12 de maio de 2016

Lumos - Parte II: A Jornada dos Heróis


Por que Harry Potter fez e faz tanto sucesso? Há três bons motivos para isso: a criatividade com que Rowling ergue o mundo mágico, incorporando folclore e mitologia, nos dando, com isso, a ilusão de realidade; um enredo envolvente, e personagens não apenas carismáticos, mas com quem podemos nos identificar.

O Beco Diagonal, Hogwarts, Hogsmead, o Ministério da Magia, a casa dos Weasley, centauros e sereianos e aranhas gigantes, feitiços e poções, política e sociedade - a cada novo item que adicionamos à lista, a sopa vai ficando mais saborosa. Sem entrar na questão de Os Livros da Magia ou Crestomanci, a verdade é que muito do que aparece nas páginas de Rowling nos é de alguma forma familiar.

Afinal, o mundo mágico convive, compartilha os mesmos espaços que o mundo trouxa e é impossível que eles não se cruzem de quando em quando. Partindo desse princípio, que tenhamos nossas próprias histórias sobre Merlin e Circe ou o Monstro do Lago Ness e dragões, faz muito sentido.

Não são apenas os mitos do mundo trouxa que se espelham nas criaturas bastante reais do mundo mágico. A História também se reflete - a batalha entre Grindewald e Dumbledore em 1945 terminou uma Guerra Mundial mágica… e, aparentemente, também a Segunda Grande Guerra. A doutrina dos comensais da morte, por sua vez, ecoa de forma assustadora a doutrina nazista. Newton Scamander em Nova York da década de 20 tem de lidar com a Lei Seca. E por aí afora vai a lista.

Esse entrelace entre fantasia e realidade dão um sabor a mais ao mundo criado por Rowling: é como se nos convidassem a participar de um segredo, e nos dissessem que, sim, magia é real. Hogwarts é real. Dumbledore, Hagrid, Harry, Sirius, Voldemort - todos eles são reais.

Como resistir a isso?

Ao mesmo tempo, a jornada de Harry é uma experiência universal - por mais que não tenhamos Lordes das Trevas literais em nossas existências, metaforicamente, toda a história de Harry é um longo conto sobre amadurecimento, sobre a passagem da infância à vida adulta, sobre descobrir a própria identidade e encontrar seu lugar no mundo. É algo com que todos podemos nos identificar.

É, enfim, a Jornada do Herói.

Ainda hei de escrever um artigo sobre a jornada do herói, mas até que eu possa fazê-lo, vamos resumir a coisa dessa forma: não se trata de seguir uma fórmula exata, uma receita de bolo com ingredientes perfeitamente medidos. A jornada do herói não é o que veio antes, mas sim, o que se descobriu depois: é a destilação da essência das grandes histórias que fazem parte do nosso imaginário coletivo. É justamente essa experiência universal, que não importa quão diferente seja a cultura, todos passamos pelas mesmas provas, simplesmente por sermos todos humanos.

Quer você more na China ou na Rússia ou no Brasil; na França ou no Timbuktu, você vai passar pela experiência de crescer. Você vai amar, e odiar, e vai tentar encontrar sua vocação, o propósito que o faz se levantar da cama todos os dias. Vai fazer escolhas e sacrifícios. Você vai lidar com a morte, e com o medo, com a injustiça, e você sonhará com dias melhores e se esforçará para alcançar seus sonhos.

Tudo isso está no âmago de Harry Potter, embrulhado em luzes de feitiços, bichos papões no armário, pessoas que podem se transfigurar em animais e a eterna batalha entre as forças da luz e da escuridão.

Por fim, quando você despe todos os artifícios e efeitos especiais, o que sobram são os personagens… e Harry Potter tem um excepcional elenco de personagens.

Harry, nosso protagonista, faz parte de uma longa tradição de órfãos literários - que não sabendo ou não se lembrando de onde vêm, são quase uma página em branco para o leitor, para crescer no papel à medida que vamos virando as páginas.


