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26 de dezembro de 2019

O Resumo da Ópera - A Década Ainda não Acabou, mas Temos mais Livros


Mais um ano vai chegando ao fim e vamos encerrando a lista de livros lidos do ano. 2019 não foi tão prolífico quanto anos passados em termos de leituras, mas estou satisfeita com o fato de que terminei quase todos os livros que comprei/ganhei esse ano. Tem sido meu objetivo há algum tempo tentar não acumular leituras (e não sair comprando livros loucamente sem dar destino ao que já tem em casa) e talvez ano que vem eu consiga zerar meu backlog *resoluções de ano novo*.


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25 de junho de 2018

O Resumo da Ópera - Alguns Vários Títulos que Passaram por Aqui esse Primeiro Semestre


Faz tempo que estava pensando em começar uma coluna cá no Coruja para juntar várias pequenas opiniões sobre leituras feitas, interessantes, mas que não renderiam resenhas completas. Afinal, nem sempre dá para escrever cinco páginas desfiando o simbolismo das escolhas de um autor, mas isso não significa que aquele volume não tenha me tocado de alguma forma. Ou talvez eu já tenha falado daquele escritor e ir para além da própria narrativa signifique me repetir ad nauseam. Às vezes um ou dois parágrafos é suficiente para dar minha opinião, mas isso acaba não rendendo um post para o blog.


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2 de junho de 2018

Empilhando no Escaninho #29 (Os Links da Coruja)


Maio foi um mês corrido, confuso e dolorido, em mais de um sentido... Chegamos agora a junho, meio do ano, e aqui ficamos de dedinhos cruzados para que as coisas fiquem um pouco mais equilibradas.


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5 de outubro de 2017

O Livro do Juízo Final: Viagens no Tempo, Empatia e Religião


- "Deus enviou o Seu filho único ao mundo."

Deus nunca teria feito isso se soubesse o que aconteceria, pensou Dunworthy. Herodes e o Massacre dos Inocentes e o Getsêmani.

- Leia para mim alguma passagem de são Mateus - pediu ele. - Capítulo 26, versículo 39.

A sra. Gaddson parou, pareceu irritada, mas folheou as páginas até o Evangelho de Mateus.

- "E, indo um pouco adiante, prostrou-se com o rosto em terra e orou: 'Meu Pai, se é possível, afasta de mim este cálice'".

Deus não fazia ideia de onde estava seu filho, pensou Dunworthy. Ele enviara seu único filho para o mundo, mas alguma coisa tinha dado errado com o fix, e alguém desligara a rede, de modo que Ele não pôde mais alcançá-lo, e então as pessoas prenderam o filho, puseram uma coroa de espinhos em sua cabeça e o pregaram numa cruz.

- Capítulo 27 - disse ele. - Versículo 46.

Ela contraiu os lábios e virou a página.

- Eu realmente não acho que estes sejam trechos da Escritura apropriados para...

- Leia - interrompeu ele.

- "Por volta da hora nona, Jesus deu um grande grito: '
Eli, Eli lamá sabachtáni?', isto é: 'Deus meu, Deus meu, por que me abandonaste?'".

Kivrin não faria nenhuma ideia do que podia ter acontecido. Pensaria que havia escolhido o local errado, ou o dia errado, que tinha perdido a noção do tempo de algum modo, que alguma coisa dera errado com o salto. Pensaria que tinha sido abandonada.

O que você faria se pudesse estudar História viajando pela História? É isso que acontece no futuro não-tão-distante de 2054, no Departamento de História de Oxford, cenário que abre O Livro do Juízo Final e que eu estava extremamente ansiosa para ler desde que tive o prazer de descobrir Connie Willis, em duas antologias de contos, no ano passado. Se bem que muito antes disso, meu amigo Enrique já tinha feito a indicação de To Say Nothing of the Dog, que se passa no mesmo universo, de forma que preciso dedicar o texto de hoje a ele. Sério, Enrique, muito obrigada por ter me apresentado à Willis.


