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30 de janeiro de 2023
Até mais e obrigada pelos peixes (ou ainda, O Sabático da Coruja)

Em maio deste ano, o Coruja completa quatorze anos de existência, de forma praticamente ininterrupta (algumas pequenas e breves pausas em períodos de férias, festas ou estafa mental desta que vos escreve). Ele começou quando eu ainda estava na faculdade, como uma válvula de escape e repositório para todo tipo de coisa que me passava pela cabeça e sobre a qual eu queria escrever, aos poucos transformando-se num blog predominantemente literário.
31 de dezembro de 2021
Conversas Sobre o Tempo #09 - Aquele em que falamos de previsões e resoluções

Levanto os olhos do teclado e olho um tapete verde se descortinar pela janela. De todas as vantagens de trabalhar de casa, a melhor é a possibilidade de me acomodar na varanda, e esquecer por alguns instantes que estou na cidade grande. Meu prédio é estrategicamente posicionado próximo a uma área de conservação de mangue, de tal forma que há horas em que se ouve apenas os pássaros e, em dias de neblina, outros espigões desaparecem da vista. Se morasse num andar mais baixo, poderia até fingir estar de fato no meio do mato.
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30 de novembro de 2021
Conversas Sobre o Tempo #08 - Aquele em que falamos um tanto melancolicamente de natal e memórias

Em menos de um mês será Natal. Piscamos o olho, e o ano chegou ao fim. Estamos agora naquelas últimas semanas em que tentamos lidar com o cansaço, o mundo de coisas que ainda há por fazer, listando e riscando novos itens todo dia.
Sempre acho um tanto curioso como chego ao final de dezembro absolutamente exausta e aí entra janeiro e algo parece resetar na minha cabeça e consigo respirar com mais facilidade. Não é porque terminei minha lista de afazeres (ela é como o tormento de Sísifo, sem fim, ad aeternum), ou porque tive tempo de descansar. Acho que é algo como um efeito placebo: um novo ano começa, renovam-se os prazos das coisas por fazer? Algo assim…
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30 de setembro de 2021
Conversas Sobre o Tempo #06 - Aquele em que falamos de tempos interessantes

Eu tinha acabado de completar quinze anos. Ganhei um monte de anéis (nunca entendi exatamente de onde vinha essa tradição…) e também O Senhor dos Anéis, que comecei a ler no dia seguinte. Fazia parte de um programa da escola que estendia minhas aulas em período integral por metade da semana - naqueles dias, estava às voltas com a preparação que o grupo de física faria na Feira de Ciências. Estava também ensaiando para o Festival de Setembro, um evento grandioso do colégio, que juntava todos os departamentos de artes - eu era membro do coral.
31 de agosto de 2021
Conversas Sobre o Tempo #05 - Aquele em que falamos de dificuldades de interpretação

Umas semanas atrás dei de cara com um artigo no The Mary Sue sobre como grupos transfóbicos estariam tentando cooptar sir Terry Pratchett para suas linhas, aproveitando-se do fato dele estar morto e não poder se pronunciar sobre o assunto. Cá entre nós, tenho minhas dúvidas se esse pessoal realmente leu algum livro do Pterry - afinal, como eles conseguiriam encaixar Cheery Littlebottom ou o elenco de Monstrous Regiment nessa teoria?
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31 de julho de 2021
Conversas Sobre o Tempo #04 - Aquele em que falamos de heróis

Fui dormir ontem e acordei hoje no sentido de escrever essa crônica. Pensando, escolhendo e descartando ideias. O que é um tanto irônico, a se considerar que desde o mês passado eu estava firmemente decidida a escrever sobre as Olimpíadas… e aí perdi a vontade.
30 de junho de 2021
Conversas sobre o Tempo #03 - Aquele em que pisamos o pé no freio

O inverno chegou, o que significa, entre outras coisas, encarnar a Anna e sair por aí irritando as pessoas cantando “você quer brincar na neve?” Ou talvez só ficar em casa, relaxando com sua bebida quente de preferência, ouvindo o vento frio assobiar do lado de fora.
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31 de maio de 2021
Conversas sobre o Tempo #02 - Aquele em que começamos com livros perdidos

