um Lar para Chamar de Seu: The House in The Cerulean Sea

"Adultos não pensam o tempo todo em morte”, Linus disse severamente. “Na verdade, eles mal pensam nisso. Ora, esse assunto nem passa pela minha cabeça."
“Então por que há tantos livros escritos por adultos sobre a mortalidade?” Phee perguntou.
"Eu não - é porque - isso não é nem aqui nem lá! O que estou tentando dizer é que não devemos mais falar sobre morte ou morrer! ”
Talia assentiu sabiamente enquanto acariciava sua barba. "Exatamente. Porque é melhor não saber se estamos prestes a morrer. Dessa forma, não começamos a gritar agora. Vai ser uma surpresa. Sempre podemos gritar então.”
Theodore gorjeou preocupado, escondendo a cabeça sob a asa enquanto se sentava no colo de Sal. Sal se abaixou e acariciou suas costas.
"Eu posso dizer quando você vai morrer", disse Lucy. Ele inclinou a cabeça para trás e olhou para o teto da van. “Acho que poderia ver o futuro se me esforçasse o suficiente. Sr. Baker? Você quer que eu veja quando você vai morrer? Ooh, sim, está vindo para mim agora. Eu posso ver isso! Você vai morrer em uma terrível-"
"Não quero", Linus interrompeu. "E vou repetir, enquanto estivermos no vilarejo, você não pode sair por aí se oferecendo para contar às pessoas sobre o destino que as espera!"
Lucy suspirou. “Como vou fazer novos amigos se não posso contar como eles vão morrer? Qual é o ponto? ”
"Sorvete e discos", disse Arthur.
“Oh. OK!"
Descobri esse livro logo no começo da quarentena, porque ele era citado em mais de uma lista de recomendados para "sobreviver a esses tempos difíceis". O título e a capa me chamaram a atenção, assim como o fato de que era um lançamento da Tor Books, editora que tem se preocupado em trazer histórias e autores com diversidade para seu catálogo. Tudo o que li lançado por eles - incluindo os muitos contos publicados no Tor.com - me interessou e surpreendeu, de forma que coloquei The House in the Cerulean Sea na lista.
11 de agosto de 2016
Para ler: Estação Onze

Vinte anos após a ‘Gripe da Geórgia’ ter quase obliterado a humanidade da face da terra, um grupo de atores e músicos percorre as comunidades remanescentes, apresentando concertos e peças de Shakespeare. É a Sinfonia Itinerante e esse é o mundo pós-apocalipse.Todos os trailers da Sinfonia Itinerante estão assinalados com esse nome, SINFONIA ITINERANTE grafado em letras brancas dos dois lados, mas o trailer da frente leva dizeres adicionais: Porque sobreviver não é suficiente.
20 de março de 2015
Quem Conta um Conto (Março): O Conto do Dé || Finalmente juntos
Hoje a vi novamente.
Como sempre, foi apenas por um
instante, mas um instante a mais. Desde quando vivo assim? Desde que a vi pela
primeira vez, é claro. E isto aconteceu a tanto tempo atrás quanto consigo
lembrar.
18 de fevereiro de 2013
Quem Conta um Conto (Fevereiro): O Conto da Ísis || A matadora
Há alguns anos, eu herdei de meu pai essa fazenda. Não é muito grande, e já não há muito trabalho a se fazer nela, pois, há alguns anos, este lugar tornou-se um deserto.
Quando eu era pequena, havia ainda alguns resquícios de mata, e ainda era possível ver alguns animais aqui e acolá. Todavia, mesmo naquela época, papai já sabia que o fim estava chegando... E, sentando-me em seu colo, inúmeras vezes ele me contou histórias do passado, do enorme verde, e do triste destino que nos espera.
22 de janeiro de 2013
Para ler: Protocolo Bluehand - Zumbis

Regras Básicas
Regra nº 1 > O apocalipse zumbi não é um passeio no parque. Quanto pior está, pior fica.
Regra nº 2 > Tenha cuidado com os mortos e, não se engane, mais ainda com os vivos!
Regra nº 3 > Se tiver que lutar, escolha sua arma, mire na cabeça e não erre!
Regra nº 4 > Localize e proteja o Bluehand.
O mundo não acabou no dia 21 de dezembro... mas isso não significa que estamos salvos. Pelo contrário: o pior ainda está por vir, espalhando-se como uma doença silenciosa, apenas esperando pelo momento certo para se manifestar, eclodindo em meio ao pânico e horror do começo do fim dos dias.
Ou, pelo menos, essa é a premissa (embasada de farta documentação, testemunhos e provas científicas) de Protocolo Bluehand: Zumbis.
17 de novembro de 2012
Do Gênesis ao Apocalipse: Eu sou a Lenda
Esse é o último livro que leio no projeto Do Gênesis ao Apocalipse. Isso porque o próximo número dessa coluna viria no dia 22 de dezembro e ou o mundo acaba dia 21 e não faz sentido deixar resenhas programadas para o dia seguinte, ou o mundo não acaba e a razão de existir dessa coluna se perde. Caso o mundo não termine (seja em fogo, seja em água, seja no espaço de tempo de um piscar de olhos), então escreverei uma postagem especial sobre a experiência que tive com esse espaço.
Passados esses detalhes, vamos ao que interessa: o Fim do Mundo!
Arquivado em
Do Gênesis ao Apocalipse
ficção científica
fim do mundo
lit. americana
literatura
terror
16 de fevereiro de 2012
Para ler: Protocolo Bluehand - Alienígenas

