31 de outubro de 2017
Tradução - Máquinas Assombradas
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| Sam Weber, ilustração do artigo original |
Li Ghosts in the Machines pela primeira vez na coletânea de não ficção The View From the Cheap Seats, mas ele foi escrito originalmente para o New York Times em 2006 e foi também lido pelo próprio Gaiman numa apresentação em 2011 - aliás, deixei o vídeo ao final da tradução para que vocês possam se deleitar com a narração dele.
28 de outubro de 2017
Retratos Literários: um desafio fotográfico para o mês de novembro
Uns anos atrás, a Tábata tinha o blog Happy Batatinha e organizava por volta do final do ano o "Meme Literário de um Mês", uma gincana em que cada dia correspondia a um tema ou pergunta que tinha a ver, claro, com livros.
A última vez que tivemos a brincadeira foi cinco anos atrás. De lá para cá, a Tábata fechou o Happy Batatinha, abriu o Randomicidades e eu fiquei enchendo o saco dela pedindo para que ela fizesse algo parecido com o meme de novo. E aí que esse ano, a gente colaborou com o Desafio Corujesco Randômico e agora estamos colaborando de novo para trazer nossa nova versão do saudoso meme: o Retratos Literários 2017.
A última vez que tivemos a brincadeira foi cinco anos atrás. De lá para cá, a Tábata fechou o Happy Batatinha, abriu o Randomicidades e eu fiquei enchendo o saco dela pedindo para que ela fizesse algo parecido com o meme de novo. E aí que esse ano, a gente colaborou com o Desafio Corujesco Randômico e agora estamos colaborando de novo para trazer nossa nova versão do saudoso meme: o Retratos Literários 2017.
27 de outubro de 2017
A Vertigem das Listas: Dez Histórias para (re)visitar no Halloween

É meio hilariante que eu me empolgue tanto com o Halloween e passe o mês de outubro inteiro escrevendo sobre terror, romances góticos e outras variações quando sou, confessadamente e sem nenhuma vergonha, uma medrosa. Sinto mais facilidade em ler em vez de assistir filmes do gênero e prefiro algo um pouco mais sutil que vísceras espalhadas por aí e cabeças rodando no eixo do pescoço. Fujo de tudo que me cause pesadelos ou faça com que eu tenha vontade de ir procurar, sei lá, água sanitária para lavar meu cérebro.
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21 de outubro de 2017
All Hallow’s Read: Romance Gótico, Uma História

É difícil traçar as origens do Horror como gênero literário porque, sendo derivado de uma emoção primeva (talvez uma das primeiras que o Homem, saindo das Cavernas, sentiu), nossas histórias de terror têm suas raízes numa tradição oral, religiosa e folclórica. O desconhecido nos causa medo e, durante muito tempo, tudo o que nossos olhos alcançavam nos era desconhecido. Ou, como Lovecraft muito bem resume no ensaio Horror Sobrenatural em Literatura, “a mais antiga e poderosa emoção da humanidade é o medo, e o tipo de medo mais antigo e forte é o medo do desconhecido”. A mitologia nasceu da necessidade de explicar o mundo ao nosso redor e é óbvio que parte dessas explicações passam pelo ciclo da morte - gerando, muitas vezes, contos de espanto e repulsa. Afinal, quantos não são os heróis mitológicos que descem ao mundo dos mortos? E não são todas essas jornadas caminhos feitos no escuro, sob forte tensão, capazes de causar lágrimas, desespero e, claro, horror?
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16 de outubro de 2017
Desafio Corujesco 2017 - Uma História que Combine com o Halloween || Uma Estranha Família

Continuando meu desafio pessoal de ler tudo o que eu achar da bibliografia do Bradbury, peguei esse aqui da estante para aproveitar tanto o tema do mês no Desafio Corujesco quanto o All Hallow’s Read. Uma Estranha Família já estava esperando por aqui faz um tempinho, depois que o consegui numa troca pelo Skoob e foi uma leitura bem rápida e leve.Casa era um quebra-cabeças dentro de um enigma dentro de um mistério, pois ela abarcava silêncios, cada um deles diferente, e camas, cada uma de um tamanho diferente. algumas com tampas. Alguns tetos eram altos o suficiente para permitir vôos com descanso, e ali as sombras podiam se pendurar de ponta-cabeça. A sala de jantar abrigava treze cadeiras, todas elas com o número treze, para que ninguém se sentisse alijado da distinção que esse número implicava. Os candelabros lá em cima eram feitos a partir das lágrimas de almas atormentadas, perdidas no mar havia quinhentos anos de vindimas e estranhos e estranhos nomes nas garrafas guardadas lá dentro e cantinhos vazios para visitantes que não gostassem de camas ou dos poleiros nos tetos altos.
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12 de outubro de 2017
Bruxas, bonecas e olhos de botão no universo de Coraline

