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1 de novembro de 2022
Desaparecidos em Luz da Lua e outros mistérios a desvendar

— Não podemos simplesmente nos permitir sermos inimigos — interrompeu Thorn. — Você complica minha vida com seu rancor, precisamos imperativamente nos reconciliar. Não tenho o direito de entrar no Gineceu: me encontre na Intendência, me ofenda, me estapeie, quebre um prato na minha cabeça se quiser, e depois deixemos isso para trás. Seu dia será o meu. Essa quinta seria bom. Digamos... — Um som de páginas reviradas com pressa ressoou no telefone. — Entre onze e meia e meio-dia. Posso marcar na minha agenda?
Sem ar, Ophélie desligou o telefone com toda a raiva com a qual o bateria na cabeça de Thorn.
— Esse sol não vale de nada! — declarou tia Roseline, ao vê-la voltar. — Os lençóis são mais inteligentes que nós, eles entenderam perfeitamente que o sol é falsificado. Assim nem os ratos vão querer roer as roupas úmidas do rei.
Peguei a série A Passa-Espelhos por indicação de uma amiga - a Fernanda fez tanta propaganda que superei minha corrente aversão por histórias que se dividem em vários volumes e embarquei na aventura. Tenho de dizer que, de fato, Os Noivos do Inverno superou todas as minhas expectativas com sua engenhosa construção de mundo - da mitologia aos cenários deslumbrantes -, e bem sacado uso de tropes de romance - como o casamento arranjado - num cenário de fantasia. Assim é que parti para esse segundo volume com uma boa dose de empolgação.
9 de dezembro de 2021
O Resumo da Ópera - Bate o Sino...

Fim de ano significa, claro, mais um resumo da ópera aqui pelo Coruja. Como de hábito, vai uma miscelânea de coisas que andei lendo pelo segundo semestre - quadrinhos, vários romances LGBTQ+, ensaios, livros sobre escrita e sobre astronomia, e até poesia.
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30 de agosto de 2020
A Vertigem das Listas: Dez Jovens Heroínas nas Quais se Inspirar

Lulu: Estava outro dia pensando em personagens que servem como modelo de conduta e fonte de inspiração, como parte de um contexto maior acerca de diversidade e da importância de se enxergar nas histórias que consumimos. Esse é sempre um debate interessante, e já escrevi sobre o assunto cá no Coruja.
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21 de abril de 2020
Os Noivos do Inverno: Intrigas, Casamentos Arranjados e um Mundo em Pedaços

Suspensa no meio da noite, suas torres afogadas na Via Láctea, uma formidável cidadela flutuava sobre a floresta sem que qualquer coisa a prendesse ao resto do mundo. Era um espetáculo completamente louco, uma enorme colmeia expulsa pela terra, um entrelaçado tortuoso de masmorras, pontes, nichos, escadas, arcobotantes e chaminés.
Da primeira vez que bati o olho na capa desse livro, já me apaixonei. O título, as cores, a ilustração: algo naquilo tudo me chamava. Coloquei na lista de desejos e no All Hallow's Read do ano passado, ganhei ele de presente (obrigada de novo, Fernanda!). Coincidentemente, comecei a leitura ao mesmo tempo em que revia os filmes do Estúdio Ghibli na Netflix e por isso me dei conta de que a razão de ter ficado fascinada com a capa é que ela me fazia lembrar O Castelo Animado. E, quanto mais eu lia, mais a Dabos me remetia às histórias do Miyazaki: visualmente falando, eu imaginei o livro inteiro como uma das animações dele, dos cenários aos personagens.
14 de janeiro de 2019
Projeto Pratchett: Nation

