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30 de março de 2019

A Vertigem das Listas: Dez (outras) Grandes Histórias de Amor


Lulu: Continuando com nosso revival de temas passados do Vertigem, hoje trago um que gostei bastante de escrever e que ficou na memória como um dos mais divertidos - e que tinha muitas outras opções que não deu então para colocar na lista. Então, é, hoje é dia de termos Dez (outras) Grandes Histórias de Amor.

Ísis, aviso por antecipação que se você escolher Romeu e Julieta, eu te deserdo.


Ísis: Mas você é mãe da Dani, não minha…. õO

Also, pergunte a qualquer um, falou em grande história de amor, pensa-se em Romeu e Julieta. Por mais que você não goste, é o básico desse tipo de lista… >.>


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4 de fevereiro de 2019

Empilhando no Escaninho #35 (Os Links da Coruja)


Faz um bocado de tempo que não posto uma das minhas listas de links interessantes por aqui (acho que desde que viajei ano passado...), o que significa que acumulei um monte de coisas para compartilhar com vocês.


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29 de novembro de 2018

A Vertigem das Listas: Onze Títulos para Falar de Guerra


Em 11 de novembro de 1918 foi assinado o armistício que deu fim à Primeira Guerra Mundial. Passamos agora, recentemente, pelo centenário de tal data. À época, dizia-se que seria ‘a guerra para terminar todas as guerras’ - título de uma série de ensaios do escritor H. G. Wells no período, depois utilizada pelo presidente americano Woodrow Wilson para justificar a entrada do país no conflito europeu. Claro que pouco mais de vinte anos depois houve a Segunda Guerra Mundial, seguida pela Guerra Fria e o espectro de um conflito nuclear que provavelmente acabaria com o planeta e a humanidade.


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5 de outubro de 2018

Livros são Prejudiciais? Réplica de uma Leitora


O post de hoje começou como resposta a um comentário que recebi questionando se comédias românticas são um tipo de conto de fadas, arrematado com uma referência ao gênero como algo ‘prejudicial’. Minha réplica acabou ficando grande demais para postar lá; mas mesmo que assim não fosse, eu provavelmente usaria o que escrevi como gancho para um post sobre o assunto - porque, no cerne da questão, há uma ideia importante que precisa ser discutida.


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9 de agosto de 2018

Empilhando no Escaninho #31 (Os Links da Coruja)


Voltei essa semana de São Paulo, depois de passar um fim de semana bem corrido, tendo ido passear na Bienal, visitar meu irmão e outros amigos que moram na cidade. Voltei de pés doloridos, mas bem feliz, ainda que tenha sido uma viagem bem curta.


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1 de julho de 2018

Empilhando no Escaninho #30 (Os Links da Coruja)


Já passamos da metade do ano, e se piscar, vamos estar em dezembro... Antes disso, porém, ainda tem muita coisa para acontecer; Copa do Mundo está pela metade; agosto vai ter bienal do livro (eu vou!), outubro finalmente tem férias e também eleições... Dá cansaço só de imaginar...


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1 de junho de 2018

Desafio Corujesco 2018 - Uma História de Família || Os Maias

Carlos recordava-se bem que nessa tarde, depois da melancólica conversa com o avô, devia ele experimentar uma égua inglesa: e ao jantar não se falou senão da égua, que se chamava Sultana. E a verdade era que daí a dias tinha esquecido a mamã. Nem lhe era possível sentir por esta tragédia senão um interesse vago e como literário. Isto passara-se havia vinte e tantos anos, numa sociedade quase desaparecida. Era como o episódio histórico de uma velha crônica de família, um antepassado morto em Alcácer-Quibir,239 ou uma das suas avós dormindo num leito real. Aquilo não lhe dera uma lágrima, não lhe pusera um rubor na face. Decerto, preferiria poder orgulhar-se de sua mãe, como de uma rara e nobre flor de honra: mas não podia ficar toda a vida a amargurar-se com os seus erros. E por quê? A honra dele não dependia dos impulsos falsos ou torpes que tivera o coração dela. Pecara, morrera, acabou-se. Restava, sim, aquela ideia do pai, findando numa poça de sangue, no desespero dessa traição. Mas não conhecera seu pai: tudo o que possuía dele e da sua memória, para amar, era uma fria tela mal pintada, pendurada no quarto de vestir, representando um moço moreno, de grandes olhos, com luvas de camurça amarelas e um chicote na mão… De sua mãe não ficara nem um daguerreótipo, nem sequer um contorno a lápis. O avô tinha-lhe dito que era loura. Não sabia mais nada. Não os conhecera; não lhes dormira nos braços; nunca recebera o calor da sua ternura. Pai, mãe, eram para ele como símbolos de um culto convencional. O papá, a mamã, os seres amados, estavam ali todos — no avô.”