Hoje é o dia das crianças, e que data seria melhor que essa para aproveitarmos o embalo do All Hallow's Read e falarmos sobre Coraline, uma das obras mais famosas do Neil Gaiman? Coraline, afinal, é um conto de fadas em sua melhor tradição: estranho, sombrio, repleto de verdades difíceis, mas também de coragem e determinação, com uma brava heroína que não tem nada de mocinha indefesa e monstros assustadores e famintos. É uma história que pode ser lida como um conto de terror - certamente capaz de causar calafrios - mas é também uma grande e maravilhosa aventura.
5 de outubro de 2017
O Livro do Juízo Final: Viagens no Tempo, Empatia e Religião

- "Deus enviou o Seu filho único ao mundo."
Deus nunca teria feito isso se soubesse o que aconteceria, pensou Dunworthy. Herodes e o Massacre dos Inocentes e o Getsêmani.
- Leia para mim alguma passagem de são Mateus - pediu ele. - Capítulo 26, versículo 39.
A sra. Gaddson parou, pareceu irritada, mas folheou as páginas até o Evangelho de Mateus.
- "E, indo um pouco adiante, prostrou-se com o rosto em terra e orou: 'Meu Pai, se é possível, afasta de mim este cálice'".
Deus não fazia ideia de onde estava seu filho, pensou Dunworthy. Ele enviara seu único filho para o mundo, mas alguma coisa tinha dado errado com o fix, e alguém desligara a rede, de modo que Ele não pôde mais alcançá-lo, e então as pessoas prenderam o filho, puseram uma coroa de espinhos em sua cabeça e o pregaram numa cruz.
- Capítulo 27 - disse ele. - Versículo 46.
Ela contraiu os lábios e virou a página.
- Eu realmente não acho que estes sejam trechos da Escritura apropriados para...
- Leia - interrompeu ele.
- "Por volta da hora nona, Jesus deu um grande grito: 'Eli, Eli lamá sabachtáni?', isto é: 'Deus meu, Deus meu, por que me abandonaste?'".
Kivrin não faria nenhuma ideia do que podia ter acontecido. Pensaria que havia escolhido o local errado, ou o dia errado, que tinha perdido a noção do tempo de algum modo, que alguma coisa dera errado com o salto. Pensaria que tinha sido abandonada.
O que você faria se pudesse estudar História viajando pela História? É isso que acontece no futuro não-tão-distante de 2054, no Departamento de História de Oxford, cenário que abre O Livro do Juízo Final e que eu estava extremamente ansiosa para ler desde que tive o prazer de descobrir Connie Willis, em duas antologias de contos, no ano passado. Se bem que muito antes disso, meu amigo Enrique já tinha feito a indicação de To Say Nothing of the Dog, que se passa no mesmo universo, de forma que preciso dedicar o texto de hoje a ele. Sério, Enrique, muito obrigada por ter me apresentado à Willis.
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1 de outubro de 2017
Tradução – Irmã Bruxa

O ensaio a seguir foi traduzido da revista Faerie Magazine. A autora é Alice Hoffman, autora do livro Da Magia à Sedução, que deu origem ao filme homônimo com Sandra Bullock e Nicole Kidman que passava direto na Sessão da Tarde lá pela década de 90. Ia indicá-lo na minha próxima lista de links do Empilhando no Escaninho, mas achei que seria interessante traduzi-lo, aproveitando que estamos no começo do mês de Halloween – e do All Hallow’s Read.
Como de hábito, tenho de lembrar que não sou uma tradutora profissional, de forma que, se puderem ler em inglês, deem uma olhada no original.Ainda, sobre o assunto de bruxas como mulheres que se recusaram a seguir o caminho que a sociedade achava que elas deviam seguir, recomendo também ler o ensaio Porque Gandalf Nunca se Casou, do Terry Pratchett, e que já traduzi ano passado aqui.
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