Embora seja uma celebridade no mundo mágico, ele cresceu sendo constantemente diminuído pela própria família, de forma que ao descobrir seu status heróico quase mítico, ele não sabe como lidar com isso - na verdade, ele não acha que tenha feito nada demais e se preocupa com a possibilidade de ser uma decepção.

Na verdade, em vez de se aproveitar de sua popularidade, Harry prefere ficar quieto no seu canto. Ele não está preocupado em ser universalmente adorado (muito ao contrário de Lockhart, por exemplo), mas apenas em encontrar em lugar que possa chamar de seu.

Não é à toa que, ao olhar seu reflexo no Espelho de Erised, o maior desejo de Harry seja estar entre os de sua família - não os Dursley, claro, mas seus pais, e tantos outros com seus olhos, e seu nariz, e até seus joelhos.

Na verdade, família é um assunto que permeia muito da história. Harry Potter nos diz que laços de sangue nem sempre são o suficiente e que, às vezes, nossas verdadeiras famílias são aquelas que escolhemos para nós. Harry - muito como Sirius que abandonou a casa dos Black e se adotou não-oficialmente com os Potter - encontra nos amigos sua verdadeira família, não lhe faltando figuras parentais entre estes.

Há Sirius, claro, com quem Harry tanto se identifica - Sirius, que ocupa esse espaço por tão pouco tempo e deixa atrás de si um vazio tão grande quando cai para além do Véu - e Remus em menor escala. Há Hagrid, que tirou Harry dos escombros da casa dos Potter, Hagrid que nunca esperou nada de Harry, que nunca exigiu nada, que nunca o enxergou como alguém além dele mesmo. Há Arthur e Molly e todo o clã Weasley. Para todas as extraordinárias perdas de Harry, é certo que ele conseguiu encontrar seu lugar no mundo e realizar seu maior desejo: e é por essa grande família, que ele se presta ao sacrifício sem demonstrar relutância ou surpresa.

Essa é a grande diferença entre Tom Riddle e Harry. Ambos são órfãos e encontram seu lar em Hogwarts, mas ao passo que Riddle deseja apenas poder e vingança (por ter sido abandonado? porque sua mãe desistiu’?) e é incapaz de confiar em quem quer que seja, sendo governado pelo medo (o medo da própria mortalidade); o que Harry busca é mais que um lugar, mas uma família. Como Dumbledore muito bem observa, Harry é capaz de amor e de empatia e essa é a principal arma que ele tem contra Voldemort, que é incapaz de compreender o que está além de seu próprio isolamento.

Na primeira vez que li As Relíquias da Morte, serei sincera e direi que odiei o final. Para mim, Harry tinha que ter morrido - o fato de ele retornar de certa forma rebaixa o sacrifício que ele tinha de fazer. E Harry não é um personagem messiânico nos moldes de Aslam e Jesus - ele é inteiramente humano e por isso nos identificamos tanto com ele.

Levando em consideração que li o sétimo volume uma única vez, traduzido da internet capítulo por capítulo ao longo da semana logo após seu lançamento em inglês (tempos de Orkut…), não à toa perdi qualquer coisa de essencial na interpretação do que tinha acontecido.

Quase uma década depois, relendo agora na língua original, sem a excitação de querer descobrir logo como acaba, quase pulando páginas na pressa ansiosa, a impressão que tenho é bem diferente. Especialmente quando você percebe (tendo lido tudo na sequência) que o que ocorre em As Relíquias da Morte já estava previsto desde O Cálice de Fogo - o breve momento de exultação de Dumbledore quando Harry reconta os fatos do retorno do Lorde das Trevas. Rowling colocou as peças necessárias cuidadosamente no tabuleiro.

Harry, contudo, não teria chegado onde chegou sem ajuda, especialmente de seus dois melhores amigos, Ron e Hermione - ambos personagens tão interessantes quanto o protagonista da saga.

