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17 de janeiro de 2023
Só Você Pode Salvar a Humanidade: uma história sobre guerra e jogos, na pena de sir Pratchett

“Como vocês podem ser os mocinhos se estão jogando bombas inteligentes na chaminé das pessoas? E explodindo as pessoas só porque elas estão sendo governadas por um maluco?"
Tenho por tradição começar o ano com uma primeira leitura pratchettiana. Não tenho mais volumes do Discworld para ler (não que isso seja um problema, releituras também são válidas), mas há algumas séries e volumes únicos de histórias fora do mundo do Disco.
3 de dezembro de 2022
Terry Pratchett: uma vida com notas de rodapé

Porque o trabalho sempre foi a coisa mais importante, mas agora ganhou uma nova dimensão. O trabalho é a última defesa de Terry contra esta doença cruel que o está a despojar de si mesmo. Por quanto tempo ele possa escrever, ele ainda será Terry Pratchett.
Quando Terry Pratchett faleceu em março de 2015, chorei como quem tivesse perdido um ente querido. A essa altura, já fazia mais de uma década que eu lia gulosamente seus livros, um atrás do outro; muitas das quais tocaram-me de inúmeras maneiras - foram alegria, conforto, reflexão, acolhimento, e até ponto de partida para muitas amizades. Eu admirei sua capacidade de indignação e senso de justiça, e a coragem de se expor para falar daquilo que era necessário.
3 de junho de 2022
O Resumo da Ópera: perdida na biblioteca

Chegamos ao meio do ano e, como de praxe, é tempo de fazer um apanhado geral das leituras que não ganharam análises mais completas cá no blog. Sim, sim, vamos a mais um Resumo da Ópera!
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31 de agosto de 2021
Conversas Sobre o Tempo #05 - Aquele em que falamos de dificuldades de interpretação

Umas semanas atrás dei de cara com um artigo no The Mary Sue sobre como grupos transfóbicos estariam tentando cooptar sir Terry Pratchett para suas linhas, aproveitando-se do fato dele estar morto e não poder se pronunciar sobre o assunto. Cá entre nós, tenho minhas dúvidas se esse pessoal realmente leu algum livro do Pterry - afinal, como eles conseguiriam encaixar Cheery Littlebottom ou o elenco de Monstrous Regiment nessa teoria?
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19 de janeiro de 2021
Um Chapéu Cheio de Céu: A Alma e o Centro de Cada Um

Sempre enfrente o que você teme. Tenha apenas dinheiro suficiente, nunca em excesso, e um pouco de corda. Mesmo que não seja sua culpa, é sua responsabilidade. Bruxas lidam com as coisas. Nunca fique entre dois espelhos. Jamais cacareje. Faça o que deve fazer. Nunca minta, mas você nem sempre tem que ser honesta. Nunca faça desejos. Sobretudo, não faça desejos a uma estrela, o que é astronomicamente estúpido. Abra os olhos e, então, abra os olhos novamente.
Continuando minha tradição de começar o ano com Pratchett, comemorei a chegada de 2021 relendo Um Chapéu Cheio de Céu, segunda aventura de Tiffany Dolorida. Tinha várias vagas lembranças da história (que li pela primeira vez em 2011), mas há sempre algo mais a ser dito e visto em cada releitura que fazemos - além de observações sobre a tradução, visto que minha leitura anterior foi do original em inglês.
28 de dezembro de 2020
O Resumo da Ópera - Uma Salada de Títulos

Chegamos ao fim do ano e, com ele, está na hora de fazer o resumão de leituras do semestre - resenhas mais curtas e direto ao ponto (será?), passeando por vários gêneros, afinal, nada melhor do que um resumão bem eclético, não é mesmo?
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30 de agosto de 2020
A Vertigem das Listas: Dez Jovens Heroínas nas Quais se Inspirar

