13 de setembro de 2009

Terry Pratchett (Parte Final) – Quão fotogênico pode ser Morte?





Estou achando quase inacreditável ter chegado, enfim, à última parte deste artigo... Foi uma longa semana, fiz a prova da OAB ontem e, ao menos até terça - quando sai o gabarito - tudo são flores. Hoje passei a manhã na emergência, tenho mais vinte questões para responder sobre agravos e desde o começo do mês que não escrevo uma linha que não seja "não ficção".

Mas deixa pra lá. Vou tirar a barriga da miséria essa semana. Ou vou tentar... Agora, vamos ao que interessa! Pratchett!


Bem, nessa última parte do especial Pratchettiano, vou falar um pouco sobre as adaptações feitas para a telinha das obras dele, além de dizer algumas coisas que esqueci de dizer em artigos passados...

Para começo de conversa... Discworld teve uma série de adaptações para outras mídias. Eu recebo o Discworld Monthly todo mês por email e morro de inveja dos ingleses e suas adaptações para teatro, suas convenções e festas a fantasia...

TAMBÉM QUERO!!!! Por que não tem uma convenção de Discworld aqui no Brasil?

Bem, há umas duzentas adaptações para teatro das obras de Pratchett e, infelizmente, como nunca vi nenhuma, não posso comentar delas.

Em vez disso, falarei dos filmes. Ou séries. Filmes em dois capítulos? Há também as animações, mas eu não cheguei a ir muito com a cara delas... então, falarei das adaptações da Sky1, começando, obviamente, com Hogfather.

Hogfather é um dos meus livros favoritos porque traz Morte, claro, e Susan, sua neta...




Há um assassino à solta nas ruas de Ankh-Morpork e sua missão, Mr. Tea Time (nunca Cinco Horas, por favor! Tea Time, Tea Time!), é matar o Pai dos Porcos... e a Fada dos Dentes e, no processo, com sorte, todos os personagens mitológicos existentes no Disco.

Foram dois episódios de uma hora e meia cada, que tiveram sua estréia no Natal de 2006. Isso porque o Feriado da Véspera do Dia dos Porcos, no Disco, é um equivalente ao nosso Natal, com o Pai dos Porcos visitando as crianças para lhes deixar presentes.

Bem, resumo da história... Mr. Tea Time chega perto de cumprir seus desígnios, mas então Morte decide intervir, veste-se de vermelho (com uma almofada na barriga - como pode um esqueleto ambulante ter barriga é algo inexplicável...) e sai a descer por chaminés... e depois vai parar num shopping center. Enquanto isso, Susan investiga o que está acontecendo, na companhia do Oh, Deus de Todas as Ressacas, e com alguma ajuda de Hex e dos magos na Universidade Invisível.

Embora eles não saibam que estão ajudando, mas isso é o de menos.

Com a fé abalada das crianças no Pai dos Porcos, o poder da crença está vazando... e com isso, toda vez que as pessoas imaginam alguma criatura mitológica bizarra, ela acaba aparecendo. No meio da história, temos alguns encontros com o Bicho-Papão e a Fada dos Dentes... mas é claro que, quem rouba mesmo a cena é Morte e Albert, vestido a caráter como o elfo rabugento.

Não vou contar muito mais do que isso para não estragar a história. Penei para conseguir achar esse filme; no final das contas, achei uma versão em espanhol que, por sorte, gravei no pendrive pouco antes do meu pc antigo soltar o último suspiro dele...




Em março do ano passado, outra das histórias da série foi adaptada para a TV, nos mesmos moldes e pelos mesmos responsáveis por Hogfather: A Cor da Magia, que compreende os eventos de A Cor da Magia e A Luz Fantástica.

É consideravelmente mais fácil encontrar links para baixar essa segunda série - o orkut me serviu maravilhosamente bem para isso. Particularmente, eu achei essa segunda adaptação mais fraca - talvez pelo fato de que CdM e LF não serem meus livros favoritos da série.

Está prevista para 2010 a estréia de mais uma série da Sky1, dessa vez, adaptando Going Postal. Houve também rumores de filmes inspirados em The Wee Free Men em 2006 e Belas Maldições (esse sendo enrolado desde 2002). Ambos os projetos, infelizmente, não parecem que vão para frente, mas quem sabe? Tenhamos fé...

Falando em Belas Maldições, Pratchett e Gaiman chegaram a planejar uma continuação da história, chamada "668 - O Vizinho da Besta", mas, infelizmente, a coisa não foi levada à frente, visto Gaiman ter se mudado para os EUA...

Ok, acho que por hoje é só. Depois de tanta rasgação de seda, críticas e pesquisa, chegamos ao fim dessa série. Antes que eu me vá, contudo, recomendo alguns links que me ajudaram na pesquisa para aqueles que tiverem curiosidade de saber mais...

Na verdade, minha dica é procurarem no L-Space por The Annotated Pratchett File 9.0 para baixar. Eu fiquei impressionada como tem gente com tempo sobrando no mundo parar procurar o detalhe do detalhe da citação da menção com que Pratchett brinca em suas obras.

Mas vamos lá...

The L-Space Web. Na minha opinião, o maior e melhor site sobre Discworld, Pratchett e suas outras obras. Vale muito à pena xeretar por aqui.

Terry Pratchett na Colin Smythe. Página da editora que publica o Pratchett.

Discworld Monthly. Newletter dedicada a... preciso mesmo dizer?

Good Omens Lexicon. O conteúdo ainda deixa um pouco a desejar, mas vale à pena pelas ilustrações.

Ok, pessoas, agora, realmente, acabou. Sobre o que vocês querem que eu escreva agora? Deixo vocês escolherem nosso próximo tópico. Se ninguém se manifestar... bem, depois não reclamem quando eu me sair com algo bem bizarro.

Vou tentar de todas as formas me sentar esse fim de semana para trabalhar em Ases. E outros projetos que me pairam pela cabeça.

Beijos!


A Coruja


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