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14 de setembro de 2017

Desafio Corujesco 2017 - Um Livro de um Autor que Você Nunca Leu || O Aprendiz de Assassino

Você é um bastardo, garoto. Somos sempre um risco e uma vulnerabilidade. Somos sempre dispensáveis. Exceto quando nos tornamos uma necessidade absoluta para a segurança deles. Eu te ensinei bastante durante os últimos anos. Mas mantenha esta lição mais próxima de você e mais presente do que qualquer outra na sua vida. Porque se alguma vez você fizer algo que os leve a não precisarem mais de você, eles vão te matar.
Fitz é filho bastardo do herdeiro do trono do reino de Seis Ducados. A revelação de sua existência fez com que o príncipe Cavalaria abdicasse e deixasse a corte e assim, o garoto, que foi abandonado pela família da mãe e é considerado um estorvo pela família do pai, é criado pelo mestre-cavalariço dos estábulos reais - até o rei Sagaz se interessar pela sua existência e decidir que o jovem deve ser treinado na arte do assassinato. Entre intrigas palacianas, ameaças de além-mar e poderes desconhecidos, Fitz tem muito a aprender e superar.


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23 de novembro de 2016

Incendiando Ideias ou da atualidade de Fahrenheit 451

Temos tudo de que precisamos para ser felizes, mas não somos felizes. Alguma coisa está faltando. Olhei em volta. A única coisa que tive certeza que havia desaparecido eram os livros que queimei durante dez ou doze anos. Por isso, achei que os livros poderiam ajudar.
O último encontro do clube do livro me deu chance de ler um título que estava há anos na minha lista, mas por um motivo ou por outro, sempre deixava para depois. Clássico contemporâneo e considerado obra maior de Bradbury, Fahrenheit 451 é uma distopia que apresenta uma sociedade profundamente alienada, na qual os livros foram banidos e os bombeiros tiveram sua função desviada para começar incêndios em vez de apagá-los.


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3 de março de 2016

Desafio Corujesco 2016 - Um Livro de uma Lista || Trilogia Thrawn

– E eu quero o velho Império de volta – ela retorquiu. - Nem sempre temos o que queremos, não é?

Luke balançou a cabeça.

- Não. Não temos.
Quando coloquei esse tema no Desafio Corujesco desse ano, não tinha dúvidas que ia puxar algum título da Lista de 100 Melhores Livros de Fantasia e Ficção Científica da NPR (que traduzi aqui) - e eu tinha vários deles na estante, sob medida para a ocasião. Mas claro que como eu sou de opinião que a sarna que tenho é pouco com que me coçar, em vez de escolher um único título, terminei decidindo por ler e resenhar uma trilogia inteira.

Cá entre nós? Eu culpo o BB-8 por esse acesso de loucura...


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12 de novembro de 2015

Desafio Corujesco 2015: Um Passeio que Fiz || Outlander - A Viajante do Tempo

"Não incomoda você que eu não seja mais virgem?"

Ele hesitou por um momento antes de responder.

"Bem, não." ele falou devagar. "Desde que não importe que eu seja." ele sorriu a minha expressão de queixo caído e voltou para a porta. "Acredito que pelo menos um de nós deveria saber o que está fazendo."
O Desafio Corujesco desse mês era um livro que fosse também uma viagem, um ‘roteiro turístico’ que eu já tivesse feito ou tinha vontade de fazer. Considerando que elaborei minha lista de títulos para o Desafio pouco após ter voltado da Escócia, é alguma surpresa que eu tenha escolhido um romance que se passa naquelas pairagens?

Outlander – A Viajante do Tempo estava na minha mira já fazia algum tempo – é um dos títulos indicados na lista de 100 melhores livros de fantasia e ficção científica da NPR – lista essa que tem sido uma das minhas principais influências toda vez que me perguntou “qual vai ser o próximo?”. Para completar, ele foi relançado recentemente em português pela Saída de Emergência – embora, sendo bastante sincera, eu ache a capa da Rocco muito mais bonita.


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29 de abril de 2014

Clube do Livro (Abril): O Jogo do Exterminador

- Ora, eu sei. Mas vai chegar o dia em que você não estará junto dele, vai se distrair. E, de repente, vai se lembrar, e vai correr até ele, e ele estará perfeitamente bem. E da próxima vez, você não vai se preocupar tanto, não vai voltar tão depressa. E todas as vezes, ele estará bem. E vai pensar que eu esqueci. E os anos passarão. E então vai acontecer um terrível acidente e vamos encontrar o cadáver, e você vai chorar, e chorar, e vai se lembrar desta conversa, Val, mas vai ter vergonha de si mesma por lembrar, porque vai saber que eu terei mudado, que foi realmente um acidente, que foi cruel de você até ter lembrado do que eu disse numa briga de infância. Só que vai ser verdade. Vou me safar, e ele vai morrer, e você não vai fazer nada, nadinha.
O Duda já tinha me emprestado esse livro mesmo antes de ele ganhar nas indicações do clube do livro e eu o devorei no final do ano passado porque queria conhecer a história antes de assistir o filme.


