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23 de dezembro de 2022
O Resumo da Ópera: preparem as cortinas!

Fim do ano chegou e também aquela última rodada de resenhas em que faço um apanhado das leituras do semestre que não ganharam análises mais longas, mas sobre os quais ainda quero falar.
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7 de novembro de 2022
Presença de Antígona: o poder subversivo dos mitos antigos

Antígona foi encenada pela primeira vez em Atenas, em (supõe-se) 442 a.C. Hoje é encenada no mundo inteiro. Desde 2016 tem sido apresentada, com outro enfoque, em Ferguson, no Missouri, e em Nova York. Antigone in Ferguson foi criada por Bryan Doerries depois do assassinato de Michael Brown Jr, rapaz de dezoito anos, por um policial, em 2014. É a leitura de uma adaptação da peça de Sófocles seguida por uma discussão com integrantes da comunidade, policiais e ativistas, sobre raça e justiça social.
Por que não se limitar a escrever uma peça sobre a morte de Michael Brown? Por que recorrer a Antígona para refletir sobre essa tragédia? Parte da resposta deve ser que o mito nos permite investigar situações extremas sem cair na deselegância de dramatizar detalhes específicos da morte de um jovem. E por isso os gregos antigos tomavam a mitologia como material para as tragédias. Peças encenadas sobre eventos contemporâneos causavam muito sofrimento a quem assistia. Os mitos gregos abordam também temas difíceis, sobre abusos de poder e fraquezas humanas. A possibilidade de explorar questões como, por exemplo, o que torna boa uma liderança ou como resistir ao Estado fascista permite projetar diretamente esses temas em eventos particulares locais.
Esse livro me conquistou de cara pelo título e subtítulo - sério, adoro quando se fala no clássico subvertendo expectativas. É um volume curtinho, de leitura bem rápida e fluida, que costura referências modernas com mitologia, exploradas especialmente de um ponto de vista feminista.
20 de maio de 2022
Lendo Perigosamente: o poder subversivo da literatura em tempos difíceis

"Como lidamos com sentimentos de frustração e raiva diante do absolutismo? Como confrontamos as mentiras e as substituímos pela verdade? Como resistimos à injustiça e evitamos ficar paralisados por fantasias de vingança? Como nos tornamos justos para com aqueles que foram injustos conosco? Como lidamos com nosso inimigo sem nos tornarmos como ele ou nos rendermos a ele?
Recorro à ficção porque responder a essas perguntas e lidar com nossos adversários requer, antes de tudo, compreensão, e para isso precisamos do poder imaginativo que a ficção cultiva. Na ficção, como na vida real, o enredo avança e o personagem se desenvolve por meio de oposição e conflito. A oposição pessoal, política ou literária sempre pode encontrar uma forma. E estou interessada aqui em explorar os diferentes formatos e moldes de oposição literária e real que podem levar a uma mudança de perspectiva. Porque a mudança é difícil de efetuar, e as diferenças muitas vezes parecem intransponíveis, e a literatura nos ensina como somos compelidos a agir de certas maneiras, levando-nos a perguntar “Como podemos mudar o mundo?” seguido por "Como podemos mudar a nós mesmos?""
Na newsletter mensal que recebo do Goodreads sou informada dos lançamentos de autores que já li e registrei no sistema. Foi assim que descobri que descobri Read Dangerously, da Azar Nafisi - que eu conhecera pelo excelente Lendo Lolita em Teerã (e bem merecia uma reedição).
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5 de maio de 2022
Ghostland: em busca de um país assombrado

"Não é a casa que está assombrada. Sou eu. E eu quero ser; tenho de ser. Porque se eu desistir deles – se eu parar de olhar para trás – tudo o que já aconteceu conosco deixará de existir."
Bati o olho nesse livro em alguma lista do Goodreads e o título imediatamente me chamou a atenção. Da sinopse, fiquei com a impressão de que seria algo como The Lore of the Land ou Lugares Mágicos: os escritores e suas cidades - uma espécie de guia de viagem temático em que as recomendações de lugares a visitar passaria pela topografia de vários contos clássicos do gótico inglês.
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14 de abril de 2022
O que você precisa saber sobre Shakespeare antes que o mundo acabe

