29 de setembro de 2018

A Vertigem das Listas: Nove Jogos que Não Consegui(á)mos Parar de Jogar


Ísis: Setembro…. Mês da independência no Brasil, mês da volta às aulas nos EUA e na China, e segundo mês das férias universitárias de verão no Japão… Só que não pra mim.

Mas o tema da vez é algo que tem muito a ver com lazer, férias e, no meu caso, obsessão saúde. Bem-vindos ao Vertigem das Listas de Setembro de 2018, Nove Jogos que Não Consegui(á)mos Parar de Jogar.

E, sim, vale jogo de tabuleiro, de cartas, jogo que usa só as mãos, videogame etc. Só não vale “jogos de azar” (porque no Brasil é crime) e jogos no sentido de esportes.


Lulu: Estou aqui me perguntando com meus botões se terei opções suficientes, mas… ok, vamos lá!

Ísis: Vou começar com meu jogo de tabuleiros preferido, mas que acho que hoje já não é mais vendido: Conhecendo o Mundo. Esse jogo era divertido porque só ganhava se soubesse informações de diferentes países, tipo moeda (antes do Euro), capital etc. Basicamente tinha que se conquistar um continente “todo” ou um país de cada continente, e - diferente de War, por exemplo - conquistava-se com conhecimento, e não com guerras. Esses jogos que te forçam a gastar dinheiro, ainda que falso, ou simulam guerra me dão nos nervos. Esse não tinha nada disso.

Lulu: Minha primeira escolha é Damas, jogo que fez parte da minha infância e de que até hoje gosto muito. Não me lembro exatamente quem me ensinou a jogar - acho que minha mãe? - mas associo o jogo a passeios no parque, quando ainda morava em Campo Grande.

A gente costumava visitar o Belmar Fidalgo nos fins de semana e havia uma área do parque cheia de mesinhas de jogo. Sempre havia gente por ali jogando, especialmente idosos, e eu me aproximava sorrateiramente para assistir e depois perguntar se podia jogar também.


Ísis: Ai, que imagem bucólica! Adorei! Quero gente pra jogar comigo também, mas no meu caso é xadrez!

Minha segunda opção é o jogo Buzz! para Playstation 2, 3 e 4. Basicamente é um jogo de trívia, coisa que eu adoro, especialmente as categorias de ciências e de geografia e cultura global. O diferente desse jogo são os controles e o “host” é super sarcástico, o que faz a gente rir bastante. Aliás, o nome do “host” é Buzz, daí o título do jogo.


Lulu: Eu gosto um bocado de jogos de cartas - tive uma amiga na época da escola que fazia coleção de baralhos e ela chegou a nos ensinar a jogar pôquer e blackjack, mas hoje não me lembro mais de regra alguma.

Ísis: Idem.

Lulu: Os jogos que realmente ficaram na memória e que ainda hoje jogo se tiver oportunidade foram aqueles que aprendi com D. Mãe: o jogo de pife - que rendeu muitas horas de calmaria em rodas com a mãe e meu irmão (meu pai nunca gostou de jogar muito) - e paciência.

Tenho jogos de paciência instalados no computador, tablet e celular, mas vou confessar que ainda gosto de ter o baralho físico em mãos, de mexer nas cartas - lá em casa tem dois, um dos quais inspirado em Alice no País das Maravilhas, o que certamente explica minha fascinação...


Ísis: Eu concordo… É que nem livros físicos e livros digitais. Quero ambos, mas definitivamente a sensação de ter o objeto na mão e poder sentir o cheiro… Preciso superar isso! (Agora me senti uma viciada em cola… LOL)

Minha terceira obsessão indicação continua até hoje: PUMP IT UP, o jogo coreano para arcade de dançar (pisar nas setas). DDR (americano/japonês) não é muito minha praia, prefiro o PIU. Apesar de não conhecer muitas das músicas nele (coreanas, em sua maioria), gosto da batida delas, e da marcada de passos que em geral acompanham o ritmo.. Mas acho que o ponto alto dele são os rearranjos de músicas clássicas (vide esse aqui, de Beethoven. Principalmente, porém, o que mais me agrada nesse jogo é poder passar horas e horas se divertindo e queimando calorias. Diferente de muitos jogos mais antigos, esse não provocar LER no pulso ou sedentarismo.


Lulu: De uma maneira geral, meus jogos favoritos - e que mais lembram minha infância - são jogos de tabuleiro, especialmente aqueles em que você joga dados para andar casas e algumas casas têm instruções do que te aconteceu na história do jogo, algo meio parecido com o enredo de Jumanji, mas sem ser transportado para nenhum tipo de selva ou trazendo feras para o mundo real…

Faço essa indicação de forma mais genérica porque há uma miríade desses jogos e lembro de sentar com meu irmão para jogar com tabuleiro vindo de brinde em caixa de cereal; nas páginas de livros de atividades para crianças; e em versões mais clássicas, como Cluedo, Detetive ou War.


Ísis: Todas são boas opções! Em nosso próximo encontro, joguemos um ou/e outro, sim?

Minha quarta opção se refere ao único jogo que jogo praticamente diariamente e que tem se tornado uma bênção e ao mesmo tempo uma cruz: Pokemon Go. Acho que a essa altura todo mundo já ouviu falar nele, mas basicamente é um jogo para dispositivos móveis que usa o GPS para interagir realidade e virtual. Basicamente, tem que caminhar para fazer qualquer coisa nisso, o que me tira da vida sedentária, ainda que faça exercícios em casa mesmo. O mais importante, portanto, é que esse jogo me tira de casa, o que é muito bom, porque sem esse estímulo, me enterro lá dentro e não saio mais...


Lulu: Pergunta: vale dizer palavras cruzadas? Porque eu adoro palavras cruzadas e ainda hoje sempre tenho um livrinho delas por perto.

Aliás, quando falo de palavras cruzadas, não estou citando apenas o passatempo solitário, mas também a versão de tabuleiro, que pode ser jogada com mais de uma pessoa, na qual você vai marcando pontos formando palavras interligadas. Talvez para diferenciar, na minha cabeça sempre penso nessa versão pelo nome em inglês, scrabble. É um excelente jogo para expandir vocabulário…


Ísis: Vale. e achei ótimo você lembrar! EITA COISA SIMPLES E DIVERTIDA DE FAZER!!!

Por fim, minha última opção é Charades, um jogo muito próximo ao clássico Imagem & Ação, se é que não é a mesma coisa. A regra é simples: um jogador tem uma palavra na testa que não sabe qual é, e precisa descobrir o que é, normalmente em um tempo pré-determinado (mas há quem jogue sem). Pode ser jogado em times, ou em um só grupo. Os outros têm que fazer mímica, desenhar ou tentar explicar o que é sem dizer a palavra ou semelhantes, para que quem a tem na testa acerte o que é. Uma variante desse jogo é que em certo tempo, a pessoa tem que acertar o máximo de palavras possíveis, geralmente de uma de uma certa categoria.


Lulu: Adoro esse tipo de jogo também, Ísis! Por que a gente nunca jogou juntas antes?

Ísis: Porque eu não sabia que você gostava… Mas já anotei no meu caderno de lembretes. Em nosso próxima escapada, jogaremos algum jogo de tabuleiro, palavras cruzadas e CHARADES!!!!!

E vocês, leitores? Gostaram? Concordam? Discordam? Que tal contar-nos suas opções nos comentários abaixo? Até a próxima!



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