19 de outubro de 2011

Para ler: Tongues of Serpents



THERE WERE FEW STREETS in the main port of Sydney which deserved the name, besides the one main thoroughfare, and even that bare packed dirt, lined only with a handful of small and wretched buildings that formed all the permanence of the colony. Tharkay turned off from this and led the way down a cramped, irregularly arranged alley-way between two wooden-slat buildings to a courtyard full of men drinking, in surly attitudes, under no roof but a tarpaulin.

Along one side of the courtyard, the further from the kitchens, the convicts sat in their drab and faded duck trousers, dusty from the fields and quarries and weighted down with fatigue; along the other, small parties of men from the New South Wales Corps watched with candidly unfriendly faces as Laurence and his companions seated themselves at a small table near the edge of the establishment.

Besides their being strangers, Granby’s coat drew the eye: bottle-green was not in the common way, and though he had put off the worst excesses of gold braid and buttons with which Iskierka insisted upon adorning him, the embroidery at cuffs and collar could not be so easily detached. Laurence wore plain brown, himself: to make a pretense of standing in the Aerial Corps now was wholly out of the question, of course, and if his dress raised questions concerning his situation, that was certainly no less than honest, as neither he nor anyone else had yet managed to work out what that ought in any practical sense to be.
Naomi Novik – Tongues of Serpents
E lá vamos nós em mais um volume da série Temeraire. Finalmente descobri que a coleção completa tem previsão de nove volumes – e estamos no sexto. Oh, céus... e eu que estivera jurando que esse seria o último livro... afinal, o que mais falta acontecer com Laurence e Temeraire?

Tenho medo de histórias que se alongam demais. Especialmente as boas histórias. Porque, se você escrever por tempo suficiente, o protagonista acabará por encontrar o seu final.

Não estou falando que não aprovo morte de protagonistas (definitivamente ninguém pode disso isso de mim, especialmente quem se lembra da Susan...), afinal ela pode ser necessária ao desenrolar da narrativa. Mas vocês acham que era necessário, por exemplo, Tolkien continuar escrevendo O Senhor dos Anéis após a morte de Aragorn?

Não sei, sinto que chegarei ao nono livro com Temeraire dando adeus no túmulo de Laurence... e eu preferiria que eles permanecessem para sempre vivos em minha memórias, sem o conhecimento da morte.

Não estou fazendo exercícios de adivinhação que não nos levarão a lugar algum por, pelo menos, os próximos três anos. E, daqui pra lá, completaremos a volta ao mundo com Novik. Considerando a partida de Iskierka para o Brasil neste volume, desconfio que veremos terra brasilis no sétimo livro da série.

Muito bem. Depois de terem se tornado os grandes campeões da Inglaterra na guerra contra Napoleão em O Dragão de Sua Majestade; de se envolver em intrigas na China em O Trono de Jade; de cair em armadilhas na Turquia e assistir a derrocada do exército prussiano em Black Powder War; de explorarem a África atrás da cura de uma perigosa doença dracônica em Empire of Ivory e cair em desgraça enquanto Napoleão invade Londres em Victory of Eagles, Laurence e Temeraire chegaram à Austrália para começarem o seu exílio.

A Austrália é colônia britânica, para onde são deportados os criminosos para que estes cumpram penas de trabalhos forçados. É, em sentido bastante literal, o fim do mundo. Não há cidades, apenas Sidney, que à época é mais um amontoado de casas mal construídas, ruas de terra batida e depravação moral.

Para completar, Temeraire descobre que canguru não é lá um prato dos mais saborosos.

Não que isso seja o pior de ser exilado para a Austrália. Como a sorte de Laurence parece ter caído a menos de zero, eles chegam a Sidney quando o lugar está no meio de uma rebelião, com os oficiais tendo expulsado o governador de seu posto, que fica então circundando o lugar como abutre, enchendo o saco de qualquer um que tinha qualquer condição de recolocá-lo em seu posto após promover uma grande carnificina.

Enquanto isso, nos vemos novamente às voltas com o detestável capitão Rankin, que no primeiro livro abandonou o pobre Levitas; com uma missão secreta para a Companhia das Índias Orientais, uma suspeita de contrabando, uma expedição ao interior da terra selvagem, uma comida desesperada para capturar os ladrões do ovo de dragão sob os cuidados de Temeraire, um ataque suicida contra serpentes marinhas e... ufa! A situação está meio crítica para eles.

Em Tongues of Serpents você tem, mais uma vez, todos os elementos que fizeram nossa alegria nos volumes anteriores da série: situações e personagens históricos reais, intrigas políticos, aventuras e a amizade de Laurence e Temeraire – que é uma das mais belas amizades literárias que já li.

Se por nada mais, vale à pena ler a saga por causa dessa amizade. Eis aí um belo exemplo de amor, respeito, compreensão, admiração. E é exatamente por essa amizade que sofro por antecipação.

Agora toca a esperar pelo próximo...




A Coruja


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