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25 de abril de 2017
180º - Linguagem

Konnichiwa (“cón-nitchi-uá”), caros leitores! Ou, em português mesmo, olá!
Essa primeira e talvez única edição de 2017 continua a série do ano passado, sobre viajar ao Japão. Deveria ter sido postada ano passado, mas não consegui. Não sei se será a última da “coleção”, mas por hora, acho que sim.
Dito isso, eu creio que o conteúdo deste 180º é bastante óbvio, e talvez não seja novidade para ninguém. Entretanto, exatamente porque, às vezes, as coisas mais óbvias são aquelas que menos percebemos, resolvi dedicar uma edição a isso.
16 de junho de 2016
Meu Autor, meu Herói - notas sobre leitura e escrevinhações
As duas citações com que abrimos este artigo revelam duas visões, duas abordagens diferentes: a primeira refere-se ao que chamamos na semiótica (estudo da linguagem, dos sinais) de emitente e a outra, ao destinatário da mensagem.O escritor é o duelista que jamais luta na hora marcada, que guarda um insulto como qualquer outro objeto curioso, um item de colecionador, despeja-o mais tarde sobre sua mesa e empenha-se verbalmente num duelo com ele. Algumas pessoas chamam isso de fraqueza. Eu chamo de adiamento... Pois ele preserva, coleciona o que depois vai explodir em sua obra.
- Anaïs Nin
Agrada-me concordar com o leitor comum, pois pelo senso comum dos leitores, não corrompidos por preconceitos literários, após todos os refinamentos da sutileza e do dogmatismo do aprendizado, são finalmente decididas todas as honras poéticas.
- Samuel Johnson
É exatamente sobre esses dois pontos de vista que versa esse ensaio, duas experiências completamente diferentes, ainda que complementares.
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3 de dezembro de 2015
Empilhando no Escaninho #16 (Os Links da Coruja)

Se estiver tudo dentro dos conformes e no cronograma, enquanto vocês estão lendo isso eu estou embarcando para São Paulo para ir à Comic Con Experience. Só Deus sabe o que Lulu vai aprontar por lá... Kolory tá indo comigo na mala para poder tirar fotos e escrever sobre o assunto na volta. Enquanto isso... fiquem com mais uma rodada de links interessantes que se acumularam no escaninho!
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30 de julho de 2015
Empilhando no Escaninho #12 (Os Links da Coruja)

Chegando ao fim do mês, começando a pensar nas férias (as minhas serão em setembro, enquanto quase todo mundo está voltando agora aos afazeres), preparando as coisas para o próximo debate do clube do livro... Sempre tem um mundaréu de coisas para fazer nesse tempo, né? Mas enquanto estamos à toa, que tal dar uma olhada nesses links?
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23 de fevereiro de 2013
A Vertigem das Listas: Duas Palavras Favoritas

Lulu: Segundo vertigem do ano, fui eu que dei o tema e acabei de última hora mudando minha idéia inicial para outra que estava me deixando mais curiosa e que talvez coubesse melhor no número de fevereiro...
Assim é que agora vamos tratar de nossas Duas Palavras Favoritas, tema inspirado na famosa canção de Mary Poppins, Supercalifragilisticexpialidocious.
Ísis: Que, de trás pra frente, é...
Lulu: “Of course you can say it backwards, which is Suoicodilaipxecitsiligarfilacrepus”…
Ísis: Um dia eu fui capaz de dizer isso…
Dani: Eu ainda não consigo...
Dé: O que leva à pergunta: Quê?!
16 de fevereiro de 2013
Para ler: Azar do Personagem
Não sei exatamente o que chamou minha atenção para esse livro. Creio que tenha sido uma chamada da página da Não Editora no facebook e como recentemente tinha lido deles o excelente Ficção de Polpa vol. 01, e adorado o estilo, creio que tenha sido isso que me levou a encomendar esse livro.São 14 contos cheios de humor, ironia e tentativas de brincar com a linguagem. O autor, percebendo que é deus de seus personagens, resolveu assumir de vez esse papel e não poupar nenhum deles, nem a si mesmo. Para isso, joga com o destino de escritores, peças de xadrez, casais, críticos, psicólogos e também se diverte com palavras, letras e sinais gráficos nem tão usuais.
5 de fevereiro de 2013
Desafio Literário 2012: Fevereiro - Livros que nos Façam Rir || O Noivo da Princesa