Lulu: Estava outro dia pensando em personagens que servem como modelo de conduta e fonte de inspiração, como parte de um contexto maior acerca de diversidade e da importância de se enxergar nas histórias que consumimos. Esse é sempre um debate interessante, e já escrevi sobre o assunto cá no Coruja.
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25 de maio de 2020
Night Watch: tiranos, uma Revolução Gloriosa e a banalidade do mal

'Você gostaria de Liberdade, Verdade e Justiça, não gostaria, camarada Sargento?' perguntou Reg encorajador.
'Eu gostaria de um ovo cozido,' respondeu Vimes, sacudindo a caixa de fósforos.
Houve algum riso nervoso, mas Reg pareceu ofendido.
'Nas circunstâncias, Sargento, eu penso que poderíamos focar um pouco mais alto--'
'Bem, sim, nós poderíamos' retrucou Vimes, descendo os degraus. Ele lançou um olhar para os papéis na frente de Reg. O homem se importava. Ele realmente se importava. E ele estava sério. Realmente estava. 'Mas... bem, Reg, amanhã o sol virá de novo, e eu tenho bastante certeza que o que quer que aconteça não teremos encontrado Liberdade, e não haverá muita Justiça, e tenho absoluta certeza que não teremos encontrado a Verdade. Mas é possível, talvez, que eu consiga um ovo cozido.'
Night Watch abre com uma cena de perseguição policial pelos becos e telhados de Ankh-Morpork, envolvendo Samuel Vimes, Comandante da Guarda, e Carcer, um psicopata que prefere policiais como suas vítimas. Vimes consegue encurralar o assassino no telhado da Universidade Invisível, mas, em meio a uma tempestade mágica, os dois despencam não apenas no espaço, mas através do tempo, até trinta anos no passado, às vésperas do que ficou conhecido como a Revolução Gloriosa e a República da Estrada Mina de Melaço - um breve e sangrento momento na história da cidade.
17 de outubro de 2019
Dez Anos em Dez Ensaios - Um Anjo, uma Serpente e um Plano Infalível... digo, Inefável

Inefável. adj. 1. Que não se pode exprimir por palavras por ser naturalmente complexo, intenso ou belo; indescritível. 2. Que provoca grande prazer ou contentamento; inebriante. 3. Designação de Deus. Perfeição e beleza que não pertencem ao plano terreno, mas sim celestial.
Se eu tivesse de pegar um único livro para levar para uma ilha deserta, ele seria Belas Maldições. É uma escolha um pouco mais fácil do que simplesmente dizer “esse é meu livro favorito”, porque tenho preferidos em diferentes gêneros, e não há tanto como compará-los. Mas esse título junta dois dos meus escritores favoritos e é um baú do tesouro de personagens, diferentes linhas narrativas, interpretações e possibilidades imaginativas de continuação.
25 de maio de 2019
Dez Anos em Dez Ensaios - Who Run the Discworld? Girls!

Comecei a ler Pratchett pelo humor; continuei pelas protagonistas femininas. Já contei essa história aqui antes: eu tinha uns dezesseis para dezessete anos e me deparei com os primeiros volumes da série Discworld numa livraria perto do colégio. As capas e sinopses me chamaram a atenção e me abolotei por lá para ler no meu intervalo entre aulas - primeiro A Cor da Magia, depois, A Luz Fantástica. Embora tenham me feito rir, fosse só pelas desventuras de Rincewind e Duasflor, talvez eu tivesse ficado por aí e perdido o interesse... não fosse por Direitos Iguais, Rituais Iguais: Eskarina e a vovó Cera do Tempo são as responsáveis por me transformar numa devota seguidora de sir Terry Pratchett.
3 de abril de 2019
Empilhando no Escaninho #37 (Os Links da Coruja)

Mês de abril começando e eu só consigo pensar nos quinze dias de férias que terei, na viagem para Minas e no chocolate da Páscoa... Caramba, que estou sonhando em comer chocolate (uma gastroenterite nos últimos dias está interferindo com minha capacidade de satisfazer tais desejos)...
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14 de janeiro de 2019
Projeto Pratchett: Nation