Dia desses estava procurando por um livro sem conseguir achá-lo. Revirei prateleira por prateleira, escarafunchei por trás das fileiras de volumes, saí remexendo pelas outras estantes da casa e fucei até os locais mais insuspeitos, sem sucesso. Ao final, tive de me dar por vencida e prostrada no chão fiquei, esbaforida, despenteada e no meio de uma crise alérgica, pernas e braços para todos os lados, como uma estrela do mar demente.
4 de maio de 2021
Mais um aniversário! 12 anos de Coruja (e sim, tem sorteio)

Sempre acho meio exagerado aquele pessoal que diz que coisas que duram muito tempo passaram “num piscar de olhos”. Mas, olha, para algumas coisas, tal clichê se encaixa muito bem. Parece que foi ontem que o Coruja era apenas uma ideia em meio a uma aula de filosofia - e cá estamos, mais de uma década depois.
30 de abril de 2021
Conversas sobre o Tempo #01 - Aquele em que somos um tanto caoticamente metanarrativos

“Por onde devo começar?” - faço-me a pergunta de sempre. A resposta óbvia, é claro, é o começo. Mas qual o começo, o ponto de partida, o início de tudo, a gênesis da questão? Descobrir por qual começo começar não é tão fácil quanto aparenta, isso para não falar daquelas inspirações transgressoras, que insistem em pós-modernismo, fluxo de consciência e a esplêndida noção de começar pelo meio... Ou pelo final, e assim tornar tudo cíclico e perfeito, um ouroboros, um significado em si mesmo.
21 de setembro de 2020
Conversas Sobre o Tempo: Viagem ao Redor do Meu Quarto

Interessante são as coincidências que chamam nossa atenção: uma coisa vai puxando a outra e quando menos se espera você tem uma série de pensamentos aleatórios nascidos de uma série de referências cruzadas sobre os quais tagarelar numa crônica. A de hoje começou assim: tenho costume de duas vezes ao mês sair em busca dos livros que estão em pré-venda por aí para saber se tem algo que me interessa e assim colocá-lo na lista (porque não basta ser Sísifo: é preciso procurar mais pedras para rolar). Um título me chamou atenção brevemente - o mesmo que dá título a essa crônica -, mas não parei para ler a sinopse - foi só a curiosidade de um título diferente mesmo.
4 de maio de 2020
Onze Anos de Corujices!
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| O bolo hoje vai ser de limão! |
Onze anos atrás, no meio de uma aula de filosofia, eu olhava para o teto e pensava com meus botões "não seria uma boa ideia criar um blog para escrever sobre o que quer que me apareça na cabeça"? A despeito da empolgação do momento, acho que eu não imaginava que chegaria até aqui, tanto tempo depois, tagarelando como se não houvesse amanhã.
30 de janeiro de 2020
Conversas Sobre o Tempo: Ainda mais Aleatoriedades

A beleza de escrever um post em formato de lista é que não preciso me preocupar com coesão ou coerência: posso simplesmente ir jogando os tópicos um atrás do outro, sem precisar de elementos de ligação entre parágrafos. Como tenho um bocado de coisa para escrever sobre variados temas, habemus lista.
15 de maio de 2019
Dez Anos em Dez Ensaios - Biblioteca Corujesca de Crítica Literária