“Somewhere out there, flying to him from the edge of the world, was tomorrow. He had no idea what shape it would be, but he was wary of it. They had food and fire, but that wasn’t enough. You had to find water and food and shelter and a weapon, people said. And they thought that was all you had to have, because they took for granted the most important thing. You had to have a place where you belonged.”
Mau está no mar, voltando para casa após superar os desafios da Ilha dos Meninos, quando a grande onda surge, deixando em seu caminho um rastro de destruição quase apocalíptico. Levada à Nação - a ilha da tribo de Mau - pela mesma onda, Ermintrude (ou Daphne, como ela prefere ser chamada) é a única sobrevivente do navio Sweet Judy, que a levava para encontrar o pai na sede das colônias britânicas na região. E, embora ainda não saiba, ela acaba de se tornar princesa herdeira do trono inglês, após a peste dizimar boa parte da família real do outro lado do mundo. E é assim que começa Nation, livro que Pratchett considerava o melhor que já escrevera: dois jovens sobreviventes numa ilha deserta, após um cataclisma que eles bem poderiam considerar o fim do mundo.
8 de agosto de 2018
Desafio Corujesco 2018 - Uma História em Tempos de Guerra || Minha Vida Fora dos Trilhos e Em Algum Lugar nas Estrelas
Nunca tinha visto ou ouvido falar de Clare Vanderpool até ela ser traduzida aqui no Brasil - e meu interesse em ler seus livros foi, de início, puramente estético: praticamente babei na capa de Em Algum Lugar nas Estrelas, fiquei quase maluca atrás dele assim que saiu a pré-venda. A Darkside tem uma tendência a criar projetos gráficos de encher os olhos para seus títulos e eles definitivamente se esmeraram nesses dois volumes da autora. Claro que aparência só não basta… Felizmente, Vanderpool não deixa nada a desejar no quesito conteúdo.
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25 de junho de 2018
O Resumo da Ópera - Alguns Vários Títulos que Passaram por Aqui esse Primeiro Semestre

Faz tempo que estava pensando em começar uma coluna cá no Coruja para juntar várias pequenas opiniões sobre leituras feitas, interessantes, mas que não renderiam resenhas completas. Afinal, nem sempre dá para escrever cinco páginas desfiando o simbolismo das escolhas de um autor, mas isso não significa que aquele volume não tenha me tocado de alguma forma. Ou talvez eu já tenha falado daquele escritor e ir para além da própria narrativa signifique me repetir ad nauseam. Às vezes um ou dois parágrafos é suficiente para dar minha opinião, mas isso acaba não rendendo um post para o blog.
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15 de setembro de 2015
Para ler: A Canção de Alanna - A Primeira Grande Aventura
Ela adormecia no momento em que caía na cama para acordar ao alvorecer e treinar um pouco mais. Estava determinada a vencer Ralon, pois significaria que finalmente teria conquistado o seu lugar entre os garotos. Significaria que ela podia fazer qualquer coisa que os meninos maiores e mais fortes faziam.
Não sei onde, exatamente, cruzei com o nome de Tamora Pierce pela primeira vez, mas creio que deve ter sido algum artigo sobre representatividade feminina em literatura fantástica. Mais recentemente, a Scifigrl47 – uma ficwriter que acompanho e que está sempre tocando no assunto de diversidade e representatividade nos quadrinhos – escreveu um post falando sobre como Pierce foi uma importante leitura de formação para ela; como foi importante encontrar uma heroína como Alanna de Trebond para ter como modelo.
1 de novembro de 2010
Meme Literário: Dia 01 – um livro que te surpreendeu completamente

Dei tratos à bola para chegar a uma conclusão sobre um livro que tivesse me pego de surpresa – primeiro porque hoje em dia quase tudo em que boto a mão é “mais do mesmo”, segundo porque eu geralmente compro um livro depois de já ter pesquisado (e lido spoilers) sobre eles.
29 de julho de 2010
Clube do Livro (Julho) - O Dia do Curinga

Vivemos nossas vidas num incrível mundo de aventuras, pensei. Apesar disso, a grande maioria das pessoas considera tudo isso "normal". Em compensação, vivem em busca de algo fora do normal: anjos ou então marcianos, E isso se explica pelo simples fato de que elas não consideram um enigma o mundo em que vivem. Para mim a coisa era completamente diferente. Para mim, o mundo era um sonho muito estranho, e eu vivia em busca de uma explicação racional qualquer para esse sonho.
Jostein Gaarder - O dia do Curinga
A história começou mais ou menos assim: a Dynha, a Belle e outra amiga delas foram à Bienal do Livro em Belo Horizonte e em algum momento da história, chegaram à conclusão de que seria legal criar um clube de leitura.
22 de julho de 2009
Para ler: Night World 03

