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28 de novembro de 2015
A Vertigem das Listas: Onze Melhores Séries dos Últimos Tempos

Dani: Olá, queridos leitores do nosso amado Coruja, e nos reunimos de novo nesse novembro com mais um VERTIGEM DAS LISTAS!!! YAAAAAAAAAAAYYYYYYYYYY!!!!!!!!! E o tema desse mês vai agradar muito aos fãs de Netflix, Popcorn Time e maratonas online (coisa, aliás, que adoro fazer ^^): As Onze Melhores Séries dos Últimos Tempos!
Deixando claro que iremos falar das séries que cada um de nós considera as melhores, ok? ;)
Dé: Então... Eu sou a pessoa que mal consegue acompanhar uma série... Vamos ver essa zoeira!
Lulu: Somos dois, Dé...
Ísis: Adorei o tema! Simbora!
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2 de maio de 2015
Gazeta de Longbourn: Celebrating Pride and Prejudice
Este foi um dos inúmeros volumes publicados para comemorar o bicentenário de Orgulho e Preconceito - e, do que tive oportunidade de ler, um dos melhores a fazê-lo.“Think only of the past as its remembrance gives you pleasure,” Elizabeth Bennet tells Fitzwilliam Darcy in one of countless exhilarating scenes in Pride and Prejudice by Jane Austen. The remembrance of Austen’s brilliant work has given its readers pleasure for 200 years and is certain to do so for centuries to come. The book is incomparable for its wit, humor, and insights into how we think and act—and how our “first impressions” (the book’s initial title) can often be remarkably off-base. All of these facets are explored and commemorated in Celebrating Pride and Prejudice, written by preeminent Austen scholar Susannah Fullerton.
7 de março de 2015
Gazeta de Longbourn: Evelina
Já tinha ouvido falar de Frances Burney antes – não por acaso, em conjuntura com o nome da Austen: ela é citada nominalmente como uma das autoras lidas por Catherine em A Abadia de Northanger. Assim é que, quando foi anunciado o lançamento de Evelina em português, eu imediatamente providenciei para colocá-lo na minha lista de leituras.Existe um pouco de melancolia em mim ao escrever um relato de nossas últimas aventuras em Londres. Contudo, como este dia é meramente apropriado a fazer malas e preparativos para nossa jornada, e como deverei em pouco tempo não ter mais aventuras para escrever, acho melhor completar meu diário da cidade de uma vez: e, quando o senhor tiver tudo junto, espero, meu caro Senhor, o senhor me enviará suas observações e pensamentos sobre ele a Howard Grove.
7 de fevereiro de 2015
Gazeta de Longbourn: Letters to Alice on First Reading Jane Austen
Não tenho bem certeza quem foi que chamou minha atenção para esse título, mas seu que foi a menção à Jane Austen que me fez ir atrás dele para coloca-lo na estante.De verdade, Alice, livros são coisas maravilhosas; sentar sozinha num quarto e rir e chorar, porque você está lendo, e ainda estar segura quando você fecha o volume; e tendo-o terminado, descobrir que você mudou, mas ao mesmo tempo continua a mesma! Ser capaz de visitar a Cidade da Invenção pela sua vontade, partir sob sua vontade - isso, realmente, é sobre o que é educação, ou sobre o que deveria ser.
Letters to Alice tem uma premissa interessante: uma tia escritora que se corresponde com a sobrinha que dá os primeiros passos na mesma carreira – cartas que falam de escolhas, da paixão pela literatura, do ofício de escrever e, claro, de tia Jane.
6 de dezembro de 2014
Gazeta de Longbourn Apresenta: Among the Janeites
Esse livro é meio que um relato parte autobiografia, parte investigação jornalística sobre o mundo dos fãs de Jane Austen. Yaffe começa falando sobre sua própria descoberta da autora, ainda adolescente; sobre sua primeira experiência encontrando outros aficionados, sua primeira participação num dos encontros anuais da Jane Austen Society of North America, descobrindo-se parte de uma comunidade que se estende por praticamente todo o globo.Se você não é um Janeite, nada poderia explicar isso - o fantasiar-se, as repetidas sessões da cena da camisa molhada, as discussões intermináveis sobre os feitos de pessoas que não são reais. Se você é um Janeite, isso dificilmente precisa de explicação. O que poderia ser mais fascinante que tudo isso?