Eu detesto a forma como os filmes pintaram Ron como um alívio cômico, muitas vezes ridículo. Ron virou o Watson dos filmes de Rathbone…


Primeiro de tudo, Ron não é um incompetente. Ele é inteligente, de forma bastante pragmática. Ele não é muito paciente, mas é bastante prático e resoluto e não perde a cabeça numa situação de perigo - vide ele lembrando Hermione de que ela é uma bruxa enquanto está sendo enforcado por uma planta senciente em A Pedra Filosofal, bem como a fantástica partida de xadrez que ganha para os amigos; seu sangue-frio quando o túnel desaba em A Câmara Secreta, sabendo que não adianta seguir em frente de forma estabanada; seu imediato enfrentamento de Sirius em O Prisioneiro de Azkaban (nesse caso, mais corajoso e leal que propriamente inteligente); bem ainda como as inúmeras vezes em que se destacou em As Relíquias da Morte: quando salva Harry de morrer afogado ou quando vai atrás das presas do basilisco na Câmara Secreta.

Ron é o tesoureiro da F.A.L.E. (Fundo de Apoio à Liberação dos Elfos) - e não acho que Hermione o tenha assim designado porque não havia quem mais pudesse ocupar o cargo. Considerando que ele vive preocupado com dinheiro, é bastante razoável que, do trio, ele seja o melhor em pensar questões de finanças.

O calcanhar de Aquiles de Ron é seu profundo senso de inadequação. Ele se sente intimidado pela reputação de todos ao seu redor - dos irmãos ao melhor amigo - e, por vezes, isso o levou a conflitos com o próprio Harry. Ao longo da série, Ron vai amadurecer e compreender que não é preciso ser famoso (embora ele termine se tornando bastante famoso) para ser feliz.

Ron tem também uma função importante na história: ele é o primeiro guia de Harry (e, por tabela, do leitor) no mundo mágico. Afinal, ele cresceu nessa realidade e muitas vezes, mesmo o conhecimento teórico de Hermione perde para a sabedoria prática de Ron, que está acostumado a um monte de coisas que são absolutas novidades para seus amigos que foram criados como trouxas.

Se Ron é nosso guia prático ao mundo mágico, Hermione é nossa biblioteca de bolso. Contudo, ainda que seja tipicamente apresentada como uma sabichona, Hermione é mais que livros e deveres. Ela demonstra um genuíno prazer pelo conhecimento, e trabalha duro para obtê-lo. Não é uma questão de ‘sou genial e sei de tudo sem me esforçar’. Pelo contrário, ela tem uma forte ética de trabalho.


Ao mesmo tempo, assim como Harry e Ron, Hermione inicia seus estudos em Hogwarts sentindo-se deslocada. O estudo é uma compensação ao fato de que está entrando em um mundo com o qual ela não tem qualquer familiaridade. Hermione se esforça tanto pelo anseio de se encaixar nesse novo mundo.

Ela é uma brisa de ar fresco, algumas vezes de forma literal. Onde Ron entende por totalmente normal práticas comuns da sociedade bruxa - como a forma como os humanos tratam as outras raças, goblins e elfos em especial - e Harry está muito ocupado tendo de lidar com o peso do mundo sobre os ombros, Hermione questiona e nos faz enxergar para além do óbvio.

À primeira vista, ela parece possuir todas as características típicas de um corvinal… se você estiver pensar em corvinais de forma óbvia. Eu tenho como regra que a Corvinal é das casas a que abriga grupos mais díspares - gente bastante inteligente, sim, mas nem sempre preocupada com a forma como conhecimento teórico pode ser aplicado, dedicando-se a tangentes de formas criativas e por vezes explosivas (literal e metaforicamente). Não à toa eu me identifico tanto com a casa de Rowena Ravenclaw…

Só que, como já disse há pouco, Hermione não é só livros e conhecimento por conhecimento. Ela segue seu senso de ética e, acima de tudo, de justiça. E é por isso que ela termina se envolvendo em tantas das embrulhadas dos outros dois.

Hermione se destaca ainda por mais dois motivos. Primeiro, sendo uma nascida trouxa, que ela seja considerada uma das mais talentosas e competentes bruxas de sua geração é uma mensagem poderosa. Ela é prova cabal da mentira que são as crenças dos comensais da morte e sua supremacia racista.

Segundo, ela é uma garota (como Ron finalmente descobriu em O Cálice de Fogo). E na peça de teatro, ela será também negra - quão fantástico é isso?

