quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

O Leão, os Valar e a Canção


Amanhã estréia A Viagem do Peregrino da Alvorada, terceiro filme da franquia e quarto livro da série As Crônicas de Nárnia. Fiquei aqui então pensando no que poderia fazer para marcar a data. Estava muito em cima para escrever um especial sobre Lewis e, de qualquer forma, tendo lido apenas os livros de Nárnia, não poderia me aprofundar muito no assunto.

Decidi então escrever um ensaio que faz tempo está cozinhando na minha cabeça, acerca das aproximações entre Nárnia e a Terra-Média, em especial no ponto da criação destes respectivos mundos numa alegoria do Gênesis bíblico.

Cara, isso dá título de tese...

Quando li Coração de Tinta da Cornelia Funke, por esses dias, houve uma passagem que me chamou bastante atenção, quando Elinor conversa com Mo e Meggie sobre Fenoglio, o escritor de ‘Coração de Tinta’. Ela observa que, de uma forma geral, não nos interessamos pelo nome sob o título na capa de um livro - os autores são quase como figuras fantasmagóricas, e pensamos nele como já mortos ou muito velhos. Não damos aos autores uma existência física.

É um fenômeno relativamente recente a da identificação e curiosidade em relação aos autores de livros. Acredito que seja um efeito da globalização, do alcance dos meios de comunicação atuais, que acabam por fazer de autores, celebridades. Não que autores mais antigos não tenham sido celebrados e conhecidos na sociedade, mas nunca com o status que têm hoje em dia, nunca com tanta pompa e circunstância, apenas por serem escritores.

Oscar Wilde e Byron, para citar dois fenômenos literários, tiveram uma badalação parecida com a que existe agora, mas não em virtude de seus dotes como escritores, e mais por suas posições sociais e seus hábitos sexuais.

Mas voltemos ao assunto... Eu, como Elinor tão bem resumiu, era uma daquelas leitoras obsessivas que adorava histórias, mas pouco se importava com a vida das pessoas por trás daquelas palavras. Não que hoje eu me interesse particularmente por saber da vida particular dos meus escritores favoritos (sou ignorante desses detalhes até entre as pessoas que me cercam... que dirá de indivíduos que nunca conheci).

O que aconteceu foi que passei a compreender e identificar como passagens e experiências da vida dessas pessoas, desses escritores, influenciaram em suas obras. E essa mudança de mentalidade se deu, justamente, quando li O Sobrinho do Mago de Lewis pela primeira vez.

Li Tolkien muito antes de ter ouvido falar de Nárnia. Por um certo período, entre os meus quinze e dezesseis anos, tudo o que eu queria saber, de forma quase obsessiva, era da Terra-Média. Não acho que seja coincidência que essa seja a época em que prestei vestibular: com a pressão dos estudos e das escolhas que precisava fazer, tudo o que podia pensar era em fugir por mares nunca dantes navegados, por terras nunca dantes exploradas.

Então, como uma verdadeira serial-reader fui devorando um a um - O Senhor dos Anéis, O Hobbit, Contos Inacabados, O Silmarillion.

Já estava na faculdade quando Lorena me emprestou O Leão, o Feiticeiro e o Guarda-roupa e é claro que depois de ter lido esse, não tive dúvidas em procurar o resto das crônicas, que no final das contas ganhei de presente numa magnífica edição em capa dura e ilustrações coloridas.

E comecei a ler...

Lá pelas tantas, deparei-me com uma passagem que me era estranhamente familiar: a criação do mundo de Nárnia, com a primeira aparição de Aslam, já quase ao final de O Sobrinho do Mago. Forcei um pouco a memória – já fazia algum tempo que tinha lido o volume que me provocara o déja-vu - e finalmente me lembrei.

Aquele era o mesmo tema do início de O Silmarillion.

Nos dois livros temos uma cena maravilhosa em que é retratada a criação do mundo a partir do caos. Começo com Tolkien, para vocês poderem acompanhar meu raciocínio...

