1 de novembro de 2018

Empilhando no Escaninho #34 (Os Links da Coruja)


Novembro chegou, dona Coruja está de férias, mas isso não significa que os trabalhos pararam aqui no quartel-general. Tem posts programados para ir ao ar e ideias sendo gestadas. Hum...


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29 de outubro de 2018

A Vertigem das Listas: Dez Viagens que Queremos Fazer antes de Morrer


Lulu: Olá, leitores, e sejam bem-vindos a mais um Vertigem das Listas! Minhas férias FINALMENTE começaram e, se tudo tiver dado certo, esse post irá ao ar enquanto estou a 30.000 pés de altura, a caminho da minha próxima aventura… Mas enquanto não chego ao meu destino, já começamos a sonhar com a próxima viagem, e por isso mesmo o vertigem de hoje vai listar Dez Viagens que Queremos Fazer antes de Morrer.

Ísis: Um dia, Luciana, irei contigo nessas viagens! Me aguarde! Mas vou dar uma de enxerida e contar a minha primeiro! Se bem que a minha primeira eu já realizei: Índia! Fizemos um circuito por parte da área deserta de Rajasthan. Estou até hoje preparando o Vertigem, mas suficiente dizer que aquela região é conhecida como um vale dos Reis, pois muitos palácios foram lá construídos. E a viagem como um todo foi uma das melhores da minha vida. Vale muito! Comida indiana todo dia! Foi maravilhoso!


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24 de outubro de 2018

All Hallow’s Read - Edgar Allan Poe como um personagem de Poe


Edgar Allan Poe teve uma vida quase tão movimentada e misteriosa quanto o enredo de suas obras. Os pais eram atores - o pai, David, era americano e a mãe, Eliza, inglesa. Os dois se casaram em 1806 e tiveram o primeiro filho, William, em 1807. Edgar nasceu em janeiro de 1809, numa época em que a família passava por dificuldades financeiras, causadas, sobretudo, pelo alcoolismo de David Poe, que os abandonou quando o escritor ainda era um bebê. Eliza estava mais uma vez grávida quando o marido desapareceu, e em dezembro de 1810 nasceu Rosalie Poe. Um ano depois, Eliza faleceu, de tuberculose.


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19 de outubro de 2018

Desafio Corujesco 2018 - Uma História que te Provoque Risos || Interferências


Ela olhou com expectativa para a mão dele, que estava ao lado do livro. Você não precisa disso, disse ele, e, quando viu que ela ainda hesitava: Confie em mim. Apenas ouça.

E ela ouviu, segurando com força a beirada da mesa com as mãos, e preparando-se para enfrentar, amedrontada, a onda avassaladora de vozes que viria.

Mas não veio. As vozes não tinham ido embora, mas já não vinham em turbilhão para coma dela, inundando-a. Estavam mais calmas, mais silenciosas, como o murmúrio de um córrego inofensivo. Ela olhou para C. B., espantada.
Como você fez isso?

Não fiz, respondeu ele, apontando com a cabeça na direção das outras pessoas sentadas às mesas compridas. Eles fizeram.

Mas como...?

Ele sorriu.
Nunca subestime o poder de um bom livro.

Descobri Connie Willis há três anos, por indicação de um amigo, e desde então a coloquei naquela lista de ‘autores que quero ler toda a bibliografia’. De seus contos às noveletas e romances, tudo dela com que já tive contato não apenas me deixou fascinada como também surpreendeu. Assim, não é à toa que, tão logo Interferências apareceu em pré-venda, saí correndo para reservar o meu (embora tenha demorado um pouco para começar a lê-lo efetivamente).


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13 de outubro de 2018

A Vida Compartilhada em uma Admirável Órbita Fechada


Jane se agarrou à parede, respirando com dificuldade. Estava tonta, mas não tinha nada a ver com o lançamento, nem com a gravidade falsa nem nada disso. Aquilo tudo era demais, simples assim. O planeta era lindo. O planeta era horrível. O planeta estava cheio de gente, e essas pessoas também eram lindas e horríveis. Tinham estragado tudo, e ela estava indo embora e jamais voltaria.

Li A Longa Viagem a um Pequeno Planeta Hostil no ano passado, e foi um dos melhores títulos de 2017. Eu me apaixonei pela prosa de Becky Chambers, pelo elenco tão diverso e vibrante, pela construção de relacionamentos, e pela road trip espacial pela qual somos levados. Uma amiga comentou que terminamos a história querendo abraçar o livro, porque ele nos abraça o tempo todo da leitura e eu concordo muito com essa imagem.


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8 de outubro de 2018

All Hallow’s Read: Elfos, Bruxas, Reis e Rainhas em mais uma história de Discworld


"- (...) Mesmo um caçador, um bom caçador, pode sentir pela presa. Isso é o que faz com que seja um bom caçador. Elfos não são assim. São cruéis por diversão, e não entendem coisas como misericórdia. Não entendem que algo além deles próprios possa ter sentimentos. Eles riem muito, especialmente se pegarem um humano solitário, um anão ou um troll. Trolls podem ser feitos de rocha, Majestade, mas estou dizendo a você que um troll é seu irmão em comparação com os elfos. Na cabeça, quero dizer.

- Mas por que eu não sei de nada disso?

-
Glamour. Elfos são bonitos. Eles têm, - ela cuspiu a palavra - estilo. Beleza. Graça. Isso é o que importa. Se os gatos parecessem rãs nós perceberíamos os bastardinhos desagradáveis e cruéis que são. Estilo. Isso é o que as pessoas lembram. Elas se lembram do glamour. Todo o resto, toda a verdade vira... contos de fadas da carochinha."

Não é preciso ir muito longe para perceber que Lordes e Damas é uma paródia de Sonho de uma Noite de Verão (com algumas pitadas de A Megera Domada e até Henrique V). Está tudo lá afinal: amores trocados, casamentos reais, travessuras, elfos e encantamentos; mas temperado com alguns detalhes picantes pelo meio, um sabá de bruxas e, claro, o humor bastante afiado de Pratchett.


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Sobre

Livros, viagens, filosofia de botequim e causos da carochinha: o Coruja em Teto de Zinco Quente foi criado para ser um depósito de ideias, opiniões, debates e resmungos sobre a vida, o universo e tudo o mais.

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