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13 de julho de 2022
Robinson Crusoé e o mito do individualismo

Resumindo, depois de sérias reflexões, a natureza e a experiência me ensinaram que todas as coisas boas do mundo deixam de ser boas para nós quando não nos são mais úteis; e que tudo o que podemos acumular, e um dia deixar para os outros, só nos dá prazer na medida em que podemos usar, e não mais do que isso. O avarento mais sovina e ambicioso do mundo teria se curado do vício da cobiça se estivesse em minha situação, porque eu possuía infinitamente mais do que podia imaginar o que fazer com tanto.
Após deixar a casa paterna e passar por várias aventuras e infortúnios, o marinheiro amador Robinson Crusoé naufraga na região do Caribe e termina sozinho numa ilha deserta. Ali ele vai passar os próximos vinte e oito anos buscando sobreviver em seu isolamento, até a maré da sorte virar a seu favor, o que começa quando ele salva um indígena da tribo de canibais da região, a quem dará o nome de Sexta-Feira.
8 de setembro de 2021
Hibisco Roxo: Encontrando a Própria Voz

Naquele instante, percebi que era isso que tia Ifeoma fazia com os meus primos, obrigando-os a ir cada vez mais alto graças à forma como falava com eles, graças ao que esperava deles. Ela fazia isso o tempo todo, acreditando que eles iam conseguir saltar. E eles saltavam. Comigo e com Jaja, era diferente. Nós não saltávamos por acreditarmos que podíamos; saltávamos porque tínhamos pânico de não conseguir.
Já tinha lido antes alguns dos volumes de não-ficção da Chimamanda - Sejamos Todos Feministas, O Perigo de uma História Única e Notas sobre o Luto - mas ainda não tinha pego em nenhuma das obras de ficção dela. Estava na lista, mas sempre ia aparecendo outras prioridades e ia deixando para depois. Até Hibisco Roxo ser indicado para o clube do livro e virar meu mundo de cabeça pra baixo.
1 de julho de 2020
O Resumo da Ópera - O Ano Já Pode Acabar?

O primeiro semestre acabou e isso significa que é hora de fazer o balanço de meio do ano - ou o resumo da ópera do que andei lendo por esses meses. A despeito da quarentena - ou talvez por causa dela - até consegui dar uma boa baixada na lista de livros não lidos que estavam à espera na estante, incluindo alguns que estavam há mais de quatro anos esperando… Enfim, nesse apanhado do que andei lendo tem de tudo um pouco: clássicos, romance, policial, não ficção…
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19 de abril de 2020
Projeto #JaneAustenLives

A Adriana Zardini, da Jane Austen Brasil, lançou uma série de lives sobre a autora no Instagram - uma forma de continuarmos a nos encontrar e falar de Austen, produzir conteúdo e alcançar outros janeites nessa quarentena. Fui convidada para uma das sessões e falei, claro, de Austen, um pouco sobre o clube do livro de bolso e outras aleatoriedades por aí.
Os vídeos estão sendo disponibilizados pouco a pouco no YouTube da Jane Austen Brasil, então para quem não conseguiu assistir ao vivo ou quer rever alguma das palestras (teve várias excelentes e continua tendo, procurem pela #janeaustenlives), só clicar nesse link.
6 de janeiro de 2020
Empilhando no Escaninho #39 (Os Links da Coruja)

Voltamos com mais uma lista de links para compartilhar dos que estão acumulados no escaninho da Coruja! Como de hábito, tem de tudo um pouco por aqui - e uma hora eu consigo normalizar o fluxo e dar conta de tudo que deixei empilhar por aqui...
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5 de setembro de 2019
Dez Anos em Dez Ensaios - Dez razões para participar de um Clube de Leitura

