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20 de junho de 2020

Livros para Ler no Inverno


Com o solstício de hoje se inicia o inverno - e como fiz um post especial para o outono, decidi manter o padrão e fazer algo para o início de cada nova estação esse ano (talvez eu continue em anos vindouros, não sei ainda; engraçado que já tinha feito isso antes, em 2015, se alguém quiser mais indicações).


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23 de abril de 2020

Dez Anos em Dez Ensaios - O Bardo é Pop


Assisti por esses dias montagens de Hamlet e Romeu e Julieta no Globe, em Londres - disponibilizadas por streaming no YouTube do teatro - e me surpreendi em como duas das mais clássicas tragédias do bardo me provocaram crises de riso. Não, eu não surtei (ainda) e virei uma pessoa sádica que se diverte com o sofrimento alheio. Ocorre que a dinâmica de palco dessas histórias foi apresentada de forma muito diferente do que vemos em filmes, que é a maneira mais comum de termos contato com as obras de Shakespeare.


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27 de março de 2020

Os Livros em Tempos de Quarentena


Completei oficialmente uma semana de isolamento. Aqui em casa temos conseguido manter uma rotina mais ou menos normal. D. Mãe e eu dividimos o trabalho de casa e todos temos conseguido trabalhar sem sair. Papai faz exercícios pela manhã e de tarde maratona séries na Netflix (ele começou agora La Casa de Papel). Comprei lápis de cor e livros de colorir, porque falam que é antiestressante e comecei a escrever meu próprio diário da quarentena (porque escrever, para mim, sempre serviu como válvula de escape). Mas seguimos preocupados.


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20 de março de 2020

Livros para Ler no Outono


Hoje é o equinócio de outono aqui no nosso hemisfério, o início da minha estação favorita do ano. Eu sei, eu sei, morando no nordeste, não posso dizer que tenhamos de fato outono - por aqui as estações são calor, muito calor, chuva com calor e muita chuva. Mas morei em outros estados que tinham estações bem demarcadas e visitei outros países na glória outonal.


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19 de março de 2020

Empilhando no Escaninho #41 (Os Links da Coruja)


Estou hoje começando oficialmente meu confinamento social - até ontem ainda saí de casa para trazer todo o equipamento de que precisava para trabalhar de casa, além de providenciar remédios (nada de estocar - só adiantei a compra de alguns medicamentos que uso de forma contínua e teria de procurar em meados de abril) e outros insumos.


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6 de janeiro de 2020

Empilhando no Escaninho #39 (Os Links da Coruja)


Voltamos com mais uma lista de links para compartilhar dos que estão acumulados no escaninho da Coruja! Como de hábito, tem de tudo um pouco por aqui - e uma hora eu consigo normalizar o fluxo e dar conta de tudo que deixei empilhar por aqui...


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8 de outubro de 2019

Dez Anos em Dez Ensaios - Um Atlas Particular de Lugares (não tão) Imaginários


Num dos ensaios do livro Confissões de um Jovem Romancista, Umberto Eco observa como certos personagens da ficção se tornam tão verídicos para seus leitores que passamos a buscar por eles em lugares reais. São o que ele chama de ‘personagens flutuantes’, conhecidos mesmo de quem nunca pegou o livro de onde eles se originaram. É esse efeito que levou centenas de pessoas a escreverem para Conan Doyle, chamando-o de carniceiro pela morte de Sherlock Holmes (mesmo antes disso, eram aqueles que escreviam para Doyle acreditando que ele poderia encaminhar suas correspondências para o bom doutor Watson); e que deu origem ao Bloomsday, a celebração da jornada de Leopold Bloom, o protagonista do Ulisses de James Joyce.


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30 de setembro de 2019

A Vertigem das Listas: Dez (outros) Personagens Viajantes


Lulu: Fiquei pensando e penando com meus botões para escolher o tema do Vertigem desse mês - imaginando qual seria o melhor 'resgate' de temas passados. Até que pensei 'bem, estou de férias, férias é tempo de viajar e embora eu não vá viajar fisicamente dessa vez, estou viajando nos livros' e assim chegamos aos peregrinos dessa lista e ao tema de hoje: Dez (Outros) Personagens Viajantes.


