26 de fevereiro de 2010

Novo projeto: Na sua estante


Estou quase pulando aqui na cadeira enquanto me preparo para fazer um anúncio. Adoro fazer anúncios. Especialmente quando eles se relacionam a novos projetos. Adoro novos projetos.

E não estou fazendo sentido de novo... Pff... Vamos começar do começo, certo?


Tudo começou em meados de janeiro com um email da Ísis, amiga de longa data, doida varrida assumida, que escreveu para o grupo da Amaterasu sugerindo que fizéssemos um super-especial do dia dos namorados (Valentine’s Day) no site – até troca de layout para algo bem meloso e romântico ela queria.

Uma vez, porém, que a equipe inteira estava enrolada – ou melhor, estava não, está - eu tive de vetar a proposta dela, até porque, já tinha organizada uma troca de layout para comemorar o início do Ano Novo Chinês, dia 15 de fevereiro.

Mas, porém, contudo, todavia... toda vez que jogam uma idéia que envolva “escrever” e eu estou por perto, é como jogar um osso para um cachorro. Independente de tempo ou outras responsabilidades, eu coloquei na cabeça que ia escrever um especial para o Coruja comemorando a data.

Como vocês devem ter acompanhado... não deu muito certo. Então, eu guardei minha brilhante idéia para uma história original envolvendo complicações amorosas no estilo Quadrilha de Drummond para o aniversário do Coruja, em maio... ou o dia dos namorados sob os auspícios de Santo Antônio, em junho.

Só que a coisa começou a crescer na minha cabeça, personagens chutando e estapeando para saírem lá de dentro... Foi quando me sentei para ler o jornal hoje de manhã e dei de cara com as tirinhas do caderno de diversidades, que a coisa estalou.

Em vez de escrever uma história linear – que tomaria um pouco mais de tempo do que estou tendo nos últimos tempos – decidi fazer uma espécie de... “tirinhas literárias”, no estilo dos fragmentos que fiz naquele exercício que venho postando há meses, mas com os personagens fixos dessa história que quer porque quer sair.

Explicando assim, eu acho que não deu para entender nada... mas, tudo bem, vocês vão entender quando começarem a ler os mini-contos, em vez dessa explicação altamente confusa que estou dando no meio da minha empolgação com a idéia.

Resumo do que vocês precisam saber: a partir da semana que vem (porque é claro que eu vou deixar meus caros leitores cozinhando na frigideira durante uma semana de forma a que eles fiquem ansiosos para a estréia...), toda sexta-feira, vocês terão uma “tira-conto-pílula-folhetim”, não necessariamente em ordem cronológica, que, em conjunto, formam o projeto chamado Na sua estante.

Tecnicamente, este projeto é uma forma de usar todos os clichês possíveis e imagináveis envolvendo l’amour: amor não correspondido, amor platônico, amor e ódio, amor e opostos, amores que se acabam, amores que começam, amor à primeira vista, primeiro amor...

Ao mesmo tempo, contudo, uma vez que eu tenho um senso de humor altamente questionável e sou dada a fazer conexões bastante absurdas na minha cabeça, não se espantem se um belo dia vocês encontrarem no meio dos diálogos entre os personagens de Na sua estante tratados de mitologia, história e literatura, críticas a filmes e romances, piadas sobre o twitter e outras menções que fazem parte do cotidiano de praticamente todo mundo.

Para completar, nossas "tirinhas" serão algo bem interativo e democrático: quando se acostumarem com os personagens, posso vir a convidá-los a escreverem seus próprios contos-pílula ou então saber o que vocês acham que deve acontecer a seguir. E, quem sabe? Se eu encontrar alguém que desenhe e queira se juntar ao projeto, posso até roteirizar as histórias em tirinhas de verdade.

Para que não fiquem a ver navios até sexta-feira que vem e possam acompanhar mais ou menos a idéia por trás das historinhas... eu lhes apresento nossos personagens.

A Biblioteca: embora seja um lugar, e não uma pessoa, a Biblioteca é o lugar em que a maior parte da ação ocorre – e por aí vocês podem já começar a tirar conclusões...

Penélope: a bibliotecária. Penélope faz as vezes de figura maternal em muitos casos. É uma quarentona solteira, uma vez que acabou de terminar um longo, looooongo noivado. Sem irmãos, sem primos, sem filhos, ela acaba por adotar um casal de irmãos que é presença constante na biblioteca, quase sempre se metendo na vida amorosa – ou falta de – dos dois. Penélope é, em suma, uma casamenteira.

André: irmão mais velho de Beatriz, estuda Direito na Universidade onde se localiza a Biblioteca onde Penélope é a bibliotecária. André é uma criatura bastante contraditória: se faz de machista, bagunceiro e rebelde sem causa, mas é irrecuperavelmente romântico. Não que ele assuma ou mesmo tenha consciência disso...

Beatriz: irmã caçula de André, é mais próxima de Penélope, mesmo porque é voluntária na Biblioteca, num programa voltado para leitura de histórias infantis para crianças carentes. Também estuda na Universidade, sendo aluna de História.

Arquimedes: professor de literatura, e amigo de infância de Penélope por quem é apaixonado... bem, por quem é apaixonado desde sempre. Infelizmente, ela nunca o percebeu como mais que um amigo. Arquimedes é filho de uma professora de matemática, que o batizou com esse nome prevendo que ele seria um grande gênio dos números...