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4 de outubro de 2014
Gazeta de Longbourn Apresenta: Sense & Sensibility
Descobri esse livro em alguma das newsletters de editoras que assino – e lembro de ter visto também alguns artigos sobre a idéia por trás da coleção de que ele faz parte. Coloquei-o na lista sempre crescente de volumes a ler futuramente e não pensei muito mais nele até a Terry vir para o Brasil, e trazê-lo na mala para mim.She drank deep, you could see that; she squeezed every drop of living out of all the elements that mattered to her. It made her careless, of course it did, but it was a wonderfully rich and rapt way to be.
23 de setembro de 2014
Mansfield Park e os Sapatinhos de Cinderela (ou aquele em que Austen subverte os contos de fadas)

Essa não é a primeira vez – e provavelmente também não será a última – em que vocês me ouvirão falar em Austen e Contos de Fadas. Considerando ainda que descobri essa ligação lendo um ensaio sobre Mansfield Park, acho que é bastante justo que eu apresente a idéia mais uma vez hoje.
6 de setembro de 2014
Gazeta de Longbourn Apresenta: Henry Tilney’s Diary

A good turnout at church today. It had nothing to do with the mild weather and a desire to gossip and everything to do with my oratory skills, I am perfectly convinced. Indeed, if not for Mrs Attwood's new bonnet, I would have had the ladies' undivided attention. The gentlemen I was more certain of. They had no interest in bonnets, new or otherwise, and listened in pleasing silence, broken only by an occasional snore.
Dos heróis austenianos, o diário de Mr. Tilney era o único que faltava para eu fechar a série que a Amanda Grange escreveu. Demorei um pouco para colocar as mãos nele – o que é curioso, considerando que Tilney é, depois do Capitão, o meu particular favorito (e devo dizer que, na vida real, preferia um Tilney a um Wentworth, mas deixemos isso quieto, não é mesmo?) – mas enfim consegui.
2 de agosto de 2014
Gazeta de Longbourn Apresenta: A Fórmula do Amor
Eu estava na Cultura com o Duda – provavelmente era uma sexta-feira, porque sextas são dia de almoçar com Duda, visitar livraria e tomar sorvete – quando me deparei com esse título numa das estantes. Já tinha visto a Adriana fazendo comentários sobre o livro e já o tinha anotado para futuras aparições aqui nessa coluna, de forma que o enfiei debaixo do braço e segui para o caixa.Procuramos nossos amigos para ter conforto em relação às partes da nossa vida nas quais temos que “trabalhar” – nossos trabalhos e nossos relacionamentos com homens. Os amigos estão lá quando saímos do tumulto da vida e paramos no acostamento, quando fazemos a análise no fim do jogo. Dividimos nossos pensamentos e sentimentos com eles, ou, talvez, com nossa mãe ou irmã. No entanto, depois que saímos da faculdade e daqueles pequenos apartamentos que dividíamos na época do primeiro emprego, com frequência, deixamos de dividir nossa vida com outras pessoas além de um homem. O que significa que estamos tentando administrar nosso relacionamento sem o tipo de prática em relacionamentos em geral que as heroínas de Jane Austen têm.
Nenhuma surpresa com o fato de que sou uma compradora impulsiva e compulsiva de livros, certo? Certo.
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5 de julho de 2014
Gazeta de Longbourn Apresenta: As Memórias Perdidas de Jane Austen
Meu muito querido tio Fafa me deu esse livro de presente pouco depois da publicação. Demorei um pouco para ler, considerando meu atual cronograma de leituras austenianas para essa coluna, mas finalmente estamos aqui.Concluí que era melhor ser considerada solteirona sem história de amor do que uma figura trágica, insensata. Que ousara amar alguém acima de sua posição, e perdera.
