15 de março de 2010

Neil Gaiman - Parte II: Olhos de botões, o exército de um homem só, a farra dos mortos e outros contos de fadas não tão cor-de-rosa...





Não sei se li um número suficiente de livros escritos por Neil Gaiman para fazer uma afirmação tão temerosa, mas aí vai: você é capaz de reconhecer um conto, romance ou roteiro dele, mesmo sem saber previamente quem é o autor, pela marca registrada de todas as suas narrativas – o tom onírico, que está sempre balançando entre o sonho e o pesadelo, entre o belo e o terrível.


As histórias de Gaiman guardam, todas elas – ou quase todas, porque eu posso pensar numa exceção nesse minuto e da qual vamos tratar mais adiante no texto – a beleza de Faërie - a descrição que Tolkien faz das histórias de fadas se aplica completamente ao que seu patriota escreve “uma beleza que é um encantamento, e um perigo sempre presente; alegrias e tristezas agudas como espadas”.

Na verdade, Faërie aparece especificamente em pelo menos duas obras: é o mundo além do Muro, onde se passam as aventuras do romance Stardust e é também um reino com o qual o Sonhar mantém relações cordiais e diplomáticas – a depender do ponto de vista, é caro, porque Lorde Morpheus não é lá a criatura mais diplomática do mundo... – na série Sandman.

Aqui, há de se abrir um importante parênteses: quando falo em histórias de fadas, não estou falando dos contos estilo Disney de ser, ou de criaturas diminutas que se escondem por trás de lírios e gardênias. Algum outro dia voltaremos a este assunto com mais profundidade, porque é uma das minhas discussões favoritas dentro do folclore/mitologia e Tolkien trabalhou o tema de forma admirável no ensaio Sobre Histórias de Fadas - que volta e meia venho citando por aqui e que é um livro que eu mais que recomendo a todos que gostam de ficção fantástica.

Por agora, comecemos com Stardust.

Talvez muitos de vocês já conheçam, ao menos por cima, do que se trata o enredo dessa história, uma vez que ela virou filme em 2007, com Claire Danes no papel de Yvaine, além de figuras como Michelle Pfeiffer e Robert De Niro.

Stardust trata da jornada do jovem Tristan Thorn, atrás de uma Estrela. Tudo começa, na verdade, com o pai de Tristan, Dunstan Thorn, que está servindo como vigia junto à brecha do Muro, que dá nome à vila.

O Muro divide a passagem entre o nosso mundo... e Faërie. Durante anos, décadas, séculos, o bom povo da vila do Muro guardou aquela passagem, impedindo que qualquer pessoa passasse de um lado para outro, exceto por um dia, a cada nove anos, quando ocorre a Feira.

E, ao princípio do livro, chegamos exatamente a esse evento, acompanhando Dunstan enquanto ele trafega e se diverte na feira, onde conhece uma estranha garota, escrava de uma bruxa com quem ele dormindo.

Nove meses depois, um embrulho aparece surpreendentemente a sua porta... E é assim que conhecemos Tristan.

A história então dá um salto temporal – encontramos Tristan com dezessete anos, apaixonado por Victoria Forster, a garota mais bonita do vilarejo. Ele a está acompanhando na caminhada até sua casa, tentando encontrar uma maneira de roubar-lhe um beijo quando os dois vêem uma estrela cadente.

A princípio, Tristan não dá maior atenção à estrela, em vez disso prometendo mundos e fundos por um beijo de Victoria: ele promete viajar ao Egito, encontrar a nascente do Nilo e nomeá-la em homenagem a ela; partir para São Francisco, para as minas e só voltar com o peso dela em ouro, viajar até a Austrália e presenteá-la com opalas... e um canguru.

Sério, ele realmente oferece um canguru em troca de um beijo e a mão da moça em casamento. Excelente idéia de dote, sem dúvida alguma...

Finalmente, o rapaz diz (numa tradução altamente mais ou menos minha...):

“Beije-me,” ele implorou “Não há nada que eu não faria por seus beijos, nenhuma montanha que eu não escalasse, nem rio que eu não vadeasse, nem deserto que eu não cruzasse.”