Num mundo em que temos tão pouca diversidade nos produtos culturais que consumimos, e tão poucas representações femininas interessantes para servir de modelo e inspiração, isso faz uma enorme diferença.

Na verdade, Harry Potter tem um elenco feminino repleto de figuras de personalidade marcante e importantes para o desenrolar da trama: a própria Hermione, Ginny, Luna, Tonks, a professora McGonagall e Molly Weasley… mesmo como vilãs, elas se destacam e para ser sincera, Bellatrix e Umbridge me causam mais calafrios que o próprio Lorde das Trevas.

Embora Hogwarts seja voltada para o ensino das crianças bruxas da Grã-Bretanha, existe uma diversidade na escola que responde à diversidade populacional do antigo Império - e essa representação permite que possamos, mesmo com as diferenças culturais, nos ‘enxergar’ naquela comunidade.

Eu poderia passar páginas e páginas aqui dissecando outros tantos personagens da série… mas pela ligação sentimental que tenho - e, acredito, muitos dos leitores do Coruja têm também - com a saga, creio que essa é uma tarefa desnecessária. O que Neville, Dobby ou os gêmeos Weasley; Sirius e Remus e tantos outros personagens representam eu deixo para a imaginação e carinho de cada um.

Em vez disto, tentarei não me deixar levar pela prolixidade e me concentrar apenas em mais dois nomes, personagens de importância fundamental para a série, que nos surpreendem enormemente na reta final da história.

Estou falando, claro, de Dumbledore e Snape.

Considerando que Harry Potter é voltada ao público infantil-juvenil (ao menos, originalmente essa era a idéia) e que a Rowling tem insistido em respostas cada vez mais maniqueístas para questionamentos surgidos no Pottermore (algo de que falaremos na próxima parte desse especial), chega a ser até mesmo curioso que um dos personagens com mais influência sobre o protagonista seja tão maquiavélico (no sentido original do termo).

Dumbledore pode passar à primeira vista a impressão de um mentor sábio e gentil, mas a verdade é que o cara é um troll (como muito bem entenderam os fazedores de memes da internet). Ele é sarcástico, mantém suas cartas sempre bem junto ao peito, e blefa como um jogador profissional. Aliás, ele mesmo reconhece que se lhe derem poder, é provável que ele deixe o poder lhe subir à cabeça.


Não questiono que o diretor goste de Harry - e com Snape, e com todos os outros que estão sob sua guarda. Mas não se pode realmente dizer que ele hesite em sacrificar as peças do jogo se é necessário para a vitória final - muito como Ron faz em A Pedra Filosofal, inclusive ao descartar a si mesmo do tabuleiro.

É um choque quando descobrimos, através das memórias de Snape, que Dumbledore esteve guardando Harry por tantos anos para então deixá-lo morrer no momento certo, feito gado na engorda.

Não sabemos qual a data exata para quando Dumbledore chegou à conclusão de que Harry teria de ser sacrificado para derrotar Voldemort: se foi antes de O Cálice de Fogo, então ele sabia que não haveria volta. É apenas após o ritual que retorna o Lorde das Trevas ao poder e acaba ligando a existência dele à de Harry - algo que o diretor não tinha como adivinhar que aconteceria - que ele aposta que o ataque de Voldemort apenas destruiria a Horcrux, sem levar consigo o garoto.

Ainda assim, ele agiu com base em conjecturas, não havia como ter certeza de nada até que tivesse acontecido. E assim temos de conviver com a idéia de que o mentor de Harry via a morte do pupilo como um sacrifício aceitável, ainda que doloroso.

Contudo, nada que Dumbledore tenha feito com Harry se compara ao destino que ele deixa para Snape. Snape que tem de se curvar ao responsável pela morte da mulher que ele amou; que tem de sujar as mãos continuamente, que tem de matar Dumbledore e viver com essa morte na consciência (e outras também, com certeza, porque é ingenuidade pensar que ele tenha conseguido se esquivar aos outros ataques perpetrados pelos comensais - não se queria manter a confiança de seu lorde); que tem de viver com a pecha de traidor e assassino quando tudo o que ele fez, fez por ordens do próprio diretor.