Havia Eru, o Único, que em Arda é chamado de Ilúvatar. Ele criou primeiro os Ainur, os Sagrados, gerados por seu pensamento, e eles lhe faziam companhia antes que tudo o mais fosse criado. E ele lhes falou, propondo-lhes temas musicais; e eles cantaram em sua presença, e ele se alegrou. Entretanto, durante muito tempo, eles cantaram cada um sozinho ou apenas alguns juntos, enquanto os outros escutavam, pois cada um compreendia apenas aquela parte da mente de Ilúvatar da qual havia brotado e evoluía devagar na compreensão de seus irmãos. Não obstante, de tanto escutar, chegaram a uma compreensão mais profunda, tornando-se mais consonantes e harmoniosos.

E aconteceu de Ilúvatar reunir todos os Ainur e lhes indicar um tema poderoso, desdobrando diante de seus olhos imagens ainda mais grandiosas e esplêndidas do que havia revelado até então; e a glória de seu início e o esplendor de seu final tanto abismaram os Ainur, que eles se curvaram diante de Ilúvatar e emudeceram.

Disse-lhes então Ilúvatar: - A partir do tema que lhes indiquei, desejo agora que criem juntos, em harmonia, uma Música Magnífica. E, como eu os inspirei com a Chama Imperecível, vocês vão demonstrar seus poderes ornamentando esse tema, cada um com seus próprios pensamentos e recursos, se assim o desejar. Eu porém me sentarei para escutar; e me alegrarei, pois, através de vocês, uma grande beleza terá sido despertada em forma de melodia.

E então as vozes dos Ainur, semelhantes a harpas e alaúdes, a flautas e trombetas, a violas e órgãos, e a inúmeros coros cantando com palavras, começaram a dar forma ao tema de Ilúvatar, criando uma sinfonia magnífica; e surgiu um som de melodias em eterna mutação, entretecidas em harmonia, as quais, superando a audição, alcançaram as profundezas e as alturas; e as moradas de Ilúvatar encheram-se até transbordar; e a música e o eco da música saíram para o Vazio, e este não estava mais vazio. Nunca, desde então, os Ainur fizeram uma música como aquela, embora tenha sido dito que outra ainda mais majestosa será criada diante de Ilúvatar pelos coros dos Ainur e dos Filhos de Ilúvatar, após o final dos tempos Então, os temas de Ilúvatar serão desenvolvidos com perfeição e irão adquirir Existência no momento em que ganharem voz, pois todos compreenderão plenamente o intento de Ilúvatar para cada um, e cada um terá a compreensão do outro; e Ilúvatar, sentindo-se satisfeito, concederá a seus pensamentos o fogo secreto.

Agora, porém, Ilúvatar escutava, sentado, e por muito tempo aquilo lhe pareceu bom, pois na música não havia falha. Enquanto o tema se desenvolvia, no entanto, surgiu no coração de Melkor o impulso de entremear motivos da sua própria imaginação que não estavam em harmonia com o tema de Ilúvatar; com isso procurava aumentar o poder e a glória do papel a ele designado. A Melkor, entre os Ainur, haviam sido concedidos os maiores dons de poder e conhecimento, e ele ainda tinha um quinhão de todos os dons de seus irmãos. Muitas vezes, Melkor penetrara sozinho nos espaços vazios em busca da Chama Imperecível, pois ardia nele o desejo de dar Existência a coisas por si mesmo; e a seus olhos Ilúvatar não dava atenção ao Vazio, ao passo que Melkor se impacientava com o vazio. E, no entanto ele não encontrou o Fogo, pois este está com Ilúvatar. Estando sozinho, porém, começara a conceber pensamentos próprios, diferentes daqueles de seus irmãos.

Alguns desses pensamentos ele agora entrelaçava em sua música, e logo a dissonância surgiu ao seu redor. Muitos dos que cantavam próximo perderam o ânimo, seu pensamento foi perturbado e sua música hesitou; mas alguns começaram a afinar sua música a de Melkor, em vez de manter a fidelidade ao pensamento que haviam tido no início. Espalhou-se então cada vez mais a dissonância de Melkor, e as melodias que haviam sido ouvidas antes soçobraram num mar de sons turbulentos. Ilúvatar, entretanto, escutava sentado até lhe parecer que em volta de seu trono bramia uma tempestade violenta, como a de águas escuras que guerreiam entre si numa fúria incessante que não queria ser aplacada.

