31 de julho de 2018
Desafio Corujesco 2018 - Uma História Pós-Apocalíptica || Andróides Sonham com Ovelhas Elétricas?

"Por um longo tempo ele permaneceu fitando a coruja, que dormitava no poleiro. Mil pensamentos vieram à sua mente, pensamentos sobre a guerra, sobre os dias em que as corujas caíram do céu; lembrou-se de como, em sua infância, descobria-se que uma espécie após a outra era declarada extinta, e como isso era publicado todo dia nos jornais — raposas uma manhã, texugos na outra, até que as pessoas parassem de ler sobre os incessantes necrológios de animais (...) Ele também pensou sobre a sua necessidade em ter um animal de verdade; dentro dele uma efetiva repugnância se manifestou outra vez em relação à sua ovelha elétrica, a qual precisava manter, precisava cuidar, como se estivesse viva. A tirania de um objeto, pensou, que nem sabe que eu existo. Tal como os androides, não tem a menor capacidade de apreciar a existência do outro. Nunca tinha pensado nisso antes, a semelhança entre um animal elétrico e um andy. O animal elétrico, ponderou, poderia ser considerado uma subforma do outro, um tipo de robô enormemente inferior. Ou, ao contrário, o androide poderia ser qualificado como uma versão altamente desenvolvida e evoluída do animal de imitação. Ambos os pontos de vista o enojavam."
Ganhei esse livro de uma amiga que é tão fã de Blade Runner que até tatuou na perna o unicórnio que aparece no filme. Já fazia um tempinho que o volume estava na estante à espera, mas depois de duas excelentes experiências com PKD (os contos de Realidades Adaptadas e O Homem do Castelo Alto), não tinha como adiar mais a leitura desse clássico da ficção científica.
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Philip K. Dick
28 de julho de 2018
A Vertigem das Listas: Sete Piratas dos Sete Mares

Lulu: Talvez eu nunca tenha dito isso antes por aqui, mas o declaro agora: sou fascinada por piratas. Gosto da ambiguidade moral que eles têm como personagens reais ou da ficção, como corsários servindo sob as ordens de uma rainha (estou olhando para você, Elizabeth) ou como homens livres fazedores das próprias leis. Aliás, ler os códigos piratas é um exercício surpreendente: vários deles são bastante democráticos - todos os homens têm direito a voto, inclusive para eleger seu capitão; todos têm direito a parcela justa das riquezas capturadas; aqueles feridos e incapacitados no curso de sua vida no navio recebem seguro e podem continuar a bordo, de acordo com sua escolha; o casamento gay (chamado a bordo de matelotage) era aceito e um parceiro era inclusive herdeiro universal do outro.
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18 de julho de 2018
Fashion Victims - Quando a Fogueira das Vaidades se torna uma expressão literal...

From insidious murder weapons to blaze-igniting crinolines, clothing has been the cause of death, disease and madness throughout history, by accident and design. Clothing is designed to protect, shield and comfort us, yet lurking amongst seemingly innocuous garments we find hats laced with mercury, frocks laden with arsenic and literally 'drop-dead gorgeous' gowns.
Fabulously gory and gruesome, Fashion Victims takes the reader on a fascinating journey through the lethal history of women's, men's and children's dress, in myth and reality. Drawing upon surviving fashion objects and numerous visual and textual sources, encompassing louse-ridden military uniforms, accounts of the fiery deaths of Oscar Wilde's half-sisters and dancer Isadora Duncan's accidental strangulation by entangled scarf; the book explores how garments have tormented those who made and wore them, and harmed animals and the environment in the process. Vividly chronicling evidence from Greek mythology to the present day, Matthews David puts everyday apparel under the microscope and unpicks the dark side of fashion.
Descobri esse livro por indicação da Fernanda, lá do The Bookworm Scientist, que comentou comigo algumas das histórias coletadas pela autora neste estudo. Devorei-o em dois dias e terminei tanto querendo mais, quanto observando as portas do meu guarda-roupa com certo sentimento de paranóia.
1 de julho de 2018
Empilhando no Escaninho #30 (Os Links da Coruja)

Já passamos da metade do ano, e se piscar, vamos estar em dezembro... Antes disso, porém, ainda tem muita coisa para acontecer; Copa do Mundo está pela metade; agosto vai ter bienal do livro (eu vou!), outubro finalmente tem férias e também eleições... Dá cansaço só de imaginar...
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