Vim redescobrir essa história acho que uns dois anos atrás. Eu lembrava vagamente de ter visto o filme em alguma sessão da tarde quando algum conhecido comentou, fui atrás do DVD, revi, descobri que era um livro e surtei atrás dele – até encontrá-lo lindo e maravilhoso em um sebo, só esperando por mim.Ouçam. (Adultos, por favor, pulem este parágrafo.) Não quero afirmar que este seja um livro trágico. Eu já lhes disse na primeira frase que ele é o meu favorito. Mas a partir de agora muitas coisas ruins estão para acontecer.
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13 de abril de 2011
Para ler: A Casa sobre o Abismo

Many are the hours in which I have pondered upon the story that is set forth in the following pages. I trust that my instincts are not awry when they prompt me to leave the account, in simplicity, as it was handed to me.
And the MS. itself—You must picture me, when first it was given into my care, turning it over, curiously, and making a swift, jerky examination. A small book it is; but thick, and all, save the last few pages, filled with a quaint but legible handwriting, and writ very close. I have the queer, faint, pit-water smell of it in my nostrils now as I write, and my fingers have subconscious memories of the soft, "cloggy" feel of the long-damp pages.
I read, and, in reading, lifted the Curtains of the Impossible that blind the mind, and looked out into the unknown. Amid stiff, abrupt sentences I wandered; and, presently, I had no fault to charge against their abrupt tellings; for, better far than my own ambitious phrasing, is this mutilated story capable of bringing home all that the old Recluse, of the vanished house, had striven to tell.
Of the simple, stiffly given account of weird and extraordinary matters, I will say little. It lies before you. The inner story must be uncovered, personally, by each reader, according to ability and desire. And even should any fail to see, as now I see, the shadowed picture and conception of that to which one may well give the accepted titles of Heaven and Hell; yet can I promise certain thrills, merely taking the story as a story.
William Hodgson – The House on the Borderland
Faz quase um ano que li este livro – na verdade, ele foi o primeiro que li no meu projeto “Mestres da Fantasia antes de Tolkien”. Comecei a escrever a resenha logo depois, que já ia em bem quatro páginas, a caminho de se transformar em um tratado sobre Fantasia (mais um...) quando o computador surtou, perdi tudo o que tinha escrito e, de forma geral, me deixou fula da vida.
8 de abril de 2011
Livros para ler na sala de espera
Quando vocês estiverem lendo isso, estarei em um avião a caminho da terra da garoa. Agora, não posso falar de outras pessoas, mas, normalmente, quando viajo, saio com a bolsa cheia de livros de bolso (hummmm...). Tendo a escolher os livros mais fininhos que eu encontre na estante, que ajudem a passar o tempo enquanto espero – e, num aeroporto, você está constantemente esperando.
Na minha bolsa, hoje, estou com A Inocência do Padre Brown e Nosso homem em Havana. Quando eu voltar, se já tiver terminado, resenho eles. Enquanto isso, ficam as sugestões da minha última sala de espera XD
Na minha bolsa, hoje, estou com A Inocência do Padre Brown e Nosso homem em Havana. Quando eu voltar, se já tiver terminado, resenho eles. Enquanto isso, ficam as sugestões da minha última sala de espera XD
24 de novembro de 2010
Meme Literário: Dia 24 – uma citação de livro que você gosta
Descobri que, com o passar dos anos, minha ignorância em vastas áreas – antropologia, etnologia, sociologia, economia, ciência política, entre outras – foi se tornando cada vez mais perfeita, ao mesmo passo que uma vida inteira de leituras aleatórias me legou uma espécie de livro de citações em que reencontro meus próprios pensamentos nas palavras de outros.
13 de novembro de 2010
Meu novo credo: "Notas para uma definição do leitor ideal"
Eu preciso dar mais algum motivo para explicar porque Alberto Manguel entrou na minha lista de autores favoritos de todos os tempos?
O leitor ideal é o escritor no exato momento que antecede a reunião das palavras na página.
O leitor ideal existe no instante que precede o momento da criação.
O leitor ideal não reconstrói uma história: ele a recria.
O leitor ideal não segue uma história: participa dela.
22 de setembro de 2010
Isso é escrever...
Remexa na memória, na infância, nos sonhos, nas tesões, nos fracassos, nas mágoas, nos delírios mais alucinados, nas esperanças mais descabidas, na fantasia mais desgalopada, nas vontades mais homicidas, no mais aparentemente inconfessável, nas culpas mais terríveis, nos lirismos mais idiotas, na confusão mais generalizada, no fundo do poço sem fundo do inconsciente: é lá que está o seu texto. Sobretudo, não se angustie procurando-o: ele vem até você, quando você e ele estiverem prontos. Cada um tem seus processos, você precisa entender os seus. De repente, isso que parece ser uma dificuldade enorme pode estar sendo simplesmente o processo de gestação do sub ou do inconsciente.
17 de setembro de 2010
Por que amamos notas de rodapé?
Eu não tenho exata certeza de como foi que começou o fogo cruzado - algo entre a Ana, tradutora e responsável pelo excelente iCult Generation e a Fabi, da Editora Underworld. Eu meio que caí de pára-quedas na história quando respondi que amava uma boa nota de rodapé e, quando vi, a Ana estava me convidando para escrever um artigo sobre o assunto para o site.
16 de setembro de 2010
Sobre a história da leitura

