21 de setembro de 2017

Lá e de Volta Outra Vez: 80 Anos de O Hobbit

Numa toca no chão vivia um hobbit. Não uma toca desagradável, suja e úmida, cheia de restos de minhocas e com cheiro de lodo, tampouco uma toca seca, vazia e arenosa, sem nada em que sentar ou o que comer: era a toca de um hobbit, e isso quer dizer conforto.
Em 21 de setembro de 1937, oitenta anos atrás, era lançado um livrinho despretensioso, uma história escrita por um professor de Oxford para os próprios filhos, e que apenas por sorte caiu em mãos de editores interessados em publicá-lo. O título do livro era O Hobbit e seu protagonista era “um membro de um povo imaginário, uma variedade pequena da raça humana, que deram a si próprios esse nome (cujo significado é “habitante de toca”), mas que eram chamados por outros de pequenos, visto que tinham a metade a altura dos Homens normais”, batizado de Bilbo Bolseiro. Era o início de uma das maiores e mais amadas sagas da ficção fantástica: o mundo criado pelo professor J. R. R. Tolkien acabaria por se tornar um divisor de águas do gênero.


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18 de setembro de 2017

A Longa Viagem a um Pequeno Planeta Hostil

“Você já viu o quarto de Sissix?”

“Não.”

“Então, na parede dela tem uma moldura chique bem grande com um monte de penas aandriskanas penduradas. Todo aandriskano tem um desses, até onde eu sei. É que se você é um aandriskano e alguém toca a sua vida de alguma maneira, você dá uma das suas penas àquela pessoa. E você guarda as penas que recebeu dos outros como um símbolo de quantos caminhos já cruzou. Ter um monte de penas na sua parede mostra que você teve um impacto em bastante gente. Essa é uma prioridade na vida de muitos aandriskanos. Mas eles não dão essas penas por nada, tipo, só porque alguém ajudou você a carregar compras ou lhe pagou uma bebida. Tem que ser uma experiência inesquecível, mas pode ser entre estranhos.”
Logo que começo um livro novo, tenho uma mania inconsciente de começar a listar todos os clichês que podem vir a acontecer, tentando prever como a história vai se desdobrar, além de referências possíveis a outras obras. Quando comecei A Longa Viagem a um Pequeno Planeta Hostil, pensei com meus botões que Rosemary ia ter um romance com o capitão Ashby (que, por razões inexplicáveis, me lembrou em Diego Luna como Cassian Andor em Star Wars: Rogue One); que Ohan provavelmente era uma homenagem a Lilo & Stitch (“Ohana quer dizer família. Família quer dizer nunca abandonar ou esquecer”) e que o enredo me fazia pensar em Wall-E (em especial no que dizia respeito aos humanos deixando a Terra após exaurir os recursos naturais); O Guia do Mochileiro das Galáxias (no primeiro capítulo de Rosemary, ela me fez lembrar muito de Arthur Dent) e Guardiões da Galáxia.


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14 de setembro de 2017

Desafio Corujesco 2017 - Um Livro de um Autor que Você Nunca Leu || O Aprendiz de Assassino

Você é um bastardo, garoto. Somos sempre um risco e uma vulnerabilidade. Somos sempre dispensáveis. Exceto quando nos tornamos uma necessidade absoluta para a segurança deles. Eu te ensinei bastante durante os últimos anos. Mas mantenha esta lição mais próxima de você e mais presente do que qualquer outra na sua vida. Porque se alguma vez você fizer algo que os leve a não precisarem mais de você, eles vão te matar.
Fitz é filho bastardo do herdeiro do trono do reino de Seis Ducados. A revelação de sua existência fez com que o príncipe Cavalaria abdicasse e deixasse a corte e assim, o garoto, que foi abandonado pela família da mãe e é considerado um estorvo pela família do pai, é criado pelo mestre-cavalariço dos estábulos reais - até o rei Sagaz se interessar pela sua existência e decidir que o jovem deve ser treinado na arte do assassinato. Entre intrigas palacianas, ameaças de além-mar e poderes desconhecidos, Fitz tem muito a aprender e superar.


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5 de setembro de 2017

Empilhando no Escaninho #24 (Os Links da Coruja)


Caramba, que desde janeiro que eu não publicava uma lista de links que andaram rodando aqui o Zoológico, né? Em minha defesa, compartilhei vários lá pela página do blog no Facebook, porque é mais fácil e me consome menos tempo... É só olhar, compartilhar rapidinho e está feito.

Gosto, contudo, de salvar minhas listas de links interessantes no blog, porque é uma maneira de poder encontrar mais tarde, quando eventualmente precisar deles... E a maior parte dessas indicações que faço são, de alguma forma, referências para escrita, para criação ou coisas para levar para a vida. Gosto especialmente de colecionar tumblrs de artistas, muito da minha inspiração surge de admirar os desenhos desse pessoal... E, claro, tem os infográficos e as piadas literárias, e tudo o mais que eu ache realmente genial e preciso compartilhar com o resto do mundo.

Enfim, sem mais delongas... vamos à lista!


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27 de agosto de 2017

A Vertigem das Listas: Oito Mascotes que nos Roubaram o Coração


Ísis: Olá, caros leitores! Estamos chegando ao fim de agosto, mês do desgosto. Espero que o agosto de vocês não tenha feito jus ao título do mês. E em homenagem a essa reputação, hoje escolheremos OITO MASCOTES QUE NOS ROUBARAM O CORAÇÃO.

Lulu: Honestamente, não entendi a correlação entre o desgosto e os mascotes favoritos, mas, ok, o mês é seu, você que decide e pelo menos o tema não é particularmente surreal como costuma acontecer quando você é quem decide.


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24 de agosto de 2017

Conversas Sobre o Tempo: o dia em que entreouvi agentes secretos falando em código

Se você não tem sobre o que conversar, assista o canal do tempo!
Gostaria de começar hoje falando sobre o título dessa minha coluna biográfica e nonsense, onde falo sobre qualquer coisa quando bem entendo, sem roteiro definido, exceto pela parte em que falamos sobre o tempo - que continua esquizofrênico nesse meu pedaço de chão ao sul do equador (tive de parar brevemente de escrever para pesquisar uma imagem de mapa e confirmar minha posição geográfica em relação àquela linha imaginária), começando ensolarado e de repente virando para pancadas de chuva e de repente de novo dando insolação. Isso porque encontrei uma reportagem da BBC falando que, de fato, britânicos são obcecados em falar do tempo.


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Sobre

Livros, viagens, filosofia de botequim e causos da carochinha: o Coruja em Teto de Zinco Quente foi criado para ser um depósito de ideias, opiniões, debates e resmungos sobre a vida, o universo e tudo o mais.

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