20 de junho de 2014
Mad Monalisa no ar!
Tô um pouquinho atrasada em passar essa informação para frente, mas tive uma série de pequenos incêndios para apagar essa semana, entre rolos no trabalho, problemas de família e computadores temperamentais. Mas, enfim! Estamos aqui!
Já faz um tempo que eu (e a torcida do Flamengo) estávamos tentando convencer a Dani de achar uma maneira de ganhar dinheiro com as ilustrações MARAVILHOSAS, ESPETACULARES, FENOMENAIS que ela faz. Enfim, depois de pegá-la pela mãe e prometer ajudar a administrar e servir de consultora financeira (haha), está no ar a loja MadMonalisa!
7 de junho de 2014
Gazeta de Longbourn Apresenta: Novelas Inacabadas

- De maneira alguma, meu caro senhor, de maneira alguma - exclamou o sr. Parker impaciente. - Pelo contrário, asseguro-lhe. É a ideia geral, mas um equívoco. Isso pode se aplicar aos lugares desenvolvidos, superpovoados como Brighton ou Worthing ou Eastbourne, mas não a um vilarejo como Sanditon, impedido por suas dimensões de sofrer quaisquer males da civilização; ao passo que o crescimento do lugar, as edificações, as sementeiras, a demanda por tudo e a segura existência das melhores companhias (dessas famílias regulares, sólidas e reservadas dotadas de nobreza e caráter que são uma bênção em qualquer parte) estimulam o trabalho dos pobres e difundem o conforto e o desenvolvimento de toda a sorte entre eles. Não, meu caro senhor, asseguro-lhe que Sanditon não é um lugar...
- Não quis dizer que não haja exceções em algum lugar em particular - respondeu o sr. Heywood -, só penso que a nossa costa está repleta deles. Mas não seria melhor levar o senhor...
- Nossa costa está repleta! - repetiu o sr. Parker. - Talvez nesse ponto não possamos de todo discordar. Pelo menos já há o bastante. Nossa costa já está muito explorada. Não precisa de mais. Atende ao gosto e às finanças de cada um. E essa boa gente que está tentando ampliar o número das estações balneárias, na minha opinião, insiste num exagero e em breve se verá vítima de seus próprios cálculos falaciosos. Um lugar como Sanditon, senhor, posso dizer que foi sonhado, foi exigido. A natureza selecionou-o, indicou-o em caracteres maiúsculos. A brisa mais pura e suave da costa, tida como tal, banhos excelentes, areia fina e firme, águas profundas a dez metros da praia, sem lama, sem ervas, sem pedras escorregadias. Nunca houve um lugar mais claramente projetado pela natureza para ser o balneário de enfermos, o verdadeiro lugar de que milhares de pessoas estavam à procura! À mais conveniente distância de Londres! Um quilômetro e meio mais perto do que Eastbourne. Imagine apenas, senhor, a vantagem de economizar toda essa distância numa longa viagem. Mas Brinshore, senhor, na qual acredito esteja pensando, as tentativas de dois ou três especuladores em Brinshore no ano passado de promover aquele mesquinho povoado, situado como está entre um charco estagnado, uma charneca árida e as constantes emanações de um brejo de algas putrefatas, não pode resultar em nada a não ser em decepção. E, em nome do bom senso, Brinshore poderia ser recomendável? Um ar muitíssimo insalubre, estradas sabidamente detestáveis, água suja sem igual, sendo impossível ter-se uma boa chávena de chá num raio de cinco quilômetros em redor. E, quanto ao solo, é tão gelado e infértil que nem consegue produzir um repolho que seja. Confie em mim, senhor, que esta é uma descrição a mais fiel de Brinshore, sem o mínimo grau de exagero, e se o senhor ouviu falar dela de modo diverso...
Trabalhos mais maduros de Jane Austen, os dois romances que foram publicados nessa edição - Sandition e Os Watsons são inéditos no Brasil. E eram inéditos para mim também, que os conhecia de nome, mas nunca os tinha tido em mãos.