“Somewhere out there, flying to him from the edge of the world, was tomorrow. He had no idea what shape it would be, but he was wary of it. They had food and fire, but that wasn’t enough. You had to find water and food and shelter and a weapon, people said. And they thought that was all you had to have, because they took for granted the most important thing. You had to have a place where you belonged.”
Mau está no mar, voltando para casa após superar os desafios da Ilha dos Meninos, quando a grande onda surge, deixando em seu caminho um rastro de destruição quase apocalíptico. Levada à Nação - a ilha da tribo de Mau - pela mesma onda, Ermintrude (ou Daphne, como ela prefere ser chamada) é a única sobrevivente do navio Sweet Judy, que a levava para encontrar o pai na sede das colônias britânicas na região. E, embora ainda não saiba, ela acaba de se tornar princesa herdeira do trono inglês, após a peste dizimar boa parte da família real do outro lado do mundo. E é assim que começa Nation, livro que Pratchett considerava o melhor que já escrevera: dois jovens sobreviventes numa ilha deserta, após um cataclisma que eles bem poderiam considerar o fim do mundo.
8 de outubro de 2018
All Hallow’s Read: Elfos, Bruxas, Reis e Rainhas em mais uma história de Discworld

"- (...) Mesmo um caçador, um bom caçador, pode sentir pela presa. Isso é o que faz com que seja um bom caçador. Elfos não são assim. São cruéis por diversão, e não entendem coisas como misericórdia. Não entendem que algo além deles próprios possa ter sentimentos. Eles riem muito, especialmente se pegarem um humano solitário, um anão ou um troll. Trolls podem ser feitos de rocha, Majestade, mas estou dizendo a você que um troll é seu irmão em comparação com os elfos. Na cabeça, quero dizer.
- Mas por que eu não sei de nada disso?
- Glamour. Elfos são bonitos. Eles têm, - ela cuspiu a palavra - estilo. Beleza. Graça. Isso é o que importa. Se os gatos parecessem rãs nós perceberíamos os bastardinhos desagradáveis e cruéis que são. Estilo. Isso é o que as pessoas lembram. Elas se lembram do glamour. Todo o resto, toda a verdade vira... contos de fadas da carochinha."
Não é preciso ir muito longe para perceber que Lordes e Damas é uma paródia de Sonho de uma Noite de Verão (com algumas pitadas de A Megera Domada e até Henrique V). Está tudo lá afinal: amores trocados, casamentos reais, travessuras, elfos e encantamentos; mas temperado com alguns detalhes picantes pelo meio, um sabá de bruxas e, claro, o humor bastante afiado de Pratchett.
9 de setembro de 2018
Tradução - Deixe que Haja Dragões

Li no começo do ano uma coletânea de artigos, discursos e ensaios produzidos por Pratchett ao longo de décadas e A Slip of the Keyboard me fez rir, chorar, refletir - não muito diferente do que a prosa do autor sempre foi capaz de me provocar. Entre os muitos (excelentes) textos desse livro, Let There be Dragons foi um dos que ficou comigo, fez com que eu me perdesse em conjecturas e referências, sendo uma defesa não apenas da fantasia, mas do poder que a fantasia tem sobre as crianças. E claro que isso me deixou com um enorme desejo de compartilhá-lo com vocês. Então cá está mais uma tradução!
25 de agosto de 2018
A Vertigem das Listas: Oito Personagens Azarados

Dizem as más línguas que agosto é o mês do desgosto. Aparentemente, a má fama vem do tempo das grandes navegações, vez que, sendo um mês de muitos ventos, agosto era quando as caravelas deixavam os portos europeus para cruzar os mares. Os marinheiros se casavam com suas noivas antes de viajar e logo em seguida as deixavam sozinhas - e, potencialmente, viúvas. Destarte, casar em agosto era um sinônimo de desgosto, pelo que o dito popular chegou até nós.
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9 de agosto de 2018
Empilhando no Escaninho #31 (Os Links da Coruja)