Eça de Queiroz foi um dos indicados deste ano para as leituras do Clube do Livro de Bolso e, não fosse tal indicação, eu talvez tivesse passado a vida sem ler nada do português. Não porque tivesse algum particular preconceito contra Eça, mas porque tem tanta coisa na minha lista de leituras, que ele nunca me chamou suficiente atenção para se tornar prioridade. Assim é que devo um agradecimento especial a turma do clube por ter eleito esse título, porque essa leitura foi um verdadeiro deleite. E ainda encaixou num dos temas do Desafio Corujesco desse ano, o que me deixou feita na vida...


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13 de maio de 2018

Desafio Corujesco 2018 - Uma História sobre Livros || A Biblioteca Invisível

A acusação implícita de mentira, ou no mínimo de omissão, a atingiu com um tapa na cara. Não ajudou em nada o fato de, sob alguns aspectos, ser verdade. Ela baixou os olhos e não conseguiu responder. Pior de tudo, pela primeira vez em anos só estamos fazendo isso para salvar os livros soou mesquinho, e escolher não saber mais pareceu infantilidade.
Assim que bati o olho nesse título e na sinopse dele, imediatamente me interessei por lê-lo. Afinal, tratava-se de um livro sobre livros; ou, mais exatamente, sobre uma biblioteca fora do tempo e do espaço que preserva livros de várias dimensões e que funciona como uma espécie de quartel-general de super agentes especializados em infiltração, espionagem, roubos, magia… e preservação de histórias. No enredo desse primeiro volume - sim, trata-se de uma série - temos ainda Grandes Detetives, seres feéricos prenunciando Caos, dragões guardiões da Ordem, vampiros, zepelins, lobisomens, sociedades secretas e uma edição especial dos Contos de Fadas dos Irmãos Grimm.


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27 de abril de 2018

Censores em Ação: Como os Estados Influenciaram a Literatura


Foi em 2005 que descobri o historiador Robert Darnton. Sei disso porque me lembro de ler O Beijo de Lamourette quase que de uma sentada só, enquanto esperava para ser atendida por uma médica gastro. Quando olho para esse título na estante, consigo me lembrar com clareza daquela sala de espera, o vidro escuro que dava para a Conde da Boa Vista, o barulho do ar-condicionado antigo e as cadeiras não muito confortáveis. Não me lembro do rosto da médica, que a essa altura só sei que era japonesa, mas o resto ficou na memória e creio que isso se deve ao prazer que o livro me proporcionou à ocasião. Algum tempo atrás, tive chance de revisitar o autor, dessa vez com O Grande Massacre dos Gatos, que me deixou tão curiosa e interessada quanto aquele primeiro livro pelo qual o conheci. Por isso, quando vi mais um livro do autor em pré-venda no começo do ano, não tive dúvidas em metê-lo na lista de leituras. E começo de cara dizendo que Censores em Ação não me decepcionou, a despeito de todas as expectativas que tinha quando o comecei.


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25 de abril de 2018

Empilhando no Escaninho #28 (Os Links da Coruja)


Caminhamos para fins de abril, estou hoje me preparando mentalmente para correr no teste ergométrico e enquanto perco o fôlego só de pensar na ladeira que vão me fazer subir na esteira, vamos a alguns links que separei para compartilhar com vocês!