Talvez seja um tanto estranho ir atrás de ler uma obra que não tem final, cujo desenvolvimento, de uma forma geral, está incompleto. Como uma leitora amante de tudo o que Austen escreveu, contudo, não poderia me furtar a esse comichão de conhecer tudo o que ela escreveu, independente de ela ter terminado ou não.
3 de maio de 2014
Gazeta de Longbourn Apresenta: Lady Susan
A primeira vez que li Lady Susan foi em francês, num pocket que me foi presenteado pela Claire, do Jane Austen Lost in France. Algum tempo depois, quando comprei a edição comentada de Persuasão da Zahar, encontrei uma tradução aparentemente inédita desse romance epistolar muitas vezes esquecido da Austen.Não consigo me decidir em relação a nada tão sério quanto um matrimônio, sobretudo porque no presente momento não estou precisando de dinheiro, e talvez, antes da morte do velho cavalheiro, o enlace me trouxesse muito poucas vantagens.
5 de abril de 2014
Gazeta de Longbourn Apresenta: A Truth Universally Acknowledged
Fazia tempo que eu andava atrás desse livro, acho que praticamente desde de sua publicação, ainda que eu tenha demorado um bocado para consegui-lo... A sinopse pode ser resumida pelo subtítulo: trinta e três ensaios de autores consagrados e outros menos conhecidos (pelo menos aqui no Brasil) falando sobre Jane Austen e sua obra.A erudite collection of essays considers Jane Austen's lasting influence and popularity in literary circles as well as her work's reflection of humanity, in an anthology that includes pieces by such writers as Virginia Woolf, C. S. Lewis and E. M. Forster.
1 de março de 2014
Gazeta de Longbourn Apresenta: Mansfield Park

Esse ano comemoramos o bicentenário de publicação de mais uma obra da tia Jane e claro que eu não poderia deixar de falar sobre o assunto. Mansfield Park não é meu livro favorito dos romances de Austen, mas depois de muitas leituras e releituras e debates, acho que hoje consigo entender melhor e gostar mais de Fanny Price.Deixe que outras penas se ocupem com culpa e miséria.
1 de fevereiro de 2014
Gazeta de Longbourn Apresenta: The Jane Austen Handbook
Quando tivemos o Encontro Nacional da JASBRA, ano passado, para celebrar o bicentenário de Orgulho e Preconceito, a Adriana Zardini citou esse livro na palestra dela. Óbvio e ululante, tão logo cheguei em casa, coloquei-o na minha lista e pouco tempo depois, tendo encontrado o bendito numa prateleira da Livraria Cultura, meti-o debaixo do braço e o trouxe para casa.How to explain the sheer tingling joy one experiences when two interesting, complex, and occasionally aggravating characters have at last settled their misunderstandings and will live happily ever after, no matter what travails life might throw in their path, because Jane Austen said they will, and that's that? How to describe the exhilaration of being caught up in an unknown but glamorous world of balls and gowns and rides in open carriages with handsome young men? How to explain that the best part of Jane Austen's world is that sudden recognition that the characters are just like you?
30 de dezembro de 2013
Conversas Sobre o Tempo: Acumulando 2013 milhas...
Lulu: Ao longo de 2013 eu, como diria minha avó, ‘andei mais que notícia ruim’. Comecei o ano em Belo Horizonte, para o IV Encontro Nacional da JASBRA, quando palestrei sobre Orgulho e Preconceito, mitologia, contos de fadas e Shakespeare e tive também a oportunidade de encarnar de vez a Miss Darce (e até saí na Jane Austen’s Regency Word ao lado da Adriana Zardini).
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7 de dezembro de 2013
Desafio Literário 2013: Dezembro - Natal || A Darcy Christmas
Estamos quase no Natal! E que melhor forma de comemorar do que passar as festas em Pemberley?Happiness, deep love, and Christmas cheer echoed down the lengthy corridors and invaded every chamber of the Manor. But in none were these positive emotions as high as in the Master’s chambers on the upper floor of the south wing.