Ano que vem, o clube do livro de bolso, do qual sou mediadora, também completa dez anos de existência. Achei justo, portanto, falar sobre ele nos ensaios de aniversário do blog, aproveitando ainda o gancho de várias discussões que venho acompanhando sobre a fomentação à leitura para compartilhar as experiências do grupo. Afinal, clubes de leitura são excelentes instrumentos para ajudar na formação de leitores; são relativamente fáceis de organizar, transformando-se em ambientes informais de aprendizado e reflexão - e é também um bom lugar para se fazer amigos.
O 'clube do livro de bolso', do qual faço parte, nasceu de um grupo de leitores de Jane Austen, mas cresceu para abarcar outros gêneros. O foco são clássicos, mas numa interpretação bem ampla (eu diria calviniana) do que sejam clássicos, pulando de Shakespeare para Bradbury, Agatha Christie para Dostoiévski, Dumas para Veríssimo. Como se percebe do nome, concentramos as escolhas em livros de bolso, até como forma de democratizar o acesso, porque essas edições costumam ser mais baratas. Essa era uma preocupação especialmente no início do clube; hoje em dia, ainda tentamos escolher livros que tenham mais de uma edição e caibam no bolso de todo mundo, mas não nos furtamos a ler títulos mais contemporâneos, que não tenham tantas opções.
4 de fevereiro de 2019
Empilhando no Escaninho #35 (Os Links da Coruja)

Faz um bocado de tempo que não posto uma das minhas listas de links interessantes por aqui (acho que desde que viajei ano passado...), o que significa que acumulei um monte de coisas para compartilhar com vocês.
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1 de junho de 2018
Desafio Corujesco 2018 - Uma História de Família || Os Maias

Carlos recordava-se bem que nessa tarde, depois da melancólica conversa com o avô, devia ele experimentar uma égua inglesa: e ao jantar não se falou senão da égua, que se chamava Sultana. E a verdade era que daí a dias tinha esquecido a mamã. Nem lhe era possível sentir por esta tragédia senão um interesse vago e como literário. Isto passara-se havia vinte e tantos anos, numa sociedade quase desaparecida. Era como o episódio histórico de uma velha crônica de família, um antepassado morto em Alcácer-Quibir,239 ou uma das suas avós dormindo num leito real. Aquilo não lhe dera uma lágrima, não lhe pusera um rubor na face. Decerto, preferiria poder orgulhar-se de sua mãe, como de uma rara e nobre flor de honra: mas não podia ficar toda a vida a amargurar-se com os seus erros. E por quê? A honra dele não dependia dos impulsos falsos ou torpes que tivera o coração dela. Pecara, morrera, acabou-se. Restava, sim, aquela ideia do pai, findando numa poça de sangue, no desespero dessa traição. Mas não conhecera seu pai: tudo o que possuía dele e da sua memória, para amar, era uma fria tela mal pintada, pendurada no quarto de vestir, representando um moço moreno, de grandes olhos, com luvas de camurça amarelas e um chicote na mão… De sua mãe não ficara nem um daguerreótipo, nem sequer um contorno a lápis. O avô tinha-lhe dito que era loura. Não sabia mais nada. Não os conhecera; não lhes dormira nos braços; nunca recebera o calor da sua ternura. Pai, mãe, eram para ele como símbolos de um culto convencional. O papá, a mamã, os seres amados, estavam ali todos — no avô.”
Eça de Queiroz foi um dos indicados deste ano para as leituras do Clube do Livro de Bolso e, não fosse tal indicação, eu talvez tivesse passado a vida sem ler nada do português. Não porque tivesse algum particular preconceito contra Eça, mas porque tem tanta coisa na minha lista de leituras, que ele nunca me chamou suficiente atenção para se tornar prioridade. Assim é que devo um agradecimento especial a turma do clube por ter eleito esse título, porque essa leitura foi um verdadeiro deleite. E ainda encaixou num dos temas do Desafio Corujesco desse ano, o que me deixou feita na vida...
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2 de maio de 2017
Desafio Corujesco 2017 - Um Livro que Você Tem mas Nunca Leu || O Sol é para Todos