Ainda que possamos argumentar que Dumbledore estava encurralado e fez as escolhas que tinha de fazer para assegurar um bem maior, não é uma inverdade dizer que ele mentiu, omitiu e manipulou como um mestre. Usei tantas metáforas de jogo porque, no final das contas, eu acredito que Albus Dumbledore seja um jogador consumado, que jogou com as vidas de todos aqueles que estavam ao seu redor, com os olhos sempre no prêmio final: os fins justificam todos os meios.

Eu admiro Snape, e sinto compaixão pelo que ele teve de enfrentar, mas, sendo muito sincera, não acho que ele seja uma vítima pura e simplesmente. Afinal, ele entrou para os Comensais da Morte por volição própria - por maior que fosse o amor dele por Lily, ele não abandonou seus preconceitos.

Muita gente quer julgar Snape e o pai de Harry pela cena da penseira que aparece em A Ordem da Fênix - como se o bullying sofrido justificasse tudo o que acontece depois. Primeiro porque se dá a entender que Snape também provocava e retaliava (e quem sabe qual dos dois começou a rixa?). Segundo, porque em algum momento Snape realmente acreditou que o mundo deveria ser limpo da escória de sangue-ruins, com Lily sendo a única exceção - mais uma vez, foi escolha dele se aliar ao Lorde das Trevas. Terceiro, porque Snape não passa por um enorme reexame de consciência e decide que suas crenças de supremacia puro sangue são erradas: ele procura Dumbledore para trair Voldemort porque Lily está em perigo. Lily e apenas Lily é a pessoa com quem ele se importa. Se ele tivesse certeza que Voldemort mataria apenas James e Harry e deixaria Lily viva, ele provavelmente não teria tentado impedir as coisas de acontecerem como aconteceram.

O arrependimento do papel que exerceu para a morte de Lily não o impede de agir de forma deliberadamente cruel para humilhar o filho da mulher que ele professa amar “sempre” na primeira oportunidade, no primeiro encontro com o garoto. Harry não faz nada para provocá-lo - ele é uma criança, tentando desesperadamente se adaptar a uma realidade totalmente nova. Que Harry seja a imagem do pai não é justificativa para a imaturidade com que Snape o trata.

É o mesmo tratamento que Snape dispensa a Remus e Sirius. É compreensível a princípio a fúria que ele sente contra Sirius - quando ele o chama de assassino, é claro que ele não está pensando na peça que o maroto pregou nele quando eram adolescentes, mas na morte de Lily - afinal, até o momento, todo mundo acredita que Sirius fosse o fiel do segredo de onde estavam os Potter. Mas a manutenção da rixa depois é mais uma prova de imaturidade.

Não digo que ele precisava de repente se tornar melhores amigos com Sirius e Remus, mas ele parece sair de seu caminho para causar a maior quantidade de dor possível. Em resumo, se eu tenho de me sentir miserável, então todos vão se sentir miseráveis comigo.

Nada disso me impede de concordar com Harry: Dumbledore e Snape são dois dos homens mais corajosos que ele poderia ter conhecido. Eles fizeram o que tinham de fazer, mesmo que lhes fosse doloroso, mesmo que seu consolo final fosse a morte. Eles jogaram… e venceram.

(Continua em Estereótipos…)


A Coruja


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2 comentários:

  1. Nossa, eu concordo com tudo, embora tenha uma certa impaciência do Ron no sétimo livro, achei desnecessário a saída dele do lado do Harry, mesmo que depois voltasse. Enfim, a Hermione sempre será minha preferida por quase sempre tentar ser justa, pela sede de conhecimento e pela lealdade inabalável.

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    1. Pois é, concordo contigo, a Hermione é uma das melhores personagens da história, sem sombra de dúvidas... E o Ron merece um pouco mais de amor da nossa parte - ele agiu influenciado pelo medalhão, mas assumiu seus erros e pediu desculpas quando foi necessário. Sempre gosto de personagens que são capazes de reconhecer que estavam errados...

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