30 de setembro de 2019
A Vertigem das Listas: Dez (outros) Personagens Viajantes

Lulu: Fiquei pensando e penando com meus botões para escolher o tema do Vertigem desse mês - imaginando qual seria o melhor 'resgate' de temas passados. Até que pensei 'bem, estou de férias, férias é tempo de viajar e embora eu não vá viajar fisicamente dessa vez, estou viajando nos livros' e assim chegamos aos peregrinos dessa lista e ao tema de hoje: Dez (Outros) Personagens Viajantes.
27 de setembro de 2019
O Diário de Nisha: uma história de silêncios e identidade

Papai diz que está todo mundo matando todo mundo agora, hindus, muçulmanos, sikhs. Todo mundo tem culpa. Ele diz que quando as pessoas são separadas em grupos, elas começam a acreditar que um grupo é melhor que o outro. Penso nos livros de medicina do papai e em como todos temos o mesmo sangue, órgãos e ossos dentro do corpo, qualquer que seja a religião de cada um.
A primeira coisa que me chamou a atenção quando O Diário de Nisha foi lançado foi o projeto gráfico. Se tem uma coisa que a Darkside sabe fazer muito bem, é trabalhar a apresentação de seus títulos, na melhor acepção da velha premissa de comprar um livro pela capa: a beleza aliada a excelente conteúdo. No caso, o que me pescou primeiro foi a lombada desenhada, com a impressão do fecho do diário, e então li a sinopse e estava (para continuar nas metáforas de pescaria) fisgada.
17 de setembro de 2019
Para Toda a Eternidade - Conhecendo o Mundo de Mãos Dadas com a Morte

E então vem o luto. E luto não é sinônimo de dor. É justamente a expressão da dor. Desde sempre, é isso que nós, seres humanos, fazemos: damos sentido às coisas através da linguagem. Por isso é tão importante que o luto tenha espaço para acontecer.
Num dos capítulos finais de Sandman, conhecemos a cidade necrópole de Litargo, local em que os moradores são especialistas em ritos fúnebres. Ali nos é contado sobre vários costumes culturais acerca da morte e aquelas imagens foram a primeira coisa que me vieram à mente quando comecei esse livro da Doughty. É engraçado, porque lendo o Gaiman, imaginei que parte daqueles estranhos serviços funerários eram uma criação do autor, mas descobri em Para Toda a Eternidade que todos são verdadeiros e que há procedimentos ainda mais estranhos.
5 de setembro de 2019
Dez Anos em Dez Ensaios - Dez razões para participar de um Clube de Leitura

Ano que vem, o clube do livro de bolso, do qual sou mediadora, também completa dez anos de existência. Achei justo, portanto, falar sobre ele nos ensaios de aniversário do blog, aproveitando ainda o gancho de várias discussões que venho acompanhando sobre a fomentação à leitura para compartilhar as experiências do grupo. Afinal, clubes de leitura são excelentes instrumentos para ajudar na formação de leitores; são relativamente fáceis de organizar, transformando-se em ambientes informais de aprendizado e reflexão - e é também um bom lugar para se fazer amigos.
O 'clube do livro de bolso', do qual faço parte, nasceu de um grupo de leitores de Jane Austen, mas cresceu para abarcar outros gêneros. O foco são clássicos, mas numa interpretação bem ampla (eu diria calviniana) do que sejam clássicos, pulando de Shakespeare para Bradbury, Agatha Christie para Dostoiévski, Dumas para Veríssimo. Como se percebe do nome, concentramos as escolhas em livros de bolso, até como forma de democratizar o acesso, porque essas edições costumam ser mais baratas. Essa era uma preocupação especialmente no início do clube; hoje em dia, ainda tentamos escolher livros que tenham mais de uma edição e caibam no bolso de todo mundo, mas não nos furtamos a ler títulos mais contemporâneos, que não tenham tantas opções.
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