Publicado no início da década de 60, no auge do movimento por direitos civis nos Estados Unidos, O Sol é para Todos é considerado um dos mais importantes romances do século XX e um pilar da própria identidade americana. É um livro que estava há bastante tempo na minha estante e ao qual vim dar prioridade mês passado, vez que ele foi indicado para debate no Clube do Livro - tendo rendido um dos melhores debates do grupo, com direito a risos nostálgicos e olhos embargados. E que também me fez criar uma nova categoria de livros na minha cabeça: a de “títulos que eu gostaria de ter lido na faculdade”, pois o romance de Harper Lee ensina mais sobre ética e justiça que muitos dos seminários que tive de assistir sobre o assunto quando estudante.“- Talvez quisesse mesmo me bater. - concordou Atticus. - Mas, filho, quando você for mais velho, vai entender melhor as pessoas. Uma multidão, qualquer que seja ela, é sempre formada por pessoas. Na noite passada, o sr. Cunningham fazia parte de um grupo, mas continuava sendo uma pessoa. Todo grupo em toda cidadezinha do sol é sempre formado por pessoas que a gente conhece. O que não diz muito a favor dessas pessoas, não é?
- Eu diria que não - concordou Jem.
- Foi preciso uma menina de oito anos para fazer eles recobrarem o bom senso, não foi? - perguntou Atticus. - Isso prova que um bando de homens ensandecidos pode ser contido, simplesmente porque eles continuam sendo humanos. Hum, talvez precisássemos de uma força policial formada por crianças… Na noite passada, vocês crianças fizeram Walter Cunningham se colocar no meu lugar por um minuto. Foi o suficiente.”
21 de março de 2017
Desafio Corujesco 2017 - Um Livro que teve uma Adaptação || O Clube de Leitura de Jane Austen

Faz tempo que queria ler esse livro - eu até o tinha em e-book, em inglês, mas sempre havia alguma outra prioridade na lista e ia deixando ele para trás. Esse ano, contudo, ele foi lançado em português e pouco depois consegui solicitá-lo no sistema de trocas do skoob… e aí, aproveitando o tema desse mês para o Desafio Corujesco, cá estamos nós.Não era culpa de Austen o amor dar errado. Ninguém podia nem mesmo dizer que ela não havia avisado. Suas heroínas se saíam bastante bem, mas sempre havia outros personagens no livro que não tinham final feliz – a Eliza de Brandon em Razão e Sensibilidade; em Orgulho e Preconceito, Charlotte Lucas, Lydia Bennet; em Mansfield Park, Maria Bertram. Era nessas mulheres que era necessário prestar atenção, mas ninguém o fazia.
18 de agosto de 2016
Clube do Livro: Os Cinco Porquinhos

Os Cinco Porquinhos será tema do Clube do Livro de Bolso desse mês e confesso que mal posso esperar para o debate - esse é um dos crimes mais complexos desvendados por Hercule Poirot, tendo em vista o tempo que se passou desde os acontecimentos e a ausência de evidências para além daquilo que a memória é capaz de nos dar.'Essa história precisa ser esclarecida, monsieur Poirot. E o senhor vai fazer isso.’
Hercule Poirot disse devagar: ‘ Admito que o que você diz seja verdade, mademoiselle, passaram-se dezesseis anos!’
‘Oh! É claro que vai ser difícil! Ninguém além do senhor poderia fazer isso!’
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18 de agosto de 2015
Clube do Livro: Contato
Contato, de Carl Sagan, estava há tempos na minha mira, visto se tratar de um dos grandes clássicos do gênero. Considerando outras prioridades, contudo, eu talvez tivesse adiado ad infinitum sua leitura, não fosse ele ter sido indicado para o Clube do Livro desse mês.Ela tentava imaginar o que se passava ali. Ficava nas pontas dos pés e fitava o planeta como se olhasse de cima para baixo. Às vezes quase se convencia de que realmente podia vê-lo; um turbilhão de bruma amarela sumia de repente, e uma imensa cidade de cristal se revelava por um instante. Carros aéreos corriam entre flechas cristalinas. Às vezes ela se imaginava dando uma olhada num daqueles veículos e obtendo um vislumbre de um deles. Ou imaginava um jovem, olhando para um brilhante ponto de luz azul em seu céu, pondo-se nas pontas dos pés e especulando sobre os habitantes da Terra. Era uma ideia irresistível: um planeta cálido e tropical, transbordante de vida inteligente, e logo ali.
30 de julho de 2015
Empilhando no Escaninho #12 (Os Links da Coruja)

