16 de novembro de 2010

Meme Literário: Dia 16 – um livro que você gostou e virou filme


Faz é tempo que estou querendo escrever sobre a Diana Wynne Jones – o meme acaba de me dar um incentivo a mais (mas isso não significa que qualquer outro dia desses eu não volte a ele mais extensamente; porque a Diana merece um especial inteiramente dedicado a ela...).

Dos livros dela, o meu ‘mais favorito’ é, sem dúvida alguma, O Castelo Animado e Sophie definitivamente entraria em qualquer lista que eu fizesse das minhas heroínas de todos os tempos.

O engraçado é que fiz o caminho invertido nesse caso... Ok, deixa eu explicar...

Já conhecia a autora por causa da série Os Mundos de Crestomanci, que li nos idos tempos da Nobel, junto da escola – nos dias em que eu tinha aula em período integral, passava meu horário de almoço lendo na livraria Nobel que tinha perto do colégio (e mais de uma vez cheguei atrasada na aula porque não queria largar o livro...).

Então, um belo dia, caiu nas minhas mãos o DVD de O Castelo Animado, do Miyazaki – e, claro, sendo uma grande fã do diretor e de tudo que os estúdios Ghibli já produziram, fui assistir.

Eu ainda não assisti um filme do Miyazaki que não tenha gostado e, à época, este filme se tornou meu favorito.


Demorei ainda um pouco mais para descobrir que o filme tinha se inspirado num livro... e, finalmente, quando descobri quem era a autora do bendito, não tive dúvidas: encomendei o meu.

As histórias no filme e no livro são bem diferentes – especialmente a se considerar a forma dúbia como Miyazaki costuma caracterizar seus vilões, que nunca podem ser considerados de forma estritamente maniqueísta. O essencial, contudo, está lá e em ambas as mídias, é uma história simplesmente deliciosa.

Nós temos como personagem principal a jovem Sophie, que é amaldiçoada pela Bruxa das Terras Desoladas a se transformar numa velha. Ela sai de casa pouco depois – afinal, não há como explicar sua idade para a família e quem sabe não estará ela colocando eles em perigo... – e vai parar no castelo do mago Howl, que todos dizem ser extremamente perigoso, já que ele devora os corações das donzelas.

Lá ela se depara com um demônio do fogo, Calcifer, com quem faz um acordo: ela deve descobrir como desfazer o pacto que o une a Howl e ele a ajudará a quebrar a maldição. No processo, Sophie se transforma na governanta do castelo (que por dentro não é bem um castelo... e é absolutamente IMUNDO), dá uma de mãe para o aprendiz de Howl, lava, passa, cozinha e ainda atura o mago, que, francamente, tem horas que dá vontade de torcer o pescoço.

Pense num cara hedonista, egoísta, covarde... claro que tudo o que Howl realmente precisava era de um motivo e um incentivo para mudar, o que ele fará aos poucos, sob a benéfica (mas nem sempre...) tutela da vovó Sophie.

E no meio ainda tem um príncipe desaparecido, uma porta que dá acesso a outros mundos e um espantalho cheio de vontade própria.

Absolutamente delicioso. Ah, eu vou rever o filme... e depois reler o livro. Ai, meu Deus, como farei para dar tempo de fazer tudo isso???



A Coruja


____________________________________

 

Um comentário:

  1. Peraí, eu tô vendo direito? Howl's Moving Castle, do Miyazaki, é também um LIVRO?!?!

    Tenho que ler o livro e assistir o filme, o mais rápido possível!

    ResponderExcluir

Sobre

Livros, viagens, filosofia de botequim e causos da carochinha: o Coruja em Teto de Zinco Quente foi criado para ser um depósito de ideias, opiniões, debates e resmungos sobre a vida, o universo e tudo o mais.

Cadastre seu email e receba as atualizações do blog

facebook

Arquivo do blog