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11 de junho de 2020

Dez Anos em Dez Ensaios - Segunda Estrela à Direita até o Amanhecer (ou livros infantis para não perder o rumo)


Na minha última releitura de As Crônicas de Nárnia, passei um bom tempo ruminando a dedicatória do livro, a afirmação de que “um dia você será velho o bastante para voltar a ler contos de fadas”. Desconfio de que, quando li essa frase pela primeira vez, não lhe dei a devida atenção, mas, quase vinte anos depois, ela se tornou uma citação que eu gostaria de pendurar na parede e ver todos os dias.


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6 de janeiro de 2020

Empilhando no Escaninho #39 (Os Links da Coruja)


Voltamos com mais uma lista de links para compartilhar dos que estão acumulados no escaninho da Coruja! Como de hábito, tem de tudo um pouco por aqui - e uma hora eu consigo normalizar o fluxo e dar conta de tudo que deixei empilhar por aqui...


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14 de janeiro de 2019

Projeto Pratchett: Nation



“Somewhere out there, flying to him from the edge of the world, was tomorrow. He had no idea what shape it would be, but he was wary of it. They had food and fire, but that wasn’t enough. You had to find water and food and shelter and a weapon, people said. And they thought that was all you had to have, because they took for granted the most important thing. You had to have a place where you belonged.”

Mau está no mar, voltando para casa após superar os desafios da Ilha dos Meninos, quando a grande onda surge, deixando em seu caminho um rastro de destruição quase apocalíptico. Levada à Nação - a ilha da tribo de Mau - pela mesma onda, Ermintrude (ou Daphne, como ela prefere ser chamada) é a única sobrevivente do navio Sweet Judy, que a levava para encontrar o pai na sede das colônias britânicas na região. E, embora ainda não saiba, ela acaba de se tornar princesa herdeira do trono inglês, após a peste dizimar boa parte da família real do outro lado do mundo. E é assim que começa Nation, livro que Pratchett considerava o melhor que já escrevera: dois jovens sobreviventes numa ilha deserta, após um cataclisma que eles bem poderiam considerar o fim do mundo.


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8 de agosto de 2018

Desafio Corujesco 2018 - Uma História em Tempos de Guerra || Minha Vida Fora dos Trilhos e Em Algum Lugar nas Estrelas


Nunca tinha visto ou ouvido falar de Clare Vanderpool até ela ser traduzida aqui no Brasil - e meu interesse em ler seus livros foi, de início, puramente estético: praticamente babei na capa de Em Algum Lugar nas Estrelas, fiquei quase maluca atrás dele assim que saiu a pré-venda. A Darkside tem uma tendência a criar projetos gráficos de encher os olhos para seus títulos e eles definitivamente se esmeraram nesses dois volumes da autora. Claro que aparência só não basta… Felizmente, Vanderpool não deixa nada a desejar no quesito conteúdo.


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30 de maio de 2018

A Vertigem das Listas: Cinco Livros que Queria ter Lido Criança


A lista desse mês tem tudo a ver com o tema do especial de aniversário do blog: são histórias que conheci já adulta, mas que queria muito ter lido criança - seja pelo encanto dos mundos criados nessas narrativas, seja pela força dos protagonistas dessas histórias. Tenho uma tag inteira aqui no blog só para livros que se encaixam nessa categoria, mas hoje vou resumir no vertigem Cinco Livros que Queria ter Lido Criança.


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23 de maio de 2018

A História de Ada: A Guerra que Salvou sua Vida e a Ensinou a Viver

A história que estou contando começa quatro anos atrás, no início do verão de 1939. Naquela época, a Inglaterra estava à beira de mais uma Grande Guerra, a guerra que está acontecendo agora. A maioria das pessoas estava com medo. Eu tinha dez anos (embora não soubesse minha idade) e, por mais que já tivesse ouvido falar no Hitler — nos trechinhos de conversas e palavrões que subiam da travessa até minha janela, no terceiro andar —, não estava nem um pouco preocupada com ele ou com qualquer guerra disputada entre os países. Pelo que contei já deve ter ficado claro que eu estava em guerra com a minha mãe, mas a minha primeira guerra, a que travei naquele mês de junho, foi contra o meu irmão.

Recebi mês passado o livro A Guerra que me Ensinou a Viver, da Kimberley Bradley. O título é uma continuação de A Guerra que Salvou a Minha Vida, publicado aqui no Brasil no ano passado pela Darkside. E, bem, embora o título tivesse passado pelo meu radar quando o primeiro volume foi lançado, confesso que não tinha me empolgado muito em colocá-lo na lista de leituras, por se tratar de uma narrativa em primeira pessoa no período da Segunda Guerra Mundial, com uma criança protagonista.


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31 de março de 2016

1 Ano, 365 Contos - Março


Março foi um mês complicado para esse desafio - na verdade, março foi um mês complicado de uma maneira geral para leituras, porque passei por uma fase de cansaço mental que não tenho certeza se foi causada pela quantidade de trabalho ou se pelo calor que só dá vontade de dormir e ficar debaixo do chuveiro.