Chegando ao fim do mês, começando a pensar nas férias (as minhas serão em setembro, enquanto quase todo mundo está voltando agora aos afazeres), preparando as coisas para o próximo debate do clube do livro... Sempre tem um mundaréu de coisas para fazer nesse tempo, né? Mas enquanto estamos à toa, que tal dar uma olhada nesses links?
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6 de junho de 2015
Empilhando no Escaninho #11 (Os Links da Coruja)

Feriadão para alguns, pilhas de livros para ler, séries para assistir e links para compartilhar. Queria um dia de 30 horas ou não ter necessidade de dormir para poder dar conta de fazer tudo que está na minha listinha... Seja como for... lá vai mais uma lista de links que andaram circulando pelo zoológico!
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30 de dezembro de 2014
Empilhando no Escaninho #07 (Os Links da Coruja)

Último Empilhando no Escaninho do ano, celebrando a criatividade e a inspiração, enchendo a agenda de projetos novos para o ano que vem. O que será que temos por aqui?
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2 de junho de 2014
Para colocar na Agenda
Ok, então, hoje eu tenho dois convites para estender aos leitores do Coruja. O primeiro tem a ver com a Dani e é para quem mora ou vai passar por São Paulo até dia 23 de junho.
Sim, senhoras e senhores, Dani, a Gata do nosso zoológico, filhota orgulho da minha vida, está participando de uma exposição com os desenhos dela na Fundação das Artes de São Paulo!
Sim, senhoras e senhores, Dani, a Gata do nosso zoológico, filhota orgulho da minha vida, está participando de uma exposição com os desenhos dela na Fundação das Artes de São Paulo!
27 de maio de 2014
Clube do Livro (Maio): O Médico e o Monstro
Esse mês no Clube do Livro debatemos um clássico da literatura do horror: o estranho caso do Dr. Jekyll e Mr. Hyde. E a primeira coisa que me dei conta quando comecei a ler é que... eu não o tinha lido antes. A questão é que a história de Dr. Jekyll e Mr. Hyde está tão inserida no imaginário popular que eu sabia a história e por saber a história, tinha a impressão de já ter lido o livro.A cada dia, e de ambos os lados da minha inteligência - o moral e o intelectual -, eu chegava cada vez mais próximo daquela verdade cuja descoberta parcial tinha-me condenado a um terrível fim: o de que o homem não é apenas um, mas sim dois. E eu arrisco a suposição de que, ao final, o homem será sempre multifacetado, incongruente e independente de vários alienígenas que nele fixam residência.
Foi a partir de meu lado moral, e em meu próprio ser, que aprendi a reconhecer a completa e primitiva dualidade do homem. Percebi que, das duas naturezas que contendiam no campo da minha consciência, mesmo se eu pudesse ser corretamente reconhecido como uma delas, isso somente seria possível porque eu era radicalmente ambas. E, já cedo, antes mesmo que o rumo de minhas descobertas científicas tivesse sugerido a mais remota possibilidade de tal milagre, eu já me percebia sonhando, prazerosamente, com a separação desses elementos. Se cada um deles pudesse, dizia a mim mesmo, ao menos localizar-se numa identidade diferente, seria possível aliviar a vida de tudo o que era insuportável. O injusto tomaria seu próprio rumo, livre das aspirações e remorsos de seu gêmeo opressor, e o justo poderia andar com firmeza e segurança em seu caminho ascendente, fazendo coisas boas nas quais encontra seu prazer e não mais se expondo à desgraça e à penitência pelas mãos desse estranho mal.
