31 de dezembro de 2016

Retrospectiva Literária 2016


Participo da Retrospectiva Literária capitaneada pelo Pensamento Tangencial desde 2010 - são sete anos dentro do projeto e claro que esse ano eu não poderia deixar de participar, não é mesmo? Enquanto houver a retrospectiva e enquanto houver o Coruja, estaremos aqui no dia 31 de dezembro para fazer a lista!

Então que a ideia é seguir os temas sugeridos no post oficial da retrospectiva, mas a Angélica sempre nos dá liberdade para acrescentar ou tirar da lista, de acordo com as nossas leituras e necessidades. Assim sendo, sem mais delongas… vamos ao que interessa! A retrospectiva literária da Coruja em 2016!

A Aventura que me Tirou o Fôlego
Houve bastante aventura no meu cardápio literário desse ano, mas acho que vou indicar aqui um que li por estar indicada naquela famosa lista dos 100 melhores livros de Fantasia/Sci-fi da NPR: a trilogia Thrawn, de Timothy Zhan. São livros que fazem jus ao universo Star Wars - tanto que o personagem criado por Zhan para ser o antagonista dos heróis clássicos, o Grande Almirante Thrawn, foi absorvido pelo cânone oficial.

E eu ainda conheci o autor no ano passado, na CCPX, e levei o livro autografado pra casa!


O Terror que me Deixou sem Dormir
Todo mundo já sabe que sou uma medrosa e que livros de terror não costumam ser uma prioridade na minha estante… mas há alguns autores que transcendem meu medo e H. P. Lovecraft é um deles. Esse ano eu li uma antologia de melhores contos dele e me dividi entre tremer nas bases e ficar absolutamente maluca com o estilo dele.

O Suspense mais Eletrizante
Tive de pensar um pouquinho sobre o assunto, mas acabei por me decidir por Os Cinco Porquinhos, de Agatha Christie, que é considerado o primeiro romance policial a trabalhar a ideia de cold cases. Além disso, esse livro foi debatido no clube do livro de bolso, o que sempre rende um pouco mais de atenção à leitura.

O Romance que me fez Suspirar
Li relativamente poucos romances novos esse ano… E a maior parte foram clássicos. Mas o que mais gostei foi o maravilhoso Possessão, de A. S. Byatt. Não é um livro que recomendo a todo mundo, porque há muita digressão sobre teoria literária, já que todos os personagens são escritores ou estudiosos do assunto. Para quem gosta de uma narrativa em abismo - histórias dentro de histórias dentro de histórias, é um prato cheio.

A Fantasia que me Encantou
Seven Wild Sisters, de Charles de Lint, todo ilustrado pelo Charles Vess, é, de fato, um encanto. A história é de uma enorme delicadeza, entrelaçada por mitos e folclore. Eu queria muito, muito mesmo, que o autor fosse traduzido aqui no Brasil para poder ter uma desculpa de fazer meio mundo lê-lo...

A Saga que me Conquistou
Ok, o negócio é que esse foi um ano de muitas releituras… e poucas sagas. Eu meio que andei com pé atrás com essa mania do povo de escrever sempre livros que têm de continuar ad infinitum em volumes e mais volumes. Mas o fato é que a releitura da obra-prima de Gaiman ao longo do Projeto #LendoSandman foi o que mais me conquistou esse ano. E em janeiro tem mais! A parte 2 do projeto! Vamos participar firmes e fortes aqui!

O Clássico que me Marcou
Tenho nem sombra de dúvida que a indicação aqui vai para Fahrenheit 451, de Ray Bradbury. Foi um dos melhores livros do ano e ainda teve de quebra um animado debate no clube do livro. Sério, livros discutidos no clube sempre ganham algo a mais no grande esquema das coisas, pela forma como compartilhamos informações, vemos a história por pontos de vista diferentes, nos aprofundamos no debate.