Em meio à pandemia de Covid-19 que assolou o mundo em 2020, Fernanda Medeiros e Liana de Camargo Leão lançaram a seguinte pergunta a atores, diretores, escritores, críticos e professores de várias partes do Brasil e do mundo: o que você precisa saber sobre Shakespeare antes que o mundo acabe? A proposta era que os convidados tentassem, da maneira mais verdadeira possível, responder a essa provocação e que o fizessem rápido, na urgência do momento, para que o livro ficasse impregnado da pressão de uma vivência inédita. As contribuições foram chegando, somando as 57 “falas” que aqui estão. Há Shakespeares diversos ― locais e universais; de uma única peça ou de um único personagem; mais ou menos feministas; trágicos e cômicos; renascentistas e contemporâneos; ingleses e cosmopolitas. E há estilos diversos também. Dos textos curtíssimos aos ensaios mais longos; dos depoimentos orais às pequenas coleções de pistas. O resultado é uma obra brilhante, que sem dúvida viverá para muito além desta pandemia.
Tão logo vi o anúncio dessa publicação, fiquei ansiosa para deitar as mãos nela - mas também um pouco receosa, perguntando-me se o calhamaço (são mais de 500 páginas) seria mais voltado a uma crítica acadêmica, menos acessível ao leigo ou se seria apenas um resumo de cada obra com algum contexto histórico jogado pelo meio. Tenho alguns excelentes volumes de reflexões sobre o bardo (Mil Vezes mais Justo me vem à mente), mas também já me deparei com alguns cuja secura técnica serviu-me de remédio para insônia.
28 de dezembro de 2020
O Resumo da Ópera - Uma Salada de Títulos

Chegamos ao fim do ano e, com ele, está na hora de fazer o resumão de leituras do semestre - resenhas mais curtas e direto ao ponto (será?), passeando por vários gêneros, afinal, nada melhor do que um resumão bem eclético, não é mesmo?
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16 de julho de 2020
Os Livros e os Dias: o diário de leituras de Alberto Manguel

A leitura é uma conversa. Os lunáticos respondem a diálogos imaginários que ouvem ecoar em algum lugar de suas mentes; os leitores respondem a um diálogo similar provocado silenciosamente por palavras escritas numa página. Em geral a resposta do leitor não é registrada, mas em muitos momentos ele sentirá a necessidade de pegar um lápis e escrever as respostas nas margens de um texto. Esse comentário, essa glosa, essa sombra que às vezes acompanha nossos livros favoritos, estende e transporta o texto para o interior de um outro tempo e de uma outra experiência; empresta realidade à ilusão de que um livro fala a nós (seus leitores) e nos faz viver.
Entra ano, sai ano e penso comigo mesma em me dedicar a releituras de antigos favoritos e ver como eles envelheceram no meu gosto. Invariavelmente adio tal projeto, pois ainda tenho vários títulos não lidos à espera na estante e me sinto culpada em não dar prioridade a eles. A não ser que haja necessidade real - será um livro que vou debater no clube do livro, preciso dele para uma pesquisa, ou ainda, comprei uma edição ou tradução nova -, fico tentando me controlar toda vez que passo pela estante no corredor e meu olho cai em algum desses candidatos a releitura.
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21 de maio de 2020
Shakespeare in a Divided America: o que suas peças têm a nos dizer sobre nosso passado e futuro

"Nas peças históricas e tragédias que Lincoln achava tão atraentes, Shakespeare coloca seus protagonistas, a maior parte deles líderes, sob pressão insuportável. Entre os momentos mais poderosos dessas peças estão os discursos em que personagens confrontam dilemas morais e dão voz à culpa e o sofrimento que os esmagam. Que esses personagens sejam frequentemente malignos - Ricardo III, Macbeth, Claudius - pouco importava a Lincoln; o que lhe interessava era seu grau de autoconsciência, o quanto eles compreendiam das difíceis decisões com que eram confrontados."
Esse livro me apareceu numa das últimas listas de recomendação que o Goodreads envia, baseado no fato de que já li e avaliei positivamente outros livros do autor. O tema - a ideia de Shakespeare usado no debate político americano - chamou-me bastante a atenção, e como andei assistindo várias peças do bardo nas últimas semanas, decidi passá-lo à frente da lista e começá-lo logo. É um volume relativamente curto (pouco mais de 300 páginas), e o assunto é bem complexo; mas a prosa de Shapiro é estimulante, provocativa e a leitura acabou passando muito mais rápido do que eu previra.
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14 de maio de 2020
'Somos filhos de espíritos de tinta e papel': os Monstros Fabulosos de Alberto Manguel