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5 de setembro de 2019

Dez Anos em Dez Ensaios - Dez razões para participar de um Clube de Leitura


Ano que vem, o clube do livro de bolso, do qual sou mediadora, também completa dez anos de existência. Achei justo, portanto, falar sobre ele nos ensaios de aniversário do blog, aproveitando ainda o gancho de várias discussões que venho acompanhando sobre a fomentação à leitura para compartilhar as experiências do grupo. Afinal, clubes de leitura são excelentes instrumentos para ajudar na formação de leitores; são relativamente fáceis de organizar, transformando-se em ambientes informais de aprendizado e reflexão - e é também um bom lugar para se fazer amigos.

O 'clube do livro de bolso', do qual faço parte, nasceu de um grupo de leitores de Jane Austen, mas cresceu para abarcar outros gêneros. O foco são clássicos, mas numa interpretação bem ampla (eu diria calviniana) do que sejam clássicos, pulando de Shakespeare para Bradbury, Agatha Christie para Dostoiévski, Dumas para Veríssimo. Como se percebe do nome, concentramos as escolhas em livros de bolso, até como forma de democratizar o acesso, porque essas edições costumam ser mais baratas. Essa era uma preocupação especialmente no início do clube; hoje em dia, ainda tentamos escolher livros que tenham mais de uma edição e caibam no bolso de todo mundo, mas não nos furtamos a ler títulos mais contemporâneos, que não tenham tantas opções.


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31 de agosto de 2019

A Vertigem das Listas: Mais Dez Melhores Amigos que Gostaríamos de Ter


Ísis:Olá, amigos! Desculpem o atraso, mas tragam seus melhores amigos para lerem juntos porque lá vem Mais Dez Melhores Amigos que Gostaríamos de Ter!


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31 de julho de 2019

A Vertigem das Listas: Mais Dez Damas Astutas


Lulu: Nos quarenta e cinco minutos do segundo tempo (porque pessoa esperta aqui esqueceu de escrever o post no início do mês e só se lembrou… ontem), estamos com o vertigem desse mês! Que lembra um dos temas que mais me divertiu escrever desde o início da coluna: damas astutas. Assim é que agora em julho trazemos Mais Dez Damas Astutas para compartilhar com vocês, tiradas diretamente da cartola… digo, da memória.


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29 de junho de 2019

A Vertigem das Listas: Mais Dez Vilões que Roubaram a Cena


Ísis:Olá, leitores! Estamos de volta com os mais dez de 2019. Dessa vez, voltaremos a apontar vilões! Porque alguém alguma vez disse que as histórias só são tão boas quanto os vilões… Eu não concordo 100% com isso, mas ignoremos minha opinião sobre essa ideia por hora e comecemos a lista dos (Mais) Dez Vilões que Roubaram a Cena, baseada na de Fevereiro de 2016, aqui!


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3 de maio de 2019

Desafio Retratos Literários 2019: Seduzidos pelas Capas


Agora em abril rolou lá pelo instagram o desafio Retratos Literários, que organizo, já pelo terceiro ano, com a Tábata, do Randomicidades. Foi o mês inteiro de fotografias de livros, gente compartilhando suas leituras, comentando e trocando figurinhas. É bem divertido, tanto pelas interações e novos títulos descobertos quanto pelas tentativas de fazer algo diferente com cada foto, buscando referências de objetos e ambiente quando possível.


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30 de março de 2019

A Vertigem das Listas: Dez (outras) Grandes Histórias de Amor


Lulu: Continuando com nosso revival de temas passados do Vertigem, hoje trago um que gostei bastante de escrever e que ficou na memória como um dos mais divertidos - e que tinha muitas outras opções que não deu então para colocar na lista. Então, é, hoje é dia de termos Dez (outras) Grandes Histórias de Amor.

Ísis, aviso por antecipação que se você escolher Romeu e Julieta, eu te deserdo.


Ísis: Mas você é mãe da Dani, não minha…. õO

Also, pergunte a qualquer um, falou em grande história de amor, pensa-se em Romeu e Julieta. Por mais que você não goste, é o básico desse tipo de lista… >.>


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4 de fevereiro de 2019

Empilhando no Escaninho #35 (Os Links da Coruja)


Faz um bocado de tempo que não posto uma das minhas listas de links interessantes por aqui (acho que desde que viajei ano passado...), o que significa que acumulei um monte de coisas para compartilhar com vocês.


