9 de maio de 2018

Por Nárnia! || Parte II: Através do Guarda-Roupa, de Desertos de Neve e Areia


O primeiro ponto a se discutir quando começamos a leitura de As Crônicas de Nárnia é a ordem pela qual se fará a leitura. De princípio, verdade seja dita, seguir uma ordem fixa é algo desnecessário, porque os sete livros que formam a saga são aventuras independentes, capazes de fazer sentido por si só. Contudo, considerando referências feitas ao longo das histórias e o impacto de certas cenas, por onde você começa pode fazer muita diferença.

Pela lógica, bem como pela forma que estão arranjadas as crônicas no volume único, começar de forma cronológica, por O Sobrinho do Mago parece óbvio… mas não é. Ainda que essa história nos conte literalmente como Nárnia passou a existir, não acho que esse seja o melhor ponto para iniciar sua aventura por terras narnianas. O Sobrinho do Mago foi o penúltimo livro a ser publicado, em 1955; Lewis começou a escrevê-lo após ser questionado sobre a origem do lampião que brotou como árvore no ponto em que Lucy conhece Tumnus, bem como do passado da Feiticeira Branca. Sendo um livro que nasceu da necessidade de dar explicações, sinto que ele tira um pouco da magia de encontrar pela primeira vez vários dos elementos que tornaram a série famosa.

Talvez eu seja um pouco parcial, porque meu primeiro contato com Nárnia foi através de O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa, e tenho uma lembrança de fascínio, estranheza e, paradoxalmente, conforto, quando penso naquela leitura. Embora a jornada em que Lewis nos faz embarcar seja quase batida no universo da ficção fantástica, ele mistura tanta coisa que você nunca sabe exatamente o que virá a seguir. Essas surpresas aumentam o impacto de certas imagens ao longo do enredo, como o primeiro encontro com a Feiticeira, ou a primeira vez em que ouvimos falar de Aslam.

Assim é que comecei minha releitura exatamente por O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa, seguido por O Cavalo e seu Menino (cuja ação ocorre durante o governo dos Pevensie, que vemos ao final do primeiro livro), Príncipe Caspian (que trata da segunda viagem que os Pevensie fazem à Nárnia), A Viagem do Peregrino da Alvorada, A Cadeira de Prata (esses três últimos citados ocorrem em diferentes épocas do reinado de Caspian), O Sobrinho do Mago (que em ordem de publicação foi o sexto a sair) e, por fim, A Última Batalha.

Tendo feito essa observação… tratemos de começar nossa análise.

Publicado em 1950, quando Lewis já era um escritor consagrado de livros sobre o cristianismo e catedrático em Oxford, O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa remonta suas origens ainda à adolescência do autor. No ensaio It All Began with a Picture, ele conta que a imagem de um fauno carregando um guarda-chuva e pacotes numa floresta repleta de neve lhe surgiu aos dezesseis anos; contudo, foi só por volta dos quarenta, quando crianças evacuadas de Londres em razão dos bombardeios alemães começaram a chegar a Oxford, que ele afinal decidiu usar aquela inspiração.

The Kilns, a casa que Lewis e o irmão mantinham junto com as Moore, foi um dos lugares que abriu as portas para receber essas crianças, em setembro de 1939, de forma que ele teve oportunidade de conversar em primeira mão com crianças muito parecidas com os quatro irmãos Pevensie, e daí se decidir a escrever um livro infantil. Pelo que sabemos da biografia de Lewis, antes disso, o professor tivera pouco contato com pequenos, absorto em seu mundo acadêmico, em seus estudos medievais e religiosos, de forma que esse diálogo (e público) lhe era algo bastante novo.

Por outro lado, a experiência daquelas crianças, afastadas repentinamente de tudo o que conheciam, mandadas para casas de desconhecidos, e tendo o espectro da guerra pairando sobre suas cabeças, era-lhe algo familiar. Afinal, Lewis perdera a mãe cedo, passara a infância e adolescência sendo mandado de um internato para o outro, sem conseguir se encaixar e, com menos de vinte anos, estava a caminho de uma guerra traumática que marcou sua geração.

Foi nesse contexto que ele decidiu escrever uma história infantil - até então, ele já publicara vários trabalhos acadêmicos, poesia, algumas tantas obras sobre religião e fé e até ficção científica. Não foi um trabalho fácil: Lewis teria começado a rascunhar ainda em 1939, mas não gostou do resultado e destruiu essa primeira tentativa. Foi só quase dez anos depois, por volta de 1948, quando a figura de Aslam lhe surgiu à mente, que ele encontrou de fato a maneira de costurar a história como queria. Ao final, o manuscrito ficou pronto em março de 1949 e foi publicado em outubro do ano seguinte.

"- Boa noite, boa noite. Desculpe, não quero bancar o intrometido, mas você é uma Filha de Eva? Ou estou enganado?

