30 de maio de 2018

A Vertigem das Listas: Cinco Livros que Queria ter Lido Criança


A lista desse mês tem tudo a ver com o tema do especial de aniversário do blog: são histórias que conheci já adulta, mas que queria muito ter lido criança - seja pelo encanto dos mundos criados nessas narrativas, seja pela força dos protagonistas dessas histórias. Tenho uma tag inteira aqui no blog só para livros que se encaixam nessa categoria, mas hoje vou resumir no vertigem Cinco Livros que Queria ter Lido Criança.

E claro que o primeiro título da minha lista é justamente As Crônicas de Nárnia, mais especificamente, O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa, que li lá pelos meus dezoito anos. E, ainda que minha lembrança daquela primeira leitura seja mágica, verdade seja dita: ele teria me causado um impacto ainda maior se eu o tivesse encontrado um pouco mais nova.


O segundo, terceiro e quarto volumes desta lista estão aqui pelas protagonistas femininas maravilhosas: Mary Lennox, de O Jardim Secreto - cuja adaptação eu assisti vezes sem fim na Sessão da Tarde, mas só descobri que era originalmente um livro adulta -; Anne, de Anne de Green Gables; e Alanna, da série Song of the Lioness. Li os três entre os vinte e sete, vinte e oito anos, mas queria muito tê-los descoberto mais cedo porque, para além de serem personagens extremamente cativantes, todas elas são inspiradoras, fortes e determinadas.


Aventuras, histórias de viagens e explorações, eram coisas que me fascinavam quando mais nova (verdade seja dita, ainda fascinam…); mas os protagonistas dessas histórias eram todos homens. Se eu tivesse descoberto essas personagens quando criança - todas elas criações de escritoras mulheres - teria suprido uma carência de que só me dei conta quando comecei a escrever as resenhas aqui para o blog e refletir com mais atenção sobre o que eu lia. Elas seriam as personagens que eu teria querido ser quando crescesse...

Tenho hoje um monte de livros que se encaixa nessa descrição, cujas protagonistas eu poderia ter tido como referência, como companheiras, enquanto crescia. Coraline, Tiffany Aching, Calpurnia Tate, Sophie Hatter... Mas, caramba, como elas fizeram falta naquela época...

Vou completar a lista com O Vento nos Salgueiros, do Kenneth Grahame, que descobri aos vinte e seis (obrigada Goodreads e Skoob, por terem minhas datas de leitura para todos esses livros!). Se não me falha a memória, fui atrás desse título porque ele figurava em alguma lista de ‘autores de fantasia antes de Tolkien’. Dos livros que citei aqui, ele é o que tem linguagem e enredo mais simples, com animais falantes e tom de fábula… mas a delicadeza de muitas passagens me deixou de olhos embargados.


Essa era uma lista que deveria ter muito mais que cinco escolhas… mas, bem, esse é o limite do mês. Algum dia revisitarei o tema. Até lá, compartilhem com a gente que livros vocês descobriram mais velhos e gostariam de ter lido quando crianças. E mês que vem, se a Ísis sobreviver às pesquisas do doutorado, ela está de volta!


A Coruja


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