Leonardo: o ex-noivo de Penélope, que volta e meia aparece para tentar dar uns amassos na bibliotecária – sendo, pois, o grande arqui-rival de Arquimedes. Na minha modesta opinião, o cara é um babaca que se aproveita de eventuais momentos de carência da Penélope para ganhar colo.

Luís: outro assíduo freqüentador da Biblioteca, onde costuma mestrar campanhas de RPG; é meio encantado por Beatriz – e tem Penélope como sua conselheira amorosa, que não quer mais nada da vida além de ver Bia e Luís encaminhados. Estuda arquitetura.

Mariana: a musa de André, sua colega de turma e ideal inalcançável feminino – afinal de contas, ela já tem namorado. Apesar disso, porém, volta e meia flerta descaradamente com o rapaz, sempre dando esperanças para o pobre. Não à toa, Beatriz a detesta.

Heitor: o gato de Penélope, é um animal bastante dado à filosofia.

Dante: figura misteriosa que Beatriz afirma ser o grande amor da sua vida.

Ok, tendo sido apresentados aos personagens... tudo o que posso lhes dizer agora é... esperem por sexta-feira.

Hehehe... HEHEHEHE... HUAHUAHUAHUAHUAHUAHUAHUA...

(caindo de cadeira enquanto dá risadas malignas de fazer inveja à bruxa da Branca de Neve)



A Coruja


____________________________________

 

11 comentários:

  1. Adorei! Cara, simpatizei com Penelope, acho que vou me divertir com ela. Já torcendo para o pobre Arquimedes,que trocou os números pelas letras. Gostei da Bia. Odeio a tal Mariana... enfim, espero ansiosa pela primeira tirinha! Ansiosa mesmo, isso realmente é maldade!
    bjs
    Ju

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  2. parece bem legal... e sim, esse formato eh totalmente perfeito. da mais leveza ao autor e ainda assim satisfaz o leitor.

    eh uma boa. ^^
    yay, qto mais personagens lulu cria, mais ncs podemos fazer tb.... (ri pencas... e risadas mais maleficas q a da lulu XD)

    ADORO ser mais malvada ainda... :D

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  3. Normalmente nunca posto em blogs que frequento, mas não poderia deixar de fazê-lo aqui.
    Me tornei fã do seu blog no mesmo instante que comecei a ler a série sobre zumbis e bem, li praticamente tudo que tinha postado na mesma noite. =P
    Esperarei ansiosamente por esses contos (adoro contos, inclusive tento escrever de vez em quando), uma vez que já me identifiquei com alguns personagens. xD

    p.s.: Baguetosa, vc não é malvada nem aqui nem na china, deixe de brincadeira!

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  4. Hum...

    O que é baguetosa? Tem a ver com baguete????

    Huahuahuahua... Obrigada por ter rompido sua tradição, André, fiquei feliz da vida com seu comentário... e, depois dos zumbis, estou pensando seriamente em falar sobre lobisomens. Ou múmias. Ou talvez os dois.

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  5. Na verdade, o p.s. foi para a Ísis! E sim, tem a ver com baguete. xD

    Eu voto pelos lobisomens. Sempre foram uma das minhas criaturas sobrenaturais favoritas. Costumava ouvir histórias sobre eles quando era criança, e criei "gosto" desde então.

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  6. =D
    fiquei contente com a iniciativa, e por vc publicar para nós. Eu confesso q, qndo li os fragmentos, fiquei curiosa pela história (ainda que, na minha cabeça, ela se passasse num outro período da história... n sei pq... pq... bibliotecárias no passado não existiam... não no passado que eu pensei... acho...)
    aguardando ansiosa!
    beijos!
    Flávia

    PS: terminei de ler a série do visconde e irmãos semana passada!! heheheehe muuuuuuuuitos comentários!!!! qndo começamos???

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  7. Hum... Flávia... "Na sua estante" não é uma história de época, como "Ases". Acho que você confundiu um pouco as coisas...

    Simmmmm... mas aí, o que achou das desventuras dos irmãos Bridgerton? Adoro todos eles, mas tenho uma enorme predileção pelos livros do Anthony e da Hyacinth.

    *perdi a conta do número de vezes que fiquei quase chorando de rir com Gareth, Hyacinth e os eventos que eles eram forçados a comparecer...*

    Aliás, os livros dos Bridgerton têm contos especiais chamados 2nd Epilogues.

    Vou ver depois se encontro o link deles e dos outros livros da Quinn em inglês para passar para vocês.

    André... Lobisomens então. Já estão na lista. ;)

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  8. Tem alguém fazendo rememorações...
    Só está faltando um personagem que fique fornicando com as plantas da biblioteca.
    Saudades!
    Xero

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  9. ehehehe
    eu ainda nao sei qual deles é o meu preferido... eu ri mto com o do anthony... e o da daphne foi divertidíssimo tb!!! hehehehehe

    eu entendi que nao é uma história de época, sim =)
    foi apenas o meu pensamento qndo li o fragmento, antes de saber da história (antes desse seu post, enfim)!!!

    Alias, cade cap. novo de ases???

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  10. Curiosa eu fiquei.
    Ler eu me esforçarei ;)

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Livros, viagens, filosofia de botequim e causos da carochinha: o Coruja em Teto de Zinco Quente foi criado para ser um depósito de ideias, opiniões, debates e resmungos sobre a vida, o universo e tudo o mais.

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