Ergueu-se então Ilúvatar, e os Ainur perceberam que ele sorria E ele levantou a mão esquerda, e um novo tema surgiu em meio à tormenta, semelhante ao tema anterior e ao mesmo tempo diferente; e ganhava força e apresentava uma nova beleza. Mas a dissonância de Melkor cresceu em tumulto e o enfrentou. Mais uma vez houve uma guerra sonora, mais violenta do que antes, até que muitos dos Ainur ficaram consternados e não cantaram mais, e Melkor pôde dominar. Ergueu-se então novamente Ilúvatar, e os Ainur perceberam que sua expressão era severa. Ele levantou a mão direita, e vejam! Um terceiro tema cresceu em meio à confusão, diferente dos outros. Pois, de início parecia terno e doce, um singelo murmúrio de sons suaves em melodias delicadas; mas ele não podia ser subjugado e acumulava poder e profundidade. E afinal pareceu haver duas músicas evoluindo ao mesmo tempo diante do trono de Ilúvatar, e elas eram totalmente díspares. Uma era profunda, vasta e bela, mas lenta e mesclada a uma tristeza incomensurável, na qual sua beleza tivera principalmente origem. A outra havia agora alcançado uma unidade própria; mas era alta, fútil e infindavelmente repetitiva; tinha pouca harmonia, antes um som uníssono e clamoroso como o de muitas trombetas soando apenas algumas notas. E procurava abafar a outra música pela violência de sua voz, mas suas notas mais triunfais pareciam ser adotadas pela outra e entremeadas em seu próprio arranjo solene.

No meio dessa contenda, na qual as mansões de Ilúvatar sacudiram, e um tremor se espalhou, atingindo os silêncios até então impassíveis, Ilúvatar ergueu-se mais uma vez, e sua expressão era terrível de ver. Ele então levantou as duas mãos, e num acorde, mais profundo que o Abismo, mais alto que o Firmamento, penetrante como a luz do olho de Ilúvatar, a Música cessou.

Então, falou Ilúvatar e disse: - Poderosos são os Ainur, e o mais poderoso dentre eles é Melkor; mas, para que ele saiba, e saibam todos os Ainur, que eu sou Ilúvatar, essas melodias que vocês entoaram, irei mostrá-las para que vejam o que fizeram E tu, Melkor, verás que nenhum tema pode ser tocado sem ter em mim sua fonte mais remota, nem ninguém pode alterar a música contra a minha vontade. E aquele que tentar, provará não ser senão meu instrumento na invenção de coisas ainda mais fantásticas, que ele próprio nunca imaginou.

E então os Ainur sentiram medo e ainda não compreenderam as palavras que lhes eram dirigidas; e Melkor foi dominado pela vergonha, da qual brotou uma raiva secreta. Ilúvatar, porém, ergueu-se em esplendor e afastou-se das belas regiões que havia criado para os Ainur; e os Ainur o seguiram.

Entretanto, quando eles entraram no Vazio, Ilúvatar lhes disse: - Contemplem sua Música! - E lhes mostrou uma visão, dando-lhes uma imagem onde antes havia somente o som. E eles viram um novo Mundo tomar-se visível aos seus olhos; e ele formava um globo no meio do Vazio, e se mantinha ali, mas não pertencia ao Vazio, e enquanto contemplavam perplexos, esse Mundo começou a desenrolar sua história, e a eles parecia que o Mundo tinha vida e crescia. E, depois que os Ainur haviam olhado por algum tempo, calados, Ilúvatar voltou a dizer: - Contemplem sua Música! Este é seu repertório. Cada um de vocês encontrará aí, em meio à imagem que lhes apresento, tudo aquilo que pode parecer que ele próprio inventou ou acrescentou. E tu, Melkor, descobrirás todos os pensamentos secretos de tua mente e perceberás que eles são apenas uma parte do todo e subordinados à sua glória.
Existe qualquer coisa de extremamente poderoso nessa passagem, qualquer coisa que impõe um respeito quase reverencial.