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12 de abril de 2018

Desafio Corujesco 2018 - Uma História Oriental || Do que Eu Falo quando Eu Falo de Corrida

"Sou o tipo de sujeito que gosta de estar sozinho consigo mesmo. Para dizer de um modo mais agradável, sou o tipo de pessoa que não acha um sofrimento ficar só. Não acho que passar uma ou duas horas correndo sozinho todos os dias, sem falar com ninguém, além de passar quatro ou cinco horas sozinho em minha mesa, seja difícil nem chato. Tenho essa tendência desde que era mais novo, quando, caso tivesse escolha, preferia ficar sozinho lendo um livro ou concentrado ouvindo música a estar na companhia de alguém. Sempre fui capaz de pensar em coisas para fazer quando estou sozinho."
Como o Desafio Corujesco é um projeto em parceria com a Tatá, lá do Randomicidades, isso significa que nos dividimos em escolher metas para os meses da brincadeira. O de março - uma história oriental - foi uma das minhas indicações e eu tinha grandes planos para ele. Queria ler algum daqueles grandes clássicos russos, que de tão grandes e complexos bem poderiam servir como artilharia pesada em combate. E aí eu passaria metade da resenha comentando como a Rússia é um país tão peculiar que não se pode exatamente classificá-lo como ocidente ou oriente: eles são, simplesmente, russos.


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8 de abril de 2018

Sobre Pratchett, traduções e como ler a série Discworld


Ano passado, quando Homens de Armas tinha sido anunciado pela Bertrand, lembro que houve um debate no grupo Discworld Brasil sobre qual seria a melhor tradução para o título. Para esse ano, a editora já confirmou a publicação de Soul Music e Wintersmith (além de The Long Earth, que não pertence à série Discworld) e a questão dos títulos voltou a surgir na comunidade.


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1 de abril de 2018

O Golem e o Gênio: uma fábula sobre liberdade, solidão e amizade

A princípio, percebera apenas que se tratava de uma mulher de aspecto respeitável, que saíra sozinha na calada da noite. Era uma situação estranha, ainda que pudesse haver uma explicação. Mas ela não usava chapéu ou capa, apenas saia e blusa. E por que o observava, acompanhando cada movimento seu? Teria algum tipo de problema psicológico, ou estaria apenas perdida?

Ele chegou ao centro do cruzamento e olhou novamente para a Golem, indeciso, até perceber que ela não era humana, mas um pedaço de terra animado.

Ele ficou paralisado. O que ela seria?

Agora, ele também a olhava fixamente. Com hesitação, começou a caminhar sobre o gramado. Quando estava a poucos metros dela, a Golem enrijeceu e fez menção de se retirar. Imediatamente, ele parou. O ar em torno dela tinha um hálito de bruma e o odor de algo triste e fértil.

“O que você é?”, ele perguntou.
Esse título primeiro me chamou a atenção quando foi indicado, em 2013, para o Goodreads Choice Awards. Quando foi publicado cá no Brasil, pela Darkside, o projeto gráfico fez com que eu me enamorasse ainda mais dele. Comprei ele quase que logo depois do lançamento e, em vez de começar imediatamente, no embalo de opiniões empolgadas de muita gente que eu conhecia e tinha lido… deixei-o na estante, quieto. Até cheguei a começá-lo, mas não fui além do primeiro capítulo, em meio a cansaço e uma ressaca literária violenta.


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31 de março de 2018

A Vertigem das Listas: Três Personagens que Não Têm Problema em Falar a Verdade na sua Cara!


Ísis: Bem vindos! Sendo curta e grossa, o tema do mês é “Três Personagens que Não Têm Problema em Falar a Verdade na sua Cara!

Lulu: Mas é isso mesmo, assim, direto, feito tapa na cara? Não te conheci violenta assim, Isinha... É inspirada pelo tema? Tá precisando de chocolate? XD


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30 de março de 2018

Empilhando no Escaninho #27 (Os Links da Coruja)


Março foi um mês corrido. E estranho. De forma geral, cheio de desilusões e decepções e notícias que parecem ter nos levado direto para os tempos da guerra fria - talvez até antes, direto para quando nazistas e fascistas estavam no poder. Dá até um certo frio na barriga ligar o noticiário nos últimos dias, porque a essa altura dos acontecimentos, qualquer coisa parece possível.


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16 de março de 2018

Projeto Arda: O Mundo Começa com uma Canção


No início, era o vazio. Eru, o único, conhecido também como Ilúvatar, criou primeiro os Ainur, chamados ‘os Sagrados’. Existindo os Ainur, Eru lhes apresentou a Canção: três temas musicais a partir dos quais o Universo, e tudo o que nele existe, foi concebido.

