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16 de junho de 2016
Meu Autor, meu Herói - notas sobre leitura e escrevinhações
As duas citações com que abrimos este artigo revelam duas visões, duas abordagens diferentes: a primeira refere-se ao que chamamos na semiótica (estudo da linguagem, dos sinais) de emitente e a outra, ao destinatário da mensagem.O escritor é o duelista que jamais luta na hora marcada, que guarda um insulto como qualquer outro objeto curioso, um item de colecionador, despeja-o mais tarde sobre sua mesa e empenha-se verbalmente num duelo com ele. Algumas pessoas chamam isso de fraqueza. Eu chamo de adiamento... Pois ele preserva, coleciona o que depois vai explodir em sua obra.
- Anaïs Nin
Agrada-me concordar com o leitor comum, pois pelo senso comum dos leitores, não corrompidos por preconceitos literários, após todos os refinamentos da sutileza e do dogmatismo do aprendizado, são finalmente decididas todas as honras poéticas.
- Samuel Johnson
É exatamente sobre esses dois pontos de vista que versa esse ensaio, duas experiências completamente diferentes, ainda que complementares.
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meu autor meu herói
sobre escrever
25 de agosto de 2015
Para ler: Rádio Guerrilha

“No Ocidente, a “normalidade” é praticamente uma certeza: é o estado constante, imutável. Não é percebido e, portanto, raramente mencionado. Porém seu significado não poderia ser mais diferente para os jovens de Belgrado - porque esta era uma geração cuja normalidade havia sido tomada e substituída por incerteza, pobreza, guerra e violência. Cresceram em Belgrado nos anos 90 os despossuídos - uma geração para a qual o tempo parou.
Sob o regime de Slobodan Milosevic, a normalidade era um sonho, uma Utopia distante e inexplorada; significava o oposto de tudo o que acontecera aos cidadãos de Belgrado na última década: quatro guerras, uma polícia brutal e desenfreada, tumultos nas ruas, um estado de psicose coletiva causado pela penetrante propaganda política na televisão, violenta xenofobia, a militarização da paisagem urbana, pobreza em larga escala, gângsters e aproveitadores da guerra se transformando na elite da sociedade, e assassinos eleitos para o parlamento.”
Estou numa fase de leituras históricas, em especial relatos de conflitos: terminei um sobre a batalha de Waterloo; segui para outro acerca do fim da Iugoslávia, indo da limpeza étnica na Bósnia até a a guerra em Kosovo e estou agora às voltas com os relatos de Tólstoi em Sebastopol, durante a Guerra da Criméia. Têm sido leituras muito interessantes e hoje vou falar, especificamente, da segunda leitura dessa lista.
21 de dezembro de 2013
Conversas Sobre o Tempo: no balanço de fim de ano entra 2013, um ano corrido...
Lulu: Como esse ano foi tão corrido que não consegui nem uma única vez me sentar para escrever sobre o tempo (e foram tantas as questões sobre as quais eu gostaria de ter falado ao longo do ano... Dé: Idem), decidi fazer uma retrospectiva de como ele se passou para compensar o tanto quanto não falei durante ele.
Não esperem rima ou lógica enquanto pulo de assunto em assunto.
Dé: E essa coluna já teve lógica? Isso é novidade pra mim.
Dani: Alguma coisa tem lógica de fato nesse blog? ^^
Não esperem rima ou lógica enquanto pulo de assunto em assunto.
Dé: E essa coluna já teve lógica? Isso é novidade pra mim.
Dani: Alguma coisa tem lógica de fato nesse blog? ^^
2 de fevereiro de 2013
Gazeta de Longbbourn: Celebrating Pride and Prejudice
Todo mundo por aqui já deve saber a essas alturas que 2013 marca o bicentenário de publicação do clássico Orgulho e Preconceito de Jane Austen. Celebrating Pride and Prejudice é uma das inúmeras iniciativas de fãs por todo o mundo para marcar a data.2013 marks the 200th anniversary of the first publication of Pride and Prejudice, Jane Austen’s best-loved novel. To mark this special occasion Hazel Jones and Maggie Lane have written this beautifully illustrated 64-page book looking at the history of the work that Jane Austen called her “darling child”.
To celebrate the bicentenary of the book’s first publication in 1813, Hazel and Maggie investigate the reasons for its popularity and describe the extraordinary history, reception and afterlife of the phenomenon that is Pride and Prejudice.