Como meu pai era diplomata, passei minha infância viajando de um lugar para outro. Os quartos em que eu dormia, as palavras ditas do lado de fora, as paisagens ao meu redor mudavam constantemente. Apenas minha pequena biblioteca permaneceu a mesma, e lembro-me do intenso alívio que senti quando, novamente reclinado em uma cama desconhecida, abri meus livros e, na página esperada, havia a mesma história antiga e a mesma ilustração antiga. "Lar" era um lugar nas histórias, tanto no objeto físico que eu segurava nas mãos quanto nas palavras impressas.
Desde o primeiro livro que li de Alberto Manguel, encantei-me com seu estilo: a mistura de pessoal e acadêmico, da forma como suas memórias se misturam com as análises certeiras, por vezes surpreendentes. Confesso que os romances dele não me interessam tanto, mas não consigo resisti-lo como ensaísta - seus trabalhos como crítico e estudioso da literatura estão entre meus favoritos no gênero. Assim é que eu não tinha como resistir a Fabulous Monsters, especialmente com um título tão curioso como esse.
22 de outubro de 2019
Monster, She Wrote - As Mulheres que Foram Pioneiras no Horror e na Ficção Especulativa

Por que mulheres são ótimas em escrever ficção de horror? Talvez porque o horror seja um gênero transgressor. Ele força os leitores a lugares desconfortáveis, onde não estamos acostumados a pisar, e a confrontar o que naturalmente queremos evitar.
E mulheres são acusadas de serem transgressoras o tempo todo - ou, pelo menos, elas estão acostumadas a pisar fora das fronteiras cuidadosamente desenhadas que a sociedade colocou para elas. É dito às mulheres o que fazer e quem elas podem ser. Elas são ensinadas a serem dóceis, a cuidar das crianças, a ficar em seu lugar. Elas são empurradas para as margens da sociedade, onde é esperado que elas fiquem de boca fechada e cabeça abaixada. A marginalização feminina pode ter sido mais escancarada no passado, quando elas não podiam votar ou possuir bens ou trabalhar fora de casa, mas acontece ainda hoje. Mulheres ainda são instruídas a serem boas meninas.
Em qualquer era, elas se acostumaram a entrar em lugares desconhecidos, incluindo território do qual foi dito que elas não deveriam entrar. Quando escrever é um ato fora dos seus limites, contar sua própria história se torna uma forma de rebelião e de tomar de volta o poder.
Descobri esse livro na newsletter do Goodreads, entre os lançamentos do mês passado. Título, capa, sinopse; tudo conspirou para me chamar a atenção e embalada pelo espírito do All Hallow’s Read, providenciei o e-book e comecei a lê-lo quase de imediato. Não tinha terminado nem a primeira parte do livro ainda e cheguei à conclusão de que esse era um livro que eu precisava ter físico: o projeto gráfico é primoroso, lúdico, um daqueles volumes que faz gosto possuir. Para além da leitora, meu lado colecionadora foi fisgado ali.
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21 de agosto de 2019
O Resumo da Ópera - Pilhas de Livros para Todos os Lados

Semestre passado foi bem complicado e contraditório. Do tipo, parece que passou a galope e ao mesmo tempo durou dez anos inteiros, com dias em que tudo o que queria era sumir do mapa e dizer adeus à humanidade.
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9 de agosto de 2019
Uma introdução à crítica: A Arte da Ficção

