16 de outubro de 2017

Desafio Corujesco 2017 - Uma História que Combine com o Halloween || Uma Estranha Família

Casa era um quebra-cabeças dentro de um enigma dentro de um mistério, pois ela abarcava silêncios, cada um deles diferente, e camas, cada uma de um tamanho diferente. algumas com tampas. Alguns tetos eram altos o suficiente para permitir vôos com descanso, e ali as sombras podiam se pendurar de ponta-cabeça. A sala de jantar abrigava treze cadeiras, todas elas com o número treze, para que ninguém se sentisse alijado da distinção que esse número implicava. Os candelabros lá em cima eram feitos a partir das lágrimas de almas atormentadas, perdidas no mar havia quinhentos anos de vindimas e estranhos e estranhos nomes nas garrafas guardadas lá dentro e cantinhos vazios para visitantes que não gostassem de camas ou dos poleiros nos tetos altos.
Continuando meu desafio pessoal de ler tudo o que eu achar da bibliografia do Bradbury, peguei esse aqui da estante para aproveitar tanto o tema do mês no Desafio Corujesco quanto o All Hallow’s Read. Uma Estranha Família já estava esperando por aqui faz um tempinho, depois que o consegui numa troca pelo Skoob e foi uma leitura bem rápida e leve.


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12 de outubro de 2017

Bruxas, bonecas e olhos de botão no universo de Coraline


Hoje é o dia das crianças, e que data seria melhor que essa para aproveitarmos o embalo do All Hallow's Read e falarmos sobre Coraline, uma das obras mais famosas do Neil Gaiman? Coraline, afinal, é um conto de fadas em sua melhor tradição: estranho, sombrio, repleto de verdades difíceis, mas também de coragem e determinação, com uma brava heroína que não tem nada de mocinha indefesa e monstros assustadores e famintos. É uma história que pode ser lida como um conto de terror - certamente capaz de causar calafrios - mas é também uma grande e maravilhosa aventura.


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5 de outubro de 2017

O Livro do Juízo Final: Viagens no Tempo, Empatia e Religião

- "Deus enviou o Seu filho único ao mundo."

Deus nunca teria feito isso se soubesse o que aconteceria, pensou Dunworthy. Herodes e o Massacre dos Inocentes e o Getsêmani.

- Leia para mim alguma passagem de são Mateus - pediu ele. - Capítulo 26, versículo 39.

A sra. Gaddson parou, pareceu irritada, mas folheou as páginas até o Evangelho de Mateus.

- "E, indo um pouco adiante, prostrou-se com o rosto em terra e orou: 'Meu Pai, se é possível, afasta de mim este cálice'".

Deus não fazia ideia de onde estava seu filho, pensou Dunworthy. Ele enviara seu único filho para o mundo, mas alguma coisa tinha dado errado com o fix, e alguém desligara a rede, de modo que Ele não pôde mais alcançá-lo, e então as pessoas prenderam o filho, puseram uma coroa de espinhos em sua cabeça e o pregaram numa cruz.

- Capítulo 27 - disse ele. - Versículo 46.

Ela contraiu os lábios e virou a página.

- Eu realmente não acho que estes sejam trechos da Escritura apropriados para...

- Leia - interrompeu ele.

- "Por volta da hora nona, Jesus deu um grande grito: '
Eli, Eli lamá sabachtáni?', isto é: 'Deus meu, Deus meu, por que me abandonaste?'".

Kivrin não faria nenhuma ideia do que podia ter acontecido. Pensaria que havia escolhido o local errado, ou o dia errado, que tinha perdido a noção do tempo de algum modo, que alguma coisa dera errado com o salto. Pensaria que tinha sido abandonada.
O que você faria se pudesse estudar História viajando pela História? É isso que acontece no futuro não-tão-distante de 2054, no Departamento de História de Oxford, cenário que abre O Livro do Juízo Final e que eu estava extremamente ansiosa para ler desde que tive o prazer de descobrir Connie Willis, em duas antologias de contos, no ano passado. Se bem que muito antes disso, meu amigo Enrique já tinha feito a indicação de To Say Nothing of the Dog, que se passa no mesmo universo, de forma que preciso dedicar o texto de hoje a ele. Sério, Enrique, muito obrigada por ter me apresentado à Willis.


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1 de outubro de 2017

Tradução – Irmã Bruxa


O ensaio a seguir foi traduzido da revista Faerie Magazine. A autora é Alice Hoffman, autora do livro Da Magia à Sedução, que deu origem ao filme homônimo com Sandra Bullock e Nicole Kidman que passava direto na Sessão da Tarde lá pela década de 90. Ia indicá-lo na minha próxima lista de links do Empilhando no Escaninho, mas achei que seria interessante traduzi-lo, aproveitando que estamos no começo do mês de Halloween – e do All Hallow’s Read.

Como de hábito, tenho de lembrar que não sou uma tradutora profissional, de forma que, se puderem ler em inglês, deem uma olhada no original.Ainda, sobre o assunto de bruxas como mulheres que se recusaram a seguir o caminho que a sociedade achava que elas deviam seguir, recomendo também ler o ensaio Porque Gandalf Nunca se Casou, do Terry Pratchett, e que já traduzi ano passado aqui.


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30 de setembro de 2017

A Vertigem das Listas: Nove Personagens para Discutirmos Depressão


Lulu: Assim como acontecem o outubro rosa (para chamar atenção para prevenção do câncer de mama) e o novembro azul (para o câncer de próstata), setembro foi eleito o mês de conscientização para o combate à depressão e suicídio: o setembro amarelo. E esse ano em especial, a Organização Mundial de Saúde colocou a depressão como o tema do Dia Mundial da Saúde, com uma iniciativa batizada Let’s Talk. Ainda existe muito preconceito em torno do assunto, muita gente que acha que depressão é frescura, coisa de gente que não tem o que fazer, e exatamente por isso é tão necessário debater a sério o assunto.

Assim é que o tema do vertigem desse mês é mais que uma lista de nomes, mas uma desculpa para utilizar personagens para falar, para fomentar a discussão. São Nove Personagens para Discutirmos Depressão, o que significa que não necessariamente eles tenham sido diagnosticados por seus autores, mas sim que sua interpretação dê abertura suficiente para essa conversa.


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26 de setembro de 2017

Semana dos Livros Banidos


Essa é a Semana dos Livros Banidos, uma iniciativa que promove a leitura de livros censurados, pelos mais diversos motivos; uma campanha pela liberdade de escolher o que ler, como ler, porque ler.

Na maior parte das vezes, são livros que trazem temáticas como sexualidade, religião, preconceito, e, claro, porque contém palavrões (...). Livros considerados muito 'maduros', retirados de bibliotecas para não 'contaminar' a mente dos jovens. Livros como...


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Sobre

Livros, viagens, filosofia de botequim e causos da carochinha: o Coruja em Teto de Zinco Quente foi criado para ser um depósito de ideias, opiniões, debates e resmungos sobre a vida, o universo e tudo o mais.

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