25 de dezembro de 2010

Três livros e um filme para saborear no Natal

E então, é Natal. Depois de se empanturrar com a ceia, trocar presentes e cantar músicas natalinas desafinadamente quase enlouquecendo as pessoas ao seu redor, é dia de relaxar, descansar, digerir.

Digestão é uma parte muito importante do Natal.


Bem, nas minhas tradições natalinas, depois de todo o corre-corre que antecede o grande dia e mais a farra da véspera, eu costumo ficar em casa, com as pernas para o ar, cochilando enquanto assisto alguma coisa na TV ou lendo de forma quase preguiçosa (até que o sono me vença e eu largue o livro para voltar a hibernar).

Para quem gosta de fazer o mesmo, lá vão algumas dicas!




Fazia tempo que eu estava querendo ler as Cartas do Pai Natal; cartas que Tolkien escreveu ao longo de mais de uma década para os filhos, onde Pai Noel conta como vão as coisas no Pólo Norte, as últimas confusões que o Urso Polar causou, os terríveis combates com os gnomos.

É um pequeno vislumbre na intimidade desse que é um dos meus autores favoritos. É engraçado, é terno, é maravilhoso. Em detalhes como os mostrados por este livro, reconstruímos a imagem da pessoa por trás do autor - e essa é uma imagem que nos deixa curiosos para saber mais, e mais, e mais; e passamos a admirar o homem e não apenas o criador da Terra-Média.

E as ilustrações, o humor por trás de cada observação - mesmo nos anos de guerra, quando Tolkien escrevia para a filha caçula desculpando-se por não poder preencher a meia com tudo o que ela queria, pois era necessário cuidar do resto do mundo - tudo isso faz você terminar o livro com um sorriso e os olhos quase marejados.




Depois de termos lido O Natal de Poirot para o Clube do Livro, tirei da estante os contos de A Aventura do Pudim de Natal.

Para todos aqueles que gostam de temperar seu natal com um pouco mais de mistério e algumas risadas às custas da vaidade de Poirot (a toalete do bigode foi ótima!) e talvez um morto de sobremesa.

Ou um rubi valioso e capaz de causar um escândalo internacional dentro do pudim...




Clássicos são clássicos, você não precisa de nenhum outro motivo para lê-los além do fato de que são... bem, clássicos. E este livro do Dickens é uma leitura praticamente obrigatória para o período natalino - para nos lembrar do que se trata essa época no final das contas.

Não apenas isso - é um livro gostoso de ler, de leitura simples e rápida. É o tipo de história que fica na sua cabeça para sempre, que acaba por gerar substantivos e adjetivos (nunca ouviram a expressão "ele é um verdadeiro Scrooge?").




Entra ano, sai ano, e no final das contas, eu sempre assisto esse filme por esse tempo. Não consigo me decidir se O Estranho Mundo de Jack deve ser assistido no Halloween ou no Natal - na dúvida, acabo assistindo nas duas ocasiões e nunca me canso.

Aliás, estou escrevendo esse post ouvindo a trilha sonora do filme. Recomendado. Recomendadíssimo!

Eu poderia citar outras recomendações para a data, incluindo mais Dickens, uma boa dose de Pratchett (Hogfather!) e algumas outras preciosidades perdidas pelas estantes aqui em casa... Mas vou deixar para fazer isso ano que vem - afinal, tenho que deixar alguma coisa para o ano seguinte, não é verdade.

Então, divirtam-se, aproveitem seus presentes, confraternizem-se, abracem a pessoa mais próxima de vocês nesse instante. Eu já fiz tudo isso hoje, por isso, estou indo para a sala, como já disse antes, colocar as pernas para cima e colocar Jack para rodar.

FELIZ NATAL! HO-HO-HO!


A Coruja


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Um comentário:

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