Estou prestes a me mudar novamente. Em torno de mim, na poeira secreta de cantos insuspeitos, revelados agora pelo deslocamento dos móveis, elevam-se pilhas instáveis de livros, como rochas desgastadas pelo vento numa paisagem desértica. Enquanto ergo pilha após pilha de volumes familiares (reconheço alguns pela cor, outros pela forma, muitos por detalhes nas capas, cujos títulos tento ler de cabeça para baixo ou de um ângulo esquisito), pergunto-me, como já fiz tantas vezes, por que guardo tantos livros que sei que não lerei novamente.
Digo a mim mesmo que, sempre que me desfaço de um livro, descubro dias depois que era exatamente aquele que estava procurando. Digo a mim mesmo que, não existem livros (ou poucos, muito poucos) em que eu não tenha achado alguma coisa que me interessasse. Digo a mim mesmo que os trouxe para dentro de casa por algum motivo e que esse motivo pode surgir novamente no futuro. Invoco desculpas: meticulosidade, raridade, uma vaga erudição. Mas sei que a razão principal de me apegar a esse tesouro sempre crescente é uma espécie de ganância voluptuosa.
Adoro olhar para minhas prateleiras lotadas, cheias de nomes mais ou menos familiares. Delicio-me ao saber que estou cercado por uma espécie de inventário da minha vida, com indicações do meu futuro. Gosto de descobrir, em volumes quase esquecidos, traços do leitor que já fui - rabiscos, passagens de ônibus, pedaços de papel com nomes e números misteriosos, às vezes uma data e um local na guarda do livro, levando-me de volta a um certo café, a um quarto de hotel distante, a um verão longínquo.
Eu poderia, se precisasse, abandonar esses livros e começar de novo, em outro lugar; já fiz isso antes, várias vezes, por necessidade. Mas então tive de reconhecer também uma perda grave, irreparável. Sei que algo morre quando abandono meus livros e que minha memória insiste em voltar a eles com uma nostalgia pesarosa. E agora, com os anos, minha memória relembra cada vez menos e parece-me uma biblioteca saqueada: muitas das salas foram fechadas, e, nas que ainda continuam abertas para consulta, há enormes vazios nas estantes. Pego um dos livros remanescentes e percebo que várias páginas foram arrancadas por vândalos. Quanto mais decrépita minha memória, mais quero proteger esse repositório do que li, essa coleção de texturas, vozes e odores. A posse desses livros tornou-se fundamental para mim, porque agora sinto ciúme do passado.
Eu não me lembro agora exatamente quem me indicou o autor; ou se li algum comentário em algum lugar que me deixou curiosa - o caso é que estava com esse livro para na estante há alguns dias e, terminada a prova do MPU, acabei por resgatá-lo na frente de vários outros que estavam com preferência na fila...
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lit. argentina
lit. canadense
livros sobre livros
não ficção
5 de setembro de 2010
Ecos do Eco
"Da mesma forma, ler ficção significa jogar um jogo através do qual damos sentido à infinidade de coisas que aconteceram, estão acontecendo ou vão acontecer no mundo real. Ao lermos uma narrativa, fugimos da ansiedade que nos assalta quando tentamos dizer algo de verdadeiro a respeito do mundo.
19 de julho de 2010
Pensamentos sobre Eco e a Literatura
Toda vez que leio Eco, fico meio atarantada. Sinto-me assim um tanto socrática, repetindo para mim mesma "só sei que nada sei". Ele exercita minha humildade ao me fazer dar conta de um mundo de coisas sobre as quais, até então, não tinha refletido; um mundo de livros que ainda não li e que, de repente, fico morrendo de vontade de conhecer.
Confesso que um dos meus grandes sonhos de consumo é assistir uma aula ou palestra de signore Eco ao vivo.
22 de janeiro de 2010
Meu autor, meu herói: Umberto Eco