3 de novembro de 2010
Desafio Literário 2010 - Novembro: Escritor Português
Quem dá mostras da mais profunda alegria é o jumento. Nascido e criado em terras de sequeiro, alimentado a palha e a cardos, com a água racionada ou quase, a visão que se lhe oferecia tocava o sublime. Pena não haver ali alguém que soubesse interpretar os movimentos das suas orelhas, essa espécie de telégrafo de bandeiras com que a natureza o dotara, sem pensar o afortunado bicho que chegaria o dia em que quereria expressar o inefável, e o inefável, como sabemos, é precisamente o que está para lá de qualquer possibilidade de expressão.
22 de setembro de 2010
Isso é escrever...
Remexa na memória, na infância, nos sonhos, nas tesões, nos fracassos, nas mágoas, nos delírios mais alucinados, nas esperanças mais descabidas, na fantasia mais desgalopada, nas vontades mais homicidas, no mais aparentemente inconfessável, nas culpas mais terríveis, nos lirismos mais idiotas, na confusão mais generalizada, no fundo do poço sem fundo do inconsciente: é lá que está o seu texto. Sobretudo, não se angustie procurando-o: ele vem até você, quando você e ele estiverem prontos. Cada um tem seus processos, você precisa entender os seus. De repente, isso que parece ser uma dificuldade enorme pode estar sendo simplesmente o processo de gestação do sub ou do inconsciente.
13 de julho de 2010
Lobos em pele de Cordeiro – Parte II
Uma vez que já tenhamos tecido nossas conjecturas sobre a origem dos lobisomens, bem como sua participação em mitologias diversas, revelando-se como uma figura arquetípica, é hora de cuidarmos destas criaturas de um ponto de vista histórico.
11 de julho de 2010
Lobos em pele de Cordeiro – Parte I
Estava sentada na praça de alimentação no shopping, fazendo hora antes de as lojas abrirem, quando sentou-se à mesa defronte a minha um lobisomem.
Bem, se fosse nos velhos e bons tempos da Inquisição (...), ele certamente seria considerado um lobisomem e julgado como tal. A parte superior direita do rosto dele parecia uma continuação do couro cabeludo, formando uma estranha moldura para seu olho.
1 de março de 2010
Manifesto de apoio a Denise Bottmann
Já escrevi semana passada sobre o caso DBottmannxLandmark no post Direito ao Esquecimento. Hoje, descobri que criaram um Manifesto de Apoio a Denise Bottmann e, por óbvio, não poderia deixar de aproveitar qualquer influência que eu eventualmente tenha entre meus leitores para puxá-los pela consciência e levá-los a assinar.
19 de fevereiro de 2010
Deus e o Diabo na Terra do Sol
“Talvez a graça permita que algo de bom nos venha daquilo que foi criado pelo mal.”Thomas Mann
De todos os trabalhos que fiz na faculdade de direito, aquele com que mais me diverti foi um trabalho de teoria dos contratos, e que tínhamos de analisar a questão dos contratos de adesão e cláusulas abusivas à luz do Fausto de Goethe.
5 de janeiro de 2010
Zumbis: fazendo a autópsia - Parte IV
A lista a seguir é uma tradução bastante livre e cheia de comentários pertinentes de uma parte do artigo How Zombies Work, que me serviu como uma das fontes de pesquisa para este artigo.
Uma perfeita maneira de terminar essa série no final das contas, visto que só recebi comentários assustados sobre zumbis. Sendo assim, vamos ao nosso breve guia de sobrevivência em cenários pós-apocalípticos infestados por hordas de zumbis...
Em primeiro lugar... Como sobreviver a um ataque de zumbis:
Zumbis: fazendo a autópsia - Parte III
Se você alguma vez já jogou House of the Dead, Resident Evil ou qualquer um desses jogos populares em que você tem uma arma, carga de munição infinita e muitos alvos mortos-vivos se arrastando pela tela, você deve saber que zumbis são, basicamente, qualquer tipo de criatura (incluindo aí vermes mutantes) que têm apenas um objetivo em mente (se é que eles possuem algo como uma 'mente'), qual seja, devorar o ser movente e, de preferência, gritante, mais próximo.
