1 de julho de 2018

Empilhando no Escaninho #30 (Os Links da Coruja)


Já passamos da metade do ano, e se piscar, vamos estar em dezembro... Antes disso, porém, ainda tem muita coisa para acontecer; Copa do Mundo está pela metade; agosto vai ter bienal do livro (eu vou!), outubro finalmente tem férias e também eleições... Dá cansaço só de imaginar...

Enfim... vamos a mais uma lista de links que passaram aqui pelo quartel-general corujesco!

  • Em tempos de copa do mundo, uma das coisas que chamam a atenção é a criatividade das campanhas de marketing usando o tema. Eu dei muita gargalhada com a chamada da Magazine Luiza sobre o que eles estão fazendo com as TVs 'zicadas' que estão sendo trocadas numa campanha da loja; fiquei emocionada com o discurso do Tite de 'uma só voz' do Itaú; e achei genial o encaixe de Evidências com a reconciliação da camisa verde e amarela, pela Rexona. Todos esses são bons exemplos de como usar uma história para vender um produto.


  • O pessoal do Tor.com sempre tem posts legais, é um site que vale muito à pena visitar (e assinar a newsletter também). Já que passamos do meio do ano, eles publicaram uma lista de melhores livros de 2018... até agora e eu definitivamente quero ler vários deles...

  • Quem tiver oportunidade de visitar Oxford até 28 de outubro, deve passar pela Biblioteca Bodleian para dar uma olhada na exposição Tolkien: Maker of Middle-earth. Mas mesmo quem não tem como atravessar o Atlântico para babar nas obras apresentadas nessa exposição pode dar uma lida nesse artigo da BBC sobre as ilustrações de Tolkien que ajudaram a dar vida a seu universo.

  • Quando você dá uma olhada na trajetória da cartunista e ativista Sasha Matthews, você volta a ter fé na humanidade... e, potencialmente, sente-se culpado por tudo que ainda não fez hoje, considerando o fato de que essa moça tem só treze anos... A ilustração que ela fez para tratar da política de separação de famílias de Trump é particularmente pungente - ela é conhecida pelos quadrinhos e escritos que tratam de justiça social, política de controle de armas e direitos do autor. Chamo a atenção para esse ensaio que ela escreveu sobre o último assunto. Você consegue imaginar o que mais essa garota vai fazer quando crescer?


  • Continuando no tema artes e criatividade, tenho várias outras indicações para fazer hoje... Como o Incidental Comics, do Grant Snider, que apresenta vários quadrinhos para falar de ideias, conceitos, significados, de uma forma gráfica muito interessante. O livro dele entrou na minha lista de desejados!




  • Já tinha indicado antes por aqui o Book4You, um aplicativo no qual sinopses de livros são mostrados sem a capa, para você se interessar pela história 'às cegas'. A Saraiva fez uma campanha de venda de livros nesse formato no dia dos namorados e agora tem também o pessoal do Beco Literário, que criou um espaço chamado Becompre, no qual os próprios leitores podem vender seus livros, postando apenas a sinopse e deixando o leitor escolher sem ter certeza de qual livro está comprando. Iniciativa bacana!

  • Esse ano celebramos o bicentenário de publicação de Frankenstein, e vários bons artigos têm sido publicados sobre o clássico de Mary Shelley. Chamo particular atenção para o ensaio do Brain Pickings sobre como podemos usar o livro como uma lente para questões atuais de ciência, ética e criatividade; e outro da BBC, sobre como a obra-prima de Shelley dialoga com a ansiedade dos tempos modernos, nossos medos e da necessidade de compaixão. O que, claro, nos leva ao trailer de Mary Shelley, previsto para estrear ainda este ano cá no Brasil. Quero muito assistir esse filme...


  • Ainda não consegui ir ao cinema assistir o novo filme de Jurassic Park, mas dessa semana não passa. A franquia fez parte da minha infância e ainda hoje lembro saudosamente do primeiro, que completa 25 anos agora - e que, como muito bem coloca o artigo da Signature, é um filme que envelheceu muito bem; daqueles que, independente do tempo, continuam tão interessantes, visualmente criativos e capazes de nos prender na cadeira por cada minuto de tela. Viva os dinossauros!