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5 de fevereiro de 2013

Desafio Literário 2012: Fevereiro - Livros que nos Façam Rir || O Noivo da Princesa

Ouçam. (Adultos, por favor, pulem este parágrafo.) Não quero afirmar que este seja um livro trágico. Eu já lhes disse na primeira frase que ele é o meu favorito. Mas a partir de agora muitas coisas ruins estão para acontecer.
Vim redescobrir essa história acho que uns dois anos atrás. Eu lembrava vagamente de ter visto o filme em alguma sessão da tarde quando algum conhecido comentou, fui atrás do DVD, revi, descobri que era um livro e surtei atrás dele – até encontrá-lo lindo e maravilhoso em um sebo, só esperando por mim.


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5 de outubro de 2011

J. R. R. Tolkien – Parte V: O Senhor da Fantasia

O sinal de uma boa história de fadas, do tipo mais elevado ou mais completo, é que, não importa quão desvairados sejam seus eventos, quão fantásticas ou terríveis as aventuras, ela pode proporcionar à criança ou ao adulto que a escuta, quando chega a “virada”, uma suspensão de fôlego, um batimento e ânimo no coração, próximos às lágrimas (ou de fato acompanhados por elas), tão penetrantes como aqueles dados por qualquer forma de arte literária, e com uma qualidade peculiar.

J. R. R. Tolkien – Sobre Histórias de Fadas
Já resenhei aqui no coruja alguns dos livros de Tolkien fora do ciclo da Terra-Média: O Cartas do Pai Natal, com as correspondências e ilustrações que Tolkien enviou para seus filhos pela época das festas natalinas; Tales from the Perilous Realms, que compreende os contos Roverandom, Mestre Gil de Ham, O Ferreiro de Wotton Major, A Folha de Niggle, bem como a série de poemas que compõem As Aventuras de Tom Bombadil e o ensaio Sobre Histórias de Fadas.


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26 de setembro de 2011

J. R. R. Tolkien – Parte IV: A Guerra do Anel (A Terceira Era)

Numa toca no chão vivia um hobbit. Não uma toca desagradável, suja e úmida, cheia de restos de minhocas e com cheiro de lodo, tampouco uma toca seca, vazia e arenosa, sem nada em que sentar ou o que comer: era a toca de um hobbit, e isso quer dizer conforto.

J. R. R. Tolkien - O Hobbit
Com o fim da Segunda Era, Sauron retorna à Terra-média – e, de agora em diante, sem poder mais aparecer com uma aparência agradável, como aquela que conquistou os elfos antes de sua partida para Númenor. Agora não há mais subterfúgios e ele declara abertamente guerra a todos os reinos livres.


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19 de setembro de 2011

J. R. R. Tolkien – Parte III: Os Seguidores (A Segunda Era)

Então, os edain partiram a navegar nas águas profundas, seguindo a Estrela. E os Valar deixaram o mar em calma por muitos dias, mandaram Sol e um vento propício, de modo que as águas cintilavam diante dos olhos dos edain como um vidro ondulante, e a espuma voava como neve diante da proa de suas embarcações. Contudo, tão intenso era o brilho de Rothinzil, que mesmo pela manhã os homens conseguiam vê-la refulgindo no oeste; e, na noite sem nuvens, ela brilhava sozinha, pois nenhuma outra estrela conseguia se equiparar a ela. E, tendo fixado o rumo em sua direção, os edain finalmente transpuseram as léguas do mar e avistaram ao longe a terra que estava preparada para eles, Andor, a Terra da Dádiva, a cintilar numa névoa dourada. Aproximaram-se, então, saindo do mar para encontrar uma terra bela e produtiva, e se alegraram. E chamaram essa terra de Elenna, que significa Na Direção da Estrela; mas também Anadûnê, que significa Ponente, Númenorë no idioma alto-eldarin.

Foi esse o princípio daquele povo que na fala dos elfos-cinzentos é chamado de dúnedain: os númenorianos, reis entre os homens. Entretanto, eles não escaparam desse modo do destino da morte que Ilúvatar havia estabelecido para toda a humanidade, e ainda eram mortais, embora atingissem idade avançada e não conhecessem nenhuma enfermidade até o momento em que a sombra caísse sobre eles. Por conseguinte tornaram-se sábios e ilustres; e sob todos os aspectos eram mais semelhantes aos Primogênitos do que qualquer outra linhagem dos homens. E eram altos, mais altos do que os mais altos dos filhos da Terra-média. E a luz de seus olhos era como a das estrelas brilhantes. Contudo, era muito devagar que seu número aumentava na Terra, pois, embora lhes nascessem filhos e filhas, mais belos do que os pais, mesmo assim era pequena sua prole.