Ele gesticulou grandemente, indicando a vila do Muro abaixo dele, o céu noturno acima deles. Na constelação de Órion, abaixo do horizonte leste, uma estrela estremeceu, brilhou e caiu.

“Por uma estrela, e sua mão em casamento,” disse Tristan, grandiloqüente, “Eu traria aquela estrela cadente.”

Diante dessa promessa, Victoria cede – se ele lhe trouxer a estrela cadente, ela se casará com ele. Só que a estrela caiu do outro lado do Muro e assim é que Tristan tenta enganar os guardiães... para então ter a ajuda do pai, que vem lembrar a todos que seu menino pertence àquele mundo que está do outro lado.

Embora Tristan não entenda essa parte, a princípio...

O que ele não esperava, contudo, em sua campanha, encontrar no lugar de uma rocha fumegante, uma garota de cabelos tão claros que eram quase brancos e que brilhava ligeiramente no escuro: Yvaine, a estrela cadente.

Obviamente que levar Yvaine para Victoria não será uma missão fácil. Para início de conversa, Yvaine não está feliz por ter sido jogada do céu para a terra; tampouco de servir de presente de casamento para uma garota humana. No meio da história, temos ainda os príncipes de Stormhold, um dos reinos de Faërie, atrás da jóia que lhes fará rei e uma Bruxa-Rainha disposta a arrancar o coração da estrela a fim de recuperar sua juventude.

Ao longo da história, Yvaine vai suavizando com Tristan, ao mesmo tempo em que o rapaz cresce – porque, venhamos e convenhamos, ele era típico meninão no começo da história. Tristan amadurece muito ao longo de suas andanças por Faërie, de volta para a Vila do Muro e esse amadurecimento será primordial para o papel que assumirá mais tarde.

O filme faz uma boa adaptação da história do livro, só que ele segue um pouco mais a “linha Disney de Contos-de-Fadas”, com aquele final de viveram felizes para sempre. Funciona bem no filme, é engraçadinho e tudo o mais.

O livro, por seu turno, tem um final mais melancólico. Sim, os personagens são felizes, mas não para sempre. O final do livro de Stardust rende uma reflexão interessante sobre eternidade e mortalidade – e, embora eu tenha simplesmente me encantado com a história, não posso negar que ao chegar às últimas linhas, ele me deixou um sabor agridoce na memória.

Curiosidade interessante: Gaiman usa como introdução ao livro um poema de Jonh Donne, chamado Vá e agarra a estrela cadente; poema esse que serve como base para a maldição de Howl no O Castelo Animado de Diana Wynne Jones.

Aí vai o poema, na tradução de Jorge de Sena:

Agarra a estrela cadente,
mandrágora vê se emprenhas,
encontra o tempo fugente,
quem ao Diabo deu as manhas,
diz-me como ouvir sereias,
não sofrer de invejas feias
e que brisa
nos avisa
dos caminhos que alma pisa.

Se é teu destino buscar
que não há quem veja ou meça,
noite e dia hás-de trotar
té que a neve te embranqueça,
e ao voltar dirás que baste
maravilhas que passaste
e que não
viste então
uma mulher sem senão.

Se uma achaste verdadeira,
valeu-te a pena a cruzada.
Mas eu não caio na asneira
de tê-la por minha amada.
Honesta seria ainda
ao tempo da tua vinda.
Mas agora
já teve hora
de a dois ou três ser traidora.

Mais recentemente, outra história com ares de “contos de fadas” do Gaiman foi adaptada para o cinema: Coraline. Agora, devo confessar, eu me apaixonei perdidamente pelo filme de Coraline, achei-o maravilhoso (talvez até porque tenha assistido esse em 3D...) e absolutamente amei a criação do “Wybie”.

Coraline passa por um tema bem típico dos contos de fadas em sua essência: uma proibição, uma desobediência, um preço à pagar. Também aqui nós temos um mundo em paralelo ao nosso, mas, em vez de um mundo de fadas e incríveis maravilhas, este é uma armadilha, uma teia de aranha com um único e absoluto objetivo: consumir a alma da jovem Coraline, nossa personagem principal.