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1 de março de 2016

Para ler: Caçadores de Trolls

Os trolls existem nesse planeta há tanto tempo quanto os humanos - foi isso que me contaram e que traduzi para Bola. Historicamente, a primeira menção a eles foi registrada na Noruega, no século IX, quando as nefastas criaturas começaram a aparecer em canções, versos populares e histórias que eram contadas às crianças malcomportadas para mantê-las na linha. Segundo o folclore nórdico, os trolls estão entre os Seres das Trevas, as mais puras personificações do mal. Eles correm por entre os dedos dos pés de Ymir, o mítico gigante do gelo de seis cabeças cujo corpo assassinado deu origem ao universo em que vivemos: os ossos viraram as montanhas; os dentes, as rochas; e assim por diante."
A primeira coisa que me chamou a atenção nesse livro foi o nome de um dos autores: eu gosto pra caramba da estética do Del Toro – sendo particularmente apaixonada pelas criaturas de O Labirinto do Fauno. Por um golpe de sorte, embora o livro seja um lançamento até bastante recente, encontrei-o disponível para troca no Skoob e ele já estava a caminho para mim quando li a notícia de que a história seria adaptada para uma série da Netflix com a DreamWorks Animation.

E assim foi que no meu ‘retiro literário carnavalesco’, Caçadores de Trolls sequer chegou a entrar na estante, saindo da caixa do correio direto para a pilha em minha cabeceira.


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22 de setembro de 2015

Livros para Ler na Primavera


Amanhã começa a primavera! A estação das flores, dos piqueniques, de passarinhos cantando na janela e amor (ou feromônios, a depender do ponto de vista) no ar. Não que por aqui pelo Nordeste a gente sinta uma grande diferença, exceto pelo fato de que parou de chover toda vez que coloco o pé para fora de casa e esqueço o guarda-chuva.

(Porque a probabilidade de cair um aguaceiro é sempre maior depois que você já saiu de casa e se deixou enganar pelo céu azul sem nuvens. Sério, eu já comprovei isso cientificamente. Murphy também).


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23 de julho de 2015

Para ler: A Evolução de Calpurnia Tate

Minha mãe tinha tido uma filha em sete tentativas. Suspeito que eu não era exatamente o que ela havia planejado, uma filha delicada para ajudá-la a enfrentar a maré alta da energia turbulenta dos meninos, que sempre ameaçava inundar a casa. Não tinha passado pela minha cabeça que ela desejara uma aliada, e não havia conseguido uma. Bom, eu não gostava de conversar sobre moldes, receitas nem de servir chá na sala de visitas. Isso fazia de mim uma egoísta? Fazia de mim uma pessoa estranha? Pior de tudo, fazia de mim uma decepção? Provavelmente, eu poderia viver com o fato de me considerarem egoísta ou estranha, mais uma decepção?! Isso era outro assunto, algo bem mais difícil.
Quando me deparei com esse livro pela primeira vez na livraria, foi um caso de paixão à primeira vista. Como não se apaixonar por uma capa tão linda? Infelizmente, na ocasião, eu estava de viagem e não pude compra-lo porque já tinha excedido na bagagem. Algum tempo depois, o Dé me deu o livro de presente em algum amigo secreto do clube do livro e fiquei, claro, ridiculamente feliz. Aí comecei a ler e a paixão se transformou em puro afeto, vez que esse é um livro que vai para muito além de um belo projeto gráfico.


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24 de maio de 2014

Para ler: O Jardim Secreto

Havia algum mistério no ar naquela manhã. Nada estava sendo feito na ordem habitual, e Mary tinha a impressão de que havia muito menos criados que de costume na casa. Além disso, os poucos criados que ela viu estavam se esgueirando pelos cantos ou andando às pressas de um lado para o outro, com rostos pálidos e apavorados. Mas nenhum deles lhe disse nada e sua aia não apareceu. Mary, na verdade, ficou abandonada durante boa parte da manhã e, por fim, acabou decidindo ir para o jardim e brincar sozinha debaixo de uma árvore, perto da varanda. Fingiu que estava fazendo um canteiro de flores e espetou grandes botões vermelhos de hibisco em montinhos de terra. E o tempo todo, enquanto brincava, ia ficando cada vez mais zangada, resmungando consigo mesma o que iria dizer para Saidie quando ela aparecesse e os nomes feios de que iria chamá-la.

Embora esse ano tenha sido a primeira vez que li esse livro, sua história faz parte das minhas lembranças de infância mais saudosas por causa do filme que passou infinitas vezes na Sessão da Tarde, junto com outro filme inspirado num título da mesma autora - A Princesinha. E em respeito a essa memória, foi com certa trepidação que peguei o volume para ler, temendo que reencontrar O Jardim Secreto na idade adulta de alguma forma distorcesse o encanto que senti por ele na infância.


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Sobre

Livros, viagens, filosofia de botequim e causos da carochinha: o Coruja em Teto de Zinco Quente foi criado para ser um depósito de ideias, opiniões, debates e resmungos sobre a vida, o universo e tudo o mais.

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