J. R. R. Tolkien - O Silmarillion
Com a derrota de Morgoth, os Valar perdoaram os elfos que tinham partido com Fëanor para a Terra-média, permitindo que eles retornassem para o Oeste – não para Valinor, contudo, mas para uma ilha de onde podiam enxergá-la: Eressëa, a Ilha Solitária.


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12 de setembro de 2011

J. R. R. Tolkien – Parte II: Os Primogênitos (A Primeira Era)

- Belo será o final – exclamou Fëanor -, embora a estrada seja longa e difícil! Digam adeus à servidão! Mas digam também adeus ao conforto! Digam adeus aos fracos! Digam adeus a seus tesouros! Faremos tesouros ainda maiores. Não carreguem peso na viagem; mas tragam suas espadas! Pois iremos muito mais longe do que Oromë, e resistiremos mais do que Tulkas.

Nunca desistiremos da perseguição. No encalço de Morgoth até os confins da Terra! Guerra terá ele, e um ódio eterno. Porém, quando tivermos vencido e reconquistado as Silmarils, nós, e somente nós, seremos os donos da Luz impoluta, senhores da felicidade e da beleza de Arda.

Nenhuma outra raça nos derrubará!

Nesse momento, Fëanor fez um juramento terrível. Seus sete filhos colocaram-se imediatamente a seu lado e fizeram juntos o mesmo voto, e vermelhas como sangue brilharam suas espadas desembainhadas à luz dos archotes. Fizeram um voto que ninguém deveria quebrar, e que ninguém deveria fazer, nem mesmo em nome de Ilúvatar, conclamando as Trevas Eternas a caírem sobre eles se não o cumprissem. E como testemunhas nomearam Manwë, Varda e a montanha abençoada de Taniquetil, jurando perseguir até o fim do Mundo com vingança e ódio qualquer Vala, demônio, elfo ou homem ainda não nascido, ou qualquer criatura, grande ou pequena, boa ou má, que o tempo fizesse surgir até o final dos tempos, quem quer que segurasse, tomasse ou guardasse uma Silmaril, impedindo que eles dela se apoderassem.


J. R. R. Tolkien - O Silmarillion
O Silmarillion é, talvez, a obra mais complicada de Tolkien. Sua linguagem é fortemente erudita, mais poética que O Hobbit e O Senhor dos Anéis; enquanto seus temas, que oscilam entre política e religião, são tratados de forma mais grandiosa e sombria, em histórias onde abundam traições, desconfiança e tragédia, mas também paixão, lealdade e coragem sem iguais.


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5 de setembro de 2011

J. R. R. Tolkien – Parte I: O Ourives do Anel

“Em ordem de tempo, crescimento e composição, esse material começou comigo – embora eu não creia que isso seja de muito interesse a alguém além de mim mesmo. Quero dizer, não me recordo de uma época na qual eu não o estivesse construindo. Muitas crianças inventam, ou começam a inventar, idiomas imaginários. Tenho feito isso desde que aprendi a escrever.

(...)

Porém, tive uma paixão igualmente básica
ab initio pelos mitos (não alegorias!) e pelos contos de fadas e, acima de tudo, pelas lendas heróicas no limiar dos contos de fadas e da história, de que há tão pouco no mundo (acessível a mim) para meu apetite. Eu era um estudante universitário antes que a reflexão e a experiência revelassem-me que esses não eram interesses divergentes – pólos opostos de ciência e romance -, mas integralmente relacionados.”


131 Para Milton Waldman, 1951
Dez anos atrás, eu estava completando quinze anos, e meu pai veio conversar comigo sobre que presente de aniversário eu queria. Ele andara conversando com a mãe e queria me dar um anel. A única questão é que eu estava interessada em outro tipo de anel; estava previsto para o final daquele ano o lançamento de A Sociedade do Anel, e depois de engolir todas as informações possíveis sobre o filme e sobre o livro em que ele era inspirado, tudo o que eu mais queria da vida era pôr minhas mãos na trilogia de Tolkien, “o livro mais lido depois da Bíblia” – ou, pelo menos, essa era a informação na época (mas acho que essa era uma pesquisa feita especificamente na Inglaterra e não em todo mundo).