O primeiro mote era uma sinfonia vibrante e repleta de transições; a música e seu eco “saíram para o Vazio e este não estava mais vazio”. Uma dissonância, porém, cortou-a: Melkor, que dos Ainur era aquele a quem fora concedido maiores dons de poder e conhecimento, entremeou à harmonia sua própria improvisação, de tal forma que não foi possível continuar.


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14 de março de 2018

Projeto Arda - Uma Introdução


Ano passado, quando foi anunciado que a Amazon produziria uma série inspirada em O Senhor dos Anéis, tive várias reações conflitantes - temor, expectativa e cautelosa empolgação (especialmente quando afirmaram que não seria simplesmente um remake dos filmes, mas que adaptaria histórias que ainda não tínhamos visto nas telas) -, mas meu sentimento principal, o pensamento que não me saiu da cabeça diante daquele anúncio foi “preciso reler Tolkien”.


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5 de março de 2018

Sofrendo com o Menino Werther

"Deus sabe quantas vezes me deito com o desejo, e até com a esperança de não mais acordar! E, no dia crástino, de manhã, abro outra vez os olhos e vejo o sol, e me sinto novamente desgraçado! Antes fosse um demente; assim lançaria a culpa sobre o tempo, sobre um terceiro, sobre uma empresa frustrada, e o fardo incomportável de meu desgosto me oprimiria menos. Mas, ai de mim! Bem sei que a culpa é inteiramente minha - a culpa? Não! A culpa, não! Basta que no meu ser se oculte a fonte das desgraças como outrora a origem dos fortúnios. Por ventura não sou o mesmo que via um paraíso a cada passo, e cujo coração abarcava um mundo delicioso? E esse coração agora é morto, dele não mais transbordam exaltações e entusiasmos, meus olhos estão secos, e os meus sentidos, sem o refrigério dulcíssimo das lágrimas, me contraem as têmporas em rugas angustiosas."
Há muito eu estava devendo a leitura de Os Sofrimentos do Jovem Werther - é um título que está na minha lista desde que devorei Fausto, alguns meses antes de começar a faculdade. Goethe me fascinara com a história do sábio doutor e o demônio Mefistófeles e queria muito conhecer mais dele. Mais de uma década depois, peguei uma edição de bolso do Werther para afinal completar tal lacuna. Não tenho desculpas para esse atraso, além do fato de que havia muitas pilhas de livros ainda não lidos na estante...


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2 de março de 2018

Desafio Corujesco 2018 - Um Livro, Uma Estação || O Conto do Covarde

- Meu nome é Laddy Merridew. Eu sou um chorão. Sinto muito.

– E meu nome é Ianto Jenkins. Sou um covarde. O que é pior.
O tema desse mês para o Desafio Corujesco era ‘um livro, uma estação’. Depois de subir e descer a estante, dei-me conta de que o único livro que eu tinha com o nome de uma estação diretamente no título era Conto de Inverno, que já li e já resenhei aqui no blog (por sinal, tenho que retomar meu projeto Shakespeare…). Contudo, quando estávamos estabelecendo os temas do desafio para esse ano, deixei claro que a estação poderia estar implícita no livro, fosse no título ou na escolha da capa. Assim é que O Conto do Covarde saiu da prateleira para a leitura do desafio.


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27 de fevereiro de 2018

A Vertigem das Listas: Dois Mentirosos Incuráveis


Lulu: O Carnaval já passou, mas como estamos no mês da festa, escolhi um tema tangencialmente carnavalesco. Vejam bem, Carnaval é tempo de folia, de fantasias, de poder brincar e esquecer a vida real; quiçá até inventar uma nova vida, uma persona para fazer par com a máscara. Assim é que o vertigem de fevereiro traz para vocês Dois Mentirosos Incuráveis - mas, prestem atenção, não estamos a falar de psicopatas e estelionatários, mas de contadores de causos que até Deus duvida e que terminam no estilo “não sei, só sei que foi assim.


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Livros, viagens, filosofia de botequim e causos da carochinha: o Coruja em Teto de Zinco Quente foi criado para ser um depósito de ideias, opiniões, debates e resmungos sobre a vida, o universo e tudo o mais.

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