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1 de dezembro de 2016
Desafio Corujesco 2017 - versão Mistério Randômico

Eu normalmente lanço a ideia do Desafio Corujesco mais cedo, por volta de outubro - até para dar tempo de fazer a lista dos livros a ler e todo mundo se inteirar do projeto... mas esse ano decidi fazer algo um pouco diferente - na verdade, uma parceria com uma amiga querida, a Tábata do blog Randomicidades - e por isso o Desafio tem o subtítulo de Mistério Randômico.
Mas, como diria nosso amigo Jack, o estripador, vamos por partes, não é mesmo?
5 de outubro de 2016
#AllHallowsRead: Vamos falar de Bradbury

Um dos mais celebrados escritores do século XX, Ray Bradbury foi um autor extremamente prolífico, tendo trabalhado com diversos gêneros literários - só entre contos e noveletas, foram mais de 600 histórias, além de romances, peças de teatro, ensaios, poemas e roteiros adaptados. Suas obras mais conhecidas são a distopia Fahrenheit 451, bem como sua coletânea de contos de ficção científica As Crônicas Marcianas, e a fantasia Algo Sinistro Vem Por Aí.
1 de outubro de 2016
#AllHallowsRead: A Mais Maravilhosa Época do Ano (e não, não é o Natal)

Finalmente chegamos em outubro, ‘the most wonderful time of the year’ - e deve existir uma paródia dessa canção em algum lugar, porque, sério, Jack Skellington que me desculpe, mas o Halloween é um feriado ainda mais legal que o Natal (e é um fato comprovado que adoro Natal). Quem reclama e diz que tal data tem nada a ver com Brasil e é puro imperialismo americano esquece que (1) a véspera da noite de todos os santos é um feriado cristão e quer queiram, quer não, somos um país colonizado primariamente por católicos e (2) um dos mais importantes manifestos culturais do nosso país prega a antropofagia - porque não devorar e digerir um feriado que é em sua forma atual quase um segundo carnaval, uma noite que significa que todos os monstros, bruxos e fantasias estão à solta?
3 de julho de 2016
#LendoSandman: Vidas Breves

No oitavo arco de Sandman acompanhamos Delírio e Sonho numa jornada em busca do irmão pródigo - Destruição, o Perpétuo que abandonou sua função e desapareceu do mapa. Essa busca forçará Sonho a confrontar algumas verdades incômodas sobre si mesmo e terminará em despedidas e preparações, encaminhando a série para seu inevitável desfecho.
13 de junho de 2016
#LendoSandman: Convergência

Segundo uma das definições que procurei no dicionário, convergência é “o que caminha para o mesmo ponto ou objetivo: convergência de opiniões. Qualidade do que é capaz de convergir, dirigir-se para um ponto comum”. Essa é, de fato, uma qualidade intrínseca às histórias desse sétimo arco de Sandman, histórias que falam, sobretudo, sobre a própria arte de contar histórias, nos quais narradores são também personagens de seus contos e onde realidade converge com ficção para encontrar o sonho.
31 de maio de 2016
1 Ano, 365 Contos - Maio

Maio nem terminou de acabar e já estou sentindo falta dele… não se vá, minhas férias queridas… T.T
Enfim… maio foi um mês tranquilo para colocar as leituras em dia e consegui ler quatro livros completos só para esse projeto. Fantasia, ficção científica e folclore foram a base da maioria dos contos que desbravei ao longo das últimas semanas.
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4 de abril de 2016
#LendoSandman: Casa de Bonecas

Após as décadas de cativeiro que acompanhamos em Prelúdios e Noturnos, Sonho está tentando colocar a casa em ordem. Seja reconstruindo fisicamente seu reino, promovendo censo demográfico entre seus súditos ou caçando pesadelos fugidos, o fato é que nesse segundo arco de Sandman, o Príncipe das Histórias tem bastante trabalho a fazer.
23 de março de 2016
#LendoSandman: Prelúdios e Noturnos