Quatro para levantar-se entre a luz e a sombra
Quatro de fogo azul, poder em seu sangue
Nascidos no ano da visão da Donzela cega
Quatro menos um e a escuridão triunfará.
Um da terra dos reis há muito esquecidos
Um do lar o qual ainda possui o encanto
Um do Mundo do Dia onde dois olhos vigiam
Um do crepúsculo para ser um com a escuridão.
Em fogo azul, a escuridão final é banida.
Em sangue, o preço final é pago.
Estou devendo essa resenha faz dias, mas nunca parava por tempo suficiente para escrever especificamente ela – tem duzentas coisas na frente na minha cada vez mais longa lista de “coisas a escrever” (que só perde para a minha lista de “coisas para ler”).
Mas aí, já que estou aqui e vocês estão aqui e ainda que ninguém tenha comentado a resenha de Night World 2 – até porque, não é exatamente um livro fácil de achar e eu mesma penei para conseguir encontrá-lo e encomendá-lo – vou falar rapidinho sobre esse terceiro volume.
12 de julho de 2009
Para ler: Night World 02

“Você deveria estar lá!” Ela botou para fora num soluço sufocado “Onde você esteve?”
Você era para estar comigo – há tanto tempo! Você é parte de mim, a parte da qual eu vagamente sempre senti falta. Você deveria estar por perto, auxiliando, me levantando quando eu caísse. Vigiando minhas costas, ouvindo minhas histórias. Compreendendo coisas que eu não quereria dizer para outras pessoas. Me amando quando eu fosse estúpida.
Você era meu companheiro de vôo! Meu colega! Você era minha outra metade dos mistérios! Nós deveríamos ser sagrados um para o outro - e você não estava lá!
Eu observei, quando comentando do primeiro volume de Night World, que embora (e, talvez, exatamente por isso) Jane Smith escreva de forma despretensiosa, uma vez tendo começado a ler suas histórias, é quase impossível parar.
Ou talvez essa seja só uma compulsão minha, quem sabe?
O caso é que comecei a ler o segundo volume tão logo abri o pacote da encomenda, por volta das quatro e meia da tarde (depois de ter dado ainda um jeito no calcanhar, porque fiquei pulando na cozinha ao saber que os livros tinham chegado. É, eu sei, ridículo...). Parei para jantar, voltei a ler... e, quando me dei conta (já terminando o quinto livro da série, The Chosen), a casa estava toda silenciosa e escura, só eu permanecia acordada ouvindo Dashboard Confessionals e faltava pouco mais de quinze minutos para meia-noite.
5 de junho de 2009
Para ler: Night World 01

A pergunta que não quer calar é, provavelmente, onde é que eu encontro esses livros obscuros que quase ninguém ouviu falar por essas terras abaixo do Equador. Bem, eu costumo ir nas livrarias da cidade, me sentar e olhar tudo o que tem de novo por lá. Eu recebo emails do Fanfiction.net alertando novas histórias de autores que li muito tempo atrás e descubro que eles começaram a escrever uma fantástica história baseada num livro de que nunca ouvi falar. Eu os encontro por acaso em fóruns que freqüento por aí. Volta e meia, encontro um pequeno tesouro na pilha de “fast-food” literário que parece imperar por aí.O Mundo Noturno não é um lugar. Ele está todo ao nosso redor. As criaturas do Mundo Noturno são belas e mortais e irresistíveis para os humanos. Seu melhor amigo pode ser um – assim como sua paixão secreta.
As leis do Mundo Noturno são muito claras: humanos nunca devem aprender sobre a existência do Mundo Noturno. E membros do Mundo Noturno não devem nunca se apaixonarem por humanos. Viole as leis e as conseqüências são terríveis.
Vampiros, lobisomens, bruxas, troca-formas – eles vivem entre nós sem nosso conhecimento. O Mundo Noturno é sua sociedade secreta, uma sociedade secreta com regras muito estritas. E apaixonar-se quebra todas as leis do Mundo Noturno.
2 de junho de 2009
Para ler: Mortal Instruments

Havia um garoto. Quando o garoto tinha seis anos de idade, seu pai lhe deu um falcão para que ele o treinasse. Falcões são caçadores de outras aves, seu pai lhe disse, os Caçadores de Sombras dos céus.
O falcão não gostava do garoto e o garoto não gostava dele também. Seu bico afiado o deixava nervoso, e seus olhos claros pareciam estar sempre observando-o. Ele o atacaria com bico e garras toda vez que ele chegasse perto: por semanas seus pulsos e mãos estavam sempre sangrando. Ele não sabia disso, mas seu pai havia selecionado um falcão que vivera selvagemente por mais de um ano. E assim, era quase impossível domá-lo. Mas o garoto tentou, porque seu pai havia dito para fazer o falcão obediente e ele queria fazê-lo orgulhoso.
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