You see, this Christmas was Darcy’s first as a married man. A newlywed of less than a month, in fact, and to his indescribable joy, his wife was Elizabeth. The numerous questions of the prior Christmas were answered beyond his wildest imaginings. Any delusions or doubts were erased.
Was he in love with Elizabeth Bennet, now Elizabeth Darcy?
Yes! A resounding yes and to a depth that continually staggered him.
A Darcy Christmas é uma antologia de três contos de autoras já conhecidas por ‘brincar’ com as palavras de Austen: Amanda Grange, Sharon Lathan e Carolyn Eberhart. Das três, confesso que a única que conheço é a Grange, por causa da série de diários dos heróis austenianos.
2 de novembro de 2013
Gazeta de Longbourn: Lições de Vida das Grandes Heroínas da Literatura
Este ano andei lendo uma série de livros sobre livros, volumes e volumes de ensaios e declarações de amor à leitura. Este título faz parte da coleção – que a essa altura, já está chegando a uma inteira prateleira na minha estante.O universo literário está repleto de heroínas inteligentes e destemidas que ganharam vida nas mãos de celebradas autoras. Assim como as mulheres de hoje, elas valorizavam sua personalidade, espiritualidade, carreira, amizade e família. Escritoras como Jane Austen e Louisa May Alcott deram força às suas opiniões diante de momentos difíceis, às vezes com palavras, outras vezes com atos de coragem.
Este livro encantador nos mostra a força e o poder encontrados nos clássicos. Um tributo único às suas escritoras e um presente extraordinário para mulheres de todas as idades.
10 de outubro de 2013
Para ler: A Abadia de Northanger

"Não vou adotar esse mesquinho e grosseiro costume, tão comum entre romancistas, de degradar com sua censura desdenhosa os próprios trabalhos cujo número eles mesmos fazem crescer, unindo-se a seus piores inimigos em dar os mais agressivos epítetos a tais obras, sem sequer permitirem que elas sejam lidas por sua própria heroína, que, se por acidente lhe cair nas mãos um romance, decerto folheará suas insípidas páginas com repulsa. Mas ai! Se a heroína de um romance não for apadrinhada pela heroína de outro, de quem poderá esperar proteção e atenção? Não posso aprovar tal coisa. Deixemos aos críticos insultar à vontade tais efusões de imaginação, e a cada novo romance lançar seus surrados ataques contra o lixo que hoje faz gemerem as prensas. Não abandonemos uns aos outros; somos um corpo ferido. Embora a nossa produção tenha proporcionado mais amplo e autêntico prazer do que as de qualquer outra corporação literária do mundo, nenhuma espécie de composição foi mais vituperada. Por orgulho, ignorância ou moda, nossos inimigos são quase tantos quantos nossos leitores. E enquanto o talento do nongentésimo compilador da História da Inglaterra ou do homem que reúne e publica num livro algumas dúzias de linhas de Milton, Pope e Prior, com um artigo do Spectator, e um capítulo de Sterne, são elogiados por mil plumas, há um desejo quase universal de vilipendiar e desvalorizar o trabalho do romancista, e rebaixar obras que têm apenas o gênio, a inteligência e o bom gosto para recomendá-las. 'Não sou um leitor de romances... Raramente folheio romances... Não vá imaginar que leio muitos romances... Para um romance, está muito bom.' Essa é a cantilena de sempre. 'E o que anda lendo, Senhorita...? 'Ah! É só um romance!', responde a mocinha, enquanto larga o livro com afetada indiferença ou momentânea vergonha. 'É só Cecília ou Camilla ou Belinda'; ou, em suma, só alguma obra em que se exibem as maiores faculdades do espírito, em que o mais completo conhecimento da natureza humana, o mais feliz traçado de suas variedades, as mais vivas efusões de inteligência e humor são oferecidos ao mundo na linguagem mais seleta."
A Abadia de Northanger é, sem sombra de dúvidas, o livro mais divertido e juvenil das obras que nos foram legadas por Jane Austen. Não à toa, afinal, embora tenha sido publicado postumamente, foi o primeiro romance que ela escreveu.
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