O Nacional que Adorei
Para variar, eu não li muitos nacionais. É, eu sei, sou uma vergonha. É uma das metas para 2017 trabalhar esse problema. Mas, enfim, um que li e me diverti bastante foi A Lição de Anatomia do Temível Dr. Louison, de Enéias Tavares.

A Ficção Científica que me fez Viajar
Esse ano eu li mais ficção científica, um gênero com que não estava muito acostumada, e descobri grandes nomes que me deixaram sedenta por mais. Vou dar destaque aqui aos contos de Realidades Adaptadas, do Philip K. Dick, que me deixou maluca e maravilhada.

O Thriller Psicológico que me Arrepiou
Menina Submersa, de Caitlín R. Kiernan. Livro complexo, com uma narrativa de fluxo de consciência, em que alucinações e assombrações se misturam e você nunca tem certeza de fato o que é real e o que não é. E isso não é só sobre os acontecimentos na história - eu fiquei pesquisando os artistas e obras citados ao longo da história e nunca tinha certeza se era algo que existia ou que a autora tinha inventado.

O Livro que me fez Refletir
Estação Onze, da Emily St. John Mandel. Num mundo em que a civilização como conhecemos se arruinou, o que representa a arte? Essa é uma questão importante, algo que precisamos refletir - como a arte faz parte da nossa humanidade, como ela é necessária para que possamos não apenas sobreviver, mas de fato viver.

O Livro que me fez Rir
Alucinadamente Feliz, da Jenny Lawson. Sério, eu rolava para fora da cama rindo com as presepadas da mulher. Momento inesquecível do livro: foto da autora vestida de canguru, numa reserva na Austrália ao lado de… um canguru.

O Livro que me fez Chorar
Das duas uma: ou não teve nenhum livro suficientemente triste na minha lista desse ano ou eu passei 2016 com coração de pedra, porque passei os olhos por todos os títulos que li e não consegui me lembrar de nenhum que tivesse me levado às lágrimas…

O Livro que me Decepcionou
O Rei de Amarelo, de Robert W. Chambers. O cara é reputado como precursor e inspiração de gente como Lovecraft e Stephen King, além do Neil Gaiman. Eu fui para ele com uma expectativa absurda e acho que parte do problema foi essa expectativa… Não consegui me empolgar minimamente com a história…

O Livro que me Surpreendeu
São dois livros que li sem expectativas, mal e mal sabendo a sinopse, mas que me deixaram encantada com sua delicadeza - e ambos são livros sobre livros e sobre leitores: Uma Real Leitora, de Alan Bennett e O Leitor do Trem das 6h23, de Jean-Paul Didierlaurent. Lindos demais.

O Livro mais Criativo
A Gigantesca Barba do Mal, de Stephen Collins. Li esse aqui já quase agora no fim de ano, entada na livraria esperando uma amiga chegar. Leitura rápida, mas que me prendeu e me deixou com vontade de retornar - e que trabalha a ideia bastante bizarra de uma barba rebelde que não pára de crescer para discutir sobre alienação e rotina, preconceito, manipulação midiática e, claro, arte.

A Melhor HQ
Já citei Sandman, que foi uma releitura e seria hors concours nessa categoria. O prêmio então vai para outra pérola que tive o prazer de ler agora já quase no fim do ano: Nimona, de Noelle Stevenson. Eu escrevi um ensaio inteiro para falar sobre como essa história é subversiva e divertida.

A Capa que Amei
Sem a menor sombra de dúvidas - e não apenas pela capa, mas o projeto gráfico inteiro - foi a nova edição ilustrada por Chris Riddell de Odd and the Frost Giants, seguindo a linha de The Sleeper and the Spindle, ambos de autoria do Neil Gaiman. O livro é repleto de ilustrações preto e branco com detalhes em prata, é um negócio lindo demais!




A Frase que não Saiu da Minha cabeça
Eu sou Esperança.” - Morpheus, em Prelúdios e Noturnos.

O Personagem do Ano
Lorde Morpheus, de Sandman, com quem passei mais da metade do ano dialogando.

