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1 de agosto de 2022
O Infinito em um Junco: a invenção dos livros no mundo antigo

Cresci, mas continuo mantendo uma relação muito narcisista com os livros. Quando um relato me invade, quando sou impregnada por sua chuva de palavras, quando entendo de forma quase dolorosa o que ele conta, quando tenho certeza—íntima, solitária—de que aquele autor mudou minha vida, volto a acreditar que eu, especificamente eu, sou a leitora que esse livro estava procurando. Nunca perguntei se alguém sente algo parecido. No meu caso, tudo remonta ao país da infância, e acho que há um motivo essencial: meu primeiro contato com a literatura foi em forma de leitura em voz alta; em forma de encruzilhada em que confluem todos os tempos—o presente da escrita e o passado da oralidade; de um pequeno teatro com um só espectador, de citação fiel e de prece libertadora. Se alguém lê para você, é porque deseja o seu prazer; trata-se de um ato de amor e um armistício em meio aos embates da vida. Enquanto você escuta a história, com uma atenção sonhadora, o narrador e o livro se fundem numa única presença, numa única voz.
Não tinha ouvido falar desse livro antes dele aparecer em pré-venda, mas assim que bati o olho, a poeticidade do título me chamou a atenção. E o subtítulo também, claro, afinal, se tenho uma fraqueza bem conhecida, são livros que falam de livros. Assim é que coloquei O Infinito em um Junco na minha lista de “fiquei curiosa” e esperei pela oportunidade de folheá-lo e assim determinar seu nível de prioridade de aquisição.
12 de maio de 2022
Reflections: sobre a magia da escrita na pena de Diana Wynne Jones

Escritores de fantasia para crianças têm uma grande responsabilidade: qualquer coisa que escrevam provavelmente terá um efeito profundo nos próximos cinquenta anos. Você pode descobrir o porquê disso se perguntar a dez adultos qual livro eles se lembram melhor de sua infância. Nove deles certamente nomearão uma fantasia. Se você se aprofundar nas questões, descobrirá seus nove adultos admitindo que adquiriram muitas das regras pelas quais vivem neste livro que os impressionou tanto.
Há tempos que eu estava atrás desse livro. Não li tanto da bibliografia de Jones para ter uma opinião formada sobre a autora: bem verdade que O Castelo Animado continua hoje a ser uma das minhas leituras de conforto e, claro, conheço Crestomanci e toda a polêmica em torno de suas semelhanças com a obra da Rowling; mas considerando a quantidade de títulos que essa mulher escreveu (contei mais de cinquenta, fora contos que apareceram em diversas antologias), o que conheço é um pingo no oceano.
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5 de maio de 2022
Ghostland: em busca de um país assombrado

"Não é a casa que está assombrada. Sou eu. E eu quero ser; tenho de ser. Porque se eu desistir deles – se eu parar de olhar para trás – tudo o que já aconteceu conosco deixará de existir."
Bati o olho nesse livro em alguma lista do Goodreads e o título imediatamente me chamou a atenção. Da sinopse, fiquei com a impressão de que seria algo como The Lore of the Land ou Lugares Mágicos: os escritores e suas cidades - uma espécie de guia de viagem temático em que as recomendações de lugares a visitar passaria pela topografia de vários contos clássicos do gótico inglês.
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15 de fevereiro de 2022
The Bookshop Book: uma viagem por livrarias ao redor do mundo
Sempre usamos narrativas como forma de passar a nossa História, como forma de explicar coisas da vida que não entendemos. Nós as usamos para nos fazer sentir conectados a tudo ao nosso redor e para nos ajudar a escapar para outro tempo ou lugar.
As livrarias de todo o mundo estão cheias dessas histórias.
De livreiros itinerantes e livrarias disfarçadas, a barracas desmontáveis e centros comunitários, entrar em uma boa livraria é como entrar em outra zona. Esses lugares são máquinas do tempo, naves espaciais, criadores de histórias, guardiões de segredos. Elas são domadores de dragões, caçadores de sonhos, descobridores de fatos e lugares seguros. Elas estão cheios de infinitas possibilidades e contos que valem a pena levar para casa.
Porque, quer estejamos no meio do deserto ou no coração de uma cidade, no topo de uma montanha ou num trem subterrâneo: ter boas histórias para nos fazer companhia pode significar o mundo inteiro.
Descobri esse livro por causa do Gaiman (típico, eu sei). Bem, na verdade, o Gaiman comentou que tinha lido para o filho The Sister Who Ate Her Brothers and Other Gruesome Tales e, para além da recomendação de um autor que adoro, o título me provocou risos nervosos. Coloquei na lista de desejos, fui à página da autora no Goodreads e acabei dando de cara com uma série de outros títulos que me fisgaram a atenção… incluindo The Bookshop Book.
2 de fevereiro de 2022
O Livro do Conforto: um abraço em palavras
"A linguagem nos dá poder de dar voz à nossa experiência, de restabelecer uma ligação com o mundo e mudar nossa vida e a de outras pessoas. “Não existe agonia maior do que carregar dentro de si uma história não contada”, escreveu Angelou. O silêncio é dor. Mas é uma dor com rota de saída. Quando não podemos falar, podemos escrever. Quando não podemos escrever, podemos ler. Quando não podemos ler, podemos ouvir. As palavras são sementes. A linguagem é um modo de voltar para a vida. E às vezes isso é o mais vital dos consolos de que dispomos."
Indicado como um dos melhores não ficção de 2021 no Goodreads Choice Awards, O Livro do Conforto já me chamou a atenção desde o título. Considerando ainda que não era a primeira vez que Haig concorria (ele venceu melhor ficção em 2020, com A Biblioteca da Meia Noite), fiquei curiosa e fui atrás.
3 de agosto de 2021
Quatro Reflexões sobre o Luto: Lewis, Didion, Macdonald e Adichie

