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20 de maio de 2022
Lendo Perigosamente: o poder subversivo da literatura em tempos difíceis

"Como lidamos com sentimentos de frustração e raiva diante do absolutismo? Como confrontamos as mentiras e as substituímos pela verdade? Como resistimos à injustiça e evitamos ficar paralisados por fantasias de vingança? Como nos tornamos justos para com aqueles que foram injustos conosco? Como lidamos com nosso inimigo sem nos tornarmos como ele ou nos rendermos a ele?
Recorro à ficção porque responder a essas perguntas e lidar com nossos adversários requer, antes de tudo, compreensão, e para isso precisamos do poder imaginativo que a ficção cultiva. Na ficção, como na vida real, o enredo avança e o personagem se desenvolve por meio de oposição e conflito. A oposição pessoal, política ou literária sempre pode encontrar uma forma. E estou interessada aqui em explorar os diferentes formatos e moldes de oposição literária e real que podem levar a uma mudança de perspectiva. Porque a mudança é difícil de efetuar, e as diferenças muitas vezes parecem intransponíveis, e a literatura nos ensina como somos compelidos a agir de certas maneiras, levando-nos a perguntar “Como podemos mudar o mundo?” seguido por "Como podemos mudar a nós mesmos?""
Na newsletter mensal que recebo do Goodreads sou informada dos lançamentos de autores que já li e registrei no sistema. Foi assim que descobri que descobri Read Dangerously, da Azar Nafisi - que eu conhecera pelo excelente Lendo Lolita em Teerã (e bem merecia uma reedição).
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31 de janeiro de 2022
Conversas Sobre o Tempo #10 - Aquele em que fazemos muito barulho por alguma coisa

No conto Ado, da Connie Willis, uma professora de literatura tenta encontrar uma das peças de Shakespeare para ensinar em sua classe. Várias injunções protocoladas por organizações diversas - como a Real Sociedade para a Restauração do Direito Divino dos Reis, a Aliança das Mulheres Furiosas, a Liga Anti-Difamação e os Agentes Funerários Internacionais - proíbem o debate de palavras, falas ou peças inteiras, extirpando tudo o que possa haver de minimamente ofensivo nas histórias até que sobre pouco mais que algumas frases soltas em Hamlet.
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5 de outubro de 2018
Livros são Prejudiciais? Réplica de uma Leitora

O post de hoje começou como resposta a um comentário que recebi questionando se comédias românticas são um tipo de conto de fadas, arrematado com uma referência ao gênero como algo ‘prejudicial’. Minha réplica acabou ficando grande demais para postar lá; mas mesmo que assim não fosse, eu provavelmente usaria o que escrevi como gancho para um post sobre o assunto - porque, no cerne da questão, há uma ideia importante que precisa ser discutida.
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Livros, viagens, filosofia de botequim e causos da carochinha: o Coruja em Teto de Zinco Quente foi criado para ser um depósito de ideias, opiniões, debates e resmungos sobre a vida, o universo e tudo o mais. Para saber mais, clique aqui.