Lewis, por outro lado...

No escuro, finalmente, alguma coisa começava a acontecer. Uma voz cantava. Muito longe. Nem mesmo era possível precisar a direção de onde vinha. Parecia vir de todas as direções, e Digory chegou a pensar que vinha do fundo da terra. Certas notas pareciam a voz da própria terra. O canto não tinha palavras. Nem chegava a ser um canto. De qualquer forma, era o mais belo som que ele já ouvira. Tão bonito que chegava a ser quase insuportável. O cavalo também parecia estar gostando muito, pois relinchou como faria um cavalo de carga se, depois de anos e anos de duro trabalho, se encontrasse livre na mesma campina onde correra quando jovem e, de repente, visse um velho amigo cruzando a relva e trazendo-lhe um torrão de açúcar.

– Meu Deus! – exclamou o cocheiro. – Não é uma beleza?

E duas coisas maravilhosas aconteceram ao mesmo tempo.

Uma: outras vozes reuniram-se à primeira, e era impossível contá-las. Vozes harmonizadas à primeira, mais agudas, vibrantes, argênteas.

Outra: a escuridão em cima cintilava de estrelas. Elas não chegaram devagar, uma por uma, como fazem nas noites de verão. Um momento antes, nada havia lá em cima, só a escuridão; num segundo, milhares e milhares de pontos de luz saltaram, estrelas isoladas, constelações, planetas, muito mais reluzentes e maiores do que em nosso mundo. Não havia nuvens. As novas estrelas e as novas vozes surgiram exatamente ao mesmo tempo. Se você tivesse visto e ouvido aquilo, tal como Digory, teria tido a certeza de que eram as estrelas que estavam cantando e que fora a Primeira Voz, a voz profunda, que as fizera aparecer e cantar.

– Louvado seja! – disse o cocheiro. – Se eu soubesse que existiam coisas assim, teria sido um homem muito melhor.

A Voz na terra estava agora mais alta e triunfante, mas as vozes no céu, depois de entoar com ela por algum tempo, tornaram-se mais suaves.

Longe, perto da linha do horizonte, o céu se acinzentava. Movia-se uma aragem leve e refrescante. O céu naquele ponto tornava-se gradualmente mais pálido. Já se viam formas de colinas recortadas contra ele. E a Voz continuava a cantar.

A luminosidade agora já era suficiente para que se vissem. O cocheiro e as crianças estavam de boca aberta e olhos acesos: bebiam o som, o som que parecia lembrar-lhes alguma coisa. Também a boca de tio André estava aberta, mas não de júbilo. Parecia mais que o queixo dele tinha se separado do resto do rosto. Seus ombros estavam caídos, e os joelhos tremiam. Não estava gostando da Voz. Se houvesse ali um buraco de rato, já teria sumido por ele. Mas a feiticeira olhava como se, de algum modo, entendesse mais daquela música do que ninguém. De boca fechada, lábios contraídos, punhos cerrados, desde que a canção começara, sentia que aquele mundo se enchia de uma magia diferente da sua, e mais forte. E ela a detestava. Teria, se pudesse, esmagado aquele mundo, todos os mundos, só para interromper o canto. O cavalo permanecia de orelhas atentas, pisoteando às vezes o solo. Já não era um cavalo de tração velho e cansado; já se podia até acreditar que seu pai estivera mesmo na guerra.

O céu do oriente passou de branco para rosa, e de rosa para dourado. A voz subiu, subiu, até que todo o ar vibrou com ela. E quando atingiu o mais potente e glorioso som que já havia produzido, o sol nasceu.

Digory nunca tinha visto um sol daqueles. O sol sobre as ruínas de Charn parecera mais velho do que o nosso, mas este parecia mais jovem. Tinha-se a impressão de que ele ria de alegria enquanto ia subindo. E, quando seus raios cobriram a terra, os viajantes puderam verificar em que lugar estavam. Tratava-se de um vale através do qual serpenteava um grande e caudaloso rio, que corria para o leste, na direção do sol. Ao norte, colinas suaves; ao sul, montanhas altas. Mas era um vale apenas de terra, rocha e água; não havia uma única árvore, arbusto ou folhinha de capim.