Se há uma certeza na vida, é a morte. É uma verdade inescapável e, nesse último ano e meio, provavelmente tivemos mais consciência que nunca de nossa própria mortalidade e também daqueles que amamos. Com mais de meio milhão de mortos apenas em nosso país, difícil encontrar alguém que não tenha perdido alguém próximo, parente, amigo, conhecido que seja. Através das notícias que nos chegam, vivemos diariamente o luto - um luto individual e também coletivo, um lamento pelas histórias e esperanças que se apagaram antes do tempo, pelos ídolos que se vão, por um senso de segurança que não sabíamos existir e que, agora sabemos, nunca voltará ao que era antes.
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17 de junho de 2021
O Resumo da Ópera - Leituras e Releituras

Chegamos ao meio do ano e, com ele, meu já tradicional balanço de leituras ainda não resenhadas e então brevemente comentadas cá no resumo da ópera. Escrevendo esse post, dei-me conta de como tenho feito releituras nos últimos tempos. Várias das análises que fiz até aqui foram de livros que andei relendo - e tenho outros tantos na fila nessa mesma situação.
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31 de maio de 2021
Conversas sobre o Tempo #02 - Aquele em que começamos com livros perdidos

Dia desses estava procurando por um livro sem conseguir achá-lo. Revirei prateleira por prateleira, escarafunchei por trás das fileiras de volumes, saí remexendo pelas outras estantes da casa e fucei até os locais mais insuspeitos, sem sucesso. Ao final, tive de me dar por vencida e prostrada no chão fiquei, esbaforida, despenteada e no meio de uma crise alérgica, pernas e braços para todos os lados, como uma estrela do mar demente.
27 de maio de 2021
As Bruxas da Noite: A História não Contada do Regimento Aéreo Feminino Russo Durante a Segunda Guerra Mundial

"Toda guerra pode ser contada de duas maneiras [...] Descrevem horror, sangue, imundície, desespero, traição, repulsa, ódio, medo, dor, terror; ou então colocando tudo isso de lado, concentrando a atenção na disciplina, na ordem, nas batalhas, nas conquistas, no método, na tenacidade e, por fim, naturalmente, na vitória. [...] No primeiro caso, quando se conta a guerra com todos os seus horrores, os homens parecem submetidos a um destino maior do que eles, a uma história que os domina e os esmaga, apagando sua voz. No segundo, pelo menos em aparência, são suas ações a determinar a guerra e a conduzir os acontecimentos. Mesmo que não sejam heróis, não tenham papéis de comando e sofram ou morram, sua sorte participa de um destino mais geral que ilumina seu significado e os torna protagonistas da história."
Descobri esse livro na pré-venda da Amazon (estou sempre dando uma espiada lá para descobrir se há novidades que me interessem e assim aumentar a minha já enorme lista de desejos) e me conquistaram capa, título e sinopse. O que posso fazer, se sou fascinada pelo assunto das grandes guerras?
8 de dezembro de 2020
Clanlands: Whisky, Guerras e uma Aventura Escocesa como Nenhuma Outra
"Decidimos que nossa maneira de explorar a História Escocesa seria através dos clãs, focando em um clã por episódio. Eu já tinha meus favoritos, baseado em minha ligeira obsessão com rixas. Existe aqui um ditado: "A Escócia nasceu lutando" e contendas são algo que os clãs das Terras Altas transformaram numa espécie de arte. Os Venezianos têm seu vidro, Persas têm seus tapetes e os Escoceses têm suas rixas."
Outro volume que li por aparecer na lista do Goodreads Choice Awards desse ano (será que devo começar uma tag?), Clanlands é um misto de livro de memórias, relato de viagem e História - especificamente, os episódios mais sangrentos e revolucionários da Escócia - escrito em conjunto por duas das estrelas da série Outlander, inspirada nos livros da Diana Gabaldon (que ficou responsável pela introdução de Clanlands).
16 de julho de 2020
Os Livros e os Dias: o diário de leituras de Alberto Manguel