O Casal Perfeito
Os poetas Ash e Beatrice, de Possessão, da A. S. Byatt.

O(a) autor(a) revelação
Connie Willis. Gente, eu me apaixonei perdidamente pelos contos dessa mulher e o lançamento que espero com mais expectativa para 2017 é a tradução de Doomsday Book.

O(a) autor(a) que mais esteve presente
Contando com as releituras, Neil Gaiman, que esteve presente 12 vezes. Se apenas livros que li pela primeira vez esse ano, então Agatha Christie, que apareceu na lista 9 vezes.

O gênero literário que mais li
Fantasia e não ficção, incluindo ainda crônicas, ensaios, biografias, livros de história e crítica literária (e excluindo livros de direito).

O melhor livro que li em 2016
Ok, essa é… muito difícil. Tenho um monte de escolhas possíveis… mas vou ficar com um autor que virou meu novo queridinho e que não cansou de me surpreender ao longo de 2016: Ray Bradbury e seu Fahrenheit 451.

Li em 2016 128 livros
Eu fiquei meio confusa quando vi minha lista e olhei os números no Skoob e Goodreads, até me dar conta de que nas duas redes sociais estavam os contos que li fora de antologias e livros, muitos dos quais têm ebooks próprios. Como estava lendo e resenhando conto a conto para meu projeto de ler uma história por dia, isso subiu o número. Quando fiz a contagem para a retrospectiva, decidi deixar apenas os livros inteiros que tinha lido, sem contos individuais mesmo que eles estivessem em livros próprios.

A Minha Meta Literária para 2017 é Sem grandes metas em 2017, além de continuar a ler o que tenho na estante (no momento há pouco mais de 50 na fila); fazer mais trocas, tentar ler mais nacionais e outros autores fora do eixo Estados Unidos e Inglaterra.

Para completar... roubei descaradamente a ideia da Tatá lá no Randomicidades de fazer um infográfico com alguns dos números das leituras desse ano.


Adoro infográficos! E, bem, acho que por aqui encerramos nossa lista, não é mesmo? Até ano que vem agora!


A Coruja


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6 comentários:

  1. Tem ótimos templates gratuitos para blogs, que são responsivos e se ajustam às variadas telas que temos hoje em dia. Dê uma olhada em Sora Templates ou ThemeExpose, mas por favor, troque esse layout do blog, porque tá impossível de ler em tablet ou celular.

    Ótimo post!

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    1. Mudar o lay do blog está entre os projetos para o ano novo, mas obrigada por trazer pra gente o problema no carregamento da página. Vamos dar uma pressinha com o projeto para facilitar a vida dos leitores. Abraços!

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  2. Que legal que tu fez o infográfico, Lu! Gostou da ferramenta? Também vou fazer o meu mas vai postar com alguns dias de atraso...

    Smacks!

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    1. Gostei sim, Tatá, achei ele bem intuitivo e tranquilo de usar. Vou ficar esperando seu infografico também!

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  3. O blog é ótimo, mas é tão pesado de carregar que às vezes eu desisto. A maioria das pessoas que têm acesso à internet no Brasil têm menos de 5MB. Melhore esse espaço, minha amiga, por favor.

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    1. Oi Caio, obrigada por avisar sobre o problema do carregamento - essa semana foi a primeira vez que alguém reclamou sobre o peso da página, então não sabia que estava ocorrendo tal problema, mesmo porque acesso bastante pelo tablet e nunca tive muita demora. Já estava nos nossos planos fazer uma troca de layout para algo mais leve e dinâmico - não vai acontecer de imediato, porque janeiro tem sido um mês de outras prioridades familiares e de trabalho, mas até meados de fevereiro deve estar tudo resolvido.

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Livros, viagens, filosofia de botequim e causos da carochinha: o Coruja em Teto de Zinco Quente foi criado para ser um depósito de ideias, opiniões, debates e resmungos sobre a vida, o universo e tudo o mais.

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