A terra tinha muitas cores – cores novas, quentes e brilhantes, que faziam a gente exaltar... Até que se visse o próprio Cantor. Então, todo o resto seria esquecido.
Era um Leão. Enorme, peludo e luminoso, ele estava de frente para o sol que nascia. Com a boca aberta em pleno canto, ali estava ele, a menos de trezentos metros de distância.
Acho a concepção dos dois aqui muito interessante e absolutamente bela: a idéia de que o mundo foi criado através de uma canção.

Mas agora, vejamos... quando li essas duas cenas lado a lado (sim, abri os dois livros lado a lado sobre a mesa e saí comparando-os), num primeiro momento, eu me perguntei se aquilo era uma coincidência ou um plágio bem-intencionado, uma homenagem, algo do tipo.

Contudo, ainda que a idéia central fosse a mesma, o estilo, a forma como cada um dos dois escreveu era muito diferente. Com Tolkien, nós temos um distanciamento, um respeito sacro - a cena é impressionante por si só, mas não emociona. Pelo menos, não me emocionou. Ela é muito... não digo inalcançável, mas além da nossa sensibilidade. As palavras são exatas, fortes, mas frias, distantes.

É o contrário do que acontece em Lewis. Confesso que fiquei de olhos úmidos enquanto lia; havia qualquer coisa de cálida, de doce, de incrivelmente terno e intimista no tom com que ele descrevia o início da canção e o surgimento de Aslam. No Silmarillion eu sentia um arrepio na coluna, adivinhando todas as coisas belas e terríveis nas entrelinhas daquela cena; no Sobrinho do Mago eu não podia deixar de me sentir inexplicavelmente contente, mais leve.

E no meio de tudo isso, não deixava de perguntar "mas que diabos... como é que aconteceu isto?". E, claro, se você tem uma pergunta e quer uma resposta, o que mais você pode fazer além de ir pesquisar?

Foi assim que descobri que Tolkien e Lewis tinham sido amigos, até mesmo colegas de trabalho. A cena da criação de seus respectivos mundos não é a única similaridade entre suas obras e, à medida que ia lendo e comparando, ia também criando cenas de um passado em comum.

Hoje em dia, não consigo ler nenhum dos dois sem imaginá-los caminhando ao redor de Oxford ou tomando chá enquanto discutem suas respectivas idéias de mito, religião, literatura. E, embora não seja uma grande fã de chá, sinto uma incrível vontade de fazer um típico chá da tarde e arranjar alguém que seja tão louco quanto eu para poder discutir até que ponto as vidas pessoais desses dois escritores (e de vários outros) interferiram em suas obras.

Vá entender...

Talvez um dia eu encontre alguém que aceite tomar chá comigo e ter diálogos completamente incompreensíveis para o resto do mundo (a.k.a. as pessoas que normalmente convivem comigo fisicamente, porque virtualmente conheço um bocado de gente com quem poderia ter esse tipo de conversa. O problema, claro, é a distância...). Até lá... tirem suas próprias conclusões. E vamos ao cinema dar uma voltinha no Peregrino da Alvorada.

Até amanhã, pessoal...


A Coruja

Um comentário:

  1. Bem, janeiro tá quase aí... posso TENTAR entrar numa discussão dessas, se quiser. =P

    Pelo menos o chá com bolinhos eu garanto.

    Confesso que ainda não li O Silmarillion nem Contos Inacabados, assim como as obras de Lewis, mas eu realmente já tinha ouvido falar que eles haviam sido amigos, embora não soubesse que haviam tantas semelhanças assim entre as obras. Sempre vi a Terra-Média como algo mais épico do que Nárnia, que me pareceu (pelo primeiro filme, o único que assisti) ter um clima mais parecido com um conto de fadas. Não fiz sentido nenhum, né? Um dia talvez eu tente explicar melhor, mas antes tenho que ler ALGUMA COISA sobre Nárnia...

    ResponderExcluir