Toda a narrativa tem um tom bem sombrio; sendo bem sincera, ele me passa a sensação, em alguns instantes, do terror de saber que está sonhando e que está presa dentro do pesadelo; o terror primitivo de que, se você morrer dentro do sonho, também morrerá do outro lado.

Do outro lado da porta proibida; aquela que Coraline não deveria ter aberto, estão o Outro Pai e a Outra Mãe, imagens espelhadas de seus verdadeiros parentes, exceto pelos olhos, que têm botões costurados.

Naquele outro mundo, o Outro Pai e a Outra Mãe têm todo o tempo para brincar com Coraline, para fazer seus pratos favoritos, para lhe dar todos os presentes que ela mais deseja – coisas essas que ela não tinha do lado “real”. Coisas essas que ela desejava intensamente.

De certa forma, aquele Outro Mundo é tudo aquilo que Coraline queria. E tudo o que os Outros Pais, ou, mais exatamente, a Outra Mãe, queria era que Coraline decidisse ficar com eles para sempre. Para isso, bastava apenas que Coraline permitisse que ela costurasse botões no lugar dos seus olhos.

Antes que eu me esqueça, esse é um dos livros que Gaiman escreveu para crianças.

Falar mais sobre Coraline acabaria por entregar (ainda mais) a história. Em resumo, tudo o mais que posso dizer é que eu recomendo tanto o livro quanto o filme – que foi inclusive foi um dos indicados ao Oscar desse ano de melhor animação.

Ok, só mais dois livros e terminamos por hoje...

Havia uma mão na escuridão e ela segurava uma faca.

Assim começa o livro The Graveyard Book, ainda sem título em português, embora eu tenha visto que a Rocco adquiriu os direitos de tradução e ele está previsto para ser lançado por aqui ainda esse ano.

The Graveyard Book é, atualmente, meu livro favorite de Gaiman – se é que eu posso dizer que tenho um único livro favorito desse cara simplesmente brilhante...

Gaiman diz que a inspiração deste livro veio de The Jungle Book (em português, O Livro da Selva), de Rudyard Kipling – para quem não sabe, a história que inspirou o filme da Disney, Mogli, o menino lobo (Necessário... somente o necessário... o estraordinário é demais... eu digo... necessário... somente o necessário... por isso é que essa vida eu vivo em paz... - é estranho que eu me lembre de cor das músicas?).

Como Mogli, nosso protagonista, um bebê comum, absolutamente normal, perde a família e fica sozinho no mundo num lugar completamente desconhecido... se não hostil a um bebê humano. A diferença é que, enquanto Mogli se perde na selva e é então criado por animais... o personagem principal de The Graveyard Book vai parar num cemitério, onde será criado por fantasmas e por Silas, o guardião que, ao que tudo indica, é um vampiro.

*Gaiman confirmou posteriormente em entrevistas que, sim, Silas era um vampiro.*

Lá, nosso bebê será batizado de Nobody Owens – na tradução, o nome do menino é ‘Ninguém’, literalmente -, embora as “pessoas” prefiram chamá-lo de Bod, e será protegido dos olhos do assassino de sua família, Jack, enquanto permanecer atrás das grades que guardam o cemitério.

Não, é claro, que do lado de dentro ele esteja assim também tão seguro... afinal, nunca se sabe quando se há de deparar com Ghouls, o que há dentro do túmulo mais antigo que tanto deseja um mestre e quem e o Homem Azul.

The Graveyard Book faz o mesmo estilo de Coraline, uma vez que ambos colocam seus personagens principais em situações assustadoras, com as quais eles têm de lidar sozinhos, da maneira mais astuta possível, e independente dos adultos.

Eu considero, porém, que há qualquer coisa de mais... delicada neste último livro, através do desenvolvimento das relações de Bod com todos os habitantes do cemitério – de seus pais, Mr. E Mrs. Owens, à bruxa Liza, enterrada em solo não consagrado até a jovem Scarlertt – que lá pelo final tive ânsias de esganar.

