2 de novembro de 2010

Para ler: Fool Moon

"Fine. I can get started on these. How much do you know about werewolves, Bob?"

"Plenty. I was in France during the Inquisition." Bob's voice was dry (but that is to be expected, considering).

"Lot of werewolfery going on them?"

"Are you kidding?" Bob said. "It was werewolf central. We had every kind of werewolf you could think of. Hexenwolves, werewolves, lycanthropes, and loup-garou to boot. Every kind of lupine theriomorphs you could think of."

Li o primeiro livro da série dos Arquivos Dresden, Frente de Tempestade, no finalzinho de agosto e foi coisa assim de paixão à primeira vista. A história era muito bem escrita, você percebia o cuidado do autor em pesquisar as informações que estava utilizando e, cara, eu me diverti imensamente com as explicações taumatúrgicas que o Butcher deu.

Como todo mundo sabe, gosto imensamente de realidades alternativas e ficção fantástica. Eu tenho uma única regra para escolher os livros do gênero que vou ler: que por mais absurdo que seja o mundo criado pelo autor (como o Discworld), ele seja crível; que enquanto estou lendo aquela história, se dentro dela houver um sol cor-de-rosa, o autor tenha me convencido de que existe lógica para aquele sol cor-de-rosa.

Enfim, é o efeito da suspensão de incredulidade.

Butcher faz exatamente isso - ou, pelo menos, está fazendo até agora (ainda tem onze livros à frente...). A Chicago de Dresden com sua divisão especial da polícia para crimes paranormais, com magos nas páginas amarelas e gangues de licantropos nas ruas não me parece menos verdadeira que a Chicago do "mundo real". Na verdade, a se considerar que não conheço Chicago, a cidade de Dresden me parece muito mais verdadeira que qualquer outra.

Se algum dia eu vier a visitar a cidade, provavelmente tentarei encontrar o escritório do Dresden...

Continuando com o livro... o segundo volume da série não deixa nada a dever em ação ao primeiro. Harry continua apanhando - muito - e eu devo dizer que me espanta a capacidade de suportar dor que ele apresenta. Ele é baleado, espancado, amordaçado, se exaure magicamente e quase morre pelo menos umas três vezes durante a história.

Um dia normal na vida de Harry Dresden, tenho certeza.

Mais uma vez, ele está às voltas com uma investigação de uma série de assassinatos, todos cometidos durante ou nas proximidades da lua cheia. Isso leva o mago e seus associados a desconfiarem, claro, de que há uma alcatéia de lobisomens soltos na cidade.

O problema, como Harry descobrirá, é que não existe apenas uma espécie de lobisomem... e que, aparentemente, todas as espécies existentes decidiram se reunir para um passeio no parque da cidade. Para completar, o FBI se meteu nas investigações, Murphy está fula da vida com ele e provas incriminadoras surgem e o transformam num fugitivo procurado da justiça.

E isso não é tudo. Sutilmente, Butcher nos faz entender que não é uma coincidência a súbita movimentação sobrenatural na cidade, com os assassinatos de Storm Front tendo ocorrido apenas seis meses antes da confusão de Fool Moon; e que há coisas no passado de Dresden que nem mesmo ele está preparado para descobrir.

E, uma das melhores coisas, ao menos na minha opinião, é que as histórias de Dresden estão recheadas de mulheres fortes, inteligentes, que impõem respeito. Sério, eu não consigo me decidir de quem gosto mais, se da Murphy ou da Susan... De toda forma, ambos são bons exemplos em que se inspirar.

Aproveitei ainda o tempo que dei entre o primeiro e o segundo livro para assistir a série. Embora haja muita, muita coisa diferente de um para o outro, eu gostei bastante. Cada episódio é um caso fechado e, pelo que entendi, inspirado num dos livros. Ou, pelo menos, eu reconheci as histórias dos primeiros dois volumes em dois dos episódios (engraçado é que os lobisomens vieram antes da confusão com o mago insano).

Além disso, gostei imensamente do Bob da série. Preferi ele ao crânio falante obcecado por orgias e romances de banca (huahuahuahua).

Eu bem que gostaria de uma segunda temporada...

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E aproveitando o ensejo já que estamos por aqui, não deixem de participar da pesquisa de opinião para o balanço de final de ano de D. Lulu!



A Coruja


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Um comentário:

  1. Só posso dizer que adorei esse livro! xD

    Acho legal é a cretinice do Dresden: todo lascado, ferido, exaurido, frente a frente com uma máquina de matar praticamente indestrutível e tudo que ele diz é: "É, só mais um dia normal." xD

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Livros, viagens, filosofia de botequim e causos da carochinha: o Coruja em Teto de Zinco Quente foi criado para ser um depósito de ideias, opiniões, debates e resmungos sobre a vida, o universo e tudo o mais.

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