Como já disse anteriormente tanto na página do Coruja no facebook como aqui mesmo no blog, estou participando de um projeto de leitura e debate de Sandman de Neil Gaiman, capitaneado pelo Pipoca Musical.
Há tempos estava querendo achar uma desculpa para reler toda a série - pensei em fazê-lo ano passado, quando chegou The Sandman - Overture lá em casa, mas quando olhava para todos os volumes ainda não lidos na estante, batia um certo sentimento de culpa… Fora que eu já tinha escrito extensamente sobre Sandman numa série de artigos em 2010.
21 de maio de 2013
Era uma Vez... – Parte IV: E Viveram Felizes Para Sempre
E eis que chegamos à última parte do especial de aniversário... (Ísis: Aleluia, irmãos!) Não tenho muita certeza se me fiz bem entender ao longo dessa caminhada (Ísis: Hããããã...) – quando comecei a escrever, eu tinha uma idéia de falar dos autores – Perrault, os Grimm, Andersen, avançando para fabulistas modernos como Gaiman e Miéville -, uma vez que já tinha tratado um pouco das versões menos conhecidas desse tipo de história quando escrevi o ensaio sobre Creepy Fairytales. Mas enquanto ia pesquisando e desvelando esse ‘mundo encantado’, acabei percebendo que em vez de uma coletânea de autores, mais valia trabalhar em cima dos conceitos e teorias histórico-literárias muito pouco conhecidas do grande público. (Ísis: Ô! Dé: 1)Há maior significado profundo nos contos de fadas que me contaram na infância do que na verdade que a vida ensina.
- Johann Christoph Friederich v. Schiller -
E claro que tudo isso não passa de mera desculpa para que eu possa ficar divagando feito uma maluca (Ísis: Ô! Dé: 2) e enfiando o nariz em livros obscuros que de outra forma eu nunca teria desenterrado...
Dé: E ficar feliz feito pinto no lixo, né? =P
Lulu: Bem, faz parte...
7 de outubro de 2012
Meme Literário: Dia 07 – Você já pensou em escrever um livro?
24 de maio de 2012
Um Estudo em Sherlock – Parte VI: “I play the game for the game’s own sake.”

Quando me propus a escrever esse especial sobre Sherlock Holmes, tentei me restringir ao cânone escrito por Sir Arthur Conan Doyle, pensando em fazer uma análise em cima unicamente dos personagens. Nos quase cinco meses que levei para fazê-lo, contudo, a coisa acabou crescendo como uma bola de neve, a ponto de eu ter perdido a conta de quantos livros, filmes, séries, artigos e teses estive lendo em minhas pesquisas.- Qual é o significado disso tudo, Watson? - proferiu Holmes, em tom solene, ao terminar a leitura. - Que propósito anima este círculo de desgraça, violência e terror? Deve tender para um fim. De outro modo, nosso universo seria governado pelo acaso, o que é inadmissível. Mas qual será esse fim? Eis o imenso, imutável e eterno problema, de cuja solução a mente humana se encontra mais longe do que nunca.
- A Caixa de Papelão -
22 de maio de 2012
Um Estudo em Sherlock – Parte V: “Quick, man, if you love me!”