Na verdade, eu adoro a “vida” no cemitério – faz-me lembra do mundo dos mortos em A Noiva Cadáver, de Tim Burton. Embora os tons do cemitério de The Graveyard Book sejam predominantemente em cinza perolado – ao contrário do afterlife colorídissimo em que Victor vai parar, os mortos de ambas as histórias são, simplesmente muito... vivos.

Será que dá para entender o que estou tentando dizer?

Não sei se por conta de ter vivido a vida inteira num cemitério, sendo criado por fantasmas, um vampiro e, eventualmente, uma lobisomem, ou se é apesar disso, Nobody é um personagem terno, puro por quem você se vê torcendo até quase sem querer.

Antes que eu me esqueça... aparentemente, está se fazendo um roteiro deste livro para torná-lo filme em 2011 – li isso em algum lugar do twitter do Gaiman. E há já uma página disponível do filme no IMDB, embora não haja lá muitas informações por enquanto...

O último livro do qual vou falar hoje – que, por coincidência, é o livro mais recente dele que li (se bem que eu dei uma “relida” por cima em todos eles para poder escrever esse artigo) foi escrito em parceria com Michael Reaves e se chama Interworld.

Diferentemente das outras três obras que comentei até agora, Interworld é mais puxado para a ficção científica, com a idéia clássica dos milhares de mundos paralelos que se multiplicam de acordo com as decisões importantes que têm de ser tomadas – um conceito pelo qual sou absolutamente fascinada e que passa por muitos dos meus livros favoritos.

Eu sempre achei que a melhor explicação de todas para a teoria dos mundos paralelos era a que aparecia em Fronteiras do Universo, mas a conversa entre Jay e Jay em Interworld definitivamente conquistou essa posição. Agora, darei a palavra a eles, porque eles explicarão muito melhor que eu...

”Okay, a figura geral é o que nós chamamos de Altiverso. Não deve ser confundido com o Multiverso, que significa a inteira infinidade de universos paralelos e todos os mundos entre eles. O Altiverso é aquela fatia do Multiverso que contém toda a miríade de Planetas Terra. E existe um monte deles.” Ele pausou e eu tive a sensação de que ele estava me encarando. “Você entende diferenciação quântica? O princípio da incerteza de Heisenberg? Múltiplas linhas de mundos?”

“Uh...” Nós tínhamos tocado no assunto em algumas das aulas de ciência do senhor Lerner, e eu lembrava ter lido um artigo no site da Discover. Tinha visto também aquele episódio do clássico Trek onde Spock tinha uma barba e a Enterprise estava cheia de piratas espaciais. Mas tudo isso colocado junto me fazia quase tão especialista no assunto quando o gato da família.

Eu respondi isso; Jay não viu problemas. “Não importa. Você vai pegar o que precisa saber – osmose cultural. A coisa a se lembrar é que certas decisões – aquelas importantes, que podem criar grandes nós no tecido do tempo – podem causar divisões de mundos alternativos em divergentes continuaões espaço-tempo. Lembre-se disso, ou você acabará paralisado toda vez que tiver de tomar uma decisão: O Ativerso
não vai criar um bravo novo mundo baseado na sua decisão de usar meias verdes hoje em vez das vermelhas. Ou, se acontecer, esse mundo vai durar apenas alguns milisegundos antes de ser reciclado na realidade de onde se originou. Mas se seu presidente está tentando decidir se deve ou não jogar um bomba em algum país do meio leste, ele terá os dois jeitos – porque dois mundos são criados onde antes só havia um. Claro que o Entre Mundos os mantém afastados, então, ele nunca saberá.”

“Espera um minuto – isso soa como se você estivesse tentando me dizer que a criação de mundos alternativos é uma decisão
consciente.”

“Eu não estou
tentando dizer – eu acabei de dizê-lo. Ou você não estava prestando atenção?”

“Mas a consciência de quem? Deus?”

Jay deu de ombros, e as cores liquefeitas do céu nadaram e correram em seus ombros brilhantes. “É física, não teologia. Chame como quiser – Deus, Buda, o Monstro Voador do Spaghetti, Primeiro Movedor Imóvel. A totalidade de tudo. Eu não me importo. Consciência é uma fator em
todo aspecto do Multiverso. Matemática quântica necessita de um ponto de vista, ou não funciona. Apenas tente se lembrar de não confundir consciência com ego. São duas coisas completamente diferentes – e, das duas, ego é a dispensável.