– Meu nome é Lúcia – disse ela, sem entender direito.

– Mas você é, desculpe, o que chamam de menina?

– Claro que sou uma menina – respondeu Lúcia.

– Então é de fato humana?

– Evidente que sou humana! – disse Lúcia, bastante admirada.

– É claro, é claro – disse o fauno. – Que besteira a minha! Mas eu nunca tinha visto um Filho de Adão ou uma Filha de Eva. Estou encantado. Isto é... – e aí parou, como se fosse dizer alguma coisa que não devia. – Encantado, encantado – continuou. – Meu nome é Tumnus.

– Muito prazer, Sr. Tumnus.

– Posso perguntar, Lúcia, Filha de Eva, como é que veio parar aqui em Nárnia?

– Nárnia? Que é isso?

– Aqui é a terra de Nárnia: tudo que está entre o lampião e o grande castelo de Cair Paravel, nos mares orientais. Você veio dos Bosques do Ocidente?

– Eu entrei pelo guarda-roupa da sala vazia.

– Ah! – disse o Sr. Tumnus, numa voz um tanto melancólica. – Se eu tivesse estudado mais geografia quando era um faunozinho, saberia alguma coisa sobre esses países estrangeiros. Agora é tarde.

– Mas não são países coisa nenhuma – disse Lúcia, quase desandando a rir. – É logo ali atrás, acho... não tenho certeza. Lá é verão.

– Mas em Nárnia é sempre inverno, e há muito tempo. Aliás, vamos apanhar um resfriado se ficarmos aqui conversando debaixo da neve."

O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa se inicia com quatro irmãos deixando Londres para fugir aos bombardeios. Peter, Susan, Edmund e Lucy Pevensie são abrigados num casarão pertencente a um excêntrico professor, onde descobrem um magnífico guarda-roupa que serve de passagem para outro universo, um mundo chamado Nárnia. Lucy, a caçula dos irmãos, é a primeira a descobrir esse acesso, quando conhece, no Ermo do Lampião, o fauno Tumnus.

Em uma cena costurada com humor e afeto, o fauno se surpreende em descobrir um ser humano - criatura para ele mítica, parte de profecias -, ao passo que Lucy, em sua candura infantil, rapidamente normaliza a situação (como se todos os dias descobrisse coisas inesperadas em seu guarda-roupa). Prosaicamente, os dois seguem para a casa do fauno para tomar chá e é aí que essa aparência de normalidade se parte: Tumnus é um súdito da Feiticeira Branca e tem como obrigação reportar a aparição de Lucy. Ela é, afinal, uma das ‘Filhas de Eva’, sua chegada estava prevista em profecias e significa a queda da rainha. A gentileza de Lucy, contudo, conquista rapidamente a amizade do fauno, que decide não seguir as ordens da Feiticeira. Lúcia, portanto, volta a seu próprio mundo, descobrindo que ali o tempo se passou de forma completamente diferente, como se não tivesse se ausentado nem um minuto.

Os irmãos não acreditam em sua jornada, achando que ela andou sonhando acordada, quase como Alice a cair na toca do coelho… e as coisas teriam ficado por isso mesmo não fosse uma segunda oportunidade para Lucy visitar o amigo e ser seguida por Edmund. O problema é que… enquanto Lucy de fato reencontra Tumnus, Edmund dá de cara justamente com a Feiticeira Branca, que o tenta a trair os próprios irmãos com manjar turco.

Algum dia ainda hei de experimentar esse tal manjar turco, mas por testemunhos de pessoas pela internet, tal sobremesa aparentemente não é assim tão boa para justificar a traição de Edmund. Antes de desancar o menino, porém, é bom lembrar que a Grã-Bretanha no período vivia o racionamento - que, aliás, não terminou em 45, mas perdurou em alguns casos até 1954. Lembro de ter lido em algum livro sobre os anos de guerra que a Inglaterra importava cerca de ⅔ de tudo o que consumia em alimentação. O clima, o solo, o tamanho do território, tudo isso estava contra os ingleses, que eram abastecidos por mar. Essa fragilidade foi extremamente explorada pelos alemães, que miravam navios indo para as Ilhas Britânicas e encheram o mar naquela região de minas submarinas.


Açúcar era artigo de luxo e qualquer sobremesa, mesmo que não fosse espetacular, apelaria ao gosto de uma criança da época, alguém que se ressentia daquilo que perdera, que fora forçado a abrir mão. Some-se a isso o fato de Edmund obviamente sofrer de ‘síndrome do irmão do meio’ e está montado o palco para a tragédia.