Um tempo atrás, comentei em algum lugar o quanto gostava de livros de crítica literária, e recebi pedidos de falar sobre o assunto. Anotei na minha caderneta de pautas, mas deixei a ideia passar no meio de outras questões. Tempos depois, conversando com a Fernanda, do blog The Bookworm Scientist, comentei sobre o tanto que estava lendo de livros que falavam sobre livros e sobre o processo de escrever outros livros (não fiquem confusos!). Ela, então, disse algo como “você bem que podia escrever um resumo dessa biblioteca para dar uma ideia do que existe por aí”.
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4 de maio de 2011
Dois Anos de Coruja!
Dois anos atrás, estava eu numa aula de filosofia do direito quando... bem, eu já contei essa história, não? E mais de uma vez também. De lá pra cá, algumas coisas mudaram... para começar, eu me formei – o que significa que não tenho mais aulas de filosofia nas quais me aparecem idéias mirabolantes.
Não que eu não tenha mais idéias mirabolantes... elas continuam a me aparecer dia sim, dia não, causando muita dor de cabeça.
Seja como for, dois anos é tempo suficiente para fazermos um balanço... e para estabelecer padrões.
Não que eu não tenha mais idéias mirabolantes... elas continuam a me aparecer dia sim, dia não, causando muita dor de cabeça.
Seja como for, dois anos é tempo suficiente para fazermos um balanço... e para estabelecer padrões.
18 de dezembro de 2010
A fábrica de mamãe noel está a todo vapor...
Desde... eu ia dizer desde novembro, mas é mentira, eu comecei a pensar no Natal deste ano no começo de outubro. Em todo caso... desde outubro que eu meio que estou dando uma de mamãe noel (ou será elfo doméstico?), trabalhando nas lembrancinhas que queria dar aos meus amigos.
Comecei fazendo caixinhas de presente em forma de corujas. Encontrei o modelo delas bem aqui, imprimi e depois fiquei pensando exatamente como faria elas funcionarem.
Comecei fazendo caixinhas de presente em forma de corujas. Encontrei o modelo delas bem aqui, imprimi e depois fiquei pensando exatamente como faria elas funcionarem.
18 de setembro de 2010
Faça o seu próprio Cthulhu! (mas não cole os dedos como eu...)
Fui deixada ao deus dará esse fim de semana - meus pais foram para Gravatá, meu irmão foi para o plantão e eu fiquei em casa curtindo minha gripe, me embebedando de suco de uva e de uma forma geral ficando com as pernas para cima.
Claro que como eu sou como bombril - mil e uma utilidades - consegui fazer muitas coisas interessantes de ontem para hoje.
Claro que como eu sou como bombril - mil e uma utilidades - consegui fazer muitas coisas interessantes de ontem para hoje.
25 de agosto de 2009
Porque a sarna nunca é o suficiente...
A Ana, fiel companheira do Expresso, Amaterasu, New Dawn e o diabo a quatro, costuma dizer que eu nunca me canso de procurar sarna para me coçar. Essa é, sem dúvida, a mais pura verdade.
Para quem não sabe, minha vida tem se dividido mais ou menos dessa maneira: eu acordo umas quatro, cinco da manhã, leio e-mails, escrevo alguma coisa, começo a estudar as apostilas da OAB. De oito, estou na aula da pós, até as onze, quando volto para casa para almoçar e depois trabalhar.
Serei absolutamente sincera. Adoro meu trabalho. Eu basicamente estou sendo paga para ler e escrever. O que mais posso querer da vida?
Para quem não sabe, minha vida tem se dividido mais ou menos dessa maneira: eu acordo umas quatro, cinco da manhã, leio e-mails, escrevo alguma coisa, começo a estudar as apostilas da OAB. De oito, estou na aula da pós, até as onze, quando volto para casa para almoçar e depois trabalhar.
Serei absolutamente sincera. Adoro meu trabalho. Eu basicamente estou sendo paga para ler e escrever. O que mais posso querer da vida?
19 de agosto de 2009
L'amour

Aproveitando a deixa que me dei no artigo retrasado (e também no passado, que, afinal, tem a ver com romance), hoje vou filosofar um pouco sobre o amor.
Antes, porém, quero reclamar das sobremesas vistosas, que te fazem ficar com as glândulas salivares trabalhando hora extra, cheias de morango e chocolate e chantilly e que, depois que você começa a comer, descobre que aquilo não é chocolate, mas aquela coisa feita com gordura hidrogenada que esqueci agora o nome.
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