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12 de agosto de 2011

Top 100 livros de fantasia e ficção científica

O site americano NPR organizou essa ano uma votação, com indicações dos leitores, dos cem maiores livros de fantasia e ficção fantástica já escritos. Mais de cinco mil pessoas participaram das indicações, e sessenta mil (incluindo eu mesma, hehehe...) votaram.

Ontem saiu o resultado final, que mistura clássicos e contemporâneos e é extremamente eclética. Traduzi a lista para vocês enquanto observava quais livros já tinha lido ou estavam na minha lista de livros para ler.


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25 de julho de 2011

Clube do Livro (Julho) - 20.000 Léguas Submarinas


- Desça, desça com os seus companheiros!

- Vai atacar aquele navio, capitão?

- Vou afundá-lo!

- O senhor não fará tal coisa!

- Farei - respondeu-me friamente. - Não se arrogue o direito de me julgar, professor! A fatalidade lhe mostra o que não deveria ver. Fui atacado e minha resposta será terrível. Agora desçam!

- Que navio é aquele? - insisti.

- Se não sabe, tanto melhor. Pelo menos a sua nacionalidade continuará a ser um segredo para vocês. Desçam! - gritou irado.

Não pudemos fazer nada mais do que obedecê-lo. Mas antes de deixar a plataforma eu ainda fiz um gesto de quem ia falar. Ele me impôs silêncio e usou mais uma vez da palavra.

- Eu sou o direito, eu sou a justiça! Sou o oprimido e ali está o opressor! Foi por causa dele que vi morrer tudo que eu amava e venerava: pátria, mulher, filhos, pai e mãe! Tudo o que odeio está ali. Cale-se e desça!

Jules Verne foi um dos heróis da minha infância. Eu era profundamente fascinada por seus livros e até hoje posso incluí-lo em minha lista de favoritos – seus livros envelhecem bem conosco, podendo ser lidos e relidos com a mesma excitação, o mesmo encanto da primeira vez.


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7 de março de 2011

Desafio Literário 2011: Março - Romance Épico || Guerra dos Tronos

The cold is returning to Winterfell, where summers can last decades and winters a lifetime. A time of conflict has arisen in the Stark family, as they are pulled from the safety of their home into a whirlpool of tragedy, betrayal, assassination, plots and counterplots. Each decision and action carries with it the potential for conflict as several prominent families, comprised of lords, ladies, soldiers, sorcerers, assassins and bastards, are pulled together in the most deadly game of all--the game of thrones.
O que é um épico? Essa é uma boa pergunta para começarmos os trabalhos do mês. Sem ‘colar’ do dicionário, respondam rápido: o que significa, para vocês, a expressão épico?


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21 de maio de 2009

Para ler: Jonathan Strange & Mr. Norrell

“Estendi a minha mão, o sangue dos meus inimigos se congelou nas veias;
Estendi a minha mão; pensamento e memória saíram voando da cabeça dos inimigos como um bando de estorninhos;
Os inimigos se encolheram como sacos vazios

Fui até eles saído da névoa e da chuva;
Fui até eles em sonhos à meia-noite;
Fui até eles num bando de corvos que enchiam um céu do norte na aurora;
Quando se acharam seguros, fui até eles com um grito que quebrou o silêncio de uma floresta invernal...

(...)

Dois magos surgirão na Inglaterra...
O primeiro irá me temer; o segundo desejará me ver;
O primeiro será mandado por ladrões e assassinos; o segundo conspirará para a sua própria destruição;
O primeiro enterrará o próprio coração numa escura floresta sob a neve e, ainda assim, sentirá a própria dor;
O segundo verá o seu mais caro bem na mão do inimigo...
O primeiro passará a vida sozinho, será seu próprio carcereiro;
O segundo seguirá por estradas solitárias, a tempestade sobre sua cabeça, em busca de uma torre escura no alto de uma encosta...”
A Inglaterra parece ser, por excelência, a terra da literatura de ficção fantástica - Tolkien, Lewis, Gaiman, Pratchett, Rowling, para ficar só em alguns dos nomes mais conhecidos, são todos ingleses (ou deviam à Inglaterra suas raízes, como Tolkien, que nasceu na África do Sul, de pais ingleses).


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Livros, viagens, filosofia de botequim e causos da carochinha: o Coruja em Teto de Zinco Quente foi criado para ser um depósito de ideias, opiniões, debates e resmungos sobre a vida, o universo e tudo o mais. Para saber mais, clique aqui.

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