28 de julho de 2017
A Vertigem das Listas: Sete Cavalos de Presença

Lulu: Animais estão sempre bastante presentes na ficção, e há uma miríade de fiéis companheiros que poderíamos homenagear em listas aqui no Vertigem. Decidi me restringir hoje a apenas um tipo de animal, porque se expandir demais, vamos esgotar a lista do mês e continuar jogando nomes nela… Mas acho que com isso vamos inaugurar uma leva de listas animalescas no Coruja…
Caramba, considerando que somos um zoológico, porque ainda não tínhamos feito uma lista dessas?
Enfim, o tema de julho vai para um animal que, até a invenção do carro, era nosso principal transporte terrestre. Com ele íamos à guerra, e vivíamos nos tempos de paz. Ele é sempre um fiel companheiro dos príncipes dos contos de fadas. Sim, meus caros, hoje vamos falar de Sete Cavalos de Presença!
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21 de julho de 2017
Seis Lições que Aprendi com Jane Austen

Essa semana tivemos por todo o mundo eventos para marcar a data do bicentenário de morte de Jane Austen, uma das maiores autoras de língua inglesa. Apesar de ter produzido relativamente pouco - são apenas seis romances completos, além de algumas obras de sua juvenilia - sua obra entrou para o cânone ocidental, ressoando ao longo desses dois séculos em todos os cantos do mundo.
Já li e reli todos os livros de Austen, palestrei, debati no clube do livro, apresentei a amigos ou conheci pessoas que se tornariam grandes amigos meus por causa... dela. Nos últimos quinze anos (considerando que meu primeiro contato com a autora foi por volta dos meus quatorze), Austen foi uma companheira constante e uma fonte de conforto. Independente dos romances e dos finais felizes, os personagens de Austen sempre foram uma inspiração em seu humor, sua força e independência - e essas são as lições que aprendi com eles ao longo de todo esse tempo.
14 de julho de 2017
Mil Vezes mais Justo: O que as peças de Shakespeare nos ensinam sobre justiça

Em 'Mil vezes mais justo', Kenji Yoshino volta a atenção para a questão sobre o que compõe uma sociedade equitativa e justa, mergulhando numa fonte surpreendente para encontrar a resposta: as peças mais famosas de Shakespeare. Baseado em releituras criteriosas de Medida por medida, Tito Andrônico, Otelo e outros, discute perguntas fundamentais que fazemos a respeito do mundo atual e elucida algumas das questões mais preocupantes da vida contemporânea.
Nos nove ensaios que compõem Mil Vezes Mais Justo, Kenji Yoshino nos leva a percorrer os julgamentos e as diferentes noções de justiça retratadas pelo bardo: da vingança pessoal em Tito Andrônico ao processo legal de O Mercador de Veneza; do tribunal de Medida por Medida à corte dinamarquesa de Hamlet. Shakespeare entendia da natureza humana como poucos autores, tanto no que ela tem de mais sublime quanto de mais torpe, e por isso se presta tão bem ao debate moral e filosófico; mas também conhecia muito dos meandros da lei e das relações de poder, afinal, ele passou boa parte da vida entrando e saindo de tribunais, fosse como testemunha, querelante ou acusado.
13 de julho de 2017
Conversas sobre o Tempo: Uma História (Sentimental) da Leitura

Dia desses estava passeando na livraria e me deparei com a nova edição do Manual do Escoteiro Mirim, o que me precipitou numa viagem às minhas memórias de infância: a Biblioteca do Escoteiro Mirim, junto com a coleção do Sítio do Pica Pau Amarelo são os primeiros livros que me lembro lendo, que tiveram um enorme impacto no meu desenvolvimento como leitora - e como escritora também, especialmente aqui no blog. E isso me fez refletir um pouco em como posso pensar minha história pelos livros que li com o passar dos anos, como meus gostos foram mudando, como passei por diferentes fases com diferentes gêneros literários…
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10 de julho de 2017
Desafio Corujesco 2017 - Um Livro que seja uma Indicação de Alguém Conhecido || A Man Called Ove

Conheci a Steph uns dois anos atrás, quando ela me mandou uma mensagem pelo Goodreads - professora americana recém-chegada ao Recife para dar aulas de História, ainda sem falar muito bem português e sem conhecer ninguém que não fosse da escola onde começara a trabalhar. Eu a convidei para um dos encontros do Clube do Livro de Bolso e daí nasceu uma amizade regada a muito café, explorando restaurantes de comida regional e debatendo história e estórias. Agora em junho, o contrato dela com a Escola Americana terminou e ela partiu numa nova aventura, dessa vez em Portugal (se tudo der certo, ano que vem passo por lá e vou visitá-la). Assim é que, quando olhei o tema desse mês para o Desafio Corujesco, não tive dúvidas: catei um livro que a Steph indicou e fez a maior propaganda - além de me dar de presente de aniversário.A morte é algo bastante notável. As pessoas vivem a vida inteira como se ela não existisse e, no entanto, ela é um dos maiores motivos para se viver a maior parte do tempo. Alguns de nós ficam já desde cedo tão cientes da sua existência que vivemos com mais intensidade, mais teimosia, mais fúria. Outros precisam da sua presença constante para ao menos se dar conta de como é a vida. Alguns ficam tão ocupados com ela que sentam na sala de espera muito antes de ela ter anunciado sua chegada. Nós a tememos, e mesmo assim a maioria de nós tem mais medo que ela atinja outra pessoa do que a nós mesmos. Porque o maior medo com relação à morte é sempre que ela vá passar batida por nós. E nos deixar sozinhos.
3 de julho de 2017
Teatro das Sombras - Contos Fantásticos Além da Imaginação

Não faz muito tempo - uns dois anos talvez - que descobri Ray Bradbury. O que é engraçado, porque Fahrenheit 451 é considerado leitura obrigatória entre os clássicos modernos e estava na minha lista há pelo menos uma década, assim como Algo Sinistro Vem por Aí. Contudo, por motivos que não sei explicar, demorei bastante para afinal dar prioridade a ele e quando o fiz, foi porque Neil Gaiman sempre o colocava como uma de suas mais importantes referências. Fato é que, quando finalmente comecei a ler o autor, não quis mais parar e Bradbury decididamente é um dos nomes dos quais tenho como meta de vida conhecer a bibliografia completa.
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