A questão do relacionamento de Holmes e Watson é tão complexa que merece um inteiro capítulo dedicada apenas a ela, fora das biografias pessoais dos dois personagens – até porque, se você for procurar informações sobre o assunto e discutir com holmesianos e sherlockianos pelo mundo, vai encontrar de tudo quanto é opinião.- Você não está ferido, não, Watson? Pelo amor de Deus, diga-me que não foi atingido.
Valia bem um ferimento, ou muitos ferimentos, para saber o tamanho da lealdade e afeição que se escondiam por trás daquela máscara impassível. Aqueles olhos claros e duros embaciaram-se por um momento, e os seus lábios firmes se puseram a tremer. Pela primeira e única vez na minha vida senti bater o grande coração digno do grande cérebro. Aquela revelação compensou-me de todos os meus anos de serviço humilde e desinteressado.
- Não é nada, Holmes. É só um arranhão.
Ele rasgou as minhas calças com o canivete.
- Tem razão! - exclamou, soltando um suspiro enorme de alívio. - O ferimento é apenas superficial.
O seu rosto assumiu a dureza de pedra quando se virou para o nosso prisioneiro, que estava sentado com expressão atordoada à nossa frente.
- Por Deus, foi muita sorte de sua parte. Se Watson morresse, o senhor não sairia vivo deste aposento. Agora, o que tem a dizer em seu favor?
- Os Três Garridebs -
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17 de maio de 2012
Um Estudo em Sherlock – Parte IV: “My life is spent in one long effort to escape from the commonplaces of existence.”
Sherlock Holmes não é exatamente um homem social. Aos seus olhos, o mundo parece muitas vezes ser um grande tabuleiro de xadrez no qual as pessoas que cruzam seu caminho são peças a serem utilizadas e mais ou menos descartadas após servirem aos seus propósitos.- Meu caro amigo - disse Sherlock Holmes enquanto nos sentávamos um de cada lado da lareira em seu apartamento da Baker Street -, a vida é infinitamente mais estranha do que qualquer outra coisa que a mente humana possa arquitetar. Não ousaríamos imaginar aquilo que é verdadeiramente corriqueiro na existência. Se pudéssemos voar para fora daquela janela, de mãos dadas, pairar por cima desta grande cidade, destelhar de leve as casas e olhar para dentro para ver as coisas esquisitas que estão acontecendo - as estranhas coincidências, os planos feitos, as desavenças, as maravilhosas correntes de fatos que acompanham as gerações e levam aos resultados mais outrés, a ficção ficaria reduzida, com seu convencionalismo e conclusões previstas, a uma coisa vulgar e inaproveitável.
- Um Caso de Identidade -
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15 de maio de 2012
Um Estudo em Sherlock – Parte III: “Watson, you are a British jury, and I never met a man more eminently fitted to represent one.”
John H. Watson era filho caçula de uma família de algumas posses. Seu irmão mais velho morreu em 1887 ou 1888, em conseqüência do alcoolismo – e a essa altura, a única herança aparente era um relógio. Foi casado talvez duas ou três vezes, a levar em conta suas próprias crônicas, embora a única esposa de que saibamos o nome seja Mary Morstan, que conheceu durante os acontecimentos de O Signo dos Quatro. Viajou por pelo menos três continentes (Europa, claro, na Ásia, a Índia, onde serviu, e Oceania, uma vez que fala em Ballarat, Austrália, também em O Signo dos Quatro).- Estou inclinado a dizer que em todas as histórias que você teve a bondade de escrever das minhas pequenas proezas você tem habitualmente subestimado as suas próprias habilidades. Pode ser que você mesmo não seja luminoso, mas você é um condutor da luz. Algumas pessoas, sem possuir gênio, têm um poder notável de estimulá-lo. Confesso, meu caro amigo, que lhe devo muito.
- O Cão dos Baskervilles -
10 de maio de 2012
Um Estudo em Sherlock – Parte II: “It is my business to know what other people don’t know.”