Finalmente tive uma folga do trabalho, passou o efeito do antialérgico (e por isso, não estou mais bêbada de sono) e eu consegui me concentrar por tempo suficiente em uma única coisa para sentar e escrever.
Assim, decidi começar a cumprir minha promessa de meses, e explicar o porquê dos meus autores favoritos estarem na minha lista de autores favoritos, começando numa ordem não alfabética e totalmente aleatória por um dos meus grandes amores literários: Umberto Eco.
14 de dezembro de 2009
Trabalhos de Faculdade
O texto a seguir foi apresentado como trabalho de sociologia, nos idos de 2004, primeiro ano de faculdade de jornalismo. Lulu interpretou a Inquisição e uma das cenas inesquecíveis dessa época é a de Lulu, no meio da aula de História da Comunicação, costurando uma estola branca - como a que os padres usam na missa (só que a deles geralmente é lilás ou vermelha... só o Papa usa branca... e dourada... ou estou confundindo as coisas???)
18 de novembro de 2009
Clube do Livro: novembro
Deus e o mundo sabem que nada me deixa mais feliz que livros... exceto, talvez, por chocolate. Ontem chegou mais uma caixa de encomendas - aproveitei a promoção que a Submarino fez por esses dias, de 10.000 livros por dez reais e fiz a festa - e, por curiosidade, eu decidi fazer um inventário dos livros que tenho por ler e que estão se acumulando sobre a minha bancada, tirando da lista os livros de Direito que tenho de ler para estudo/monografia.
Fiquei passada com os números... estou acumulando livros desde antes do meu aniversário e, se li um bocado, também deixei um bocado de lado, ao mesmo tempo em que continuava adquirindo mais e mais volumes.
7 de agosto de 2009
Dialetos
Se em países minúsculos da Europa e da África, existem nações com mais de dez dialetos diferentes, não é surpresa que o Brasil, com suas proporções continentais, possuam também diferentes dialetos para diferentes regiões.
Para ficar num exemplo bem pequeno, a lista do grupo Amaterasu, a qual pertenço, tem entre seus integrantes um punhado de mineiros, uma cearense, uma carioca, uma uruguaia e eu (que não sei ainda muito bem a que região pertenço, sudeste, centro-oeste ou nordeste, já que meu sotaque e cultura parece ser uma grande mistura dos três).
Para ficar num exemplo bem pequeno, a lista do grupo Amaterasu, a qual pertenço, tem entre seus integrantes um punhado de mineiros, uma cearense, uma carioca, uma uruguaia e eu (que não sei ainda muito bem a que região pertenço, sudeste, centro-oeste ou nordeste, já que meu sotaque e cultura parece ser uma grande mistura dos três).
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