Zumbis: fazendo a autópsia - Parte II
Agora que já traçamos as origens e genealogias do mito 'zumbítico', é hora de descobrir como é que ele se popularizou na literatura e, no passo seguinte, no cinema e na cultura pop.
Acredito que a mais antiga menção literária a uma criatura que, embora não seja um zumbi, guarde muitas das características que a estes referimos, seja o Frankenstein, de Mary Shelley, publicado em 1818.
4 de janeiro de 2010
Zumbis: fazendo a autópsia - Parte I
Os zumbis estão contidos no mesmo arquétipo dos vampiros e dos ghouls - mortos que voltam do túmulo, alimentando-se dos vivos, trazendo morte e terror onde quer que apareçam. A idéia que temos deles, contudo, não é milenar e tampouco forma um padrão mundial.
Na verdade, embora vários autores conhecidos tenham trabalhado com personagens ou monstros que possuem as características com que definimos hoje os zumbis, o mito é não apenas relativamente recente como bastante localizado - ele nasce na cultura afro-caribenha; especificamente, no Haiti.
3 de janeiro de 2010
Conversas sobre o tempo - na ressaca do ano novo
Primeiro post do ano de 2010! Viva!!!
A noite estava nublada aqui no ano novo, mas tivemos uma magnífica lua cheia. Achei os fogos um pouco fracos, mas isso talvez se deva ao fato de que eu os estava assistindo da minha janela e não da praia...
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16 de dezembro de 2009
Creepy Fairytales - Parte 2
Continuando com o desmembramento dos contos de fadas...
Chapeuzinho Vermelho
Na minha lista de contos de fadas tenebrosos, Chapeuzinho Vermelho está absolutamente empatada com a Bela Adormecida. Não porque eu não goste da Chapeuzinho Vermelho que pela estrada afora anuncia que vai bem sozinha levar doces para a vovozinha (falando sério, ela passa metade da história pedindo para virar ração lupina), mas sim porque...
Creepy Fairytales - Parte 1
Lendo os comentários de vocês e conversando com algumas pessoas, cheguei a uma conclusão interessante: a maior parte das pessoas só conhece as versões suavizadas dos contos de fadas originais - e não necessariamente as 'originais' de Perrault e dos irmãos Grimm, mas aqueles que a Disney transformou em filmes.
Essa vai ser uma discussão legal... hehehe...
18 de novembro de 2009
Clube do Livro: novembro
Deus e o mundo sabem que nada me deixa mais feliz que livros... exceto, talvez, por chocolate. Ontem chegou mais uma caixa de encomendas - aproveitei a promoção que a Submarino fez por esses dias, de 10.000 livros por dez reais e fiz a festa - e, por curiosidade, eu decidi fazer um inventário dos livros que tenho por ler e que estão se acumulando sobre a minha bancada, tirando da lista os livros de Direito que tenho de ler para estudo/monografia.
Fiquei passada com os números... estou acumulando livros desde antes do meu aniversário e, se li um bocado, também deixei um bocado de lado, ao mesmo tempo em que continuava adquirindo mais e mais volumes.
10 de novembro de 2009
Vamos à ópera?
Bom dia, meus caros; sentiram minha falta?
Faz quase uma semana desde a minha última atualização... mas tenho excelentes motivos para tanto. Não bastasse a pilha de trabalho que se acumulou na minha mesa semana passada (até ontem, eu estava enfurnada até os ombros nos livros de processo, mas finalmente terminei), teve o concurso da procuradoria no domingo de manhã e deram o prazo para entregar o projeto da monografia da pós.
O que significa que eu provavelmente vou dar umas sumidas aqui e ali, mas farei o possível para não abandonar vocês.
7 de outubro de 2009
Bem-vindos à Roma: a política do pão e circo
Talvez alguns de vocês já tenham ouvido falar sobre a Lei 8.313 de 23 de dezembro de 1991... mais conhecida como Lei Rouanet. Esse diploma instituiu políticas públicas para a cultura nacional, tendo por base a promoção, proteção e valorização de suas diversas expressões.
Interessante é que seu destaque fica no campo tributário, já que traz em seu bojo uma política de incentivos fiscais que possibilita pessoas jurídica e física a aplicarem parte de seu imposto de renda em ações culturais.
Interessante é que seu destaque fica no campo tributário, já que traz em seu bojo uma política de incentivos fiscais que possibilita pessoas jurídica e física a aplicarem parte de seu imposto de renda em ações culturais.
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