A tentação do manjar turco é, assim, apenas parte de uma situação bem maior. A Feiticeira faz Edmund prometer que trará seus irmãos para que ela possa celebrá-los e, em troca, ela adotará o garoto, fará dele seu príncipe e herdeiro. Para Edmund, que cresceu à sombra do carisma e da liderança do irmão mais velho, essa é a verdadeira razão para anuir com os planos da rainha.

Edmund retorna com Lucy para seu mundo e, instado a contar para os outros irmãos que Nárnia é real, aproveita para humilhá-la afirmando o contrário - afinal, Lucy lhe roubou o lugar de caçula e a atenção que vem com a posição. A essa altura, é difícil ter alguma simpatia pelo personagem, que se mostrou mesquinho e cruel em todas as suas aparições. Por uma série de coincidências, contudo, as quatro crianças são forçadas a se esconder da governanta no guarda-roupa e todas elas vão parar em Nárnia. A partir desse momento, a ação passa a se precipitar. Lucy descobre que seu amigo Tumnus foi preso pela polícia secreta; ela e os irmãos são levados por um pássaro falante até a casa do senhor e senhora Castor, que lhes revelam que as coisas estão começando a mudar, a profecia está para se cumprir, a neve está derretendo, e Aslam retornou a Nárnia.

Ilustração de Pauline Byrnes, originalmente publicada com os livros

Aslam! O nome causa um frêmito nas crianças quando anunciado. Instila coragem, medo, esperança, conforto. Ele é o rei da floresta, das bestas, filho do Imperador de Além Mar, o grande leão. Edmund, que tem na mente as promessas da Feiticeira Branca, teme-o, e foge em direção à Rainha, traindo por completo os irmãos ao entregar os planos que ouviu na casa dos castores. E é nesse preciso momento que a Feiticeira transparece sua verdadeira natureza e o garoto entende a tolice que fez.

As ações de Edmund o tornam um criminoso aos olhos da Magia Profunda, um sacrifício a ser feito à própria Feiticeira Branca. E é por isso que, quando Aslam se revela afinal, é para prometer tomar o lugar do menino, apresentando-se para o suplício.

Lewis transformou O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa num grande caldeirão de referências. Há criaturas da mitologia grega - ninfas, centauros, faunos e sátiros -, animais falantes que parecem ter saído das fábulas de Esopo e La Fontaine, elementos da lenda arturiana e, à determinada altura dos acontecimentos, o próprio Papai Noel aparece. Mas a grande inspiração do autor foi, sem dúvida, bíblica. Lewis usou sua obra como uma alegoria cristã para apresentar sua fé às crianças, e leitores em geral das crônicas. Fez isso de forma lúdica, construindo imagens que entraram para o imaginário popular e o colocaram como um dos autores porta de entrada para a ficção fantástica.

O confronto entre bem e mal é óbvio aqui, mas o principal tema da primeira grande aventura dos Pevensie por terras narnianas é redenção. Edmund trai os irmãos, cai em tentação, arrepende-se e se redime. Ele pede perdão aos irmãos, que o recebem de volta de braços abertos, apresentando-se para lutar na Batalha de Beruna contra a Feiticeira Branca. A despeito de ter começado a história de forma bastante desagradável, Edmund não se nega a assumir a responsabilidade de seus atos e quase morre mais de uma vez em suas tentativas de consertar seus erros - durante o embate com os exércitos da Feiticeira, ele é crucial para derrota da vilã, mas fica bastante ferido no processo. Posteriormente, quando as crianças são coroadas reis e rainhas de Nárnia, ele ficará conhecido como rei Edmund, o Justo; um epíteto que certamente demonstra o quanto ele foi capaz de mudar no decorrer do livro.

A redenção de Edmund, contudo, só é possível pelo sacrifício de Aslam, que assume o papel de Cristo, do calvário à ressurreição. Ele se entrega voluntariamente, permite que os asseclas da feiticeira o humilhem, cortem sua juba, prendam-no à Mesa de Pedra e, por fim, matem-no. Seu sacrifício, contudo, feito por amor e voluntário, acorda uma magia ainda mais antiga e poderosa que a da Feiticeira - e é por isso que ele ressuscita e a Mesa de Pedra se quebra.

Lewis não se preocupa muito em ser sutil em suas alusões, ou nos papéis que dá a seus personagens. Já falei bastante de Edmund, tratemos, pois, das outras crianças Pevensie.

Peter, o mais velho, está destinado a ser o Grande Rei. Corajoso, leal, responsável, Peter está sempre cuidando dos irmãos, avocando-se uma figura quase paternal na ausência dos pais, uma responsabilidade que é compartilhada por Susan, chamada ‘a gentil’. Susan é cautelosa, inteligente, uma exímia arqueira e ranzinza em muitos momentos. Os dois são personagens um tanto genéricos, e Susan, em especial, é responsável por muito da crítica que se faz à escrita de Lewis. Mas voltarei a esse assunto em outra parte. De toda forma, os dois mais velhos podem ser resumidos por seus papéis de ‘pai’ e ‘mãe’ dos mais novos.