A maldição do gênero humano foi a de que esses ramos incompatíveis ficassem fortemente amarrados um ao outro - que esses gêmeos polares vivessem em luta contínua no angustiado útero da consciência. Como, então, dissociá-los?
As peças que nossa mente nos prega...
18 de março de 2014
Clube do Livro (Março): Sócios no Crime
Março foi meu mês de indicações de livros favoritos no Clube do Livro e entre os títulos da minha lista, o escolhido foi esse título da Agatha Christie.— Não seria emocionante — continuou Tuppence — se ouvíssemos uma tímida pancada na porta, corrêssemos para abri-la e um morto entrasse cambaleando?
— Se estivesse morto não poderia cambalear — retrucou Tommy.
— Você entendeu — disse Tuppence. — Eles sempre cambaleiam antes de morrer e cair aos nossos pés, tentando articular palavras enigmáticas: “o leopardo malhado”, ou coisa parecida.
— Eu lhe aconselharia um curso sobre Schopenhauer ou Emmanuel Kant — disse Tommy.
Acho que já disse antes em algum lugar que houve uma época da minha vida em que eu praticamente só lia romances policiais e em especial, a Rainha do Crime. Eu devorava um livro atrás do outro e sonhava com Sherlock e Poirot e Dupin e o Padre Brown... gostava muito especialmente de uma coleção chamada Salve-se Quem Puder, livros interativos em que se davam pistas e enigmas para que pudéssemos resolver o imbróglio até o final da história...
20 de fevereiro de 2014
Clube do Livro (Fevereiro): O Homem que Confundiu sua Mulher com um Chapéu
Eu provavelmente nunca teria lido esse livro se não fosse pela indicação dele pela Débora. Não necessariamente porque eu não leia livros ‘técnicos’, mas porque normalmente me concentro em História, Lingüística e Política quando me aventuro pelas estantes de não-ficção e O Homem que Confundiu sua Mulher com um Chapéu está mais relacionado à área de interesse do meu irmão, que é estudante de medicina...Ambos os distúrbios eram extraordinários e de tal modo estranhos que não se conseguia acreditar neles - pelo menos, a medicina tacanha não conseguia. Eles não podiam ser enquadrados nas estruturas convencionas de medicina e, portanto, foram esquecidos e misteriosamente "desapareceram".
Seja como for... decidi me aventurar pelas páginas da neurociência... e o resultado foi bastante surpreendente.
31 de dezembro de 2013
Clube do Livro (Dezembro): O Feitiço de Áquila
O tema da última rodada do ano no Clube do Livro foi “livros sessão da tarde” – no sentido de livros que inspiraram ou foram inspirados por filmes clássicos da sessão da tarde. Em outras palavras, dezembro foi um debate pura nostalgia – especialmente a se considerar que o título que ganhou na votação é favorito de muita gente do grupo (como o Dé mesmo já falou no Livros para Assistir desse mês): O Feitiço de Áquila.- Senhor - murmurou. - Nunca mais esvaziarei outro bolso enquanto viver, juro! - Sua voz tremia ligeiramente. - Só que... eis o problema: se não me deixares viver, como poderei provar minha boa fé em Ti?
Não houve resposta. Phillipe olhou para cima. A água pingou em seu olho.
- Vou me içar agora, Senhor - disse ele, com mais firmeza. Seus dedos começavam a ficar com cãibras. Ainda não houve resposta. - Se me ouviste, esta platibanda permanecerá firme como uma rocha. Caso contrário, sem ressentimentos, naturalmente, mas vou ficar muito decepcionado.
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