A leitura é uma conversa. Os lunáticos respondem a diálogos imaginários que ouvem ecoar em algum lugar de suas mentes; os leitores respondem a um diálogo similar provocado silenciosamente por palavras escritas numa página. Em geral a resposta do leitor não é registrada, mas em muitos momentos ele sentirá a necessidade de pegar um lápis e escrever as respostas nas margens de um texto. Esse comentário, essa glosa, essa sombra que às vezes acompanha nossos livros favoritos, estende e transporta o texto para o interior de um outro tempo e de uma outra experiência; empresta realidade à ilusão de que um livro fala a nós (seus leitores) e nos faz viver.
Entra ano, sai ano e penso comigo mesma em me dedicar a releituras de antigos favoritos e ver como eles envelheceram no meu gosto. Invariavelmente adio tal projeto, pois ainda tenho vários títulos não lidos à espera na estante e me sinto culpada em não dar prioridade a eles. A não ser que haja necessidade real - será um livro que vou debater no clube do livro, preciso dele para uma pesquisa, ou ainda, comprei uma edição ou tradução nova -, fico tentando me controlar toda vez que passo pela estante no corredor e meu olho cai em algum desses candidatos a releitura.
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20 de fevereiro de 2020
A Vertigem das Listas: Dez Sobremesas que Ficaram na Memória

Lulu: Comer - e comer bem, algo bem preparado, gostoso, suculento e repleto de sabor - é um negócio muito bom. Minha excelentíssima dona vó costuma dizer que a gente só leva da vida o que come. Do meu ponto de vista, comer pode ser mais do que algo que fazemos no automático, obrigatório para nossa sobrevivência: é uma experiência.
Quando pensei em fazer um vertigem sobre sobremesas, minha ideia foi que as sobremesas mais gostosas, aquelas de que me lembro com mais água na boca, não foram simplesmente coisas muito gostosas de comer, mas estão ligadas a memórias especiais - de lugares ou de pessoas. E é meio isso que quero dizer como ‘experiência’ - elas são inesquecíveis porque fizeram parte de algo maior e sempre que as experimento de novo, sou transportada para o momento.
8 de outubro de 2019
Dez Anos em Dez Ensaios - Um Atlas Particular de Lugares (não tão) Imaginários

Num dos ensaios do livro Confissões de um Jovem Romancista, Umberto Eco observa como certos personagens da ficção se tornam tão verídicos para seus leitores que passamos a buscar por eles em lugares reais. São o que ele chama de ‘personagens flutuantes’, conhecidos mesmo de quem nunca pegou o livro de onde eles se originaram. É esse efeito que levou centenas de pessoas a escreverem para Conan Doyle, chamando-o de carniceiro pela morte de Sherlock Holmes (mesmo antes disso, eram aqueles que escreviam para Doyle acreditando que ele poderia encaminhar suas correspondências para o bom doutor Watson); e que deu origem ao Bloomsday, a celebração da jornada de Leopold Bloom, o protagonista do Ulisses de James Joyce.
4 de maio de 2019
Aniversário do Coruja! Uma Década Voando por Aí...

Lulu: Há dez anos, eu estava numa aula de filosofia do direito, observando meu professor divagar com o olhar fixo na parede do fundo da sala. Era uma das poucas aulas que eu tinha à noite e não posso dizer que estava completamente acordada - quem me conhece sabe que sou daquelas que funciona melhor com luz do dia, acostumada a acordar e dormir cedo.
Ísis: O completo oposto de mim, que trabalho/funciono/respiro/existo melhor à noite.
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13 de julho de 2017
Conversas sobre o Tempo: Uma História (Sentimental) da Leitura

Dia desses estava passeando na livraria e me deparei com a nova edição do Manual do Escoteiro Mirim, o que me precipitou numa viagem às minhas memórias de infância: a Biblioteca do Escoteiro Mirim, junto com a coleção do Sítio do Pica Pau Amarelo são os primeiros livros que me lembro lendo, que tiveram um enorme impacto no meu desenvolvimento como leitora - e como escritora também, especialmente aqui no blog. E isso me fez refletir um pouco em como posso pensar minha história pelos livros que li com o passar dos anos, como meus gostos foram mudando, como passei por diferentes fases com diferentes gêneros literários…
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7 de maio de 2016
Desafio Corujesco 2016 - Um Livro Escrito por uma Mulher || Alucinadamente Feliz

