23 de maio de 2018

A História de Ada: A Guerra que Salvou sua Vida e a Ensinou a Viver

A história que estou contando começa quatro anos atrás, no início do verão de 1939. Naquela época, a Inglaterra estava à beira de mais uma Grande Guerra, a guerra que está acontecendo agora. A maioria das pessoas estava com medo. Eu tinha dez anos (embora não soubesse minha idade) e, por mais que já tivesse ouvido falar no Hitler — nos trechinhos de conversas e palavrões que subiam da travessa até minha janela, no terceiro andar —, não estava nem um pouco preocupada com ele ou com qualquer guerra disputada entre os países. Pelo que contei já deve ter ficado claro que eu estava em guerra com a minha mãe, mas a minha primeira guerra, a que travei naquele mês de junho, foi contra o meu irmão.

Recebi mês passado o livro A Guerra que me Ensinou a Viver, da Kimberley Bradley. O título é uma continuação de A Guerra que Salvou a Minha Vida, publicado aqui no Brasil no ano passado pela Darkside. E, bem, embora o título tivesse passado pelo meu radar quando o primeiro volume foi lançado, confesso que não tinha me empolgado muito em colocá-lo na lista de leituras, por se tratar de uma narrativa em primeira pessoa no período da Segunda Guerra Mundial, com uma criança protagonista.


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21 de maio de 2018

Por Nárnia! || Parte IV: Começo e Fim


Eis então que chegamos ao começo… e também ao final de nossa saga. Porque, embora cronologicamente O Sobrinho do Mago seja a primeira das crônicas narnianas, foi o penúltimo livro a ser publicado e isso faz diferença na hora de lê-lo; trata-se de uma história que entrega respostas, que explica mistérios e, embora isso seja importante para a compreensão da mecânica do mundo criado por Lewis, também resulta numa certa perda da magia da primeira descoberta, tal como ocorre em O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa.


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17 de maio de 2018

O Mundo Assombrado pelos Demônios: A Ciência Vista como uma Vela no Escuro

“- O que você realmente acha?

Respondo:

- Acabei de lhe dizer o que realmente acho.

- Sim, mas qual é a sua opinião visceral?

Mas eu tento não pensar com as minhas vísceras. Se levo a sério minha tentativa de compreender o mundo, pensar com algum órgão que não seja o meu cérebro, por mais tentador que possa ser, provavelmente complicará a minha vida. Na verdade, é correto guardar a opinião para quando houver evidências.”
Em agosto de 2015, o Clube do Livro de Bolso se reuniu para debater Contato, do Carl Sagan. Em quase dez anos mediando o clube, acho que nunca houve um encontro tão… sui generis. Como o clube tem uma política de ‘porta aberta’, qualquer um pode sentar e participar, mesmo que esteja só passando pelo espaço e veja um bocado de gente reunida. Foi isso que aconteceu nesse dia: o debate era no auditório de uma livraria, dois senhores que estavam por lá acabaram entrando acho que só por ter lugar para sentar e de repente, não mais que de repente, eles começaram a compartilhar suas experiências com extraterrestres. Eles não se conheciam, tinham entrado ali cada um por acaso e, creio que pegando a discussão pelo meio, acharam talvez que éramos um grupo de apoio para raptados por OVNI’s.


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15 de maio de 2018

Por Nárnia! || Parte III: Reis e Rainhas de Nárnia


Ao final de O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa, os irmãos Pevensie - que cresceram e passaram anos como reis e rainhas - retornam para casa, para o mundo mundano; mas retornam do ponto em que começaram a jornada, como crianças, ainda que com memórias de uma outra vida inteira passada. Um ano mais tarde, esperando na estação de trem para seguirem para o colégio em que estudam, são repentinamente chamados de volta para Nárnia. E, para seu choque, descobrem que mais de mil anos se passaram desde que sentaram nos tronos de Cair Paravel.


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13 de maio de 2018

Desafio Corujesco 2018 - Uma História sobre Livros || A Biblioteca Invisível

A acusação implícita de mentira, ou no mínimo de omissão, a atingiu com um tapa na cara. Não ajudou em nada o fato de, sob alguns aspectos, ser verdade. Ela baixou os olhos e não conseguiu responder. Pior de tudo, pela primeira vez em anos só estamos fazendo isso para salvar os livros soou mesquinho, e escolher não saber mais pareceu infantilidade.
Assim que bati o olho nesse título e na sinopse dele, imediatamente me interessei por lê-lo. Afinal, tratava-se de um livro sobre livros; ou, mais exatamente, sobre uma biblioteca fora do tempo e do espaço que preserva livros de várias dimensões e que funciona como uma espécie de quartel-general de super agentes especializados em infiltração, espionagem, roubos, magia… e preservação de histórias. No enredo desse primeiro volume - sim, trata-se de uma série - temos ainda Grandes Detetives, seres feéricos prenunciando Caos, dragões guardiões da Ordem, vampiros, zepelins, lobisomens, sociedades secretas e uma edição especial dos Contos de Fadas dos Irmãos Grimm.


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9 de maio de 2018

Por Nárnia! || Parte II: Através do Guarda-Roupa, de Desertos de Neve e Areia


O primeiro ponto a se discutir quando começamos a leitura de As Crônicas de Nárnia é a ordem pela qual se fará a leitura. De princípio, verdade seja dita, seguir uma ordem fixa é algo desnecessário, porque os sete livros que formam a saga são aventuras independentes, capazes de fazer sentido por si só. Contudo, considerando referências feitas ao longo das histórias e o impacto de certas cenas, por onde você começa pode fazer muita diferença.


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Sobre

Livros, viagens, filosofia de botequim e causos da carochinha: o Coruja em Teto de Zinco Quente foi criado para ser um depósito de ideias, opiniões, debates e resmungos sobre a vida, o universo e tudo o mais.

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