Quando vejo a lista de conhecimentos de Sherlock Holmes segundo Watson, a primeira coisa que me pergunto é ‘como assim zero em literatura???’. O homem conhece Poe e Gaboriau, cita Goethe em alemão, compara o companheiro com Boswell, biógrafo do famoso Dr. Samuel Johnson (que também estava na lista de leituras de Jane Austen), faz referências obscuras a poetas persas, lê Petrarca no trem e pode inserir trechos de cartas de Flaubert para Sand numa conversa cotidiana.CONHECIMENTOS DE SHERLOCK HOLMES
1. Literatura: zero.
2. Filosofia: zero.
3. Astronomia: zero.
4. Política: escassos.
5. Botânica: variáveis. Conhece a fundo a beladona, o ópio e os venenos em geral. Nada sabe sobre jardinagem e horticultura.
6. Geologia: práticos, mas limitados. Reconhece à primeira vista os diversos tipos de solo. No regresso dos seus passeios, mostra-me manchas nas calças, e diz-me, pela sua cor e consistência, em que partes de Londres as conseguiu.
7. Química: profundos.
8. Anatomia: exatos, mas pouco sistemáticos.
9. Literatura sensacionalista: imensos. Parece conhecer todos os pormenores de todos os horrores perpetrados neste século.
10. Toca bem o violino.
11. É habilíssimo em boxe, esgrima e bastão.
12. Tem um bom conhecimento prático das leis inglesas.
- Um Estudo em Vermelho -
É, eu sei, noto as coisas mais bizarras...
8 de maio de 2012
Um Estudo em Sherlock – Parte I: “I have my eye on a suite in Baker Street...”

A primeira vez que li alguma das aventuras de Sherlock Holmes e seu fiel Doutor Watson, tinha uns treze para quatorze anos. Um Estudo em Vermelho foi apontado como paradidático para a escola – e eu, óbvio, devorei-o tão logo minha mãe terminou de providenciar o material escolar, antes mesmo do início do período letivo.- Este meu processo - principiei - parte da suposição de que, uma vez eliminado tudo o que é impossível, o restante, por pouco provável que pareça, deve ser a verdade. Também pode ocorrer que várias explicações fiquem de pé, e nesse caso tenta-se uma experiência, e logo outra, até que uma delas tenha uma base convincente.
- A Aventura do Soldado Lívido -
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29 de dezembro de 2011
Algumas mudanças para 2012
Sempre faço, na virada do ano, uma lista de resoluções para o ano que chega. Bem, para ser sincera, não preciso de desculpas para fazer listas (considerem o fato de que mantenho um caderno para fazer minhas listas, porque papel solto só já não estava dando conta...), mas é sempre bom ter uma justificativa para meus comportamentos obsessivos e bizarros antes que digam que sou uma alienígena disfarçada (estou lendo Protocolo Bluehand, não me culpem!).
30 de março de 2011
Conversas sobre o tempo: já te contei aquela história?
Como tem um bocado de gente me perguntando sobre o Clube do Livro de que volta e meia falo aqui, vou começar hoje explicando por alto do que se trata.
Em junho do ano passado, a Dynha e a Belle estavam na Bienal de Minas e tiveram a idéia de criar um clube do livro que reunisse nosso grupo de amigos dos tempos do Fanfiction.net.
Em junho do ano passado, a Dynha e a Belle estavam na Bienal de Minas e tiveram a idéia de criar um clube do livro que reunisse nosso grupo de amigos dos tempos do Fanfiction.net.
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20 de outubro de 2010
101 coisas para fazer em 1001 dias
Eu tinha visto a idéia já faz um tempo, no site da Happy Batatinha... Tinha até pensado em fazer a minha própria lista, mas fiquei com preguiça... volta e meia eu voltava a pensar e descartava a idéia, até que hoje decidi que ia sair minhas 101 coisas a fazer em 1001 dias.
11 de maio de 2010
Se eu sobreviver até o final de maio (ou lista de coisas a fazer)
Talvez vocês estejam se perguntando o porquê das atualizações tão esporádicas no Coruja... Ou talvez não tenham percebido tal falta, quem saberá? O certo é que eu nunca acho o suficiente o que tem no meu prato e feito vira-lata, vivo procurando mais sarna para me coçar.
Assim é que tenho inúmeros projetos (todos em listas) para colocar para frente e, por isso, o tempo anda me faltando, uma vez que tenho concentrado esforços em dar conta deles.
Minha lista mais imediata é a seguinte:
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