  • A revista Bravo! publicou um artigo bem completo sobre crítica literária, especialmente em tempos modernos, tratando da crítica especializada feita por profissionais até o fenômeno dos booktubers e passando pelo fenômeno da autopublicação. Para quem se interessa pelo assunto, é imperdível.

  • Sempre gostei de mitologia, mas, embora já tenha lido um bocado sobre o assunto, confesso que não conhecia as origens mais sombrias de Baco, o deus do vinho, no qual sempre pensei como uma divindade bonachona menor... exceto que isso deveria ser óbvio, considerando o detalhe de suas fiéis seguidoras serem as mênades, totalmente delirantes e selvagens, capazes de despedaçar um homem com as mãos nuas (vide seu encontro com Orfeu...). Seja como for, após ter visto o vídeo sobre Baco do canal Overly Sarcastic Productions, percebi que o senhor Dionísio é bem mais assustador do que o gordinho feliz do Fantasia original...


  • Não sou arquiteta, mas a arquitetura das cidades que visito (inclusive a minha) sempre é algo que me chama a atenção. Talvez por isso tenha me chamado a atenção esse artigo sobre cidades que nunca existiram; que menciona projetos de arquitetos famosos para grandes cidades, começando pelo de Le Corbusier para Paris (que, graças a Deus, não chegou a ser levado adiante, ou ele teria colocado todos os prédios históricos no chão...) - projeto que inspirou o nosso Niemeyer na construção de Brasília. Vale a curiosidade.

  • E aí, que tal escrever seu próprio romance distópico com o gráfico do pessoal do Eletric Literature?


  • Como diferem as experiências de leitura e propriedade de livros físicos e e-books? Essa é a pergunta por trás de um estudo publicado na revista Eletronic Markets, trazido aqui na reportagem do Nexo (aliás, outro site excelente para assinar newsletter e ficar por dentro do que tem acontecido no mundo e no nosso país... e ver várias outras coisas interessantes também). Eu gosto de e-books pela praticidade e economia de espaço; mas concordo com as limitações apresentadas no estudo. Gosto de dar ou mesmo doar livros após terminá-los; gosto de ter edições especiais de colecionador dos meus autores favoritos; gosto até mesmo de emprestar o que tem nas minhas estantes. E é por essas e outras que os fatalistas que anunciaram no passado o fim do livro de papel, esquecendo de seu papel social, até de formação de comunidades de leitores, estavam tão errados... Também do pessoal do Nexo tem esta matéria sobre a difusão de livros escritos por mulheres de forma gratuita e em edições caprichadas.

  • Terminando por hoje... Olá para você, leitor de Sherlock Holmes que não se cansa de reler os contos originais de Sir Arthur Conan Doyle, mas não se importaria de descobrir novas aventuras do famoso detetive e o fiel dr. Watson: pessoal do Signature fez uma lista com várias histórias que trazem novas interpretações de Holmes, com narrativas que lembram muito o estilo do cânone e outras tomadas mais curiosas. Dos títulos indicados, já li a antologia A Study in Sherlock; A Solução Final de Michael Chabon; O Secretário Italiano, do Caleb Carr e Um Pequeno Truque da Mente, do Mitch Cullin (que depois foi relançado aqui no Brasil apenas como Sr. Holmes, por causa da adaptação com o Ian McKellen). Achei todos excelentes, de forma que fiquei com vontade de ver os outros volumes indicados também...


A Coruja


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4 comentários:

  1. Como sempre, ótimas dicas! <3
    Gosto muito do Incidental Comics, Os quadrinhos do Grant são sempre bastante pertinentes.

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    1. Que bom que gostou, Tatá! São coisas legais de compartilhar e comentar depois, né?

      Pois é, achei o Incidental Comics por acaso e fiquei fascinada com as tirinhas dele. Muito boas!

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  2. Em relação ao tópico 14: nunca comprei, troquei ou aluguei um livro digital, mas gosto de ler em pdf.
    :-)

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    1. Também leio em PDF, mas normalmente esse não é o formato em que encontramos para compra e nem todo e-reader funciona com esse formato.

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Livros, viagens, filosofia de botequim e causos da carochinha: o Coruja em Teto de Zinco Quente foi criado para ser um depósito de ideias, opiniões, debates e resmungos sobre a vida, o universo e tudo o mais.

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