Regra nº 1 -> os extraterrestres não são nossos amigos. Se fossem, eles nos deixariam em paz. Mesmo os mais 'evoluídos' alienígenas têm interesses escusos na Terra. Nunca confie neles.
Regra nº 2 -> em caso de avistamento ou contato, não entre em pânico. Se você está lendo isto, tem 85% mais chances do que uma pessoa normal de escapar de um encontro imediato.
Regra nº 3 -> mantenha a calma e fuja! Nunca tente 'investigar a luz' ou se comunicar com esses seres. Procure a rota mais segura e dê o fora.
Regra nº 4 -> quando tiver de lutar, respire fundo e use as técnicas recomendadas neste manual.
Regra nº 5 -> em caso de invasão, localize e proteja o Bluehand.
10 de setembro de 2009
Terry Pratchett (Parte IV) – Quantos Anjos Podem Dançar Numa Cabeça de Alfinete?
As teorias atuais sobre a criação do Universo afirmam que, se ele foi realmente criado e não começou simplesmente, como se diz, de forma não-oficial, surgiu entre dez e vinte bilhões de anos atrás. Pela mesma referência, costuma-se calcular a idade da própria Terra em cerca de quatro bilhões e meio de anos.
Essas datas estão incorretas.
Os estudiosos judeus medievais determinaram a data da Criação em 3760 a.C. Os teólogos da ortodoxia grega colocaram a Criação em 5508 a.C.
Essas sugestões também estão incorretas.
O Arcebispo James Usher (1580-1565) publicou Annales Veteris et Novi Testamenti em 1654, que sugeria que o Céu e a Terra foram criados em 4004 a.C. Um de seus assistentes levou os cálculos mais além, e foi capaz de anunciar triunfante que a Terra foi criada no domingo, 21 de outubro, exatamente às 9 da manhã, porque Deus gostava de trabalhar de manhã cedo, enquanto ainda estava se sentindo descansado.
Isso também estava incorreto. Por uma diferença de quase quinze minutos.
Todo aquele negócio dos fósseis de esqueletos de dinossauro foi uma brincadeira de que os paleontólogos ainda não se deram conta.
Isso prova duas coisas:
Primeiro, que Deus age de formas extremamente misteriosas, para não dizer tortuosas. Deus não joga dados com o universo; Ele joga um jogo inefável de sua própria criação, que poderia ser comparado, da perspectiva de qualquer um dos outros jogadores [todos os dois], a estar envolvido numa obscura e complexa versão de pôquer numa sala completamente escura, com cartas em branco, por apostas infinitas, com um crupiê que não lhe diz quais são as regras, e que sorri o tempo todo.
Segundo, a Terra é Libra.
A previsão astrológica de Libra na coluna “Suas Estrelas Hoje” do Advertiser de Tadfield, no dia em que esta história se inicia, é a seguinte:
LIBRA. 24 de Setembro a 23 de Outubro.
Você pode estar se sentindo mal e sempre na mesma velha rotina diária. Questões envolvendo casa e família estão em evidência e precisando ser resolvidas. Evite riscos desnecessários. Um amigo é importante para você. Adie grandes decisões até que o caminho à frente pareça claro. Você poderá estar vulnerável a um problema estomacal hoje, portanto, evite saladas. Poderá receber ajuda de uma fonte inesperada.
Previsão perfeitamente correta em tudo, a não ser pela parte das saladas.(Belas Maldições – Terry Pratchett e Neil Gaiman)
Se algum dia eu conseguisse resumir minhas leituras favoritas de todos os tempos numa lista de dez nomes (não hierarquicamente, porque venhamos e convenhamos que não há critérios racionais para comprar autores de gêneros diferentes... e até do mesmo gênero literário, às vezes... e a minha lista tem coisas completamente díspares), Belas Maldições seria, muito certamente, um dos títulos lá presentes.
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