31 de março de 2020

A Vertigem das Listas: Dez Coisas para Fazermos na Era do Corona


Ísis: Tempos de isolamento social… um sonho realizado pra muita gente. Já pensou não ter que sair de casa, nem pra fazer supermercado? Queria mais tempo estudar uma língua? Ou sempre quis aprender a atar nó de marinheiro, mas nunca pôde parar para isso? Essa é a hora! Já estou há duas semanas e não fiz nem metade do que deveria, só pela pura revelia de poder ficar em casa… Mas acabei de assistir “Teen Wolf”, então está tudo bem.


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27 de março de 2020

Os Livros em Tempos de Quarentena


Completei oficialmente uma semana de isolamento. Aqui em casa temos conseguido manter uma rotina mais ou menos normal. D. Mãe e eu dividimos o trabalho de casa e todos temos conseguido trabalhar sem sair. Papai faz exercícios pela manhã e de tarde maratona séries na Netflix (ele começou agora La Casa de Papel). Comprei lápis de cor e livros de colorir, porque falam que é antiestressante e comecei a escrever meu próprio diário da quarentena (porque escrever, para mim, sempre serviu como válvula de escape). Mas seguimos preocupados.


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20 de março de 2020

Livros para Ler no Outono


Hoje é o equinócio de outono aqui no nosso hemisfério, o início da minha estação favorita do ano. Eu sei, eu sei, morando no nordeste, não posso dizer que tenhamos de fato outono - por aqui as estações são calor, muito calor, chuva com calor e muita chuva. Mas morei em outros estados que tinham estações bem demarcadas e visitei outros países na glória outonal.


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19 de março de 2020

Empilhando no Escaninho #41 (Os Links da Coruja)


Estou hoje começando oficialmente meu confinamento social - até ontem ainda saí de casa para trazer todo o equipamento de que precisava para trabalhar de casa, além de providenciar remédios (nada de estocar - só adiantei a compra de alguns medicamentos que uso de forma contínua e teria de procurar em meados de abril) e outros insumos.


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12 de março de 2020

Dez Anos em Dez Ensaios - Albus Dumbledore: mago, mentor, manipulador


“Eis o ponto comum de todas as variantes do heroísmo concebidas pelo folclore universal: a criatura privilegiada ou eleita com vistas a tarefas sobre-humanas só pode ser um rejeitado, uma criança abandonada, sacrificada, crivada de golpes por aqueles mesmo que têm o dever de protegê-la. Não que o herói seja exaltado unicamente em virtude da resistência de que dá provas nos infortúnios de seus primórdios, sendo-o sobretudo porque, expulso de casa e assim obrigado a romper os laços de sangue, liberta-se das coerções carnais e espirituais que constituem o essencial da fatalidade para o homem comum. O mito não tem outra sabedoria a transmitir sob suas metamorfoses e prodígios, pois, embora diga claramente que ninguém é profeta em seu país, o faz sempre mostrando que só é profeta o homem sem família nem vínculos, o filho da pessoa que se engendra a si próprio em suas obras, o exilado que não conhece volta, sendo por isso mesmo escolhido para os mais elevados destinos.”

Quando li o trecho acima no livro Romance das Origens, Origens do Romance, da crítica francesa Marthe Robert, pensei na Jornada do Herói, sobre como os “escolhidos” de várias histórias começavam sempre como órfãos, a ausência de figuras parentais fortes sendo um requisito básico para a existência do Chosen One - e como quase sempre há um mentor nos bastidores bem versado nas artes da manipulação para empurrar o herói ao caminho certo; um caminho que não raro passa por auto-sacrifício.


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5 de março de 2020

O Mundo Invisível entre Nós: poesia, decadência e estranheza


"Não faz sentido. Por que você não destrói o fóssil? Por que não destrói essa coisa?" Ela bate no vidro com força com a palma da mão. "Se é segredo, se ninguém pode saber, porque você não se livra de tudo?"

"
Você conseguiria destruir essas coisas?", pergunta o homem. "Não, achei que não. Você não fez uma espécie de juramento de buscar respostas, mesmo quando as respostas são inquietantes, mesmo quando são impossíveis? Pois é, querida, eu também."

Sabe quando você se apaixona por uma capa sem nem olhar a sinopse? Ou quando um título fica ecoando na sua cabeça e você fica imaginando a história por trás dele? Ou quando um autor te conquista de tal forma que o nome dele faz o dedo coçar antes mesmo do bendito entrar em pré-venda? Tudo isso me aconteceu quando dei de cara com O Mundo Invisível entre Nós, da Caitlín Kiernan e não hesitei em colocá-lo na lista de desejos.


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Livros, viagens, filosofia de botequim e causos da carochinha: o Coruja em Teto de Zinco Quente foi criado para ser um depósito de ideias, opiniões, debates e resmungos sobre a vida, o universo e tudo o mais. Para saber mais, clique aqui.

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