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14 de fevereiro de 2019

Desafio Corujesco 2019 - Um Clássico Brasileiro || Esaú e Jacó


- Mas o que é que há? Perguntou Aires.

- A república está proclamada.

- Já há governo?

- Penso que já; mas diga-me V.Ex.ª: ouviu alguém acusar-me jamais de atacar o governo? Ninguém. Entretanto, uma fatalidade! Venha em meu socorro, Excelentíssimo. Ajude-me a sair deste embaraço. A tabuleta está pronta, o nome todo pintado. —‘Confeitaria do Império’, à tinta é viva e bonita. O pintor teima em que lhe pague o trabalho, para então fazer outro. Eu, se a obra não estivesse acabada, mudava de título, por mais que me custasse, mas hei de perder o dinheiro que gastei? V.Ex.ª crê que, se ficar ‘Império’, venham quebrar-me as vidraças?

- Isso não sei.

- Pessoalmente, não há motivo; é o nome da casa, nome de trinta anos, ninguém a conhece de outro modo…

- Mas pode por ‘Confeitaria da República’…

- Lembrou-me isso a caminho, mas também me lembrou que, se daqui a um ou dois meses, houver nova reviravolta, fico no ponto em que estou hoje e perco outra vez o dinheiro.

- Tem razão… sente-se.

- Estou bem.

- Sente-se e fume um charuto.

Custódio recusou o charuto, não fumava. Aceitou a cadeira. Estava no gabinete de trabalho, em que algumas curiosidades lhe chamariam a atenção, se não fosse o atordoamento do espírito. Continuou a implorar o socorro do vizinho. S. Exª. com a grande inteligência que Deus lhe dera, podia salvá-lo. Aires propôs-lhe um meio-termo, um título que iria com ambas as hipóteses — ‘Confeitaria do Governo’.

- Tanto serve para um regime como para outro.

- Não digo que não, e, a não ser a despesa perdida… Há, porém, uma razão contra. V.Exª. sabe que nenhum governo deixa de ter oposição. As oposições, quando descerem à rua, podem implicar comigo, imaginar que as desafio, e quebrarem a tabuleta; entretanto o que eu procuro é o respeito de todos.

Escolhi esse título para o tema do mês no Desafio Corujesco porque, com ele, eu faria um verdadeiro massacre de coelhinhos com uma só cajadada (nada contra coelhos, a culpa é do ditado popular). Primeiro, esse é um dos poucos romances de Machado que eu ainda não tinha lido (na época de colégio li todos que eram indicados em vestibular e mais alguns por conta…); segundo, ele seria um dos livros debatidos esse ano no Clube do Livro de Bolso e, terceiro, pela sinopse, era um livro que tratava da política na virada da monarquia para a república e questões de política em romances sempre me interessam.


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3 de dezembro de 2016

360º: Foz do Iguaçu (ou as Bodas de Zinco da Coruja e da Elefanta)

Kolory e Sortudo, os mascotes da viagem

As Bodas de Zinco de Lulu e Ísis (ou Lulu e Ísis vão à Foz... e tentam não deixar rastros de destruição...)

Abaixo segue o diário de expedição da Lu e da Ísis numa viagem a Foz do Iguaçu para comemorar dez anos de amizade e loucuras, com direito a muitas trapalhadas pelo caminho, pausas filosóficas e digressões sobre filmes de super-heróis. A viagem foi feita em maio, mas por razões de força maior, incluindo tempo para se sentar e escrever, só estamos publicando agora.

Continue a ler por sua conta e risco. As autoras não se responsabilizam pela elevação do nível de insanidade no entorno de seus eventuais leitores.


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16 de abril de 2016

Clube do Livro: Incidente em Antares

“Em matéria de dinheiro, o Getúlio é um homem honesto. Mas finge que não vê certas safadezas que se fazem ao seu redor. A sua técnica é a de corromper para governar. E nunca se roubou tanto, nunca se fez tanta negociata à sombra de Getúlio e em nome dele como nesse seu atual quatriênio.”
Fim de semana passado rolou debate do Clube do Livro de Bolso sobre Incidente em Antares, do Érico Veríssimo, e, para um livro que foi escrito 45 anos atrás, a essência da história continua surpreendentemente atual.


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17 de setembro de 2015

360º: Você já foi à Bahia?


Embora uma vez tendo decidido fazer essa viagem, montes de planejamento neurótico se seguiram, a verdade é que a decisão de ir conhecer Salvador esse ano foi meio impulsiva. Vivo tentando convencer D. Mãe e o Senhor Meu Pai a viajar, sair de casa, se distrair um pouco – normalmente sem grandes resultados. Aí apareceu uma promoção de passagens, tinha umas com preço muito bom para Salvador na época do feriadão da independência e D. Mãe observou que não conhecia a cidade. Resumo da ópera: comprei as passagens para todo mundo disse que ia ser o presente do dia dos pais e não aceitamos devoluções!


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30 de dezembro de 2013

Conversas Sobre o Tempo: Acumulando 2013 milhas...

Lulu: Ao longo de 2013 eu, como diria minha avó, ‘andei mais que notícia ruim’. Comecei o ano em Belo Horizonte, para o IV Encontro Nacional da JASBRA, quando palestrei sobre Orgulho e Preconceito, mitologia, contos de fadas e Shakespeare e tive também a oportunidade de encarnar de vez a Miss Darce (e até saí na Jane Austen’s Regency Word ao lado da Adriana Zardini).


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Sobre

Livros, viagens, filosofia de botequim e causos da carochinha: o Coruja em Teto de Zinco Quente foi criado para ser um depósito de ideias, opiniões, debates e resmungos sobre a vida, o universo e tudo o mais. Para saber mais, clique aqui.

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