26 de outubro de 2009

Blood+





Como vampiros tem sido um assunto muito na moda nos últimos tempos, decidi dedicar resenhar um dos meus animes favoritos e uma das melhores histórias que conheço envolvendo nossos sanguessugas favoritos: Blood+.


Blood+ é uma série de anime inspirada no filme Blood: the Last Vampire, de 2000 - embora haja poucos elementos do filme presentes na história do anime. Foi lançado em outubro de 2005 e, a partir dele, foram adaptados três arcos de mangá: Blood+ (dezembro de 2005); Blood+ Adagio (abril de 2006) e Blood+ Yakoujoushi (abril de 2006), todos desenhados por diferentes mangakás.

Esses mangás estão sendo/foram publicados no Brasil pela Panini.

Há muitos motivos para gostar de Blood+, da história à profundidade dos personagens, mas vou começar por um caráter mais técnico: a trilha sonora, assinada por Mark Mancina (que ajudou na composição e arranjos de filmes da Disney, como O Rei Leão e Tarzan) e produzida por Hans Zimmer (responsável pela trilha de vários filmes da Disney, e grandes sucessos como Gladiador e a nova série de Batman).

Todas as músicas instrumentais são belíssimas, de arrepiar qualquer um; com destaque para a canção da Diva. Os arranjos casam perfeitamente com as cenas – seja nos momentos mais trágicos, seja nas lutas e são um elemento indispensável no fascínio que essa série exerce.

As músicas de abertura e os encerramentos também são excelentes – destaque para Season’s Call, do Hyde e This Love, na voz da Ângela Aki.

A boa trilha, é claro, não seria nada sem uma boa história e, garanto-lhes, nos cinqüenta episódios da série, somos presenteados com um excelente roteiro. Intriga, romance, família, traição, vampiros... Blood+ tem todos os elementos necessários para prender a atenção do grande público; sejam os fãs de grandes combates de espada, sejam os românticos inveterados.

Todos os personagens foram bem desenvolvidos; possuem histórias próprias, motivos que os levam a fazer as escolhas que fazem – a maioria deles são sobreviventes, que formam a entidade chamada Escudo Vermelho, cujo objetivo é destruir os quirópteros (nome científico dos morcegos); criaturas quase indestrutíveis, que se alimentam de sangue humano.

A única fraqueza dos quirópteros é o sangue de Saya – a personagem principal da série – que, em contato com uma ferida deles, faz com que as criaturas se solidifiquem. Eles são criados a partir do sangue da “rainha”, a grande antagonista da série, Diva.

Saya, à primeira vista, é uma colegial normal, com um enorme apetite e uma anemia séria, que faz com que ela tenha de passar por diversas transfusões de sangue. Ela nada sabe sobre seu passado até um ano antes do início da série, tendo sido adotada por George Miyagusuku, que pertence à Escudo Vermelho.

Ao longo da história, descobrimos a verdade sobre a identidade de Saya, o motivo de seu sangue ser capaz de matar os quirópteros e sua ligação com Diva. Discorrer muito sobre o assunto – ainda que muita gente seja capaz de perceber para onde estamos indo de cara – entregaria muito da história, então, não entrarei em detalhes.

Acompanhamos assim o amadurecimento de Saya – e também de seus irmãos adotivos, Kai e Riku, diante dos acontecimentos dos quais são forçados a tomar parte. Ao final das contas, eles são levados a lutar e arcar com suas escolhas e responsabilidades e é exatamente sobre a responsabilidade que Saya sente em relação à Diva que repousa muito da força de seu personagem.

Blood+ é, muito definitivamente, uma série que vale não apenas assistir, como ainda reprisar várias e várias vezes – a cada nova vez que assistimos, encontramos novas nuances. Absolutamente recomendado!


A Coruja


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