Chegamos finalmente a Lucy, a caçula. Lucy é quem primeiro descobre a passagem através do guarda-roupa. Ela se aproxima de Tumnus, confia nele, perdoa-o quando ele confessa sua fraqueza. Ela conta a verdade, doa a quem doer, mesmo que a dor seja a sua. Lucy tem uma personalidade forte e decidida, é inocente, mas não necessariamente ingênua: ela é uma boa juíza de caráter e sabe instintivamente em quem pode confiar. Sua relação com Aslam, de todos os irmãos, é a mais próxima. Seu epíteto como rainha é ‘a valente’ e isso diz muito sobre ela.

Ao final da aventura, Peter, Susan, Edmund e Lucy são coroados em Cair Paravel, o castelo sobre o mar. Eles crescem em Nárnia, e seu reinado é conhecido como a Era de Ouro. Suas vidas como crianças na Inglaterra do outro lado do guarda-roupa acaba por ser esquecida… até que numa caçada pelas terras próximas ao Ermo do Lampião, eles reencontrem o caminho para casa, onde, como já dito antes, o tempo passava de modo diferente… de forma que seu retorno os despe dos anos que passaram no outro mundo.

Antes que isso aconteça, porém, há outras aventuras por viver… e assim chegamos à segunda crônica da lista, O Cavalo e seu Menino, cujos acontecimentos ocorrem nos anos de ouro do reinado de Pedro, o Magnífico, antes, portanto, do final de O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa.

Ilustração de Pauline Byrnes, originalmente publicada com os livros

Publicado em 1954, ele foi o quinto livro da série a ser lançado, sendo o único a trazer como protagonista alguém originário do mundo em que se localiza Nárnia, e não carregado da nossa realidade. Shasta é um garoto adotado por um pescador calormano - reino vizinho a Nárnia -, que decide fugir quando presencia o pai negociá-lo como escravo com um figurão do reino. Nessa decisão é auxiliado por Bree, o cavalo do nobre, que é, na verdade, um dos cavalos falantes de Nárnia, capturado quando jovem na fronteira entre os dois países.

Bree é falastrão e cheio de si, repleto de lorotas sobre as batalhas das quais participou, de sua importância como um ‘cavalo livre de Nárnia’, ao passo que Shasta, acostumado a uma vida de muito trabalho e pouca afeição, é humilde, mas nem por isso menos inteligente ou capaz.

No caminho de sua fuga, encontram outro inesperado par que também foge para as terras livres do outro lado da fronteira: Aravis, uma jovem nobre calormana e sua égua falante Hwin, capturada da mesma forma que Bree. Aravis, acostumada a ter todas as vontades atendidas, tenta evitar um casamento arranjado pela madrasta. Ela é inteligente, mas arrogante, em contraste com a brandura despretensiosa de Hwin.

Bem se vê que são dois pares bem equilibrados, não? Bree muito fala, Aravis muito manda, e Shasta e Hwin têm de mais de uma vez chamá-los ao bom senso.

Pessoalmente, O Cavalo e seu Menino é minha crônica favorita. Lewis parecia estar menos preocupado com alusões e alegorias quando escreveu essa aventura, que tem um tom menos grandioso que o primeiro livro, mas muito de folhetinesco. Há casamentos arranjados, donzelas em fuga, príncipes perdidos, órfãos maltratados, uma miríade de provérbios na linguagem grandiloquente, moralizante - e ridícula de tão formal - dos calormanos.

Um dos grandes temas dessa história é a divina providência, evidenciada na figura de Aslam arranjando as coisas durante anos para o desfecho necessário. Diferente do primeiro livro, contudo, as questões religiosas não são tão evidentes e o grande mote de todo o enredo é a busca por liberdade. Os quatro fugitivos têm todos suas razões para querer deixar a Calormânia. Shasta, em especial, criado desde a mais tenra infância com mero interesse, praticamente como um escravo, mal compreende o que seja liberdade, mas a deseja profundamente.

Para Nárnia! Para o Norte!”, é como um grito de guerra para eles, uma lembrança de que existe algo melhor pelo qual ansiar, e a esperança de encontrar um lugar em que possam se adaptar, um lugar que possam chamar de seu. Seja para os que mal se lembram de Nárnia, seja para os que nunca a conheceram, ela representa a possibilidade de um lar. Ao final, creio que seja isso que transforma a história de O Cavalo e seu Menino num conto tão cativante.

Assim terminamos nossas crônicas da Era de Ouro de Nárnia. Na próxima parte deste especial, trataremos de um novo rei, ou melhor, começaremos por um príncipe. Até semana que vem!

(Continua em… ‘Reis e Rainhas de Nárnia’)


A Coruja


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