Alucinadamente Feliz primeiro me chamou a atenção pela capa: ele era um dos finalistas do Goodreads Choice Awards de 2015, na categoria não ficção e quando olhei para a alegria daquele guaxinim psicótico, não consegui conter uma risada.Já eu, por outro lado, passei a maior parte da manhã pensando em bons nomes para gatos que ainda não temos. O favorito no momento é "O Presidente". É um nome incrível porque você acaba constantemente dizendo coisas como "O Presidente não tira a bunda do meu teclado", ou "Gosto de dormir com O Presidente, mas porque sempre acordo com a bunda dele na minha cara?"
Pouco depois, uma amiga o leu numa viagem e fez uma propaganda extremamente positiva da história, chamando a atenção apenas para um detalhe: ler em locais públicos provavelmente levaria outras pessoas a acharem você louca, por conta das gargalhadas que volta e meia você estaria soltando.
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4 de maio de 2016
Sete anos de Corujices
Oh, uau… faz já sete anos que estamos por aqui. Sete anos de corujices. Pergunto-me se lá atrás, naquela noite de idéias monumentais, eu previa que as coisas durariam como o fizeram. Que o Coruja cresceria como cresceu. Que eu sairia acumulando companheiros de loucura e amigos queridos que foram sendo trazidos pelo blog.
Acho que não. A verdade é que na noite de 04 de maio em que decidi que ia começar um blog, eu estava simplesmente muito entediada, tentando não dormir enquanto o professor de filosofia ficava interrompendo sua preleção para olhar para a parede no fundo da sala. Se bem que ele talvez tivesse uma certa razão - as paredes eram certamente inspiradoras, afinal, o Coruja nasceu porque eu fiquei olhando para o teto.
4 de setembro de 2014
Desafio Corujesco: Memórias da Segunda Guerra Mundial

Há tempos que eu estava atrás de ler as memórias de Churchill – sempre me interessei pela história da Segunda Guerra e admirava a forma como o ‘buldogue britânico’ tinha se portado ao longo do período. Também me interessava a idéia de um estadista, um Primeiro-Ministro de uma das maiores nações européias tendo tempo para escrever livros que mereceriam prêmios Nobel.Neste momento de crise, espero que me seja perdoado não falar hoje mais extensamente à Câmara. Confio em que os meus amigos, colegas e antigos colegas que são afetados pela reconstrução política se mostrem indulgentes para com a falta de cerimonial com que foi necessário atuar. Direi à Câmara o mesmo, que disse aos que entraram para este Governo: Só tenho para oferecer sangue, sofrimento, lágrimas e suor. Temos perante nós uma dura provação. Temos perante nós muitos e longos meses de luta e sofrimento.
Perguntam-me qual é a nossa política? Dir-lhes-ei; fazer a guerra no mar, na terra e no ar, com todo o nosso poder e com todas as forças que Deus possa dar-nos; fazer guerra a uma monstruosa tirania, que não tem precedente no sombrio e lamentável catálogo dos crimes humanos. -; essa a nossa política.
Perguntam-me qual é o nosso objetivo? Posso responder com uma só palavra: Vitória – vitória a todo o custo, vitória a despeito de todo o terror, vitória por mais longo e difícil que possa ser o caminho que a ela nos conduz; porque sem a vitória não sobreviveremos.
Compreendam bem: não sobreviverá o Império Britânico, não sobreviverá tudo o que o Império Britânico representa, não sobreviverá esse impulso que através dos tempos tem conduzido o homem para mais altos destinos.
Mas assumo a minha tarefa com entusiasmo e fé. Tenho a certeza de que a nossa causa não pode perecer entre os homens. Neste momento, sinto-me com direito a reclamar o auxílio de todos, e digo Unamos as nossas forças e caminhemos juntos.
26 de março de 2013
Clube do Livro (março): Um Livro por Dia

- Sabe, isso é o que eu sempre quis que este lugar fosse – disse. – Eu olho para a Notre-Dame do outro lado e algumas vezes penso que a livraria é um anexo da igreja. Um lugar para as pessoas que não se encaixam lá.
Eu entendi. Nós bebemos nossas cervejas até o sol se pôr e então ficamos mais um pouco sentados. Quando George começou a cabecear de sono, prmeti vê-lo novamente e deixei a livraria.
O livro desse mês do Clube do Livro era um que fazia tempo que eu queria ler – na verdade, queria ter lido no ano passado antes de viajar, mas agora tá valendo também, porque descobri que estarei em Paris de novo esse ano (ISSO!!!), em agosto, de forma que poderei visitar mais uma vez a livraria, dessa vez conhecendo a história por trás dela.
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