Quando um romance começa? A pergunta é quase tão difícil de responder quanto dizer com precisão em que momento o embrião humano se torna uma pessoa. É raro um novo romance começar com as primeiras palavras escritas ou datilografadas. A maioria dos escritores faz algum trabalho preliminar, ainda que apenas de cabeça. Muitos se preparam com todo o cuidado por semanas ou meses, fazendo esquemas da trama, compilando CVs para os personagens, enchendo cadernos de ideias, cenários, situações e piadas a serem usados durante a composição. Cada autor tem seu jeito próprio de trabalhar.
Não consigo me lembrar exatamente o motivo pelo qual esse livro me chamou a atenção - talvez tenha sido só pelo título, ou por indicação em alguma lista. Seja como for, ele estava há tempos na lista de desejados, até que aproveitei uma daquelas promoções de desconto progressivo para enfiá-lo no meio das compras. Comecei a ler praticamente no momento em que o tirei da caixa e terminei no dia seguinte, mal conseguindo largá-lo para ir dormir.
15 de maio de 2019
Dez Anos em Dez Ensaios - Biblioteca Corujesca de Crítica Literária

Um tempo atrás, comentei em algum lugar o quanto gostava de livros de crítica literária, e recebi pedidos de falar sobre o assunto. Anotei na minha caderneta de pautas, mas deixei a ideia passar no meio de outras questões. Tempos depois, conversando com a Fernanda, do blog The Bookworm Scientist, comentei sobre o tanto que estava lendo de livros que falavam sobre livros e sobre o processo de escrever outros livros (não fiquem confusos!). Ela, então, disse algo como “você bem que podia escrever um resumo dessa biblioteca para dar uma ideia do que existe por aí”.
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28 de agosto de 2018
A Arte do Romance: Dois Livros, um só Título

Resenha de hoje é dupla, de dois livros tão parecidos que poderiam ser irmãos: ambos são coletâneas de ensaios sobre a literatura, foram escritos por autores de renome por seus trabalhos com ficção, e têm o mesmo título! Provavelmente, se quisesse pesquisar, encontraria até mais volumes com todas essas características, porque ‘a arte do romance’ é realmente um título muito óbvio para um livro de crítica literária, mas comprei esses dois juntos e li um seguido do outro mês passado, então vamos nos ater a eles. Começando cronologicamente!
16 de agosto de 2018
Uma aula de anatomia literária: Como Funciona a Ficção

A casa da ficção tem muitas janelas, mas só duas ou três portas. Posso contar uma história na primeira ou na terceira pessoa, e talvez na segunda pessoa do singular e na primeira do plural, mesmo sendo raríssimos os exemplos de casos que deram certo. E é só. Qualquer outra coisa não vai se parecer muito com uma narração, e pode estar mais perto da poesia ou do poema em prosa.
Não sei como foi que descobri esse título, mas desconfio que foi por indicação em algum outro título sobre crítica literária que li ou talvez numa daquelas listas de melhores livros sobre determinado assunto... Seja como for, ele entrou na minha lista de desejos, só que numa época em que ele estava fora de catálogo, por conta do fim da Cosac Naif. Era possível encontrá-lo em sebos, mas por preços exorbitantes; e eu não me empolgara tanto assim a ponto de ir atrás de uma edição em inglês. E aí, visitando a Bienal do Livro em São Paulo, descobri que Como Funciona a Ficção fora relançado pela SESI-SP. Não tive dúvidas em imediatamente colocar o livro debaixo do braço e começar a lê-lo quase imediatamente após chegar no hotel.
14 de julho de 2017
Mil Vezes mais Justo: O que as peças de Shakespeare nos ensinam sobre justiça