Voltei essa semana de São Paulo, depois de passar um fim de semana bem corrido, tendo ido passear na Bienal, visitar meu irmão e outros amigos que moram na cidade. Voltei de pés doloridos, mas bem feliz, ainda que tenha sido uma viagem bem curta.
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8 de abril de 2018
Sobre Pratchett, traduções e como ler a série Discworld

Ano passado, quando Homens de Armas tinha sido anunciado pela Bertrand, lembro que houve um debate no grupo Discworld Brasil sobre qual seria a melhor tradução para o título. Para esse ano, a editora já confirmou a publicação de Soul Music e Wintersmith (além de The Long Earth, que não pertence à série Discworld) e a questão dos títulos voltou a surgir na comunidade.
9 de fevereiro de 2018
Lendo ainda mais ensaios: A Slip of the Keyboard

Ando numa daquelas minhas fases em que é mais fácil digerir a leitura de não-ficção. Não sei explicar (ainda) o motivo dessas minhas periódicas mudanças de humor literárias, porque, na maioria das vezes, os livros com que acabo curando minhas ressacas de ficção não são mais fáceis ou menos densos que os calhamaços que volta e meia fazem lar na minha cabeceira.Real fantasy is that a man with a printing press might defy an entire government because of some half-formed belief that there may be such a thing as the truth.
- Discurso no Prêmio Carnegie Medal, 2002
4 de janeiro de 2018
Projeto Pratchett: Homens de Armas

Homens de Armas é o segundo volume das narrativas acerca da Vigilância Noturna na série Discworld, seguindo os acontecimentos de Guardas, Guardas. Capitão Samuel Vimes está prestes a se casar e deixar a Guarda - e, no processo, torna-se o homem mais rico de Ankh-Morpork. A Guarda, por sua vez, está crescendo, tendo recebido em suas fileiras um troll, um anão e uma mulher, como parte de ações afirmativas implantadas pelo Patrício frente ao processo de imigração e conflitos étnicos que estão surgindo na cidade. Os novos recrutas são recebidos pelo Sargento Colon, o Cabo Nobbs - dois veteranos da corporação - e o Cabo Cenoura, um anão de dois metros de altura cujo carisma poderia bem ser classificado como arma de controle de multidões."Se você tem que encarar a extensão de uma flecha pelo lado errado, se um homem tem você inteiramente à sua mercê, então torça com toda força para que este homem seja um homem mau. Porque o mal gosta de poder, poder sobre as pessoas, e ele quer vê-lo com medo. Querem que você saiba que vai morrer. Então eles vão falar. Vão se gabar. Vão observá-lo se contorcer. Vão adiar o momento do assassinato como outro homem adiaria um bom charuto.
Então torça com toda a força para que seu captor seja um homem mau. Um homem bom vai matá-lo sem quase dizer uma palavra."
5 de setembro de 2017
Empilhando no Escaninho #24 (Os Links da Coruja)

Caramba, que desde janeiro que eu não publicava uma lista de links que andaram rodando aqui o Zoológico, né? Em minha defesa, compartilhei vários lá pela página do blog no Facebook, porque é mais fácil e me consome menos tempo... É só olhar, compartilhar rapidinho e está feito.
Gosto, contudo, de salvar minhas listas de links interessantes no blog, porque é uma maneira de poder encontrar mais tarde, quando eventualmente precisar deles... E a maior parte dessas indicações que faço são, de alguma forma, referências para escrita, para criação ou coisas para levar para a vida. Gosto especialmente de colecionar tumblrs de artistas, muito da minha inspiração surge de admirar os desenhos desse pessoal... E, claro, tem os infográficos e as piadas literárias, e tudo o mais que eu ache realmente genial e preciso compartilhar com o resto do mundo.
Enfim, sem mais delongas... vamos à lista!
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