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29 de novembro de 2018

A Vertigem das Listas: Onze Títulos para Falar de Guerra


Em 11 de novembro de 1918 foi assinado o armistício que deu fim à Primeira Guerra Mundial. Passamos agora, recentemente, pelo centenário de tal data. À época, dizia-se que seria ‘a guerra para terminar todas as guerras’ - título de uma série de ensaios do escritor H. G. Wells no período, depois utilizada pelo presidente americano Woodrow Wilson para justificar a entrada do país no conflito europeu. Claro que pouco mais de vinte anos depois houve a Segunda Guerra Mundial, seguida pela Guerra Fria e o espectro de um conflito nuclear que provavelmente acabaria com o planeta e a humanidade.


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5 de outubro de 2018

Livros são Prejudiciais? Réplica de uma Leitora


O post de hoje começou como resposta a um comentário que recebi questionando se comédias românticas são um tipo de conto de fadas, arrematado com uma referência ao gênero como algo ‘prejudicial’. Minha réplica acabou ficando grande demais para postar lá; mas mesmo que assim não fosse, eu provavelmente usaria o que escrevi como gancho para um post sobre o assunto - porque, no cerne da questão, há uma ideia importante que precisa ser discutida.


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9 de agosto de 2018

Empilhando no Escaninho #31 (Os Links da Coruja)


Voltei essa semana de São Paulo, depois de passar um fim de semana bem corrido, tendo ido passear na Bienal, visitar meu irmão e outros amigos que moram na cidade. Voltei de pés doloridos, mas bem feliz, ainda que tenha sido uma viagem bem curta.


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1 de julho de 2018

Empilhando no Escaninho #30 (Os Links da Coruja)


Já passamos da metade do ano, e se piscar, vamos estar em dezembro... Antes disso, porém, ainda tem muita coisa para acontecer; Copa do Mundo está pela metade; agosto vai ter bienal do livro (eu vou!), outubro finalmente tem férias e também eleições... Dá cansaço só de imaginar...


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1 de junho de 2018

Desafio Corujesco 2018 - Uma História de Família || Os Maias

Carlos recordava-se bem que nessa tarde, depois da melancólica conversa com o avô, devia ele experimentar uma égua inglesa: e ao jantar não se falou senão da égua, que se chamava Sultana. E a verdade era que daí a dias tinha esquecido a mamã. Nem lhe era possível sentir por esta tragédia senão um interesse vago e como literário. Isto passara-se havia vinte e tantos anos, numa sociedade quase desaparecida. Era como o episódio histórico de uma velha crônica de família, um antepassado morto em Alcácer-Quibir,239 ou uma das suas avós dormindo num leito real. Aquilo não lhe dera uma lágrima, não lhe pusera um rubor na face. Decerto, preferiria poder orgulhar-se de sua mãe, como de uma rara e nobre flor de honra: mas não podia ficar toda a vida a amargurar-se com os seus erros. E por quê? A honra dele não dependia dos impulsos falsos ou torpes que tivera o coração dela. Pecara, morrera, acabou-se. Restava, sim, aquela ideia do pai, findando numa poça de sangue, no desespero dessa traição. Mas não conhecera seu pai: tudo o que possuía dele e da sua memória, para amar, era uma fria tela mal pintada, pendurada no quarto de vestir, representando um moço moreno, de grandes olhos, com luvas de camurça amarelas e um chicote na mão… De sua mãe não ficara nem um daguerreótipo, nem sequer um contorno a lápis. O avô tinha-lhe dito que era loura. Não sabia mais nada. Não os conhecera; não lhes dormira nos braços; nunca recebera o calor da sua ternura. Pai, mãe, eram para ele como símbolos de um culto convencional. O papá, a mamã, os seres amados, estavam ali todos — no avô.”

Eça de Queiroz foi um dos indicados deste ano para as leituras do Clube do Livro de Bolso e, não fosse tal indicação, eu talvez tivesse passado a vida sem ler nada do português. Não porque tivesse algum particular preconceito contra Eça, mas porque tem tanta coisa na minha lista de leituras, que ele nunca me chamou suficiente atenção para se tornar prioridade. Assim é que devo um agradecimento especial a turma do clube por ter eleito esse título, porque essa leitura foi um verdadeiro deleite. E ainda encaixou num dos temas do Desafio Corujesco desse ano, o que me deixou feita na vida...


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Livros, viagens, filosofia de botequim e causos da carochinha: o Coruja em Teto de Zinco Quente foi criado para ser um depósito de ideias, opiniões, debates e resmungos sobre a vida, o universo e tudo o mais.

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