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9 de março de 2022
Circe: uma resposta a silenciamentos e violências
“Eu escuto sua respiração, morna no ar noturno, e de alguma forma isso me consola. Ele não está dizendo que não dói. Ele não está dizendo que não sentimos medo. Só que estamos aqui. É isso que significa nadar na maré, caminhar na terra e senti-la tocar seus pés. É isso que significa estar vivo.”
Quando estive em Londres em 2018, quase comprei esse livro na Waterstones. Havia uma mesa inteira com edições diferentes dele, além de informações sobre prêmios a que fora indicado ou que já vencera. Problema é que ainda nem chegara na última etapa da viagem e já estava me preocupando com a possibilidade de excesso de peso na bagagem… Mas, enfim, Circe foi um dos mais comentados livros no ano de seu lançamento, e não me surpreendeu muito que se anunciasse sua publicação em português rapidamente.
16 de maio de 2020
Jane Austen Lives - O Mistério dos Diários Varonis

Participei essa semana de uma segunda live no canal do Jane Austen Brasil no Instagram (sobre a primeira vocês podem ler/ver aqui), tendo sido convidada a falar um pouco da série de diários dos heróis austenianos escrita por Amanda Grange. Alguns anos atrás, resenhei todos os seis volumes (vou deixar o link para as resenhas no final desse post, bem como o vídeo da live da vez) e, desde então, a Grange publicou alguns outros títulos, várias releituras de Orgulho e Preconceito incluindo aí o diário de Wickham e uma versão em que Mr. Darcy é um vampiro.
5 de outubro de 2019
Desafio Corujesco 2019 - Uma Releitura || Semente de Bruxa

Ele inspeciona a sala. Rostos familiares, veteranos de suas peças anteriores: esses acenam para ele com a cabeça, oferecem-lhe esboços de sorrisos. Rostos novos, inexpressivos ou apreensivos: não sabem o que esperar. Todos eles garotos perdidos, embora não sejam garotos: a idade deles varia de dezenove a quarenta e cinco. Têm muitos tons de pele: do branco ao negro, passando pelo amarelo, vermelho e marrom; são de muitas etnias. Os crimes pelos quais foram condenados são variados. A única coisa que têm em comum, além de sua condição de detentos, é o desejo de estar na trupe de arte dramática de Felix. Suas motivações, ele prevê, são variadas.
Como esse é o mês do Halloween, não tive nem dúvidas em escolher qual seria o título para esse tema do Desafio Corujesco (é, eu sei, tô atrasada com os temas anteriores, mas coisas andaram meio corridas por aqui…) assim que registrei o título: Semente de Bruxa me fez brilhar os olhinhos tão logo foi anunciado. Afinal, tratava-se de uma releitura de Shakespeare - um dos maiores escritores de língua inglesa na História - feita por Margaret Atwood - uma das mais admiradas autoras em tempos modernos. A Tempestade não é uma das minhas peças favoritas do bardo, mas outra releitura - o capítulo final da série Sandman do Gaiman - fez com que ela ganhasse um lugarzinho especial no meu coração.
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All Hallow's Read
desafio da coruja
desafio literário
lit. canadense
Margaret Atwood
releitura
shakespeare
25 de julho de 2019
Desafio Corujesco 2019 - Um Livro Ambientado nos Anos 20 || A Balada do Black Tom

– Carrego um inferno dentro de mim – rosnou Black Tom. – E quando descobri que ninguém tinha compaixão por mim, quis arrancar árvores, espalhar o caos e a destruição ao meu redor e depois me sentar e desfrutar da ruína.
– Então, você é um monstro – comentou Malone.
- Fizeram de mim um monstro.
Fiquei de olho grande nesse livro desde que ele começou a aparecer em listas de prêmios literários: foi indicado ao Bram Stoker e ao Nebula em 2016, Hugo, Locus e World Fantasy em 2017, tendo vencido o Shirley Jackson na categoria novela. A Balada do Black Tom conseguiu ser um sucesso de crítica mesmo construindo sua narrativa em cima de uma das mais controversas histórias de H. P. Lovecraft, Horror em Red Hook - o que me deixou muito curiosa para conhecer a história. Assim, quando a Morro Branco anunciou a tradução dele cá no Brasil, imediatamente coloquei-o na lista de desejados.
6 de abril de 2013
Gazeta de Longbourn: Jane Austen Made Me Do It

É uma verdade universalmente conhecida que se não fosse por vampiros, lobisomens, zumbis e Jane Austen, eu não estaria nesse momento do lado de fora do gabinete do Diretor Oakes, enquanto ele, minha mãe, meu pai e a Senhora Pilkington, a conselheira, discutem meu Problema.
Eles deixaram a porta entreaberta, pensando que eu ouviria o que estava acontecendo, perceberia que estava encrencado e faria um acordo, tal como uma semana de detenção em vez de terminar suspenso. Mas até que eles consigam DNA, a Quinta Emenda é o melhor amigo de um garoto de quatorze anos.
Estava bastante ansiosa para falar desse livro, uma vez que me diverti imensamente lendo-o. Os contos que compõem essa antologia são quase todos de autores que eu já conhecia e cujo contato tinha sido bastante satisfatório – estão lá Amanda Grange, Stephanie Barron, Pamela Aidan e inúmeros outros.
10 de abril de 2012
Para ler: The House of Silk

I have, as I say, received some recognition for my literary endeavours but that of course was never the point. Through the various twists of fate which I have outlined, I was the one chosen to bring the achievements of the world’s foremost consulting detective to light and presented no fewer than sixty adventures to an enthusiastic public. More valuable to me, though, was my long friendship with the man himself.
It is a year since Holmes was found at his home on the Downs, stretched out and still, that great mind for ever silenced. When I heard the news, I realised that I had lost not just my closest companion and friend but, in many ways, the very reason for my existence. Two marriages, three children, seven grandchildren, a successful career in medicine and the Order of Merit awarded to me by His Majesty King Edward VII in 1908 might be considered achievement enough for anyone. But not for me. I miss him to this day and sometimes, in my waking moments, I fancy that I hear them still, those familiar words: ‘The game’s afoot, Watson!’ They serve only to remind me that I will never again plunge into the darkness and swirling fog of Baker Street with my trusty service revolver in my hand. I think of Holmes, often, waiting for me on the other side of that great shadow which must come to us ali, and in truth I long to join him. I am alone. My old wound plagues me to the end and as a terrible and senseless war rages on the continent, I find I no longer understand the world in which I live.
So why do I take up my pen one final time to stir up memories which might better be forgotten? Perhaps my reasons are selfish. It could be that, like SO many old men with their lives behind them, I am seeking some sort of solace.
Descobri esse livro quando estava pesquisando sobre O Jovem Sherlock Holmes – Nuvem da Morte e me chamou atenção de imediato que ele não tinha sido apenas ‘sancionado’ pelo Doyle Estate – organização responsável pelos direitos das obras de Conan Doyle – mas que fora na verdade ‘encomendado’ por eles. Não sei se entendi certo ou não, mas a idéia é de que The House of Silk seria assim uma continuação oficial do cânone.
6 de abril de 2010
Comentário rápido: Razão e Sensibilidade... e monstros do mar

Estou pelo meio de Sense and Sensibility and Sea Monsters, mas já dá para dar uma opinião geral sobre o livro.
Para dizer a verdade, ele não me deu aquele estalo para querer devorá-lo de uma sentada só, como fiz com Pride and Prejudice and Zombies... Eu destaco, talvez, dois pontos do que eu "senti" do texto até aqui.
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