15 de novembro de 2010

Meme Literário: Dia 15 – um livro que te conforta




De uma forma geral, quando estou para baixo, jururu, fula e louca da vida, eu recorro a algum livro leve, algum romance ridiculamente açucarado, alguma coisa que me faça rir e pensar – "hei, se estou rindo num momento como esse, de uma besteira dessa, então isso significa que não pode ser tão ruim quanto aparenta, não é verdade?"

Todos os livros da Julia Quinn têm esse efeito sobre mim – de acordo com a Régis, é o “Efeito Quinn”.


Agora duro foi escolher um único título dela para colocar aqui... Pensei, claro, em The Viscount Who Loved Me, porque ele parece ser o favorito entre todas as leitoras de Quinn que conheço... mas eu já escrevi sobre ele e não queria remeter vocês – de novo – a uma resenha passada.

Assim, decidi escrever sobre o primeiro livro que a tia Julia publicou e que tem muitos dos elementos que fariam, mais tarde, na série Bridgerton, a minha alegria: Splendid.

Splendid está entre meus livros favoritos da Quinn - ao menos, da trilogia dos Blydon, ele é meu favorito. E ele tem uma das minhas cenas Top 10 da Quinn: Alex, em toda sua imponência ducal, escondendo-se atrás das cortinas para ouvir Emma com a família, após descobrir que a empregada Meg é na verdade, uma riquíssima herdeira.

Explico... o casal central do livro é Alexander Ridgeley, Duque de Ashbourne, rico, poderoso, acostumado a ter aquilo que quer e absolutamente desconfiado do sexo frágil em geral e Emma Dunster, herdeira de uma empresa de comércio marítimo, americana, dada a arroubos feministas e acostumada a fazer as coisas do seu jeito.

Eles se conhecem quando Emma, que está disfarçada de criada, salva o sobrinho de Alex de ser atropelado por uma carruagem. Ela bate a cabeça e desmaia e por conseqüência é colocada na carruagem do duque, que se encanta com os olhos (e outros atributos) da moça.

Emma se apresenta com um nome falso e mais que rapidamente dá o fora dali. O problema é que naquela precisa noite, sua família está preparando uma baile para apresentá-la à sociedade e é claro que Alex, que nunca vai a evento social nenhum, comparecerá a esse para ser uma dor de cabeça extra para a Emma.

Literalmente falando.

Ambos são teimosos e cabeça-duras; mas quando se cruzam, acabam por perder o equilíbrio. E a graça do livro é justamente essa: a de personagens que são, normalmente, tão centrados e seguros de si - como entendemos ser Alex e Emma - de repente virarem dois completos bobos.

As claques cômicas da Quinn nesse livro estão perfeitas e eu simplesmente morri de rir o livro todo. Na verdade, toda vez que volto a lê-lo, eu novamente me engasgo de rir, e termino a leitura com uma sensação de estar mais leve.

É quase como levar uma injeção de chocolate na veia. Eu totalmente recomendo este remédio para quem quer que esteja precisando de um pouco de açúcar na vida. XD


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E aproveitando o ensejo já que estamos por aqui, não deixem de participar da pesquisa de opinião para o balanço de final de ano de D. Lulu!





A Coruja


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2 comentários:

  1. Não conhecia. Dependendo do momento, a gente precisa mesmo de algo que faça rir e nos faça bem.

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  2. Não conheço o livro, mas parece ser bem confortante.

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Livros, viagens, filosofia de botequim e causos da carochinha: o Coruja em Teto de Zinco Quente foi criado para ser um depósito de ideias, opiniões, debates e resmungos sobre a vida, o universo e tudo o mais.

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