13 de agosto de 2013

Tales From The Barn - Terror Noturno

Hã? O que é isso? Quem acendeu a luz? Que sac.... Espera. Por que eu não consigo me mexer? Não consigo nem abrir os olhos! O que tá acontecendo?!

E que barulho é esse no fundo? Não consigo identificar o que é. Espera um pouco... Prestando atenção melhor, parece ser mais de uma fonte. E parece que são em intervalos. Pergunta e resposta? Não sei exatamente o que, mas já sei o que é o barulho: conversa.

Mas quem está conversando, no meu quarto, e em um idioma que nunca ouvi antes? Se ao menos eu pudesse virar o rosto pra olhar... Ou abrir os olhos, pra começo de conversa. Por que não consigo me mexer?! Estou ficando com medo.

Dá pra sentir a presença deles agora. Quantos são? Dois? Três? Espera, voltaram a conversar naquele idioma estranho. E novas vozes se juntaram às outras. São pelo menos cinco deles! E estão se aproximando de mim! Posso sentir! Estão mais próximos, com seus olhares sobre mim, me examinando. Agora também estou sentindo um peso enorme sobre meu peito, expulsando o ar de mim. Quero gritar “Vão embora, me deixem em paz!”, mas a voz não sai, o ar não entra nos pulmões.

Não! Meu braço! O que estão fazendo com meu braço?! Não consigo sentir o meu braço! Devolvam meu braço, seus desgraçados!!! Tento me rebater e gritar, mas ainda não consigo me mexer. O máximo que consigo é rolar um pouco na cama. O que esses malditos fizeram comigo?!

Eles continuam a conversar, alheios ao meu sofrimento. Ou não, talvez seja exatamente o que eles querem, me ver sofrendo, imóvel. Por que mais fariam isto tudo, fosse outro o objetivo deles? E o que mais planejam fazer comigo? Primeiro meu braço, e depois? Minha perna, minhas orelhas, meus olhos? Preciso sair daqui! Vão me matar, eu tenho certeza! Se ao menos eu pudesse me mexer! Mas. Não. Adianta! Não consigo mexer nem um músculo, por mais que tente.

Espera... Estou voltando a sentir meu braço! Achei que tinham arrancado ele de mim! Será que vão me solt... Hã? Ai! O que foi isso? Uma agulha? Ai! Mais uma! E outra! Ai! Estão enfiando dezenas de agulhas no meu braço!! Parem! Isso dói, seus malditos! Parem, pelo amor de Deus! Ou me matem logo! Parem com essa tortura! PELO MENOS ME DEIXEM GRITAR!!!

E para tudo de uma vez. A dor, a paralisia... tudo. Só eu estou no meu quarto. Está tudo escuro, como eu tinha deixado. Respiro fundo, tentando me acalmar, tentando entender o que aconteceu...

Mas eu sei que não volto a dormir hoje.

O Bode


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