24 de março de 2016

Livros para Assistir: Eu, Robô


Num futuro não muito distante, a tecnologia da robótica avançou a ponto de que androides são uma visão comum e estão em praticamente todos os lares. Movidos por um cérebro positrônico e programados com as três leis da robótica, estes servos artificiais permitem aos humanos uma vida mais fácil e agradável. Mas... será mesmo?


Eu, Robô é a compilação de nove contos escritos entre 1940 e 1950 pelo famoso autor de ficção científica Isaac Asimov, que juntos formam uma narrativa que contam a história ficcional da robótica, contados na forma de uma entrevista dada pela robopsicóloga, Susan Calvin. Aqui, Asimov nos introduz ao seu mais famoso conceito, as três leis da robótica.


 Em 2004, foi lançado um filme homônimo, estrelado por Will Smith, no papel de Del Spooner, um detetive da polícia de Chicago que, por algum motivo, não confia em robôs. Quando o co-fundador da  U.S. Robots and Mechanical Men, a maior empresa produtora de robôs no mundo, comete suicidio, Spooner está convencido de que há bem mais por trás disso do que a princípio aparenta.


Não preciso dizer, logo de cara, que o filme não tem, absolutamente, NADA a ver com o livro, não é? A história é completamente original, e usa como base o mundo criado por Asimov em diversos de seus livros, e toma o título de sua obra mais famosa. Não me entendam mal, o filme não é ruim. Eu me diverti bastante ao assisti-lo, mas poderiam ter, literalmente, ter colocado um título mais fiel à história, não?


Tecnicamente, o filme é bem bonito. Curti bastante os efeitos visuais, e os robôs são de tirar o fôlego. Ao contrário do que fizeram em AI, os robôs são claramente artificiais, com partes metálicas visíveis e "armaduras" plásticas. A cena de perseguição de carro dentro do túnel é emocionante, e bem feita, mas nada que se destaque em tantos outros filmes de ação. Sim, se você esperava um filme de ficção científica, veio pro lugar errado: Aqui é bala, correria e luta pra tudo que é lado.


No geral, é um bom filme para se distrair, o famoso filme "sessão da tarde". Serve muito bem para você perder duas horas assistindo e se distrair. Se você é fã do livro, e espera uma adaptação fiel, ou mesmo aproximada, de um dos contos, passe longe. O que é bem triste, por que eu posso ver claramente alguns dos contos funcionando em forma de filme... Bem vamos esperar e ver, não é?

O Bode


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