Em 'Mil vezes mais justo', Kenji Yoshino volta a atenção para a questão sobre o que compõe uma sociedade equitativa e justa, mergulhando numa fonte surpreendente para encontrar a resposta: as peças mais famosas de Shakespeare. Baseado em releituras criteriosas de Medida por medida, Tito Andrônico, Otelo e outros, discute perguntas fundamentais que fazemos a respeito do mundo atual e elucida algumas das questões mais preocupantes da vida contemporânea.
Nos nove ensaios que compõem Mil Vezes Mais Justo, Kenji Yoshino nos leva a percorrer os julgamentos e as diferentes noções de justiça retratadas pelo bardo: da vingança pessoal em Tito Andrônico ao processo legal de O Mercador de Veneza; do tribunal de Medida por Medida à corte dinamarquesa de Hamlet. Shakespeare entendia da natureza humana como poucos autores, tanto no que ela tem de mais sublime quanto de mais torpe, e por isso se presta tão bem ao debate moral e filosófico; mas também conhecia muito dos meandros da lei e das relações de poder, afinal, ele passou boa parte da vida entrando e saindo de tribunais, fosse como testemunha, querelante ou acusado.
26 de julho de 2016
Para ler: Imaginando Personagens

Byatt é professora e autora de romances premiados - Possessão, considerada sua obra-prima, foi um dos melhores volumes que li esse ano - e Sodré é uma psicanalista brasileira que mora há décadas na Inglaterra.IMAGINANDO PERSONAGENS traz sete conversas sobre as principais representantes femininas da grande literatura. Byatt e Sodré cultivam, aqui, a arte da conversação literária. As autoras mostram, ainda, que na literatura em geral e particularmente no romance, existe uma importante e única forma de aprendizado. Algo intrínseco que exorta os leitores a inseri-lo no seu próprio código de valores, em sua forma de enviar e receber mensagens e trocar idéias.
Escrito em forma de debate, IMAGINANDO PERSONAGENS não se limita ao estudo psicológico das autoras discutidas, mas à apresentação das obras em si, suas personagens, sua evolução, sua estrutura arquetípica e seu efeito nos leitores. O resultado é uma verdadeira aula de como a literatura se apossa dos leitores, os nutre e, muitas vezes, transforma suas vidas.
Juntas, elas exploram com profundidade o universo de algumas das mais importantes escritoras da literatura ocidental - de Jane Austen a Toni Morrison - num diálogo despretensioso, mas nem por isso menos crítico.
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irmãs brontë
Jane Austen
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1 de agosto de 2015
Desafio Corujesco 2015: Livro com Título mais Diferente || A Manobra do Rei dos Elfos

– Cruzes! – disse Goethe quando uma garrafa de borgonha, ainda arrolhada, estourou na sua nuca com tamanha violência que o baque foi sentido em todo o seu corpo.
Descobri esse livro na estante de algum amigo e fiquei curiosa com o título – curiosidade que aumentou quando vi a sinopse e descobri que a história não era o relato de algum lance estratégico do eterno conflito entre Oberon e Titania. Em vez disso, tinha a ver com Goethe, Napoleão, reis perdidos e encontrados, teoria da conspiração crítica literária feita de forma física e, por vezes, com punhos.
Como eu poderia resistir a isso?
23 de agosto de 2014
Para ler: Palavra por Palavra

Quando li The Books They Gave Me, esse título apareceu em vários dos relatos feitos, todos sempre muito elogiosos. Eu não sabia exatamente do que se tratava a história, mas coloquei-a na minha lista de futuras leituras e depois de alguma pesquisa descobri que ele tinha sido traduzido no Brasil e que se tratava de um livro sobre o ofício de escrever.Eu lia mais do que as outras crianças, deleitava-me com livros. Eles eram meu refúgio. Ficava sentada pelos cantos lendo, em transe, perdida nos lugares e nas épocas a que os livros me transportavam. E houve um momento durante o segundo ano do ensino médio em que comecei a acreditar que podia fazer o que os outros escritores estavam fazendo. Passei a acreditar que, com um lápis na mão, talvez fosse capaz de fazer algo mágico acontecer.
Então, escrevi algumas histórias realmente terríveis.
19 de novembro de 2010
Meme Literário: Dia 19 – um livro que mudou a tua cabeça sobre um determinado assunto

Eu creio que esse vá ser, em todo o Meme, o tema mais difícil de responder...
Tenho opiniões muito arraigadas sobre muitas coisas. Em outras palavras, sou uma criatura extremamente teimosa. Para completar, não me satisfaço em pesquisar uma única fonte – se quero saber sobre um determinado assunto, eu vou atrás do maior número de informação que eu possa achar sobre para poder então determinar o que penso.
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