Esse diálogo mais ou menos define o livro... embora haja algumas coisas a acrescentar...

Jay é um Walker, um Caminhante. Isso significa que ele ode simplesmente dar um passo à frente, atravessar o Entre Mundos e se descobrir em outra realidade.

Mais que isso, há um Jay em quase todas as realidades e todos eles são Caminhantes, de tal forma que temos um exército de um homem só, com versões masculinas, femininas, robóticas, com asas, praticantes de magia ou, a depender da linha de evolução humana do mundo de onde venha o Jay, qualquer outra coisa que seja o Jay.

Eu imagino que seja uma sensação muito esquisita você de repente se ver cercado por várias versões suas – uma que parece você aos vinte e poucos anos, outra que parece você lá pelos oitenta, uma em que você é uma garota com asas, outra e que você parece ter genes de lobisomem...

Obviamente, ser um Caminhante não é só sair por ai visitando realidades alternativas. O Altiverso está meio que “dividido” entre duas grandes forças: HEX, que é, por assim dizer, a liga das realidades mais próximas de uma essência mágica e os Binários, que exaltam a tecnologia.

HEX e Binários estão em guerra para conquistar mundos. Para tanto, eles precisam da essência dos Caminhantes, a qual usam como combustível para suas respectivas formas de transporte.

Basicamente, eles cozinham ou congelam os Jays, retirando deles suas essências, almas, espíritos ou o que quer que faz deles Caminhantes. E depois enchem o tanque e saem por aí pulando realidades alternativas e conquistando mundos na tentativa de dizer que minha mágica/tecnologia (a depender de que lado você se filie) é melhor que a sua tecnologia/mágica.

Pois é...

Eu particularmente acho que Interworld merecia uma continuação. Inicialmente, Gaiman e Reaves a tinham pensado como roteiro de uma série de TV, mas, aparentemente, os produtores não achavam que a coisa funcionava ou simplesmente não entenderam o conceito.

Uma pena, realmente.

Bem, considerando o tamanho que já está esse artigo, acho que por hoje é só. Depois continuamos nossa breve visita a Faërie.

(Continua em “Nos subterrâneos de Londres”)


A Coruja


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5 comentários:

  1. Vale ressaltar que logo após a primeira matéria sobre o Gaiman, eu TIVE que reassistir Coraline e Stardust.
    Também dei um jeito de conseguir o livro Stardust, embora não exatamente como eu gostaria.
    Espero que esteja feliz, conseguiu me fazer voltar ao vício! xD

    O efeito colateral é que agora eu também não consigo parar de escrever. Já foram 2 contos e o roteiro para uma história em quadrinhos... =/

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  2. Huahuahuahua...

    Sei bem como é isso, André...

    E não chegamos nem na metade dos artigos sobre Gaiman...

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  3. Parafraseando o excelentíssimo Homer Simpson: "Doh!"

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  4. Vou ali reler Stardust, Coraline e O Livro do Cemitério e volto depois hehehehe tuas palavras me deixaram com saudades... guria impressionante como me identifico com tuas palavras, não tenho um conhecimento tão aprodundado como tu e tem sido um deleite ler teus escritos :D
    estrelinhas coloridas...

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  5. Oi adorei.. muito obrigado, me fez se interessar pelo livro....mas vc já leu o livro reverso escrito pelo autor Darlei... se trata de um livro arrebatador...ele coloca em cheque os maiores dogmas religiosos de todos os tempos.....e ainda inverte de forma brutal as teorias cientificas usando dilemas fantásticos; Além de revelar verdades sobre Jesus jamais mencionados na história.....acesse o link da livraria cultura e digite reverso...a capa do livro é linda ela traz o universo de fundo..abraços. www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?

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Livros, viagens, filosofia de botequim e causos da carochinha: o Coruja em Teto de Zinco Quente foi criado para ser um depósito de ideias, opiniões, debates e resmungos sobre a vida, o universo e tudo o mais.

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